terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Empreendida

Achei que 2017 tinha sido um ano difícil e que em 2018 melhoria. Estava enganada. Não diria que piorou, apenas que 2017 durou dois anos. Foi uma continuidade de desafios, bastante distintos.

Internamente, o CineMaterna passou por intensas mudanças nos últimos dois anos. Estamos entrando nos eixos, mas as alterações foram profundas e foi emocionalmente intenso, com perdas e ganhos. O público e os parceiros não viram nem sentiram nada - e esse era o nosso objetivo.

A minha posição é de quem empreende e está à frente de uma entidade. É um papel que requer uma visão distinta e nem sempre confortável. É tomar decisões o tempo inteiro, da mais fácil e cotidiana, até a mais dolorosa e difícil e que normalmente envolve pessoas.

É ser responsável legal por uma organização e portanto, por consequências de risco. É levar sustos. É cumprir obrigações, pagar contas e seguir a legislação tributária.

É delegar, ler as entrelinhas, cobrar e estar conectada com sua vida profissional o tempo todo. É ser um pouco psicóloga, um pouco advogada, um pouco contadora, um pouco designer, um pouco jornalista. É ser racional e organizada e ter uma visão de direção. É enfrentar crises sociais, econômicas, políticas.

É ter empatia, muita. É saber se comunicar - ou esforçar-se intensamente para isso.

É tomar para si a responsabilidade que nem sempre é sua. É ser forte. É confiar nas pessoas - e desconfiar, quando necessário. É ser surpreendida e decepcionada.

É aprender e ensinar o tempo todo. É sentir medo, mas passar segurança. É saber quando seguir o instinto.

É viver, com uma carga de emoção a mais, sem conhecer o final, mas batalhar para a trama ser linda.

Imagem que me mantém como empreendedora