terça-feira, 27 de maio de 2014

Trio

Os três foram bebês frequentadores do CineMaterna com suas mães. Dayana Ordoñez vinha com Isabela, Simone Novato frequentou com Arthur e Joana Cunha com sua Alice. Duas delas tiveram o segundo filho. Dayana e Joana são voluntárias no CineMaterna e Simone é fotógrafa parceira. Duas viraram amicíssimas, comadres.

Dá muito orgulho acompanhar as trajetórias, as mudanças, o crescimento dos filhos - e das mães. Ver esta foto tirada hoje me fez pensar que o CineMaterna representa mais que uma ida ao cinema na vida destas famílias. 

A partir da esquerda: Alice, Arthur e Isabela
Foto: Simone Novato

sábado, 24 de maio de 2014

Papai já volta

Outro dia vi em uma mídia social, no perfil de um pai de um bebê de uma semana, a mensagem: "papai já volta!". Ele, torcedor fanático de um time de futebol, postava a foto do ingresso de um jogo.

Uma mãe não consegue se dar ao luxo de deixar tal recado para seu bebê recém-nascido. Mãe e bebê são praticamente o mesmo ser nos primeiros dias (ou meses?). Inseparáveis não apenas quando amamenta, deixar o bebê não é tão trivial para uma mãe. É impensável. Ir ao banheiro é um desafio!

Mães abdicam de suas paixões, de seus gostos, de seus programas em função de um bebê recém-nascido. Fazem isso instintivamente, mas não sem sacrifício. Gostariam, sim, de ir ao show de sua banda preferida, à happy hour com as amigas, à festa badalada e aguardada, à estreia no teatro de sua melhor amiga. Dói abdicar de programas, mas respiram e esperam a vontade passar.

Mas veja que nem tudo é tão ruim assim! O CineMaterna nasceu deste desespero materno, de retomar um programa que era, antes do filho, uma paixão.

Mães no cinema, com seus inseparáveis companheiros,
em um entretenimento para elas

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Microfone a la Madonna

É frequente estarmos em um cinema novo, sala cheia e temos que falar com o público: agradecer a presença e lembrar dos combinados. Normalmente, é necessário gritar e mesmo assim, nem sempre somos ouvidas.

Taís Viana, quem normalmente precisa berrar os anúncios, pensou em adquirir um megafone, mas seria, no mínimo, bizarro. Mergulhou na internet (que tem de tu-do) e resolveu seu problema: comprou um microfone portátil.

Em uso, em Sorocaba

A caixa de som é pequena, o volume a que chega não é formidável, mas já melhora bastante o alcance da nossa voz. E ainda nos dá a oportunidade de fazer uma foto digna de ser postada aqui.

Taís em momento Madonna

terça-feira, 13 de maio de 2014

Sequência pink

Estava arrumando meus arquivos no computador, quando me deparei com esta sequência de fotos, tiradas há um ano. Duvido que você tenha fotos assim em seu computador:











Opa, você vai continuar indo no CineMaterna, né? Temos nosso lado comportado também, viu? :P

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Carinho de mãe

Quem é mãe sabe que Dia das Mães são todos os dias, 24 horas por dia. Ter um dia específico para comemorar, ok, pode ser importante, mas convenhamos, é uma data mais comemorada pelo comércio que pelas mães. Mães de bebês, então, "acopladas" às suas crias o dia inteiro, passam por um domingo como outro qualquer.

Li esta semana o texto de Jairo Marques, colunista semanal da Folha de São Paulo, que me chamou atenção. Intitulado Mães de hospital (07/05/2014), o texto é muito tocante para qualquer mãe, mesmo que, como eu, nunca tenha tido um filho internado. O colunista descreve a resistência de uma mãe diante da doença do filho. O amor infinito que faz com que ela passe a dor em dobro para que seu filho sofra o menos possível. Toda mãe que já viu um filho adoecer, mesmo que seja uma febre das tão comuns e famosas "viroses", conhece a angústia e o pensamento de que "queria mil vezes que fosse eu quem estivesse doente".
Mães de hospital não têm coluna, porque são capazes de dormir meses em um sofazinho sinuoso e desconfortável que guarda displicente o leito do filho enfermo. Possuem no organismo o analgésico mais poderoso, aquele que enfrenta e apazigua as dores da incerteza do futuro e de um ligeiro descaso do pessoal que serve as refeições, quando ela tanto esperava para seu pequeno um cuidado particular.
(...) Não existe possibilidades de mães de hospital almejarem o título da "melhor mãe do mundo", porque elas só estão interessadas em promover para si o básico: um banho rápido, um telefonema para o filho do meio pedindo a ele que estude e um afago na companheira do quarto 31, cuja menina piorou durante a madrugada.
(...) Em mães de hospital, apenas as dores na alma são incontroláveis, mas essas elas teimam em resolver sozinha durante intermináveis insônias ou em um diabo chamado sono vigilante. 

Inicialmente, pensei tratar-se de um texto triste. Só que ao terminar a leitura, tive a sensação de que, pelo contrário, só mostra como somos felizes de termos mães, que entre acertos e erros, nos cuidaram para que pudéssemos chegar aqui hoje, sendo mães zelosas das criaturas mais importantes do mundo.

Lino recebendo beijo o mais carinhoso do mundo: o da sua mãe, Izabella

segunda-feira, 5 de maio de 2014

No lucro

Por Ligia Ximenes

Ligia Ximenes, gravidíssima de um açaí
Foto: Simone Novato

Estou grávida já há 34 semanas. Passou voando. Logo mais deixo os bastidores para me tornar novamente protagonista do CineMaterna: a mãe puérpera, esta que não desgruda da cria por nada. Não, não é a minha primeira vez. Já sou mãe da Cora, que desde suas sete semanas, e até os 18 meses, foi (e é!) minha companheira de aventuras. Mas, claro, ser mãe de um não é igual a ser mãe de dois. Tenho muitas perguntas: muda muito? Quanto? E vai dar pra gostar de todo mundo? Quanto tempo até a vida entrar nos eixos?

Levei estas perguntas pra um café pós-sessão. Assim, casualmente, joguei a bomba. “Como é ter que largar daquele bebê mínimo, quentinho e macio, para sentar no chão e brincar de casinha com os cavalinhos do My Little Pony?”. A mesa estava cheia de mães empreendendo esta segunda viagem, e todas se animaram em me oferecer respostas. Todas trataram do caos: além do pouco descanso e muito trabalho, há ainda a força necessária para realizar malabarismos que deem conta de atender as necessidades de todos etc e tal.

Ouvi atenta. Pra ser sincera, hoje não consigo nem me lembrar dos causos que elas contaram. Apenas me lembro de dizerem que era tudo confuso. Intenso. E apesar disso… era lindo. Valia cada lágrima. Cada minuto de sono a menos. Amor de irmãos. E eis que, entre as risadas, a gente enfim escuta a Danila, mãe do Jorge, dois meses de vida fora da barriga, o seu primeiro filhote, sua primeira sessão CineMaterna.

“Gente, eu achava que agora é que era difícil, mas agora já sei: estou no lucro”.