sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Lançamento em Manaus, quase um novo país

Enfim, chegamos a capital mais longínqua do país. Brincamos que ir a Manaus é quase uma viagem internacional, afinal, há voos para o exterior com menor duração.

Vários aspectos neste lançamento foram um tanto diferente para nós. O cadastro de mães no site do CineMaterna bombou: tínhamos mais que o dobro do que normalmente conseguimos para uma cidade nova. E o evento foi tão lindo que me empolguei e tirei o dobro de fotos do habitual.

Mais um detalhe diferente: já que estávamos indo para uma cidade tão longe e, digamos, exótica, Taís, Gláucia e eu, que fomos ao lançamento, resolvemos passar uns dias a mais e fazer turismo. Quer conhecer um pouco também? Me acompanhe neste post!

Chegamos a uma Manaus sob tempestade e aeroporto fechado, o que nos obrigou a pousar em Santarém (PA). Chegamos mortas de fome, em um aeroporto lotado e pequeno. Pegamos um táxi e pedimos um restaurante na cidade. Às 17h, estava tudo fechado. Resultado: fomos para o shopping. Adivinha o que tinha lá?

Cinema em Santarém!

Manaus é muito diferente de tudo o que conhecemos. Nos fez entrar em outro ritmo, afinal, na floresta ou no barco não pega celular. Daí, admirar a paisagem local é o melhor programa. Claro que fizemos o passeio mais famoso, que é o encontro das águas, confluência entre o rio Negro, de água escura, e o Solimões, de água barrenta, que correm lado a lado sem se misturar por mais de 6 quilômetros. O fenômeno se dá por conta da diferença da temperatura, densidade e velocidade dos rios.

Gláucia, versão turista, no barco que nos levou ao encontro das águas
O encontro
Aqui não tem sinal de celular, não insista
Verde por todo lado no Parque Ecológico do Lago Janauari,
com macaco-prego, jacaré, vitória-régia e a árvore samaúma

Turista de primeira viagem em Manaus tem que conhecer o grandioso Teatro Amazonas, no centro da cidade e o Mercado Público, recém-reformado.



Maquete de Lego criada nos anos 1970, feita com cerca de 30 mil peças
Por dentro do Mercado Público

Em um dos dias, Gláucia e eu resolvemos nos aventurar por um roteiro, digamos, independente, seguindo uma sugestão. Pegamos ônibus de linha, fomos à marina, pegamos barco que faz o transporte da população ribeirinha e fomos ao Museu do Seringal e à Praia da Lua. 

Marina do Davi
Nosso transporte
Casa da população ribeirinha
Chuva no caminho
Barco escolar
Ah, a Praia da Lua!

O tempo estava fechado e chuvoso, mas fomos para a praia mesmo assim. Tomamos banho no rio morno, delicioso, e comemos peixe frito. Gláucia quis ir ao banheiro, no que a atendente indicou: "no rio ou no mato". Nada como estar em um lugar selvagem. Rs.

Na hora de ir embora, fomos para a beira do rio esperar o barco. Esperamos, esperamos e esperamos por duas horas e meia. Ia dar entrevista por telefone quando chegasse a Manaus, mas no fim, foi ali mesmo, na praia. Os nativos começaram a abanar para o condutor de uma voadora, um barco de metal com motor, muito usado pela população local. Ele encostou e os nativos nos chamaram. Não pensamos duas vezes e pulamos no barco. A viagem era de cinco minutos, mas teve direito a muitas descidas de ondas (com a bunda batendo no banco), chuva e vento frio, além de uma parada para abastecer.

O pontão onde para o barco - que não veio
Dando entrevista - ainda bem que pegava celular
Posto no rio

Ah é, o lançamento! Foi LINDO! Sala cheia, quase 100 mães com bebês, mais uns 40 acompanhantes.









Equipe manaura: Taís, Andréa, Renata Rivas, Gláucia, eu,
Renata Evangelista e Thati

Álbum do lançamento aqui: bit.ly/CNM_PontaNegra.

Na volta, Gláucia e eu decidimos que nosso almoço no voo seria composto de chips de banana e sorvete de cupuaçu e tapioca. Pena que no avião não servem peixinho frito...

domingo, 24 de novembro de 2013

Monstras animadas

Que nós não somos uma turma exatamente “normal”, você já sabe. Diversão é conosco! Se tiver algo do universo infantil, então, enlouquecemos.

