segunda-feira, 1 de maio de 2017

Coração de voluntária pink

Se você for a uma sessão CineMaterna, será recebida por voluntárias de camiseta cor-de-rosa, carinhosamente apelidadas de PINKs. A maternidade é pré-requisito para fazer parte da equipe, pois entendemos que ter empatia com as mães recém-nascidas é fundamental para o acolhimento. Se for uma sessão mais movimentada, talvez você não cruze imediatamente com uma pink, mas tenha certeza que estão mobilizadas para proporcionar a melhor experiência para as famílias: ajeitando a sala, acertando os detalhes na bilheteria, organizando o estacionamento de carrinhos ou ajustando o som e luz junto à equipe do cinema. Nem sempre é uma tarefa fácil, às vezes esbarram em dificuldades técnicas. O importante é que, resolvidos os detalhes operacionais, a essência do CineMaterna está lá, seja um olhar, uma palavra ou um gesto de carinhoso para as famílias.

Temos um grupo fechado de Facebook para as 360 voluntárias do CineMaterna. Lá compartilhamos experiências, damos recados, fazemos pesquisa, vemos fotos das sessões pelo Brasil afora. Hoje fui postar um álbum de fotos de um lançamento e me deparei com uma surpresa: o depoimento da Derli Rezende, avó (e mãe, claro), carioca, que promove o amor pink em sessões na zona sul do Rio.

Derli no Natal, quando Papai Noel 
visitou o CineMaterna
O trabalho voluntário é algo muito gratificante, principalmente quando você abraça o projeto. Isso aconteceu comigo. 

Conheci o CineMaterna através da minha filha Débora Rezende que me convidou ir ao cinema com meu netinho de dois meses. Fiquei encantada​!!! Enviei meus contatos para a Gláucia Colebrusco e, pra minha alegria, veio o convite para que eu participasse deste grupo maravilhoso. E lá se vão quase quatro anos.

Hoje sou Pink Master [coordenadora de equipe] em três cinemas e Pink em mais dois, todos no Rio de Janeiro (Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca) e se houve outros cinemas nesta região, estaria junto também.

Minha alegria é tamanha, que de tanto eu falar do projeto, influenciei minha amiga Nina Bastos, hoje uma verdadeira PINK, e que, assim como eu, abraçou de coração esse projeto maravilhoso. 

Obrigada Débora, Gláucia, Irene Nagashima e toda equipe, minhas Pinks Master Renata Bougleux e Kivia Correia, por todo carinho e atenção.

Do fundo do coração, obrigada, muito obrigada mesmo. Amo vocês. Amo CineMaterna. Amo ser PINK.

Nina com o banner do CineMaterna 
Amigas em momento selfie - e pink

E pensar que quando o CineMaterna nasceu, há nove anos, não tínhamos a menor noção que a iniciativa transbordaria amor na cor pink. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Morfar* pra Rosa!

Essas fotos são da Simone Novato, fotógrafa parceira, praticamente "de casa". Foi após um lançamento em São Bernardo do Campo, SP, onde recebemos 500 pessoas. Exaustas? Sim. Mas ainda dispostas para uma brincadeira, com direito a poses, caras e bocas - e participação especial da Power Ranger cor-de-rosa, nossa mais nova amiga.

(*) "Morfar" é se transformar em Power Ranger.





sexta-feira, 3 de março de 2017

Saudade de imagens

Fazia mais de dois meses que não havia lançamento de um CineMaterna em um novo cinema por conta do recesso de final de ano. Quando recomeça a "temporada" de lançamentos, chego ao primeiro evento com muita vontade de fotografar. A nostalgia não é apenas do ato de registrar as imagens (fotógrafos entenderão o que é esta saudade). Sinto falta do momento em que vou tratar as fotos e me deparo com as cenas do que é o CineMaterna. Veja se não é para sentir saudade:

Mãe pedindo informação
Muitas pinks para recepcionar as famílias
Carinho da Bete Sozza (de camiseta preta),
fotógrafa do evento, com Gláucia Colebrusco
Comissão de boas vindas
Bochecha amassada (tem coisa melhor?)
Selfie com bebê no cinema
Mal andam e já se abraçam 
Sorriso banguela cativante 
Amigonas e amiguinhos
Mãe com bebezica
Sala lotada
Estacionamento de carrinhos
Ah, esses sorrisos!
Soneca no colo
Exploradora de sala de cinema - ou ginástica para mães
Os sorrisos e o colo aconchegante
A doçura do olhar para a câmera enquanto a mãe assiste ao filme
Pinks entretidas
Risada durante o filme...
... garantindo a alegria familiar na saída
Final feliz, não acha?

Veja o álbum completo AQUI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

E como foi para você?

