sexta-feira, 9 de maio de 2014

Carinho de mãe

Quem é mãe sabe que Dia das Mães são todos os dias, 24 horas por dia. Ter um dia específico para comemorar, ok, pode ser importante, mas convenhamos, é uma data mais comemorada pelo comércio que pelas mães. Mães de bebês, então, "acopladas" às suas crias o dia inteiro, passam por um domingo como outro qualquer.

Li esta semana o texto de Jairo Marques, colunista semanal da Folha de São Paulo, que me chamou atenção. Intitulado Mães de hospital (07/05/2014), o texto é muito tocante para qualquer mãe, mesmo que, como eu, nunca tenha tido um filho internado. O colunista descreve a resistência de uma mãe diante da doença do filho. O amor infinito que faz com que ela passe a dor em dobro para que seu filho sofra o menos possível. Toda mãe que já viu um filho adoecer, mesmo que seja uma febre das tão comuns e famosas "viroses", conhece a angústia e o pensamento de que "queria mil vezes que fosse eu quem estivesse doente".
Mães de hospital não têm coluna, porque são capazes de dormir meses em um sofazinho sinuoso e desconfortável que guarda displicente o leito do filho enfermo. Possuem no organismo o analgésico mais poderoso, aquele que enfrenta e apazigua as dores da incerteza do futuro e de um ligeiro descaso do pessoal que serve as refeições, quando ela tanto esperava para seu pequeno um cuidado particular.
(...) Não existe possibilidades de mães de hospital almejarem o título da "melhor mãe do mundo", porque elas só estão interessadas em promover para si o básico: um banho rápido, um telefonema para o filho do meio pedindo a ele que estude e um afago na companheira do quarto 31, cuja menina piorou durante a madrugada.
(...) Em mães de hospital, apenas as dores na alma são incontroláveis, mas essas elas teimam em resolver sozinha durante intermináveis insônias ou em um diabo chamado sono vigilante. 

Inicialmente, pensei tratar-se de um texto triste. Só que ao terminar a leitura, tive a sensação de que, pelo contrário, só mostra como somos felizes de termos mães, que entre acertos e erros, nos cuidaram para que pudéssemos chegar aqui hoje, sendo mães zelosas das criaturas mais importantes do mundo.

Lino recebendo beijo o mais carinhoso do mundo: o da sua mãe, Izabella

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