segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Entre o passado e o futuro

Faz 10 anos que sou mãe. Não sei se é o número, uma década, ou o tamanho do menino, mas impressiona. Olhar para trás e lembrar que ele foi gestado em meu ventre, recordar as ansiedades pré-nascimento e o puerpério de primogênito - sobreviver a um dia, entender o amor que é acompanhado da angústia de achar que a vida não voltará mais aos eixos.

Um filho com 10 anos, mãos e pés do tamanho dos meus, com vontades próprias, mas ainda aproveitando o aconchego dos meus braços (e eu, o carinho dele).

Max aos 3 meses e agora, aos 10 anos

A cada aniversário eu paro, dobro a idade de meu filho e penso no futuro. Dos 10 anos, pulo para os 20. Um homem feito! Quem será ele? Estará fazendo faculdade? De quê? Quem serão seus amigos? Como será a nossa relação? Quais serão seus gostos, seus afetos, suas posições?

Não cessa de me espantar a velocidade do crescimento, as mudanças de fase, de gosto, de brincadeiras. Fui olhar fotos para ilustrar aqui e me deparei não apenas com filho pequeno, mas mãe e pai dele diferentes também. Quem eu era naquela época e o que mudou? Como serei e onde estarei daqui a 10 anos?

Se você está com um bebê nos braços, naquelas horas mais difíceis, tente lembrar que passa rápido. Se perder a paciência, está tudo bem, da próxima vez você começa de outro jeito e tenta fazer diferente. E não é porque estou dizendo isso que será mais fácil.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Pérolas de viagem

Viagem de trabalho no CineMaterna é rodeado de amor. Fui a Florianópolis na semana passada e fui direto do aeroporto para a sessão. Lá conheci Carol, a nova coordenadora da cidade, entrevistei duas candidatas para a equipe local, acompanhei a primeira sessão da Melina e de surpresa, ainda recebemos a visita da Juliane, voluntária de... Belém! Sim, a do Pará. Não é incrível uma pessoa sair da região Norte, levar na bagagem sua camiseta pink e dar uma pausa nas suas férias para conhecer suas colegas de equipe no Sul?

Melina, super atenta em sua primeira sessão
como voluntária do CineMaterna 
A partir da esquerda: Juliane, Carol, eu, Melina e Mari

Juliane estava em férias, de passagem por Florianópolis, foi visitar a sessão e conhecer a equipe de Florianópolis. Engatamos em um papo delicioso sobre viagens e, como não podia deixar de ser, filhos.

No dia seguinte, fui a Balneário Camboriú, a uma hora e meia de Florianópolis, para acompanhar a caçula das cidades que recebem o CineMaterna.

Da janela do ônibus entre as cidades, ainda em Floripa

Na equipe de Balneário, encontrei a Fernanda, coordenadora da cidade, com seu crachá e camiseta "perolados", dando um novo significado para "vestir a camisa".

Fernanda e na foto de baixo, detalhe das pérolas


A sessão transcorreu sem problemas e com muita fofura:



Quando o CineMaterna começou, há nove anos, não imaginava uma viagem a trabalho assim, rodeada de carinho, encontros e papos. Claro que é muita responsabilidade, mas poder fazer isso com leveza e amor, colecionando boas histórias, é um enorme privilégio.

De quebra, ainda tenho esta visão belissíma da ilha de Florianópolis,
a partir do avião