terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Poses de 2015

Fazendo uma retrospectiva das imagens divertidas de 2015, que não foram poucas:

"Homa" de ferro
Birdgirls
Fofas
Sem comentários adicionais
A língua que não cabe na boca I
A língua que não cabe na boca II
Não aguento esperar para comer pipoca
Eu cresci!
Eu cresci mais!
Walk like an Egyptian
Não me leva!
A vida imita a arte
Esse é meu!
Socorro, quanta gente!
#fériasfrustradas
Mulher-placa materna
Ah, é pra escrachar na pose?
A língua que não cabe na boca III

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Já acabou?

Passou voando, em velocidade supersônica. Não sei se é porque em 2015 fizemos um evento de lançamento do CineMaterna a cada duas semanas, em média. Ou porque recebemos 45 mil adultos e quase 27 mil bebês no ano. Ou talvez porque crescemos 11% em número de sessões e 40% em público em relação a 2014.

Final de ano, estamos todas cansadas no CineMaterna, mas muito, muito felizes. Trabalhamos como nunca, ao dobro do ritmo usual. E falhamos pouco. Sim, claro que erramos em alguns momentos. Produzimos mais e com a mesma quantidade de pessoas. Criamos metodologia, nos organizamos, erramos, aprendemos e corrigimos, mantivemos a comunicação aberta e chegamos ao final do ano satisfeitas. Nosso mais profundo agradecimento à equipe de 300 voluntárias no Brasil, que fazem o CineMaterna acontecer nos cinemas.

Neste ano tão difícil econômica, política e ambientalmente, conseguimos cumprir nosso papel de acolher as mães recém-nascidas com todo o carinho que elas merecem, ampliando nossa atuação.

Minha resposta à pergunta "você imaginava que o CineMaterna tomaria conta da sua vida profissional" continua sendo a mesma: não, nem em sonho! Melhor é a realidade: trabalhamos no que acreditamos, de forma prazerosa e divertida, e somos recompensadas com agradecimentos, sorrisos e a alegria de saber que fazemos diferença.

Então, para 2016 ficamos com o desafio de seguir na mesma sintonia e crescer para além das 40 cidades em que estamos presentes. Com carinho, amor e cuidado.

Arte feita pela Carol Troque, nossa super designer!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O tempo, inexorável

Tenho um filho, Max, que fez oito anos. Com um certo choque, pensei que daqui a oito, ele terá 16. Nesta idade eu estava fazendo intercâmbio, passando seis meses em outro país, mergulhada em outra cultura, na experiência mais rica da minha juventude.

Quando tiver 16, talvez meu filho já não queira tanto meus beijos e abraços que adoro dar. Ele terá a sua vida, viajará com seus amigos, escolherá seus programas, seus passeios, seus filmes, seus amores.

Max, moleque, com janela recém aberta

Assustou-me a velocidade. Que a fase das cólicas, dos dentes, do sono interrompido, das mamadas cansativas, das papinhas, dos pequenos machucados, tudo, tudo vai pra construção da história de um menino que um dia foi bebê e logo será adulto.

Olho para as mulheres que vêm ao CineMaterna e estão com seus bebês tão pequeninos no colo e que daqui a seis meses já se transformaram - mãe e bebê. Vejo crianças de três, quatro, cinco anos, que conheci bebês no cinema e que hoje têm irmãos. A vida sempre foi assim, ciclos que se repetem, a passagem do tempo não mudou. Mas para quem é mãe, parece que as mudanças ficam mais marcadas.

Muitas vezes me pego comentando o óbvio: "quando o conheci, você era pequenininho", ou "nossa, como você cresceu!". Pensar que logo olharei para filhos mais altos que eu e recordarei nostálgica de quando eram bebês em meu ventre.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Juntas desde 2009!

Prata da casa: Thais Badim. Texto de Ligia Ximenes.

Pequenos prazeres que só experimenta quem frequenta o CineMaterna?

