segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Dormir, verbo imperativo

Você já deve ter observado um bebê adormecer. Não o bebê dormindo, mas o processo - frequentemente loooongo - de fechar os olhos e cair no sono. Para qualquer mãe e pai o sono arduamente conquistado é um alívio, um pouco de descanso, além de ser importante processo fisiológico para o bebê. Muitas, muitas, muitas vezes me peguei ansiosa para que meus filhos adormecessem e assim, ter um tempo para mim, além de um pouco de silêncio.

Se para nós, adultos, nem sempre é simples pegar no sono e muitas vezes necessitamos de rituais ou recursos como ler ou assistir TV, para os bebês não é diferente. 

Atualmente, observar a relação das mães com seus bebês faz parte da minha rotina. Agora que meus filhos estão maiores, consigo ter um olhar diferente, apaixonado, diria. Adoro observar os minutos que precedem o mergulho no sono, quando o bebê fica entre o pescar e a luta em se manter acordado. Fico enternecida em observar os pequenos códigos entre pais e bebês, como cantar baixinho no ouvido. Passar o dedo entre os olhos do bebê. Bebês que gostam de ser "embrulhados". Balançar, balançar, balançar para embalar. Aqueles que colocam a mão no peito ou na orelha da mãe (ou do pai, ou de quem for). Bebês que "falam" para dormir. Já vi bebê no colo que puxava o rosto da mãe e queria que ela esfregasse seu nariz no dele. Tem a naninha, clássica, entorpecente fascinante. Ah, claro, dormir no peito, ir fechando os olhos aos poucos, sugando. Ou o choro de cansaço até a exaustão - a deles e a nossa. Sem contar os casos cômicos daqueles que dormem comendo, pifam, não sem antes lutar contra o sono. 

Fazer bebê dormir, acalentando em pé:
recurso dos mais usados no CineMaterna 

É lindo ver os pequenos olhos fechando aos poucos, virando, abrindo novamente para, enfim, descansarem. Quanto mais ansiamos pelo sono deles, mais parece que esse abrir e fechar de olhos demora uma eternidade para chegar no estágio final. 

Taí mais uma característica da primeira infância que nem sempre é fácil de conviver e que, creia-me, um dia recordamos com saudade. 

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