segunda-feira, 28 de março de 2016

Mudanças do crescimento

Vejo muitos bebês todas as semanas. Às vezes, mais de 50 em uma única tarde. Fico tentando adivinhar quantos meses tem observando se suas mãos ainda estão fechadas, se o pescoço está firme, se senta, se segura objetos, se estende os braços para a mãe. Normalmente acerto! Quando vejo um recém-nascido com seu chorinho característico ou em sono profundo e totalmente encolhido e aninhado, sinto uma saudade enorme dos meus quando piticos. Ou talvez seja nostalgia daquela minha primeira maternidade.

Meus filhos ao acordar,
no momento preguiça da manhã
Daí, em casa, vejo meus filhos levantarem com a cara amassada, os cabelos desgrenhados, remela no olho. Foi-se o tempo em que gritavam "mamããããe" da cama. Eles, com oito e cinco anos, já foram bebês como os que vejo nas sessões. Já acordaram mais de uma vez por noite, todas as noites, por mais de um ano - e me considero sortuda porque eles passaram a dormir a noite inteira depois de um ano e meio. Por eles, tirei leite do peito com uma bomba elétrica para sair para trabalhar (quando ficava com os peitos explodindo e doloridos). Relembro a transição entre pequenos estômagos que suportavam apenas leite materno e aos poucos passaram a receber alimentos que mudaram o trato intestinal (quem esquece o aroma do primeiro cocô de comida?).

Com eles passei pelo nascimento dos dentes e seus incômodos, pelas papinhas, pelos choros esgoelados no carro com o bebê-conforto virado para trás, pela alegria de ver sentar, engatinhar e andar, pelos inúmeros pequenos tombos e batidas.

É assustador e belo perceber a evolução, o crescimento e o aprendizado, como estes pequenos seres pensam e falam. Notar que as mãos que sequer seguravam um brinquedo passaram a escrever depois de alguns anos. Constatar que a linguagem passou do dá-dá-dá para palavras, e logo transformou pensamentos e sentimentos em frases. Surge o raciocínio infantil que nos comove e muitas vezes, nos faz rir (e nos acusa de verdades que não enxergamos). Por causa deles, muitas vezes perdi a paciência.

Se você é mãe de bebê, está passando pelas alegrias, emoções, sustos e dificuldades que marcam nossa personalidade materna, mas que logo virarão uma memória distante e saudosa de um tempo em que carregávamos no colo o pequeno ser que saiu de nosso ventre. Encontro várias mães que iam ao CineMaterna com seus filhos crescidos, e penso que num piscar de olhos, estaremos com marmanjões maiores do que nós, rumo à uma vida independente.

Quem tem filhos passa a ter o tempo mensurado pelo crescimento físico e emocional deles. Os marcos da vida parece que giram em torno destes nossos "anexos", mesmo que tenhamos momentos profissionais e pessoais importantes. A palavra conexão passa a ter um sentido visceral e intenso. Tô exagerando?

terça-feira, 22 de março de 2016

Erros gerando progressos

Errar é humano. É sim, e eu sei. Mas não impede que eu me culpe quando erro. Acho que o mais importante do ato de errar é se permitir aprender. Parece clichê, mas é um árduo exercício que faço, de trocar o sentimento de fracasso pelo registro do que pode ser melhorado na próxima oportunidade semelhante.

Hoje tivemos o lançamento no Carioca Shopping. Estamos quase virando cariocas pela quantidade de cinemas do Rio que receberão CineMaterna este ano - se você é da cidade, aguarde que em breve anunciaremos mais novidades!

Mãe que esteve no Carioca Shopping
Fotos de Gláucia Colebrusco

O evento lotou. Acabaram-se os 173 lugares e 40 pessoas ficaram para fora. Fiquei arrasada.

Quem organiza eventos sabe que é necessário mais do que uma bola de cristal para prever quantas pessoas comparecerão. Usamos a média histórica e mais alguns fatores para ter uma ideia do tamanho da sala de cinema necessário para acomodar todas as famílias confortavelmente. Queremos abrigar a tod@s, afinal, sabemos como é complicado sair com bebê, carrinho e mega bolsa. Podemos nos orgulhar: por incrível que pareça, nos mais de 100 lançamentos que já fizemos, conta-se nos dedos de uma mão em quantos ocorreram falta de lugares. E sempre que acontece, recapitulamos o processo para entender se algo podia ter sido feito de forma diferente.

No caso de hoje, houve uma falha na comunicação entre nós e o cinema e só detectamos tarde demais. Recebemos uma sala menor que a originalmente solicitada.

Fila formada no cinema

Fiquei me martirizando por um tempo, até me dar conta de que deveria reverter o sentimento: comemorar que tivemos mais de 200 pessoas no evento! Ficar feliz que proporcionamos um entretenimento para as famílias recém-nascidas - graças ao apoio da Cinemark, que cedeu a sessão gratuita. Ao final, recebemos um elogio do shopping porque cuidamos com carinho das mães que não conseguiram entrar - isso aqueceu meu coração.

Foto da tela da câmera do fotógrafo Leandro Pereira,
presente à sessão e testemunha da sala lotada

Depois que escrevi o post, fiquei pensando se posso extrapolar para o terreno pessoal e dizer que como mãe, consigo reverter meus sentimentos de culpa e aprender com meus erros. Xiii, vou lá praticar e já volto. :P

segunda-feira, 14 de março de 2016

Chegamos no meio do mundo!


Chegamos em Macapá, capital do Amapá, cidade que se localiza na latitude mais alta no Brasil, onde passa a linha do Equador. Distante geograficamente e no imaginário, local que só se chega de avião ou de barco, a cidade fica à beira do Rio Amazonas. O CineMaterna aterrissou em Macapá com o patrocínio local do Amapá Garden Shopping (obrigada!).

Eu, no aeroporto, chegando na vastidão de Macapá
Taís Viana (esq) e Karina Campo
fazendo gracinha no monumento do
Marco Zero
Rio Amazonas ao fundo

Para mim, as características marcantes da cidade foram as inúmeras mangueiras carregadas de frutos, a boa comida e o povo simpático. E o sorvete. Ah, o sorvete!

Manga, manga, manga!
Sorrisos macapaenses
Felicidade na forma de sorvete de marabaixo
(cupuaçu + coco + tapioca)

Macapá pode ser longe, mas a maternidade mantém suas semelhanças. Muitas mães felizes em ter uma oportunidade de diversão e encontro com outras mulheres. Conseguimos encher duas salas VIPs, com duas opções de filme. Conforto e luxo que mães, pais, avós e amigos mereceram!

Sala 1 oferecia uma comédia
Sala 2 exibia um drama


Priscylla, voluntária na cidade, amamentando
sua filhota enquanto curtia o filme
A cena mais bonita se passava na plateia: mãe amamentando gêmeos
Depois do filme, um lanche na loja da Ri Happy, patrocinador nacional



Mais fotos do lançamento AQUI

No dia seguinte à viagem, recebo uma mensagem da Karina, que é responsável pelo relacionamento com os shoppings centers. Com as palavras dela, encontrei o fechamento perfeito para este post:

Tenho viajado muito pelo CineMaterna e jamais imaginei na minha vida voar até Belém, atravessar por cima da Ilha do Marajó e chegar a Macapá para levar alegria e mudar a vida de algumas mães. Recebi abraços carinhosos enquanto entregava os brindes, apertos de mãos dos pais e sorrisos largos e sinceros. Me senti novamente com um bem estar enorme em fazer o bem a essas pessoas de tão longe. Muito obrigada por me permitirem explorar o nosso lindo país e fazer o bem!