_ Quando você não precisa parar de assistir ao filme para trocar fraldas;
_ Quando algum outro bebê que já engatinha ou anda vem interagir com você no meio da sessão;
_ Quando, no meio do filme, começa aquela sinfonia de choros - e, de repente, todos ficam novamente em silêncio, ao mesmo tempo.

Quem conta é a Thais Badim, mãe de Flora e do Bento, e voluntária do CineMaterna desde 2009, quando começaram as sessões amigas de mães e bebês em Santos (SP). E como foi que ela veio parar nos bastidores?

Thais em janeiro de 2011,
prester a parir Bento, seu segundo filho
Eu já havia voltado a morar na cidade e, quando soube que estavam procurando voluntárias, me candidatei, pois frequentei muitas sessões em São Paulo [quando a primogênita era um bebê de três meses]. Era muito grata ao projeto, por ter me proporcionado ótimo momentos, por ter conhecido pessoas bacanas nas sessões, por ter me divertido muito.

Como boa pink, Thais sabe que o dia termina bem quando as mães saem conversando, interagindo, sorrindo. E este sorriso é a meta dela também no outro projeto a que se dedica, dentro do Instituto Querô. A instituição sem fins lucrativos desenvolve ações audiovisuais para promover a cidadania e o empreendedorismo de jovens em situação de risco.

E como mãe é mãe, e só muda de endereço, sim, ela acorda cedo todos os dias, às seis, “mesmo que vá contra a minha natureza”, para aprontar as coisas e levar os filhos à escola. Quando a agenda está livre, gosta de ir à praia com os pequenos, e de ler, e de preencher a vida com a voz da Nina Simone.

Thais, gratidão por sua companhia e todo o carinho!

Thais em foto atual, com Flora e Bento (arquivo pessoal)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A arte de fazer enquetes - ou: vida que segue

Por Ligia Ximenes

Há uns meses comecei a cuidar da programação do CineMaterna. Que filme entra em enquete? Pra isso sempre soube que contamos com o apoio do crítico Christian Petermann. Ele, que acompanha os bastidores e assiste os longas antes de estrearem, é nosso braço direito. Ele ajuda a gente a enxergar além da sinopse e do trailer, que às vezes levam a gente a achar que a trama é leve ou pesada demais. Os filmes não precisam só estar no perfil CineMaterna: têm também que passar num horário mais próximo da nossa sessão. Mas a gente também precisa estar atento, pois nem toda sala de cinema serve pra gente. Em algumas é difícil regular luz e som, por exemplo. Em outras há muitas escadas e elas dificultam o acesso das famílias. Depois a gente tem que considerar se o filme já passou naquela cidade e/ou num cinema próximo. E então a gente olha na nossa intranet quais títulos foram exibidos recentemente. No processo olhamos também pros números de público. Se as sessões andam pouco frequentadas, um dos motivos pode ser os filmes não estarem agradando. Nesse caso, se der, a gente pode tentar oferecer alguma coisa diferente. Tomamos cuidado também pra não nos excedermos nos filmes infantis. Porque CineMaterna é feita para adultos e adultos costumam gostar de outras gêneros, para além de animação.

John Morgan / Flickr
Imagem compartilhada sob licença Creative Commons

Depois de checar todas estas variáveis, montamos a enquete. Quem é cadastrado no site pode votar de quarta a domingo. No dia seguinte ao encerramento da enquete, a segunda-feira, a gente confere os resultados e envia os emails para os cinemas.

É sempre assim.

Esta semana foi particularmente complicada: mega estreia da final de Jogos Vorazes. Claro que a gente quer exibir no CineMaterna, mas os complexos estão se preparando para receber multidões. Multidões, você sabe, não combinam com mães e bebês. Então nada de Jogos Vorazes esta semana ainda. Apostamos em Já Estou Com Saudades, a história da amizade entre duas mulheres. Com Drew Barrymore (a ruiva de As Panteras) e Toni Collette (a mãe em Pequena Miss Sunshine). Filme fofo mesmo. Só que, apesar de ganhar enquete em várias cidades, não estreou. Deve acontecer em dezembro.

