domingo, 31 de maio de 2015

Mudamos, mas continuamos as mesmas!


Agora somos assim.

Na essência, não mudou nada. Somos as mesmas pinks acolhedoras que querem que as mães recém-nascidas sejam mais e mais lindas e felizes. No CineMaterna, o clima continua o mesmo, com o amor vindo de todos os lados.

Concepção da nova identidade visual do CineMaterna:
Jorge Ferreira e Gica Trierweller, a dupla do AMÔ 

Somos aquelas que entendem perfeitamente o que é a vida de mãe de bebê pequeno, das alegrias às inseguranças, passando por todas as matizes. Conhecemos cada detalhe desta fase especial que passa voando e tem tantas nuances emocionais. 

Assim, a dois meses de completar sete anos, o CineMaterna acorda de roupa nova. Novo logotipo, nova comunicação visual, novo site. O mesmo acolhimento e carinho de sempre. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Resgate feminino

Outro dia fui convidada para uma roda de conversa sobre as mudanças provocadas pela maternidade em nossas vidas. A maternidade “me” revolucionou e por isso, seria capaz de falar por horas do tema, nos âmbitos pessoal e profissional. Fui sem roteiro e deixei rolar solto. 

Em algum momento, contando do CineMaterna, refletindo sobre as mulheres que trabalham na matriz, começo a falar da Juliana Freire. Ela, que entrou no CineMaterna como voluntária em uma região de São Paulo, foi convidada há quase dois anos a vir pros bastidores, pois precisávamos de uma pessoa na logística: separar, empacotar e despachar materiais de reposição (fraldas, lenços umedecidos, pomadas, camisetas, crachás, banneres etc.) para todo o Brasil. 

Senso de humor aguçado, inteligente, dinâmica e repleta de boas ideias, rapidamente incorporou novas atividades: atualmente é responsável também por compras e finanças do CineMaterna. 

Profunda conhecedora do funcionamento da organização, foi comigo ao Rio de Janeiro. Era sua primeira viagem a trabalho e também primeira ocasião em que deixava sua filha com seu marido, a sós. Nessa viagem, rimos, compartilhamos, nos divertimos, e claro, trabalhamos. Conheci a Juliana batalhadora, ávida por aprender e na volta, percebia nos olhos dela a admiração pelo que fazemos nos bastidores. Saiu até falando que vai aprender a dirigir, depois de me ver cruzar o Rio no nosso carro alugado. 

Juliana checando seus emails enquanto esperava
 que eu alugasse o carro
Vista da nossa barraca de praia, onde almoçamos, entre uma vistoria e outra
Duas camas de solteiro ou uma de casal?
Aparentemente, ambas são a mesma coisa.
Assim foi nossa noite de estreia, juntas, rs. 
Até trabalhamos!
Derli, Kivia, Renata e Juliana, à direita

No que eu contava a trajetória da Juliana na roda de conversa, me emocionei. Muito. A voz embargou, os olhos se encheram d’água. Respirei fundo, precisei dar uma pausa. Fiquei pensando no motivo da comoção. Talvez eu tenha constatado ali, pela primeira vez, que o CineMaterna resgata não apenas a vida social das mães, mas sua vida profissional também. Inspira. Motiva. Anima. E isso sensibiliza até os seres mais duros como eu. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Palavras (carinhosas) de um pediatra

O site do CineMaterna tem uma parte de perguntas e respostas de pediatras. São as mesmas perguntas, cada um respondendo com sua opinião. Fica aqui, em Palavra de Pediatra. Em breve acrescentaremos mais um, do Dr Moises Chencinski. Em primeira mão, suas respostas. O grifo é nosso. Sermos chamadas de "spa de alma" é especial!

Dr Moises Chencinski,
conversando com mãe e avó
antes de uma sessão CineMaterna 
Com quanto tempo o bebê pode sair de casa?

Até há algum tempo atrás, as mães ficavam com seus bebês em casa por 45 dias, em um período que era conhecido como “resguardo”. Durante esses dias, a mamãe aprendia a conhecer seu bebê e o bebê se mostrava para sua mãe aumentando, dessa forma, sua intimidade e proximidade, sem sair e muitas vezes até sem receber visitas.

Uma das questões que se levava em conta era em relação à imunidade do recém-nascido e às vacinas. Vamos aguardar a vacinação para sair de casa? Cada vacina só protege contra aquela doença para a qual ela é aplicada. Assim, a vacina contra a tuberculose (BCG) não estimula a proteção contra a paralisia infantil (Sabin / Salk). Iria demorar muito até completar o calendário de vacinações e, mesmo assim, a proteção não seria total.

As visitas trazem para dentro da casa da família aquilo que se tenta evitar a todo custo quando se mantém um bebê em casa: uma contaminação ou contato com potenciais agentes infecciosos. Leite materno, vacinação em dia, suplementação vitamínica adequada podem proteger o bebê. 

Assim, se um bebê nasceu a termo (9 meses), já passou pela primeira consulta com pediatra (7 a 15 dias de vida), está bem de saúde e já tem sua rotina relativamente estabelecida, o vínculo com a mãe (e pai também) estejam já se fortalecendo e, desde que o local para o qual o bebê esteja indo ofereça condições de saúde e segurança para ele e para a sua mãe, cabe a ela definir quando será o momento mais apropriado para sair de casa. E isso pode ser desde cedo (após um mês de vida seria interessante).

Não é perigoso para a saúde do bebê um ambiente fechado como o cinema?

Vale lembrar que estamos sempre falando de bebês que nasceram a termo (9 meses) e que não apresentam nenhum problema de saúde relevante. 