Estávamos no Shopping Jardim Sul para o lançamento, quando Karina Campo avistou um cartaz que dizia que o tema de Natal era da animação Monstros S/A. Ela não sossegou enquanto não fomos no local onde havia o cenário.

Sonho da Karina: virar a Boo (rs)
Nós e nossa porção criança:
Monica, eu, Karina e Juliana, com Sulley
Karina e Mike Wazowski

No final, entramos na Central do Susto e soltarmos nosso grito.

Taís e Gláucia, mesmo não estando de pink,
foram admitidas na turma "gritadora"
Karina, gritadora-mor

Não sei se me diverti mais em ver os personagens, em tirar fotos para mostrar aos meus filhos ou em ver a alegria daquelas moças de pink, mães de família com espírito natalino de criança.

Fotos do lançamento aqui

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nosso geek particular

CineMaterna tem uma intranet, um sistema interno que armazena inúmeras informações, acessadas pelas pessoas da matriz e pelas coordenadoras das cidades. Sempre acho muito chique dizer isso. Além de ser extremamente útil e necessário, mudou nossa vida para muito melhor. Se antes tínhamos erros humanos entre definir o calendário, montar enquete, confirmar filme e a sessão acontecer, agora, são eventos raríssimos. Conseguimos otimizar o tempo de várias pessoas na logística do CineMaterna e eu, que gerenciava os erros, passo muito menos estresse.

A intranet foi implementada há um ano, depois de 10 meses de desenvolvimento. Quem construiu nosso super sistema foi um geek chamado Lucas Bertoni, que mora a cinco horas de São Paulo e que encontramos pessoalmente apenas uma vez, no início do projeto.

Estamos prestes a fazer uma mudança de plataforma do site e sistema. Crescemos tanto desde que a intranet foi implementada, que, digamos que "a casa ficou apertada". A maior alegria do Lucas foi comprar uma lousa de vidro para esquematizar o "tamanho da encrenca", ou seja, desenhar o fluxo de informações para dimensionar os módulos.



Eu ia apagar um recado de "te amo" que tem no canto da lousa, mas resolvi deixar. É importante você saber que o CineMaterna tem gente amada nos bastidores, rs.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Um Dia

Após dois partos naturais, a fotógrafa inglesa Jenny Lewis encantou-se com o tema e criou  um projeto fotográfico chamado "Um Dia de Idade" (One Day Young). Nele, Lewis retrata mães com seus bebês, 24 horas após o nascimento. São mulheres que tiveram tiveram alta hospitalar em poucas horas ou partos domiciliares, tendo suas fotos tiradas em casa.

Fotos: reprodução do site de Jenny Lewis


Encontrei uma entrevista com Lewis e uma das suas respostas me encantou, reproduzo aqui.

My Modern Met: Emocionalmente, como estavam as mães? Calmas, inquietas ou animadas?

Jenny Lewis: Fiquei completamente surpresa com a serenidade que encontrei em cada casa. Você imagina caos, gritos, choros e drama, mas, na realidade, adentra ambientes muito calmos. Me fez pensar que o pós parto é muito mal representado em nossa cultura e na mídia e que isso não ajuda as mulheres e as novas famílias. Se descrevessem esta paz absoluta, mais mulheres se sentiriam seguras de que são capazes de gerenciar [o pós parto]. As únicas histórias que ouvi antes de ter meus filhos iam da dor [do parto] direto para as noites sem dormir. Este episódio de pura alegria não era descrita, então foi uma surpresa para mim.


  
Uma foto sempre traz uma história. Nestes casos, contam o nascimento de uma relação, da ligação mais forte que pode existir entre duas pessoas, no momento mágico em que estão se conhecendo, depois de meses que as mães fantasiaram o rosto, o cheiro e a textura de seu bebê. 


