terça-feira, 29 de abril de 2014

Macaé, chegamos!

Macaé fica a quase três horas de carro do Rio. Dá para ir de avião, mas indo de SP, faz escala no Rio e aguarda três horas. Daí que a decisão de como chegar na cidade não é tão óbvia assim. Na vistoria, Taís Viana e eu alugamos um carro, já que tínhamos trocadores e dois "malões" de equipamento para levar.

Nosso carro alugado e "equipado"

No lançamento, resolvemos "variar" e fomos de ônibus, Gláucia Colebrusco, Taís e eu. A decisão não foi das melhores. A ida foi tranquila (com direito a soneca fotografada), mas a volta, repleta de aventura. Começamos o dia tranquilamente, chamamos um táxi para ir à rodoviária e... nada. Esperamos, esperamos, até que o tempo foi ficando apertado. Gláucia foi na cara de pau e pediu carona. O "amigo" era o Alexandre, motorista que estava no hotel do lado e nos levou, voando. A viagem de ônibus foi tranquila, mas na rodoviária do Rio, novamente, nada de táxi. Pulamos em um ônibus e chegamos em cima da hora no aeroporto.

Obrigada, Alexandre!
Na ida, Gláucia adorou que Taís e eu dormimos
Na volta, a vingança

A cidade virou sinônimo de desafio para nós, afinal, quantas pessoas você conhece na cidade - e que, ainda por cima, são mães recentes? Nossa sorte é que estamos no tempo de redes sociais, que nos ajudou a espalhar a notícia na região e recrutar voluntárias.

Inauguramos o relacionamento com mais uma rede de cinemas, a Cinemagic, que fica no Shopping Plaza Macaé. Chegamos, Macaé, para ficar e agitar!

O filme, uma comédia, proporcionou muitas e gostosas risadas. Em diferentes momentos, três mães ficaram com os olhos marejados ao comentar como estavam felizes em ter um momento DELAS. Como não ser solidária e se emocionar junto?






Pai que veio sozinho com seu bebê


No final da sessão, o shopping fez uma pesquisa, perguntando às mães como foi a experiência. Tive o privilégio de ouvir uma das respostas: "perfeito!". Acho que foi bom, não? 


Mais imagens deste lançamento aqui: http://bit.ly/CNM_MAE

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ideais que sempre existiram

Houve um tempo em que nós mesmas íamos a todas as sessões. Houve um tempo em que os trocadores eram doações de famílias que não os utilizavam mais. Houve um tempo em que não havia fralda, nem lenço umedecido, nem pomada antiassadura. Houve um tempo em que o site era desenvolvido por uma conhecida, que ofereceu seus serviços voluntariamente. Houve um tempo em que cada uma de nós pagava seu café, seu estacionamento e não recebia reembolso. Houve um tempo em que as camisetas eram feitas na medida exata da necessidade. Houve um tempo em que o tapete EVA foi doação de uma academia de ginástica. Houve um tempo em que as fotos de divulgação foram tiradas por um pai fotógrafo, sem remuneração. Houve um tempo em que viagem de avião era feita com passagem de milhagem. Houve um tempo em que uma amiga publicitária criou folheto, anúncio, banner e slogan.

Mas sempre houve mães e bebês, sempre fomos apaixonadas pelo que fazemos e sempre acreditamos no CineMaterna.

Primeira equipe do CineMaterna, no Rio de Janeiro.
Estreia das camisetas, viagem feita com passagem de milhagem.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

É assim?

Pensamentos comuns nos primeiros meses do nascimento de um filho:

- Será que estou fazendo certo?
- Minha vida nunca mais vai voltar ao "normal".
- É assim mesmo?
- Onde eu estava com a cabeça quando resolvi ter um filho?
- O que você quer? (desejando desesperadamente que o bebê responda)
- EU PRE-CI-SO DORMIR!

Sim, é assim mesmo. Sim, é normal. E acima de tudo, sim, você é MÃE.

Foto: arquivo pessoal

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Depoimento na forma de presença pink

Outro dia fui a Belo Horizonte (MG) depois de muito tempo longe das sessões de lá. Conheci Tereza Moura, voluntária na cidade e que estava escalada neste dia. Ela me contou que ia com sua filha, Isabel, ao CineMaterna, há quatro anos.

Isabel apareceu no café depois do CineMaterna 
Tereza e Isabel em 2010

Muitas mulheres nos escrevem candidatando-se para estar na equipe do CineMaterna depois de ter frequentado, explicando que desejam "retribuir" o carinho que receberam no seu pós-parto. Para nós,  não existe forma maior de aprovação. :)

domingo, 13 de abril de 2014

Super família


Esta foto estava no álbum do CineMaterna de Caxias do Sul (RS), tirada pela fotógrafa Silvia Koch. Chamou atenção na matriz do CineMaterna e teve gente se perguntando se a avó (à esquerda) era avó mesmo, afinal, parece muito jovem. Com a ajuda da fotógrafa rastreamos e conseguimos chegar na Raquel Alves, a avó. Sim, ela é super avó mesmo!

Pedi que contasse um pouco sobre sua família, afinal, não é todo dia que vemos uma foto tão peculiar!