Quando se fala em ambientes fechados para um bebê, a exposição a agentes potencialmente patogênicos (vírus, bactérias, poeira, ar condicionado, frio, som) precisa ser levada em consideração. E o cinema pode trazer todos esses problemas à saúde do bebê, quando falamos de uma sessão normal.

Além disso, um bebê não tem um horário social e politicamente correto para chorar, fazer xixi ou cocô, ter fome, não é mesmo? Ele pode chorar de fome, por exemplo, no meio da sessão, e a mãe pode ou não amamentar essa criança no cinema e incomodar as outras pessoas (ou não).

Porém, quando falamos sobre o CineMaterna... só mesmo estando lá para entender. Tudo é preparado adequadamente para o conforto e a segurança da mãe e seu bebê (e quem mais da família quiser vir). Luminosidade, temperatura, nível de som, trocadores, uma equipe preparada para garantir que a sessão de cinema seja um “spa de alma” no meio do dia-a-dia dessa família. 

Assim, as condições de risco dessa sessão de cinema não são maiores ou menores do que as que essas crianças enfrentam em qualquer outro ambiente fechado.

O que muda no relacionamento mãe e bebê com um programa como o CineMaterna?

Puxa, essa é uma resposta complicada. Mudar? Não sei se a questão é uma mudança. Talvez seja mais uma evolução, e do bem. Rsrs. Isso depende de como é o relacionamento dessa mãe com seu bebê. Mas, com toda certeza, essa experiência amplia horizontes. 

Hoje há sessões do CineMaterna em mais de 30 cidades do país, que têm ritmos próprios, climas, trânsitos peculiares e em cada uma delas, eu só vejo... vantagens.

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E cada uma dessas mães passa por experiências de vida próprias, diferentes das que ela vivenciou até hoje. E, normalmente, ela vive em um ambiente positivamente “viciado” pelas mesmas experiências que as dela e as que ela já viveu (família, círculo de amigos). 

O CineMaterna mostra a ela outras realidades, não melhores ou piores, mas diferentes e permite que ela veja que não está só. Aos poucos, ao invés de só aproveitar o filme, a situação, o cuidado com ela e o bebê, ela passa a ser uma mulher a mais nessa corrente do bem e, depois de ser acolhida passa a acolher outras mães que ela nunca teria conhecido em outra situação. Abre-se a chance de uma riquíssima troca de experiências em que todos só ganham. 

Li uma frase em uma peça publicitária (um vídeo) que me chamou demais a atenção: "se o preconceito é uma doença, a informação é o remédio". Antes de firmar uma ideia, cada mãe deveria se informar e conhecer e passar por essa experiência, pelo menos uma vez (normalmente acaba sendo muito mais).

Vale a pena para ela, para o(s) bebê(s) até 18 meses (já nem tão indefesos assim, mas ainda vinculados às suas mães e, muitas vezes limitantes de algumas vivências sociais), para a família e para todos os que participam desta iniciativa. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ter-que

"Não ter-que", é tudo o que desejo no dia das mães.

Não ter que comemorar se não quiser. Não ter que dar ou ganhar presente. Não ter que achar que precisa ser um dia especial. Não ter que se justificar se considerar que é um dia especial, que tem que ganhar presente e comemorar.

Não ter que estar linda, animada, bem humorada e disposta. Não ter que ser perfeita. Não se sentir culpada.

Poder estar cercada da família ou curtir ter um dia para si. Poder ser mimada ou passar um dia como outro qualquer. Poder querer sair ou simplesmente ficar de pijama o dia todo. Poder não pensar nisso.

Confesso: este post começou porque lembrei da data comemorativa e pensei que DEVERIA escrever algo. Mas TER QUE vai contra meu princípio de escrever pelo prazer de relatar reflexões e contar histórias. Pensando nisso, o raciocínio chegou aqui. Pronto, tá escrito! Feliz dia de mãe, hoje, domingo e sempre.

Eu, com meu segundo filho, Eric, com dois meses, em 2011.
Trabalhando mesmo quando não 'tinha-que',
pelo prazer de estar ali, com ele, recebendo mães

quarta-feira, 6 de maio de 2015

As dores - e delícias - do crescimento

Oscilar entre querer e não querer, ir e ficar, fazer e deixar acontecer. Parece que quando me tornei mãe, estas pequenas contradições que acontecem no cotidiano ficaram mais exacerbadas - ou são mais sentidas.

Da mesma forma que fico cansada de estar com meus filhos em um restaurante quando estão elétricos e demandando tanto da minha atenção que não consigo comer, em outra refeição, quando não estão, sinto falta das risadas e até da mal criação! Ou quando fico na expectativa da noite que vão dormir na casa da tia e, ao chegar em casa, os ouvidos doem com o silêncio e fico entre a felicidade de relaxar sem preocupações e a agonia de ver o quarto deles vazio.

A vida parece que gira mais rápido com filhos

Trabalhando no CineMaterna, viajo muito. A cada viagem, a dubiedade de sensações: feliz em saber que terei várias horas para mim e meu trabalho (rendo muito quando estou fora), que não serei acordada de noite, que vou tomar café da manhã sozinha, mas fica a saudade, a vontade de sentir o cheiro das crianças, de abraçar e beijar, de ouvir suas vozes e lhes contar uma história.

Este ano, decidimos que dividiríamos mais as viagens entre as pessoas da matriz do CineMaterna. Ao mesmo tempo que senti um alívio, me senti culpada - essa é a palavra! - de não ir, como se estivesse deixando de cuidar de um pedaço da organização.

Mães são assim: têm dificuldade em dar autonomia pros filhos e vivem com sentimentos ambíguos em relação ao crescimento deles.