Todo o episódio me faz pensar em como, por mais que a gente defina os parâmetros, nem sempre o resultado é aquele que a gente espera. Claro que eu sei disso. Sou mãe e minhas duas filhas vivem me mostrando, cada uma a seu modo, que a gente não consegue controlar tudo. Que às vezes a gente se arrisca e dá certo. Às vezes não, não dá certo. E, sim, a vida segue.

Seguimos :)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pink branco

Se você é fã de Star Wars, deve estar ansiosa(o) pelo dia 17 de dezembro, quando estreia Star Wars - O Despertar da Força. Aliás, falta exatamente um mês - e se você sabe disso por estar contando os dias, é de quem estou falando.

Eu? Vou confessar baixinho: não vi nenhum dos filmes da série, apesar de conhecer os personagens por causa de meus filhos. Tenho um pequeno Stormtrooper em Lego em um quadro magnético no escritório porque acho "fofo". Eu sei, você, fã, está achando esse papo ofensivo. Pense que, por outro lado, é bacana que um filme seja tão icônico que mesmo uma pessoa que não conhece a fundo a cultura que ele representa, conhece seus personagens e contexto.

Na matriz do CineMaterna temos quatro mega fãs. Quatro mulheres entre as 10, um bem índice elevado. Uma delas, assistindo concentradamente ao trailer do filme na loja da Ri Happy Baby, ganhou do gerente da loja um Stormtrooper de papelão tamanho "real".

Foi providencial. Quando fomos ao banheiro, decidimos deixar nossas coisas do lado de fora, pois eram muitas sacolas. Sabe quem tomou conta, devidamente uniformizado de pink?


Existe uma polêmica sobre a (in)capacidade dos Stormtroopers de acertar um alvo. Talvez por isso não fomos barradas andando pelo shopping com um armado.  

Concorda que não tinha como resistir a uma pose com ele?
Karina Campo (a da língua), Gláucia Colebrusco (de pink)
e nosso Stormtrooper (deitado)

O desafio era fazê-lo caber no carro junto com toda a nossa bagagem. Após algumas tentativas de arrumação, conseguimos um espaço de honra para ele, com direito a pose para foto. 

Eu e Gláucia, devidamente protegidas

E foi assim que começamos a aceitar "homens" em nossa equipe. Não se assuste se cruzar com um na sua próxima ida ao CineMaterna. Este é do bem e continua não sabendo atirar. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Em paz

Encontrei esta coletânea da revista Parenting, americana, intitulada 10 Celebs Who've Made Peace with Their Mom Bods (10 celebridades que fizeram as pazes com seus corpos de mãe). Esperava me deparar com um compilado de gente famosa (e deslumbrante) citando frases que seriam lugar comum para qualquer mãe-celebridade. Achei que foi um pouco além, por isso, reproduzo partes.

"Eu não queria ser uma daquelas mulheres de quem se diz 'Uau, ela está em forma depois de 12 semanas'", diz Kate Winslet. "Quando lia frases como esta, pensava 'Isso é praticamente impossível'". A atriz inglesa optou por manter sua saúde e sanidade comendo e feliz. "Meu corpo jamais vai voltar a ser como era e eu nem poderia esperar isso depois de três gestações".

Kerry Washington, de Scandal, diz que, ao receber o comentário de que estava de volta (ao seu corpo após o nascimento de sua filha), percebendo que a intenção era de que fosse um elogio, retrucou que seu esforço era de "não voltar" a nada, mas ser a melhor versão de si mesma neste momento. Que seu corpo tinha sido o local de um milagre e não gostaria de voltar a ser o que era antes disso.

Drew Barrymore, dois filhos, comenta como é difícil amar seu novo corpo e manter uma atitude positiva. "Você se sente como um canguru com sua bolsa gigante. Tudo está caído e estranho. Mas aí você pensa como é maravilhoso ser capaz de gerar uma criança".