Meu nome é Raquel, sou arquiteta e urbanista, tenho 40 anos e dois filhos: Diego (23 anos) e Rochele (18 anos). Marjorie, filha da Rochele e minha neta, está com 1 ano e 8 meses. Marjorie é um anjo materializado em forma humana que nasceu num momento conturbado tanto para mim quanto para Rochele. Aos poucos foi nos trazendo imensas alegrias e nos dando força pra superar obstáculos que surgiram e nos fez ir cada vez mais além dos sonhos. Rochele estuda à noite e três vezes por semana sou eu quem fica com a Marjorie. 
No meu aniversário do ano passado minha filha me presenteou com as camisetas da fotos com os dizeres: super vó, super mãe e super filha. 
Eu não conseguiria acompanhar minha filha e minha neta no CineMaterna devido ao trabalho, mas me programei e tenho sempre reservado a data para curtir um cinema ao lado delas. Na última sessão, minha mãe (Isabel) estava em Caxias e conseguiu nos acompanhar.

Muito bom poder contar com um espaço apropriado, com pessoas educadas e de sorriso no rosto, prontas para dar o apoio necessário, de forma única. Gratificante ver que alguém se preocupou com o bem estar das mamães pensando no retorno à vida social após meses de expectativa da chegada do bebê.

Raquel, foi muito bom trocar mensagens com você, conhecer um pouco mais a história desta foto de quatro gerações. Com ou sem camiseta, todas super mulheres!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dias serenos virão - ou não!

Uma semana tem sete dias. Ter sete acontecimentos importantes na agenda, dá uma média de um evento por dia. Se nem todos são dias "de trabalho", significa que há mais de um compromisso por dia útil.

Só estou conseguindo escrever isso depois de duas gravações, uma sessão de fotos, dois lançamentos fora de SP e uma assembleia da ONG. Tudo isso no espaço de vinte dias, mas neste post, vou me concentrar na semana a que me refiro acima, provavelmente a mais maluca e agitada que tivemos até hoje.

Começou com a visita dos dois maiores patrocinadores do CineMaterna à sessão: Natura Mamãe e Bebê e Bepantol Baby. Não é para qualquer iniciativa poder mostrar com orgulho que o que fazemos é mais que especial; é feliz, é único, é necessário!

Daí, tivemos gravação da TV Natura. Mudamos a cara do cinema, me senti rodando um filme (o que não deixava de ser). A estrela foi a Izabella Loiola, que frequentou o CineMaterna com sua Alice que hoje tem quatro anos e hoje vai com o Lino, seis meses. Além disso, está de licença-maternidade de seu trabalho na matriz do CineMaterna. Seu dia de gravação começou às 8h da manhã em sua casa, recebendo nada menos que Lorena Calabria, apresentadora do programa gravado.

Izabella e Lino, descansando no intervalo
Taís Viana em momento "fashion week" na salinha de estoque do cinema
Sim, isto é uma sala de cinema
Tamiris Somera é mãe e voluntária do CineMaterna em Londrina (PR).
De passagem por São Paulo, foi à sessão e a "abduzimos" para ser entrevistada.
Taís Viana em conversa com Lorena Calabria

Alguns dias depois, tivemos a gravação de um documentário canadense sobre nascimento, amamentação e puerpério, Milk. A produção do filme, rodado em cinco continentes, descobriu o CineMaterna e achou que seria um tópico interessante para o filme. Como teríamos que pegar a autorização de uso de imagem de todas as mães presentes, tive a "brilhante" ideia de ter um fotógrafo nosso para tirar novas fotos de divulgação do CineMaterna. Minha ideia "genial" nos trouxe um fator a mais de tensão, por isso, intitulei de ideia de jerico

Equipe de filmagem do documentário
Olha o passarinho! 
Tamiris e a fofíssima Heloísa, convocada para a sessão de fotos
Maria Rita Barbi, do blog Barrigudos,
dando depoimento para o filme 

No dia seguinte, lá fomos nós para um lançamento em... Sorocaba (SP)! Equipamentos no carro, uma hora de viagem e chegamos para um maravilhoso encontro com as sorocabanas. 







Não bastava o agito todo, Gláucia e eu ainda tínhamos uma festa de uma amiga querida, à qual não podíamos faltar. Fomos direto de Sorocaba. No dia seguinte desta maratona, não pude ficar na cama descansando. Assuntos importantes deixados para depois do "agito" me aguardavam para ser resolvidos. Sabe como é, estar feliz e com o corpo moído? Mas a história não acaba aqui, porque na semana seguinte, ainda teve o lançamento em Macaé (RJ), que conto em outro post, aguarde. 

(mais fotos do lançamento de Sorocaba aqui: http://bit.ly/CNM_IES)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Melhor filme da vida

Esta cena aconteceu em Belo Horizonte (MG), há um mês. Ioná Oliveira, coordenadora da cidade, estava se despedindo das mães, quando uma veio e lhe disse que tinha acabado de ver o melhor filme de sua vida. Espantada - o filme era bom, mas não para tanto - perguntou:

- É mesmo? Gostou tanto assim?

No que a mãe responde, com um sorriso:

- Sim, vi com meu bebê no colo!

Esta não é a mãe descrita neste post, mas ilustra porque
também estava assistindo ao melhor filme da sua vida. :)