sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A ida ao cinema - confissões de uma mãe de segunda viagem (ou: você não está sozinha!)

Por Ligia Ximenes

Quarta-feira
Oba, hoje é quarta, será que já saiu a programação da próxima semana do CineMaterna? Tá, deixa eu trocar essa fralda e depois olho.

Quinta
Eita, hoje tem sessão, será? Qual o filme, hein? Ah, já assisti. E também é dia de rodízio. Daria pra ir, mas sem tempo pra um merecido café.

Sexta
Droga, bem que hoje podia ter sessão. Deixa eu ver a programação. Quando será a próxima mesmo? Eita... já vai, já vai. Mamãe tá indo, meu amor.

Sábado
Não posso me esquecer de conferir a programação.

Domingo
Onde está mesmo o e-mail do CineMaterna? Difícil encontrar, no meio dessas 723 mensagens não lidas. Deixa eu fazer uma busca: cinematerna. Nossa, que demora, a internet tá ruim pacas.

Segunda
Tá, então tem sessão na terça. Ou seja: amanhã. O filme nem faz o meu gênero, mas vou de qualquer jeito. Será que vai estar frio? Preciso checar previsão do tempo e já revisar a mochila. Sei que tá faltando álcool gel. E, nossa, acho que ainda nem tirei a roupa suja de lá. Tomara que não tenha mofado!

Terça
4 da manhã
Oba! Logo mais tem sessão! Ixi, com que roupa eu vou? Tem que ser fácil de tirar o peito. Será que aquela camisa de botões esta limpa? E o sling? Será que já secou no varal?

6 da manhã
Esfriou, hein? Será que vai ser legal sair assim com ela?

7h15
Preciso lembrar de colocar uma mantinha. E gorro.

9h27
Pronto, dormiu. Próxima soneca só na sala de cinema, senão não consigo assistir ao filme.

9h29
Ai, acordou. Já? Ok, ok, você que manda.

10h01
Puxa, que mau humor, gatinha. Ih, desse jeito não vai rolar cinema.

11h20
Dormiu!!! Vou responder uns e-mails.

12h45
Acordou! Já vai, gatinha. Puxa, devia ter almoçado enquanto ela dormia. Agora sei lá como vou conseguir. Mas, enfim, vamos primeiro mamar. Primeiro sempre você, meu amor.

13h10
Prato quente, nenê chorando. Como é que eu corto o bife tendo só uma mão livre?

13h22
Escovar os dentes, ok. A cobertinha e o gorro, ok. Eita, olha aí, minha carteira estava ficando em casa. Como é que eu ia comprar o ingresso?

13h38
Vamos correr, filha. Senão a gente não consegue chegar.

14h02
Poltrona G4. Ih, muito pra trás. Mas, eba! Conseguimos. Nem acredito. Vamos sentar aqui na ponta mesmo, pois o filme já vai começar. Ai, que delícia!

Ligia, autora do relato, e Lúcia, quando finalmente chegaram no cinema!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Poltroninhas


Sinalizador de corredor do Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo (SP), onde lançaremos o CineMaterna em setembro. Não consigo encontrar outro adjetivo para descrever além de "FOFO"!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Meu primeiro CineMaterna com minha mãe

Meu filho tinha dois ou três anos quando percebeu que sua avó era também, minha mãe. Além da confusão do duplo papel, ficou espantado que eu também tivesse uma mãe. Para ele, naquela época, apenas crianças podiam ter mãe.

Fiz nestas férias de julho uma viagem de volta à adolescência. Fui de carro com meus pais e minha irmã para Curitiba (PR), onde mora meu irmão.

Como sempre faço quando vou a uma cidade em que há CineMaterna, fui à sessão para acompanhar. Por acaso, meus pais e irmã resolveram assistir a um filme no mesmo cinema em que eu estava. Não perdi a oportunidade de tirar a foto na entrada da sala.

Minha irmã, eu, minha mãe e meu pai
Foto: Melanie d'Haese

Foi a "estreia" da minha mãe no CineMaterna. Na matriz, fui eleita "bebê do mês"! :)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Declaração de amô

Em 2011, eu cuidava do Twitter do CineMaterna e percebi uma mãe que sempre comentava sobre suas idas às sessões, elogiando e compartilhando sua experiência. Comentários inteligentes, criativos e bem escritos, um ponto de vista bem humorado, quem não gosta de ler?

Acabei ficando sua amiga virtual, trocamos algumas mensagens quando lançamos CineMaterna em Blumenau, sua cidade natal. Não nos conhecíamos, efetivamente, era uma admiração platônica.

No início deste ano, vi que a Gica Trierweller saiu da agência em que trabalhava e fundou a Glíteres. Pouco depois, no CineMaterna, começamos com questionamentos sobre marca e uso por terceiros. Entrávamos em um terreno que não dominávamos e na busca de resposta, lembrei da Gica. Minha aproximação foi mais ou menos assim: "oi, não sei exatamente o que você faz, mas acho que pode nos ajudar".

Finalmente nos conhecemos pessoalmente e batemos um longo papo. Sim, era ela, nossa luz no fim do túnel!