Kerry Washington (esq), Kate Winslet e Drew Barrymore, quando grávidas
Fotos: Getty

Talvez você esteja pensando que elas falam de barriga e corpos mudados, mas continuam lindas. Sim, mas certamente sofrem uma pressão absurda para se manterem assim. Deslumbrantes ou não, com ou sem maquiagem, suas atitudes perante o público, falando sobre o tema dos corpos pós-gestação, trazem um ponto de reflexão.

Um organismo que foi bombardeado por hormônios e gestou uma vida, não pode simplesmente "esquecer" e voltar a ser o que era antes. Uma pele que esticou (muito) durante nove meses, músculos que foram exercitados de outra forma, uma coluna que carregou um peso maior e fora do centro de gravidade, vagina e bacia que foram hormonalmente afrouxadas para fazer passar um bebê, não são acontecimentos triviais.

Tem gente que aumenta de numeração de sapato. Para outras, o cabelo muda. Para mim, além da bacia que alargou e me fez perder todas as calças, ganhei celulite na barriga, aumentou a largura do tronco e a aliança não cabe mais.

Tudo bem, elas são famosas, belas e ricas, mas temos algo em comum: corpos (e mentes) que gestaram e se transformaram para sempre. Celebridades ou anônimas, temos corpos que necessitam ser trabalhados para entrar em forma, silhuetas diferentes de antes da gravidez. Encontrar o ponto de equilíbrio entre a obsessão pela compleição perdida e total abdicação de sua vaidade talvez seja uma das grandes buscas maternas. E como elas, sabemos que a mudança física, sim, é um tema, mas tudo, tudo vale a pena ao recebermos recebemos um abraço, ao vermos os sorrisos e percebemos os aprendizados de nossos filhos - e os nossos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Plug in

Estes são tempos digitais e literalmente, somos reféns de nossos dedos. É uma vida plugada, usando um anglicismo que já faz parte da língua portuguesa. Vivemos na era da dicotomia "quero proteger minha família versus preciso postar isso". 

Sou uma pessoa hiper conectada. Sofro crise de abstinência quando fico sem internet e olhar a tela do meu celular é uma espécie de tique nervoso. Meus livros atualmente são e-books, então mesmo que eu não esteja navegando, lá estou eu com meu pequeno dispositivo.

Não gosto do que vejo em mim e faço um enorme esforço para não sacar o celular da bolsa em alguns momentos, mas é um enorme desafio, nem sempre superado.


Por trabalhar com cinema e ser assídua frequentadora, vejo que o uso do celular durante o filme é praticamente usual. Não é uma vez, para checar as horas. São várias consultas. São diversas pessoas. É pra conferir se fulano respondeu a mensagem, se sicrano mandou o e-email ou checar a timeline de alguma rede social (!). Há os mais ousados que atendem o celular - e quando reclamo, pareço a louca rabugenta. Noto uso mais moderado em teatro, como se o respeito existisse porque há um artista em cena. Será que o colega espectador não merece o sacrifício do desligamento?

Voltando à minha experiência particular de desconexão moderada - porque intensa, já sei que não vai acontecer. Queria usar menos o celular (ou o computador ou o tablet). Curtir as horas passarem, o ócio. Observar as pessoas. Brincar mais com meus filhos. Cozinhar. Arrumar o armário. A impressão que tenho é que tudo o que preciso fazer passa por uma conexão de banda larga. Entendo que a vida, hoje em dia, é mais ligada no espaço cibernético, mas certamente, não na intensidade que uso.

Tenho tentado não sacar o celular em restaurante quando estou acompanhada. Tenho tentado não mexer no celular quando estou brincando com meus filhos (a não ser para tirar uma foto - mesmo isso, menos!). Tenho tentado deixar o celular em casa em algumas ocasiões como ir à ginástica (caminhada de cinco minutos na ida e cinco na volta e certamente não preciso dele durante a aula).

