sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Reuniões cibernéticas

Certo dia, estava eu em Porto Alegre (RS) quando comecei meu dia de trabalho. Foram várias reuniões seguidas. Primeiro com Gláucia Colebrusco, responsável pelas equipes no Brasil, que estava em Recife (PE). Desliguei e me conectei com a Gica Trierweller, nossa consultora de marca que estava em Blumenau (SC), e com a Taís Viana, que cuida do planejamento estratégico e comercial e estava em São Paulo. Fechei a agenda falando com o Lucas Bertoni, nosso webmaster que mora em São José do Rio Preto (SP).

Três reuniões, cinco cidades, quatro estados e nenhum gasto com telefonia. Isso é o máximo da comodidade para quem trabalha em home office (no caso, travel office). Nós no CineMaterna somos fãs incondicionais da tecnologia de comunicação. 

Veja como é comemorado um aniversário durante uma reunião no CineMaterna:


Reunião pelo Hangouts, do Google, em que participavam Gláucia, Juliana Freire (financeiro e logística) - a aniversariante para quem eu fazia festa e oferecia o bolo, Karina Campo (relacionamento com shoppings), Simone Lam (relacionamento com patrocinadores) e Taís. 

Além da economia de custo e de tempo em deslocamento, um bolo virtual não engorda! :P

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ter ou não ter, eis a questão

Antes de ser mãe, não sabia se queria ter filhos ou não. Neste mundo contemporâneo em que muitas mulheres optam por não tê-los, me vi diante do dilema já madura - leia-se "quase velha demais para engravidar". Não sabia se seria boa mãe, se gostava de bebê, se teria paciência para uma criança, se saberia lidar com um adolescente (este, ainda não sei).

A verdade é que a gente pensa demais. Ter filhos não é uma decisão racional. Talvez optar por não tê-los, seja. Não sei bem. 

A mulher, depois de uma certa idade, vira uma bomba-relógio. Não que vá explodir, mas é pressionada por seu corpo a tomar a decisão de ter ou não filhos. Acho horrível a sensação de "perda de validade". 

Tive não apenas um, mas dois filhos. Aliás, toda mulher já sentiu na pele do ciclo de perguntas: vai casar? Vai ter filhos? Vai ter o segundo? E por aí vai. Ainda ouço questionamentos sobre o terceiro. Ou melhor, sobre A terceirA, já que tenho dois meninos.

O que a decisão de ter filhos faz com a sala da sua casa
(meus meninos, que viraram meu mundo de ponta-cabeça)

Com o CineMaterna, vejo mães recém-nascidas do tempo todo e acompanho histórias variadas: gravidez no susto, fertilização, gêmeos (ou trigêmeos), gestação difícil, a barriga que veio de primeira, adoção. Há mães em licença-maternidade, outras que foram dispensadas após o retorno ao trabalho, profissionais liberais que prolongaram seu afastamento e as que decidiram dedicar-se ao bebê por um tempo. Tem casais unidos, os separados e as produções independentes. Formações familiares diversas em torno dos bebês, mas sempre a mesma emoção de conexão com um pequeno ser, que dá trabalho, tira noites de sono, e nos coloca em contato com o mais profundo amor, que não imaginávamos existir.

Acho muito, muito complicado julgar as escolhas de quem quer que seja, mas não consigo deixar de abrir um largo sorriso quando me perguntam se recomendo a maternidade às mulheres.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Tiroteio no Rio

Gláucia Colebrusco, que coordena as equipes no Brasil, liga para Flavia Oliveira, coordenadora no Rio, para perguntar sobre um detalhe da sessão. Assim que atende, Flávia diz:

- O filme começou com um tiroteio! Super alto, as mães e bebês assustaram!

Apavorada, Gláucia dispara (sem arma):

- E o que você está fazendo aí? Manda todo mundo embora, vai pra casa, se protege!

Depois de alguns segundos de silêncio, Flavia começa a gargalhar. Estava avisando que trocaram o filme do CineMaterna, começou com som alto e barulho de tiros. Tinha interrompido e o cinema estava colocando o filme correto. 

Silvester Stallone, em cena do filme Os Mercenários 2,
que "foi" ao CineMaterna sem ser convidado (rs)

Desentendimentos hilários, a gente vê por aqui!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sejamos francas

O tal do puerpério é uma fase do qual poucas mulheres sentem saudade. São os primeiros dias, semanas ou meses após o parto. É um período em que ainda não voltamos à forma física - a barriga continua lá. Os hormônios estão enlouquecidos, nos deixando mais sensíveis. Você deixa de ser um indivíduo para ser uma dupla (ou trio, no caso de gêmeos). Só que seu bebê é um completo desconhecido e tem muitas demandas, que nem sempre você entende quais são. Uma mulher que tem nos braços o ser mais precioso do mundo - e que acarreta em privação de sono, mudança radical no ritmo de vida e abandono de si mesma. 

Algumas mães postaram na página do CineMaterna comentários sobre este início nada glamouroso da maternidade. São depoimentos sinceros e profundos, que consideramos tão ricos que decidimos compartilhar. Não é fácil admitir que o amor arrebatador por um filho não é imediato e que há momentos de arrependimento da decisão de ter filhos. 

Mãe 1: 
Não é bonito de dizer, mas não tenho nenhuma saudade do primeiro mês em especial. Para mim, foi apenas um mergulho no inferno da solidão e do cansaço extremo. Eu me sentia uma presidiária fazendo risquinhos na parede em contagem regressiva pelo dia da liberdade. Olhava pela janela do apartamento às seis e meia da manhã, via pessoas indo trabalhar e pensava que aquelas pessoas não tinham noção do valor de poder colocar a cara na rua e ir trabalhar. 