Ir ao CineMaterna com um bebê com um ano não é para fracas. São bebês mais ativos, dormem menos, ficam mais atentos aos inúmeros estímulos que uma sala de cinema repleta de "amigos" proporciona. Por isso, o depoimento tão bem humorado da Thalita Rigonatto, de Campo Grande (MS), mãe do Enrico, de quase 5 anos e da Clara, quase 1, me chamou a atenção.

Meu primeiro CineMaterna 🎞

Estava me programando para ir ao CineMaterna e quase desisti. Mas pensei melhor e fui por três motivos:

1️⃣ Desde que o Enrico era bebê que eu tenho vontade de ir no CineMaterna e onde eu morava não tinha.

2️⃣ Aqui só acontece uma vez por mês. 

3️⃣ Era minha única chance de assistir La La Land antes do Oscar e não dar uma de Glória Pires. Então lá fui eu! 

Reprodução do Instagram de
Thalita Rigonatto,
com autorização
Clara chegou no shopping dormindo e eu fiquei felizona achando que ela só ia acordar lá do meio pro fim do filme. Haha! Ela acordou cinco minutos depois dessa foto, enquanto eu comprava pipoca. Esse, à propósito, foi o momento mais agitado da tarde. Deixei a pipoca no balcão enquanto fui acomodar minha bebida no suporte do carrinho (de bebê), a pipoca virou, caiu no balcão, no chão, atrasando a fila que já estava enrolada. O atendente, muito atencioso me serviu mais. Quando eu fui pegar novamente, dona Clareta começou escalar o carrinho (com intuito de alcançar meu colo), que já estava sustentando a bolsa na mesma extremidade, resultado: carrinho virou com Clara e tudo! Só me deu tempo de segurar a cabeça dela, posicionar meu joelho embaixo do carrinho (onde ganhei uma bela mancha roxa!) para amortecer o impacto (nem sei se foi intencional, mas funcionou) e gritar socorro enquanto esparramava mais pipoca por toda parte. Pela graça de Deus vivemos em tempos de sororidade, as outras mães vieram ao meu resgate, seguraram minha filha e limparam o meu carrinho. Quanta gente fofa! 

Durante o filme foi tranquilo! Uma troca de fralda, duas corridas atrás de uma engatinhante fugitiva, inúmeras tentativas de comer pipoca do chão, tranquilão...😆 

Clara não chorou nenhuma vez, apesar de ter resmungado um pouco quando o sono bateu. Mamou bastante. No início ficou no colo, de boa. Enquanto eu comia uma pipoca ela jogava duas no chão e se lambuzava de manteiga. Que beleza! 👌🏽 Depois que descobriu o chão, eu só precisava ficar de olho para onde ela ia (quis ir lá assanhar um bebê bem novinho que estava na boa no colo da mãe dele) e se tentava colocar algo na boca (tipo todas as 456 pipocas que ela mesma jogou no chão). Mas juro que deu pra assistir o filme numa boa. Sentamos na fila preferencial, onde tinha bastante espaço para engatinhar e a grade da rampa para ela se segurar e andar de ladinho. Ela curtiu! 

Como eu já havia lido, o CineMaterna é super organizado! Os carrinhos ficam estacionados no corredor de entrada na sala, próximos a um trocador duplo. Nele havia lencinho, fraldas de vários tamanhos, pomada e, é claro, uma lanterna! 😆 Super útil! Usei para conferir o bumbum da Clara. 

Ganhamos uma lembrancinha Natura Mamãe e Bebê, que apóia o evento desde 2009. E tinha uma fotógrafa oficial, tem em todas as sessões, rende fotos fofas demais (olhem na página do CineMaterna no Facebook)!! O ar condicionado fica mais fraco (adorei essa parte, sempre passo frio no cinema), as luzes não ficam totalmente apagadas e o som é um pouco mais baixo. Tudo muito confortável, tranquilo e gostoso. Em nenhum momento me senti numa sessão 'menos divertida' ou sem o clima de cinema. Nem os eventuais choros atrapalharam. 

E La La Land foi simplesmente delicioso de assistir! ❤️ Com certeza estarei presente nas próximas sessões. Porém, tenho alguns lembretes para mim mesma, nas próximas vezes. São eles:

- Ir de barriga cheia e deixar a pipoca para sessões normais;
- Se a vontade de comer pipoca for grande, que seja sem manteiga;
- Clara deve ser presa no cinto do carrinho e só pode ser solta dentro da sala, com carrinho estacionado!! Já ajuda!

Thalita, obrigada por nos autorizar a compartilhar seu depoimento e pelas palavras de carinho aqui dedicadas.

