quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

De uma cidade a outra

Muita gente pergunta se os bate-papos têm um tema, uma mediação. Respondo que mães não precisam de tema nem de incentivo para conversar. O assunto do momento está em seu colo: dormindo, fazendo barulho, pegando coisas na mesa, atraindo todas as atenções.

É nesses bate-papos que descobrimos histórias incríveis como essa que soube na primeira sessão deste ano. Melissa Schultz estava no CineMaterna de Alphaville, próximo a São Paulo. Em seu colo, Otavio, de três meses. Estavam acompanhados de Rubia, quatro anos, muito extrovertida, que ficou brincando em um espaço infantil ao lado do cinema.

Melissa, com Otavio no colo e a sapeca Rubia
Alphaville (SP), janeiro de 2015

Melissa me contou que tinha ido com Rubia com dois meses ao lançamento do CineMaterna em Curitiba (PR), sua cidade natal e onde morava em 2010. Mencionou que havia foto dela entre as que tirei na época. Sim! Reconheci rapidamente.

Melissa com Rubia bebê no colo, em primeiro plano
Curitiba (PR), janeiro de 2010

É uma honra fazer parte da vida destas famílias, acompanhar seu crescimento, suas mudanças. E de quebra, a gente ainda volta no tempo e encontra outras imagens daquela época. Da equipe da foto abaixo, ainda temos a Silvana Carmo, ao centro de cabelo curto, hoje coordenadora porreta das sessões de Curitiba, mãe de um "bebê" de 20 e tantos anos.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O cinema em minha vida

Comecei a ir no cinema com uns cinco anos, em uma época em que filmes infantis se restringiam aos clássicos da Disney. O passeio, normalmente com meu pai, era um evento para mim. 

Cena de Bernardo e Bianca, que vi na estreia

Cartaz do filme
E.T. O Extraterrestre
O primeiro filme "de adulto" que assisti foi aos 12. Meu avô me levou para assistir a E.T., O Extraterrestre (de Steven Spielberg, 1982). Tinha 12 anos e me apaixonei. Assisti umas 10 vezes e até hoje sei diálogos e cenas de cor. Spielberg foi minha primeira obsessão cinéfila. 

Aquele despertar gerou uma adolescência fanática por filmes. Tinha uma pasta com reportagens, cheguei a assinar revista de cinema. 

Estava com uns 13 anos quando uma amiga de colégio, filha de jornalistas antenados, mencionou uma tal de Mostra de Cinema. Ela tinha ido com a mãe e descrevia a longa fila para ver um filme. Na minha memória, era um filme de Wim Wenders. Após pesquisar, imagino que o filme era O Estado das Coisas

Passei por uma fase em que assistia ao mesmo filme repetidamente no cinema quando gostava de algum. Via duas, três, até quatro vezes quando me agradava, em cinemas de rua que hoje não existem. Aliás, conheci muitos da era pré-complexos multi-salas e que hoje não existem mais. 

Durante a faculdade, tive um namorado que tinha um sítio próximo a São Paulo. Sempre que íamos passar feriados prolongados, de três ou quatro dias, antecipávamos nossa volta porque eu pre-ci-sa-va ir ao cinema. Rio ao lembrar disso - eu, cinéfila e urbana. 

Recordo dos filmes que assisti com meu marido nos primeiros encontros e dos cinemas em que fomos. Morávamos longe da região central de São Paulo e nos mudamos para ficar mais próximos de "nossos" cinemas. Aliás, abri conta em um banco específico para ter desconto no cinema. Sim, única e exclusivamente por este motivo. Hoje, dois apartamentos depois, moro em frente ao meu cinema preferido, basta atravessar a rua. Não foi esse não foi o propósito, mas claro que não tenho queixas. 

Não recordo quando a Mostra de Cinema de São Paulo entrou em minha vida e aprendi a montar uma agenda complicada para ver a maior quantidade de filmes. Sou veterana de mais de uma década, assisto a uma média de 30 filmes nas duas semanas do evento anual. 

Para coroar, tenho uma cachorra chow chow, raça de origem chinesa, chamada Gong Li, atriz de cinema (já assistiu Lanternas Vermelhas?). 

Gong Li, a atriz

Com tudo isso, nunca tinha me passado pela cabeça trabalhar com cinema. Afinal, sou apaixonada por cinema, mas não tinha nenhuma intenção de passar para os bastidores. Eis que o destino coloca um filho em minha vida e junto com ele, claro, o cinema! 

Adendo: quando meu primogênito estava com 4 meses, pedi de aniversário uma ida ao cinema. Não consegui. CineMaterna surgiu no mês seguinte, por revolta de não conseguir me organizar para algo tão básico. Ainda bem que me rebelei! 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Pink, pink, pink

Fazia tempo que não expunha os objetos pinks "colecionados". Aqui só tem objetos fotografados por mim ou alguém da equipe. Claro que não é nada raro encontrar objetos pink. 

Em São Paulo (1)
Em Curitiba (PR)

Em São Paulo (2)

Em Fernando de Noronha (!), PE
Em Brasília (DF)
Em um navio, em alguma parte do mundo,
 por Bianca Balassiano
Na casa de um amigo, em São Paulo (SP)
Em Itatiba, por Verônica Bassen, quando estava indo para a sessão!

Em Capão da Canoa (!), (RS)

Encerro com o objeto pink do ano. Aquisição festejada por mim, comprada na loja de Inhotim, museu  de arte contemporânea ultra mega master blaster próximo a Belo Horizonte, MG. É um grampeador que não utiliza grampos! Ecologicamente correto e pink!


Bom ano pink para você! :)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Prioridade

No Brasil temos o privilégio de ter prioridade de atendimento para gestantes, lactantes e mães com bebês de colo. Confesso que usei em raras ocasiões, não sou muito fã. Quando mais precisei foi quando menos aparentava: recém-grávida, passo muito, muito mal e é difícil até me manter em pé.

Sem perceber, comecei a tirar fotos de placas sinalizadoras de filas preferenciais porque algumas representações são... fofas! Daí para ter uma coleção de fotos de ícones memoráveis, foi um pulo. Terminei o ano com uma quantidade boa para um post!