quarta-feira, 25 de maio de 2016

São 100 cinemas e saio em férias!

Saio em férias amanhã. Serão 12 dias de folga que só são possíveis porque somos uma equipe de dez pessoas e juntas, damos conta (lindamente) das 100 sessões por mês em quase 50 cidades pelo Brasil afora.

Então meu post é em homenagem a estas mulheres, que, cada qual à sua maneira, cuidam para que tudo funcione nos cinemas através das 300 voluntárias pinks.

À frente, a partir da esquerda, Gisele Silva, Irene Nagashima, Taís Viana
e Carol Troque. Atrás, Juliana Freire (de óculos), Ligia Ximenes,
Maria Rita Barbi, Karina Campo, Gláucia Colebrusco e Tatiana Storni
Tatiana "puxando um fio"
Juliana, gêmea de alma da Tati, também no fio, com Ligia observando
Matriz e voluntárias se organizando para o lançamento do centésimo cinema
com CineMaterna 
Equipe que trabalhou no lançamento
CEM cinemas!
Devidamente comemorados
A gente trabalha agachada e ainda assim,
dá risada
Aproveitando o corrimão para manter a forma
(e fazer pose)
Gangue pink esperando no corredor
Taís de olho em tudo
Juliana sendo flagrada
Gisele olhando desconfiada
Minha cara de "sério que você vai tirar foto de mim?"
Não, não gosto de ser fotografada, dá pra parar?
O papo rola solto...
... e parece bem interessante
Momento careta
Esta é para quem duvida que é possível trabalhar e se divertir!

(mais fotos deste evento aqui: bit.ly/cnm_blvtatuape)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Tá tudo vinculado

Sabe o que vejo no CineMaterna? Carinho. Cuidado. Amor. Ternura. Leveza. Afeto. Alegria.

Em menor proporção, também tem tensão, porque toda maternidade tem seus momentos negros, de sombra. Mas, ufa!, frequentemente vejo a preocupação se dissipar com um sorriso, um olhar ou um gesto nosso, que estamos lá para receber as famílias.

Sem modéstia, fazemos diferença no puerpério. Me enternece "ver" o vínculo acontecer nos olhares ternos trocados entre o bebê e suas referências, sejam a mãe, o pai, irmãos, avós ou dindas, nos beijos, abraços e brincadeiras, nas pequenas mãos que buscam a mãe durante a amamentação, no acolhimento após o choro.

O mais fascinante é quebrar a lei da física de estar em dois lugares: ao mesmo tempo em que assistimos a tudo de camarote, fazemos parte deste momento tão, tão especial e marcante da vida.


#comoeufaçoadiferença para #ocomeçodavida

terça-feira, 3 de maio de 2016

Partida

Estava conosco desde o início do CineMaterna, da época em que éramos apenas algumas mães que iam ao cinema com seus bebês. Como já era um amigo pessoal, quando fomos barradas no cinema uma certa tarde, pedi a ele para intervir junto à rede de cinemas.

Dali pra frente, seguimos juntos.

Começou dando suas opiniões sobre os filmes, da perspectiva de uma mulher sensível, recém-parida. Acertamos muitas vezes, erramos outras. Apresentou-me a algumas distribuidoras de filmes para que eu pudesse ter acesso aos título antes de eles estrearem, as chamadas cabines. Até que veio trabalhar oficialmente no CineMaterna como colaborador, elaborando semanalmente as enquetes.

O ruivo que só andava de bermuda e camiseta, mesmo sob frio intenso, Christian Petermann era o nosso crítico de cinema. O orgulho era mútuo.

Mas aí veio a vida, com seus duros golpes.

Com imensa tristeza comunicamos o falecimento, nesta terça-feira, 3/5, do crítico de cinema Christian Petermann. Parceiro afetivo do CineMaterna desde a sua fundação, em 2008, Christian decidia que títulos podiam entrar em enquete. Sim, as enquetes que ajudam a definir a programação do CineMaterna na sua cidade. Amanhã, quarta-feira, era dia de trabalharmos juntxs. Vai ser uma manhã esquisita. Silenciosa. Doída. Christian, siga em paz. Sentiremos saudades. E, principalmente, gratidão pela tua companhia. 

Assim, de repente. Deixa um enorme vazio no coração.

Posto aqui uma foto tirada há uns 15 anos, em que, ironicamente, ele veste calça comprida. Christian tinha paixão por esta minha cachorra (uma bola de pelos preta, chow chow), que se chamava Gong Li, uma atriz de cinema, chinesa, famosa nos anos 90. A cachorra, que não era afeita a grandes gestos de carinho, ficava extremamente feliz na presença dele e o lambia, lambia muito.

Ah, Christian, fico tranquila porque sei você terá uma bela companhia no céu.