E você, tem uma história emocionante, ou hilária, ou surpreendente ou tudo-isso-junto? Compartilhe conosco escrevendo para depoimento@cinematerna.org.br e anexe uma foto. Queremos conhecer sua experiência também. ;)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A contradição em pessoa

"Foram três dias em que meu filho chorou quando o deixei na creche. Grudou em meu pescoço e berrou. Foi duro, mas as cuidadoras disseram que ele ficava bem depois. Hoje, ele simplesmente se despediu e entrou feliz. E eu fiquei arrasada".

Ouvi esta história enquanto estava na sala de espera de um consultório. E tenho certeza que você já ouviu algo similar ou mesmo, passou por isso. Para mim, essa é uma alegoria da maternidade.

Sabe quando o bebê está naquela fase grude, em que não pode perder a mãe de vista que abre o berreiro? Ou filho um pouco maior que fala "mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe", o dia inteiro? São momentos cansativos, que deixam as mães exauridas, ansiando (desesperadamente) por algumas horas de tranquilidade.

Ouvir filho chorar parte o coração de qualquer mãe. Não importa a situação, não importa a idade da criança, estraçalha a gente por dentro. Mas quando os filhos começam a ficar emocionalmente independentes, viram as costas e seguem felizes com outra pessoa, sem choro, ficamos... desapontadas? magoadas? tristes? um misto destas sensações? 

É lugar comum falar que a maternidade envolve sentimentos contraditórios: o cansaço e o amor intenso, a impaciência e o arrependimento, a ânsia por um beijo e o fastio do grude. E a saudade que bate quando finalmente temos umas horas para nós? 

Conclusão: sou bem ordinária em meus sentimentos como mãe. Encontrei foto minha de seis anos atrás, fotografando no CineMaterna com o Eric, meu caçula, a tiracolo no wrap. Foram seis meses de labuta conjunta e ao final, estava bem cansada. Mas decidir que a dupla estava encerrada e que ele não trabalharia nem viajaria mais comigo foi uma definição tão, tão difícil!

Foto: Karin Michels

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Não vencemos todas as enquetes

Já escrevi sobre isso, mas vira e mexe, a questão volta. É inquietante porque poderíamos optar por um caminho cômodo, o de escolhermos um filme entre os que estão em cartaz, sem tantas personalizações cinema a cinema, cidade a cidade. Selecionar os títulos que julgarmos que agradaria à maioria e pronto. Ou deixaríamos os cinemas designarem o que fica mais fácil para eles.

Só que acreditamos no processo de escolha pelas mães e entendemos que a diversidade de gostos pode ser respeitada, mesmo que dê trabalho.


Às vezes, parece que alguém "manipulou" o resultado, eu sei. Mas tenha certeza, não mexemos no desejo das mães. Há fatores que entram em jogo fazem com que o vencedor de uma enquete, mesmo ganhando de lavada, não entre em cartaz no CineMaterna. Pode ter saído de cartaz, como foi o caso de Rogue One - Uma História Star Wars. O filme estreou próximo ao Natal e quando pedimos o filme, duas semanas depois, já estava saindo de cartaz. Foi uma decepção para nós também. Ouvimos alguns protestos veementes, que poderíamos ter evitado se estivéssemos optado pelo caminho seguro de nem colocar este título em enquete. Ficaríamos na eterna dúvida se deveríamos ter ao menos tentado.

O mesmo filme também pode se repetir em mais de um cinema na mesma cidade. Queríamos ter filmes inéditos sempre, mas a oferta de estreias não é suficiente. Por exemplo, atualmente, Minha Mãe é uma Peça 2 domina as sessões, a maioria, re-ple-ta de famílias com bebês. Agora que estreia La La Land, dá para trocar o filme? Colocamos em enquete, ganhou algumas, mas tivemos negativa por parte de um cinema, decepção que me inspirou a escrever aqui. Recusaram porque a sessão de La La Land é às 16h e não às 14h, horário do CineMaterna. Insisto com a rede de cinemas, quase de joelhos, sabendo a trabalheira que é operacionalizar a sessão de um filme em um horário diferente dos demais dias da semana. A negativa é reiterada, pois em janeiro, alta temporada, os cinemas ficam lotados e os pedidos especiais não podem ser atendidos. Compreensível.

Quando negociamos com os cinemas também ficamos na torcida para conseguir colocar em cartaz o maior número de títulos favoritos do público nos cinemas. O objetivo do CineMaterna é reintegrar as mães recém-nascidas à vida social através de um programa cultural que, para ser bacana, requer um filme interessante para elas. Não é o nosso gosto para filme que conta, não é achômetro. É a escolha da maioria, que precisamos encaixar na programação e logística dos cinemas. Em 90% dos casos somos bem sucedidas. Nos 10% restantes, lamentamos, mas não desanimamos e seguimos com nossa nobre missão!