Uma amiga ficava profundamente ofendida quando eu não olhava para ela enquanto conversávamos. Foi uma bronca meio traumática, na época, e acho que por isso evito usar celular enquanto falo com outra pessoa. Nem sempre sou bem sucedida, sei disso. Infelizmente, sei que pouca gente nota se eu cometer este deslize no contato visual.

E você, está satisfeito com seu índice de tempo plugado?

terça-feira, 27 de outubro de 2015

ABC pink

Prata da casa: Dayana. Texto de Ligia Ximenes.

Dayana Ordoñez Delibório, mãe da Isabela, 7 anos, e do Rafael, 3 anos, é paulistana de nascimento, mas sua vida está toda em Santo André. Cuida já há seis anos das sessões do CineMaterna no ABC paulista. Veio com a primogênita, ainda bebê, e se apaixonou pelo projeto. “Queria fazer parte dessa alegria que é o CineMaterna”. Ela conta que, além de sair um pouco da rotina, o projeto a ajuda a conhecer muita gente.

Dayana, à direita, em ação!

Coleciona mil e um causos nestes seis anos de vida pink. “Tivemos um pai que participou por muitos meses. Sua esposa estava trabalhando. Ele, de férias, com retorno indeterminado, ia em todas as sessões e sempre ficava para o café, trocando experiências. Adorávamos. Era muito bom conhecer o lado paterno do puerpério.”

Dayana tem alma pink, a gente sabe, pelo tanto de coisas que faz. Odeia rotina, aliás. Ama cinema (ah, os musicais!), livros, sair pra comer fora com o marido, jogar videogame com os filhos, ir no parque com a família. Estudou Publicidade e Propaganda e atualmente faz teatro.

“Pratiquei natação por seis anos e participei de campeonatos. Também sempre estive envolvida com artes de alguma forma: já cantei, atuei, tentei montar uma trupe para animar festas. E, ah, nas horas vagas sou maquiadora, mas só entre amigas”.

Ufa!

Dayana, obrigada por trazer um pouquinho da sua energia para o reino pink!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Eles também vestem a camisa

No começo do CineMaterna não existia a figura de um fotógrafo presente às sessões. Toda mãe é um tanto fotógrafa, em maior ou menor grau. Só que o cinema não é um local fácil de fotografar por ser um pouco escuro - e câmera de celular não dá conta do recado nestas condições. Por isso, há uns quatro anos começamos a fechar parcerias com fotógrafos profissionais que tiram fotos maravilhosas das famílias no cinema.

As fotos ficam em álbuns no site do CineMaterna e podem ser localizadas por sessão. Este ano fizemos uma camiseta como a nossa pink, mas em versão preta. É nosso agradecimento a estes heróis e heroínas da imagem, que nos mostram pro mundo. 

Simone Novato 
Luiz Luz e Gisele Soares
Fabiana Drummond
Bete Sozza
Cacau Querino
Rafael Sousa, com Gláucia Colebrusco, que gerencia
os fotógrafos parceiros no Brasil

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Onde você está?

Vejo muitas mulheres cansadas. Exaustas do ritmo acelerado das empresas. Cansadas da falta de empatia com as necessidades maternas. Esgotadas pelas cobranças e pressões por resultados cada vez mais difíceis. Sufocadas por profissionais que insistem em não trabalhar em equipe, buscando apenas seu próprio ganho. Culpadas por não conseguirem um bom balanço com a vida pessoal. Enfim, repensando as prioridades depois da maternidade. Algumas sem saída, outras com uma fresta para escapar, mas sem coragem.

Ser mãe, por si só, é um trabalho que exige, física e emocionalmente. Quando se soma uma vida profissional em constante tensão, as consequências podem ser complicadas. Vai desde uma grosseria dirigida ao companheiro, passando por um ataque histérico no supermercado (quem nunca?), até o esgotamento total, que pode ser uma doença.