Mãe 2: 
Você não foi a única, também me senti assim. Teve um dia que chorei de me acabar e falei para o meu marido que estava arrependida de ter tido filho. Ele riu e falou que eu estava me sentindo assim por causa dos hormônios. Passados dois minutos tornei a cair na choradeira, arrependida de ter falado uma coisa tão horrível, pois amava demais o meu bebê. Vai entender esse primeiro mês, ele realmente é horrível - e mesmo assim queria passar por ele pelo menos mais uma vez.

Mãe 3: 
Eu tinha ainda mais raiva quando alguém falava "hormônios". Me sentia meio culpada, sim, mas no começo cuidei do meu filho no automático e pensava "cadê o amor? Porque só sinto cansaço e arrependimento". A única coisa que tenho a dizer depois daquele inferno (não tenho nenhum carinho por aquele período), é: eu gostaria de ter sido avisada com honestidade. Não é um período feliz, e acharia muito bacana que isso fosse tratado com honestidade pelo mundo.

Mãe 4:
E mais a solidão. Nunca pensei que a experiência da maternidade no contexto urbano pudesse ser tão violentamente solitária, uma solidão funda, cortante e irremediável. Foi uma surpresa.

Mãe 5:
Concordo com tudo, ainda me sinto assim de vez em quando - e olha que minha "bebê" faz 4 anos! Amo minha filha mais que tudo, mas acho normal esses diversos pensamentos de raiva, arrependimento etc. E é verdade, compensa porque o saldo final é positivo!

Mãe 6:
Sofri desde a primeira noite na maternidade. É leite empedrado, bebê com dificuldade de mamar, dores por causa do parto. Na volta pra casa a insegurança toma conta, vontade de chorar e chorar, você fica perdida e não sabe como fazer uma rotina diferente. Fiquei piradinha e pensei que ia ser pra sempre! Com 10 meses ainda não me recuperei do trauma desses primeiros três meses.

A boa notícia: no segundo filho, costuma ser muito, muito mais fácil. O que muda somos nós: mais experientes, com menos medos e outro filho para cuidar! :)

Eu e meu primeiro filho Max com 15 dias, com meu kit puérpera:
conchas de amamentação, paninho de boca, água, sling e almofada
(e a camisa pink, quando nem imaginava que haveria CineMaterna)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Seis conselhos de uma mãe empreendedora

Reprodução de artigo publicado no site Pequenas Empresas & Grandes Negócios em 24/06/2014. Veja o original aqui.

A chegada de um bebê é transformadora para mulheres. Ao mesmo tempo em que a vida pessoal é afetada, a maternidade também é capaz de mudar a vida profissional das novas mães.

Taís Viana é engenheira e uma das idealizadoras do CineMaterna, programa que promove sessões de cinema para mães e pais com bebês de até 18 meses. Ela e sua sócia Irene Nagashima se envolveram no projeto após ganharem seus bebês.

Nesses encontros, elas também promovem conversas informais com os pais. Muitas vezes é abordado o empreendedorismo. Abaixo, seis conselhos que elas costumam dar para as mães que desejam trilhar este caminho.

1. O jeito mãe empreendedora de ser
Assim como mães costumam ser especialmente habilidosas com os filhos, sabendo como ninguém dar um colo carinhoso, elas também empreendem do seu jeito. Para Taís, o empreendedorismo apresenta uma alternativa para suprir demandas pessoais. “Para atender nosso anseio de alimentar tanto o lado profissional como o materno, criamos nossa forma de trabalhar: adotamos o home office, para ficarmos próximas aos bebês”, diz. Mães no mundo dos negócios devem respeitar suas necessidades, ao mesmo tempo em que investem em suas ideias.

Taís Viana, engenheira e 
co-fundadora do 
CineMaterna
2. Multitarefa
Trabalhar em casa não é tão simples como parece no início. Antes de optar pelo home office, é preciso montar um esquema que inclui telefone, celular, internet, babá e um local isolado de trabalho. Depois de pensar na infraestrutura, é necessário ter disciplina para respeitá-la. Frequentemente não haverá um escritório físico para reuniões. Cafés, restaurantes e outros lugares públicos são boas alternativas.

3. Tecnologia amiga
Mães empreendedoras costumam realizar diversas tarefas ao mesmo tempo e a tecnologia pode dar uma mão nessas horas. “Dropbox, Skype, WhatsApp, Google Apps e outros aplicativos fazem parte da nossa rotina. A tecnologia é nossa grande aliada para manter o alinhamento com equipes”, afirma Taís.
4. Prioridades claras
Se você é mãe, então entende que sua prioridade será seu filho. Nada será mais importante do que uma reunião na escola ou até mesmo uma simples febre. É preciso deixar isso claro para as pessoas que trabalham com você diariamente. “O fato é que muitas surpresas podem acontecer no nosso dia. Mãe às vezes se ausenta.”

5. Apoio ao planejamento familiar
Ser mãe no mundo dos negócios já não é fácil por si só. A realidade é ainda mais complicada quando não se tem o apoio da equipe. Taís aconselha incentivar e celebrar a maternidade com as mulheres que estejam tentando engravidar. “Sabemos que a força do nosso grupo contribui para o sucesso da mãe”, diz.

6. Novos hábitos
Mães no trabalho devem formar uma irmandade para compartilhar experiências e se apoiarem. Dessa forma, elas aprenderão novos recursos para continuarem sendo práticas na vida profissional e pessoal.