terça-feira, 27 de outubro de 2015

ABC pink

Prata da casa: Dayana. Texto de Ligia Ximenes.

Dayana Ordoñez Delibório, mãe da Isabela, 7 anos, e do Rafael, 3 anos, é paulistana de nascimento, mas sua vida está toda em Santo André. Cuida já há seis anos das sessões do CineMaterna no ABC paulista. Veio com a primogênita, ainda bebê, e se apaixonou pelo projeto. “Queria fazer parte dessa alegria que é o CineMaterna”. Ela conta que, além de sair um pouco da rotina, o projeto a ajuda a conhecer muita gente.

Dayana, à direita, em ação!

Coleciona mil e um causos nestes seis anos de vida pink. “Tivemos um pai que participou por muitos meses. Sua esposa estava trabalhando. Ele, de férias, com retorno indeterminado, ia em todas as sessões e sempre ficava para o café, trocando experiências. Adorávamos. Era muito bom conhecer o lado paterno do puerpério.”

Dayana tem alma pink, a gente sabe, pelo tanto de coisas que faz. Odeia rotina, aliás. Ama cinema (ah, os musicais!), livros, sair pra comer fora com o marido, jogar videogame com os filhos, ir no parque com a família. Estudou Publicidade e Propaganda e atualmente faz teatro.

“Pratiquei natação por seis anos e participei de campeonatos. Também sempre estive envolvida com artes de alguma forma: já cantei, atuei, tentei montar uma trupe para animar festas. E, ah, nas horas vagas sou maquiadora, mas só entre amigas”.

Ufa!

Dayana, obrigada por trazer um pouquinho da sua energia para o reino pink!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Eles também vestem a camisa

No começo do CineMaterna não existia a figura de um fotógrafo presente às sessões. Toda mãe é um tanto fotógrafa, em maior ou menor grau. Só que o cinema não é um local fácil de fotografar por ser um pouco escuro - e câmera de celular não dá conta do recado nestas condições. Por isso, há uns quatro anos começamos a fechar parcerias com fotógrafos profissionais que tiram fotos maravilhosas das famílias no cinema.

As fotos ficam em álbuns no site do CineMaterna e podem ser localizadas por sessão. Este ano fizemos uma camiseta como a nossa pink, mas em versão preta. É nosso agradecimento a estes heróis e heroínas da imagem, que nos mostram pro mundo. 

Simone Novato 
Luiz Luz e Gisele Soares
Fabiana Drummond
Bete Sozza
Cacau Querino
Rafael Sousa, com Gláucia Colebrusco, que gerencia
os fotógrafos parceiros no Brasil

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Onde você está?

Vejo muitas mulheres cansadas. Exaustas do ritmo acelerado das empresas. Cansadas da falta de empatia com as necessidades maternas. Esgotadas pelas cobranças e pressões por resultados cada vez mais difíceis. Sufocadas por profissionais que insistem em não trabalhar em equipe, buscando apenas seu próprio ganho. Culpadas por não conseguirem um bom balanço com a vida pessoal. Enfim, repensando as prioridades depois da maternidade. Algumas sem saída, outras com uma fresta para escapar, mas sem coragem.

Ser mãe, por si só, é um trabalho que exige, física e emocionalmente. Quando se soma uma vida profissional em constante tensão, as consequências podem ser complicadas. Vai desde uma grosseria dirigida ao companheiro, passando por um ataque histérico no supermercado (quem nunca?), até o esgotamento total, que pode ser uma doença.

É angustiante observar os efeitos nas pessoas que estão à minha volta, inclusive nas completamente anônimas que vejo tendo um ataque nervoso em público. Nessas horas, preciso de toda a empatia do mundo para entender que aquela pessoa não está apenas "tendo um chilique", que ela tem uma vida que deve estar muito difícil.

Quando olho minha história profissional, percebo que percorri uma trajetória que teve seus tropeços, mas culminou em um inesperado resultado. Um caminho que começou no contexto que descrevo no primeiro parágrafo, que desembocou em depressão e ataque de pânico. Mas que também trouxe muito aprendizado, aplicado plenamente no CineMaterna.

A iniciativa que construímos hoje é pequena em quantidade de pessoas envolvidas na sua organização, mas grande em seu alcance. Sem modéstia, é nobre em sua missão, a de dar visibilidade e conforto às mães recém-nascidas. Para trabalhar no CineMaterna, seja na matriz ou como voluntária, precisa responder constantemente à pergunta: "você está feliz?". É exigência, temos exames periódicos de níveis de contentamento. Claro que não é só alegria, temos dissabores também. Mas a balança precisa pender para a satisfação, sem nenhuma dúvida, ou não está mais valendo a pena.

E você, está feliz?

Nosso nível de felicidade em uma sessão

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

De Curitiba para o Brasil!

Prata da casa: Silvana Carmo. Texto de Ligia Ximenes.

A gente tem este sonho há um tempo: colocar um nome e uma história por trás daquele sorriso que você encontra quando vai ao CineMaterna. Curtiu? Com você… Silvana Calabrese.

Silvana é de Curitiba (PR), crescida e estudada na capital. Formada em Desenho Industrial. Tem um filho chamado Luiz Henrique, que já é tão crescido que chegou a trabalhar em algumas sessões pink. Então, não, claro que não foi ele que apresentou o CineMaterna para a Silvana... Foi uma amiga cuja filha frequentava os encontros em São Paulo.

Em 2009, ela soube que o projeto estava chegando na sua cidade, e que precisavam de uma voluntária… e eis que ela está com a gente desde a primeira sessão. E eis que Silvana ficou. Porque gosta de estar cercada de bebês. E porque se encanta com a confiança que as mães tem no projeto.

Ela conta:

“Fiquei muito emocionada quando uma delas soube que estava grávida durante a sessão e veio me contar em primeira mão”.

Silvana Carmo, à direita, com sua mãe, Arlete

Na foto que escolheu para ilustrar seu perfil, Silvana quis homenagear sua mãe, Arlete, grande admiradora do CineMaterna, e ela também uma frequentadora das nossas sessões. Obrigada, Silvana, por cuidar da gente tão bem aí em Curitiba.