É angustiante observar os efeitos nas pessoas que estão à minha volta, inclusive nas completamente anônimas que vejo tendo um ataque nervoso em público. Nessas horas, preciso de toda a empatia do mundo para entender que aquela pessoa não está apenas "tendo um chilique", que ela tem uma vida que deve estar muito difícil.

Quando olho minha história profissional, percebo que percorri uma trajetória que teve seus tropeços, mas culminou em um inesperado resultado. Um caminho que começou no contexto que descrevo no primeiro parágrafo, que desembocou em depressão e ataque de pânico. Mas que também trouxe muito aprendizado, aplicado plenamente no CineMaterna.

A iniciativa que construímos hoje é pequena em quantidade de pessoas envolvidas na sua organização, mas grande em seu alcance. Sem modéstia, é nobre em sua missão, a de dar visibilidade e conforto às mães recém-nascidas. Para trabalhar no CineMaterna, seja na matriz ou como voluntária, precisa responder constantemente à pergunta: "você está feliz?". É exigência, temos exames periódicos de níveis de contentamento. Claro que não é só alegria, temos dissabores também. Mas a balança precisa pender para a satisfação, sem nenhuma dúvida, ou não está mais valendo a pena.

E você, está feliz?

Nosso nível de felicidade em uma sessão

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

De Curitiba para o Brasil!

Prata da casa: Silvana Carmo. Texto de Ligia Ximenes.

A gente tem este sonho há um tempo: colocar um nome e uma história por trás daquele sorriso que você encontra quando vai ao CineMaterna. Curtiu? Com você… Silvana Calabrese.

Silvana é de Curitiba (PR), crescida e estudada na capital. Formada em Desenho Industrial. Tem um filho chamado Luiz Henrique, que já é tão crescido que chegou a trabalhar em algumas sessões pink. Então, não, claro que não foi ele que apresentou o CineMaterna para a Silvana... Foi uma amiga cuja filha frequentava os encontros em São Paulo.

Em 2009, ela soube que o projeto estava chegando na sua cidade, e que precisavam de uma voluntária… e eis que ela está com a gente desde a primeira sessão. E eis que Silvana ficou. Porque gosta de estar cercada de bebês. E porque se encanta com a confiança que as mães tem no projeto.

Ela conta:

“Fiquei muito emocionada quando uma delas soube que estava grávida durante a sessão e veio me contar em primeira mão”.

Silvana Carmo, à direita, com sua mãe, Arlete

Na foto que escolheu para ilustrar seu perfil, Silvana quis homenagear sua mãe, Arlete, grande admiradora do CineMaterna, e ela também uma frequentadora das nossas sessões. Obrigada, Silvana, por cuidar da gente tão bem aí em Curitiba.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cumplicidade profissional - ou pessoal?

Se a humanidade tem um sonho em comum, deve ser o de conciliar vida pessoal e profissional. Posso estar exagerando, mas não conheço uma pessoa que negaria esta oferta se a ela fosse oferecida. Tem realização mais plena do que trabalhar no que gosta, com quem gosta e se divertir?

Não tenho a menor ilusão de achar que a rotina é 100% prazer, mas pelas fotos, dá pra notar uma cumplicidade entre essas duas moças.

Karina Campo, à esquerda, e
Gláucia Colebrusco, lindas e maquiadas,
prontas para um evento CineMaterna 

Gláucia Colebrusco supervisiona as equipes no Brasil, enquanto Karina Campo gerencia o relacionamento com os shoppings. Elas formam uma dupla perfeita em viagens. Tiveram voo cancelado para Ribeirão Preto (SP), pegaram o carro e enfrentaram cinco horas de estrada para não perderem o evento. Já passaram frio em Curitiba (PR) e Joinville (SC) e derreteram em Bangu (Rio). Gravaram vídeo no Dubsmash. Adoram cantar música brega - e não brega - no carro.