Fechamos acordo e começamos a trabalhar. Muito. A ponto de uma reunião durar mais de 8 horas, levantando apenas para fazer xixi. O trabalho já rendeu frutos nos bastidores e em breve, aparecerá ao público.

Taís Viana, à direita, e Gica, na nossa reunião de oito horas, em um café

Incrível lembrar como tudo começou, há quatro anos, eu, anônima, seguindo aquela mulher toda tatuada, mãe da Luna, e rindo de seus comentários inteligentes.

Gica, é muito amô.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MC Pink

Diz ela que morre de vergonha, mas quem a conhece pessoalmente, sabe que tímida, ela não é. Em um momento-revelação, me mandou o rap abaixo, por torpedo (!).

Tem rosa, tem as pinks, mães e bebezão.
Esse é o rap do CineMaterna, que mexe com o coração.

Com uma se iniciou, algumas o fundou
E muitas ele conquistou.

Sempre à tarde, no horário calmo, o filme elas rodam
Com pipoca e café, o CineMaterna é o que é.

Tem limite de idade, para agradar a mãe de verdade
Mas no dia de animação, traga o seu irmão.

Sem citar ostentação, vou terminar, então.
Aproveite para convidar para a próxima sessão. 

Gláucia Colebrusco, quando deixar o CineMaterna, será rapper. 

Gláucia, a "tímida", no canto superior direito, fazendo caras e bocas,
com a equipe pink de Rio Preto (SP)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Seis!

Hoje foi aniversário do CineMaterna. Seis anos, acredita? Como toda mãe, acho que passou voando e mal consigo lembrar dos primeiros dias, quando nem uniforme tínhamos. Crescemos a ponto de ter oito sessões simultâneas, em cinco estados diferentes, no mesmo dia! 

Depois de confessar que sou péssima para comemorar datas importantes, Gláucia Colebrusco, coordenadora das equipes de voluntárias no Brasil, preparou um mimo. Pediu uma foto para as equipes das cidades que tiveram sessão hoje. Resultado:

Em SP, a partir da esquerda: Renata Valente, Juliana Gomes,
Fabiola Almeida e Gláucia Colebrusco
Florianópolis (SC): Lucíola Gonçalves e Elizabeth Kammers
Jundiaí (SP): Verônica Lassen e Lisandra Farias
Rio de Janeiro (RJ): Flávia Oliveira e Kivia Correia
São Paulo: Ligia Ximenes, da matriz do CineMaterna,
com Lucia de 45 dias, e Iranise e sua filha Júlia
Ribeirão Preto (SP): Josimara Rezende, Helena Schmideck
e Carol Mafra, com Jorge na barriga
Campo Grande (MS): Hellen Souza  e Valquíria Nunes
Brasília (DF): Raíssa Kikuchi e Katya Coimbra
Porto Alegre: Adriana Soster e Deise Lougue
Foto: Dionathan Santos

Obrigada, Gláucia e pinks. A "festa-surpresa" foi inesquecível. :')

Três vistorias e nenhuma foto

Estou com brinquedo novo. Mais precisamente, uma câmera fotográfica. Resolvi investir e subir um degrau na categoria "profissionalmente amadora".

Eu e meu brinquedo novo
Foto de Arthur, filho de 4 anos da fotógrafa Simone Novato

Fui a Curitiba (PR) para visitar meu irmão e aproveitei para ir à sessão CineMaterna e fazer vistoria em três complexos de cinema. As fotos da vistoria foram tiradas com a câmera antiga, era sua "despedida".

Pelo visto, me emocionei por ser a última vez que estaria usando a câmera antiga. Achei que tinha importado as fotos para o computador e apaguei o chip. Quando fui checar, frio na barriga: por alguma estranha razão, não importou. Eu, apressada, já tinha apagado da câmera. Ou seja, perdi todos os arquivos. Fiquei triste, mas por sorte, não perdi a informação porque sempre anoto os detalhes, que são complementados pelas imagens. Você se espantaria em saber que alguém fica triste por perder imagens como esta (feita pelo celular, ainda bem):


A história não acaba aí. Recebi minha nova câmera, levei-a para o cinema em São Paulo, tirei fotos das mães, fora e dentro da sala de cinema, e ainda, algumas com a matriz do CineMaterna, representando os seis anos que completamos hoje (uhu!). Confesso que apanhei bastante da câmera e do flash. 

Quando fui importar para o computador, nova surpresa: o software que trata as imagens requer nova versão e não lia o chip. Importei em outro programa e percebi que "queimei" várias fotos por ajuste errado. Mas foi só no dia seguinte que constatei, triste, que perdi as fotos dos seis anos, em mais uma manobra atrapalhada. 

Bom, para não ficar na lamentação, fecho o post com as fotos que deram certo! As imagens representam aquilo que estamos fazendo há seis anos, com muito carinho. 

Mariana Conde e Juliana Gomes, recebendo as mães no cinema
Ligia Ximenes, amamentando sua pequena Lucia 
Mães recém-nascidas curtindo um programa a dois
Socialização durante o filme 
Movimento no trocador
Depois do filme, um café com gostinho de descanso