Dormir no mesmo quarto não é para qualquer dupla. Se com companheiro/companheira já é difícil casar nos quesitos ronco, chulé, sonambulismo, horários e manias, imagina com colega de trabalho. O fato é que a combinação destas duas saiu melhor que encomenda. Ainda bem que ambas gostam de selfies e palhaçada. Quando elas viajam, é diversão garantida para quem fica - e trabalho bem feito!


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Na marcação

Imagine um enorme diretório (na nuvem, atualmente), com muitas, muitas fotos assim:


Temos mais de 1000 fotos parecidas com essa. Quando vistoriamos um complexo de cinemas, tiramos fotos assim, uma praticamente igual à outra. É importante sabermos o nome do cinema e o número da sala. Para não nos perdermos nas imagens, registramos o número da sala antes:


Só que há salas em que o número é um luminoso e como fazemos vistoria antes do cinema abrir, está apagado. A solução é sermos as "sinalizadoras pinks".

Sala 4, Gláucia Colebrusco  (parece até homenagem em nome de sala, rs)
Sala 3, Taís Viana

Carol Troque é nova na matriz do CineMaterna e me acompanhou em uma vistoria pela primeira vez. Pedi que marcasse uma das salas do complexo, que estava sem numeração.

Sala 1, Carol Troque

De raciocínio rápido, se assustou ao constatar que eram 15 salas. Perguntou como sinalizaria depois da décima sala. De verdade? Não precisava sinalizar mais nenhuma. Mas claro, não perdi a piada!

Sala 15, chulé na jogada!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Valente

Prata da casa: Renata Valente. Texto de Ligia Ximenes.

As primeiras palavras que ela usou pra se apresentar, quando propusemos fazer este perfil pra apresentar ela às famílias, dão uma ideia do que vem por aí. “Sou Renata, Valente”. Valente é o sobrenome, e combina muito bem com a Renata. Ela é mãe de três, professora, revisora, mestre em Educação, doutoranda em Letras, e... voluntária do CineMaterna há quase seis anos!

“Conheci o CineMaterna na fila para comprar ingresso do cinema, antes de engravidar da Maria Eduarda. Logo após o nascimento do Daniel [o primogênito], senti muita angústia e medo, e depois disso, jurei que quando engravidasse, isso iria mudar. Tive a sorte de conhecer o projeto e frequentar as sessões com a Duda [a filha do meio] e com o Miguel [o caçula], e aí sim, pude curtir minha grande paixão, o cinema, acompanhada dos meus amores.”

A trajetória pink começou quando recebeu uma chamada simpática por email, convidando voluntárias entre as mães cadastradas no site. Qualificações necessárias: ser mãe, gostar de papear e de cinema. “Não tinha como não me identificar. Fui entrevistada com a minha filha no colo, pela Gláucia. Típico caso de amor à primeira vista”.

Gláucia (à esquerda), com Renata e Miguel recém-nascido, em 2013
Foto: Cacau Querino

Durante este tempo, Renata viveu várias experiências diferentes - e todas elas interessantes, enriquecedoras e gratificantes. “Gosto dos olhinhos das mães assustadas, que não sabem muito bem como carregar pipoca, bebê e mochila. Do chorinho dos bebês estreantes e das vovôs e titias que chegam criticando tudo, e logo se rendem ao trocador na sala".

Pra ela o dia termina bem quando compartilha com algumas mães suas experiências e pode tranquilizá-las um pouquinho a respeito de alguma angústia que estejam vivenciando. “Isso faz bem para alma, para mente e principalmente, para o coração.”

Hoje, até sua mãe é voluntária do CineMaterna, em Santos (SP).

E o que é o CineMaterna? Pra Renata é amor. “Amor pela maternagem, pelo próximo e pela vida.... É também alegria, festa e encontro....é paixão!”.

Obrigada, Renata, por fazer o CineMaterna caber na sua vida.

Renata em "momento celebridade": uma família amou
a experiência do CineMaterna e pediu para ela
sair em uma foto com eles!