Incrível como fotos sem retoques, maquiagens, ou iluminação especiais, de mulheres com suas barrigas pós-parto e sorriso de quem ganhou o presente mais precioso do mundo, podem ser tão singelas e tocantes.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Adesivo de coração

Fizemos, finalmente. Depois de postergar por anos, conseguimos imprimir um adesivo do CineMaterna. Tinha que sobrar verba para fazermos, mas acabamos ganhando da nossa agência, a M3Com, que produziu com um "crédito" que tinha com uma gráfica e nos deu de presente.

Leva de tiragem limitada, foi um presente dos cinco anos de CineMaterna às voluntárias da equipe. Despachamos 200 cartas, com um coração dentro.

Pilhas de envelopes com uma carta carinhosa e um adesivo

Que foi parar em diversos carros, notebook e...





Geladeira!


Elas, que vestem a camiseta pink, merecem!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Vida empreendida

Tive filhos tarde, com a carreira consolidada. Depois de alguns anos “perdida” em grandes empresas, optei por uma mudança de rumo e passei a ser autônoma, topando ganhar bem menos. Tinha encontrado algo que gostava de fazer. Achei que podia ter filhos e seguir com o que fazia antes, sem grandes alterações.

Só que com um filho, veio uma nova vida que, por mais que eu tivesse me preparado, trouxe surpresas. Não sofri do isolamento típico da fase inicial da vida de mãe porque me mantive conectada no mundo virtual. Isso me proporcionou encontros e permitiu desabafos, como aquele em que falei sobre minha saudade de ir ao cinema. Foram elas, aquelas mulheres no espaço cibernético, que tiveram a ideia maluca de tentarmos ir ao cinema com nossos bebês. E foi meu espírito “fazedor” que organizou a primeira ida ao cinema - e continuou a promover os encontros semanalmente, mesmo que eu fosse sozinha com meu filho.

Nos tempos de "guerrilha", em fevereiro de 2008.
No alto, à direita, Elly Guevara, que criou o nome CineMaterna.
Eu no centro, na fileira de baixo, com Max no sling verde.
Foto: arquivo pessoal

Não sabia, naquela época, que estava usando minha experiência profissional para dar impulso ao meu programa de lazer preferido. Intuitivamente, fiz pesquisa sobre outras sessões de cinema amigáveis para mães com bebês no mundo, fui a uma em Nova York, inclusive, quando estava na cidade a passeio. Desenhei um projeto do que seria o CineMaterna "ideal", queria ir ao cinema em condições mais adequadas para meu bebê.

Meu filho estava com quase um ano e surgiu uma proposta de trabalho. Achei que estava na hora de deixar aquele lazer que tinha me proporcionado tantas alegrias e encontros. Estava me despedindo do grupo formado, "passando o bastão" para outra pessoa coordenar as sessões, quando recebi o conselho de tornar o CineMaterna meu trabalho. Aquilo me balançou. Afinal, o que seria este trabalho? Como ser remunerada por ele? A decisão era mergulhar ou não de cabeça na loucura, no incerto, no indefinido.

Quando conversei com a Taís Viana, que também fazia parte do grupo das "guerrilheiras invasoras de cinema", ela propôs irmos juntas à direção da rede de cinemas apresentar o projeto. Nos conhecemos grávidas, na aula de yoga e, apesar da convivência, não sabíamos muito uma da outra.

Quais as chances de duas pessoas que mal se conhecem formarem uma parceria que dá certo? Nossas experiências somadas davam um bom caldo. Taís é empreendedora nata. Se para mim, aquele início de CineMaterna trazia uma série de inseguranças, para a Taís, era um estímulo.

Taís e eu, no cinema, claro, em foto de divulgação.
Foto: Karin Michels

O primeiro ano foi bastante difícil: um filho crescendo, uma casa (e um marido, rs) para gerenciar e tocar um negócio que não tinha modelo de gestão, nem remuneração, mas que exigia investimento financeiro e de tempo. Eu, medrosa, estava enfrentando meu maior desafio: acreditar no que criamos e torná-lo viável, sustentável. O pensamento que me guiava, que me ajudava a seguir em frente, mas ao mesmo tempo, era um tanto pessimista, era de que, se o CineMaterna não desse certo, pelo menos, tinha criado algo que tinha sido bacana, que ajudou muitas mulheres e que mudou minha vida, mesmo que temporariamente.

Com Max no colo, no lançamento do
CineMaterna "oficial" em agosto de 2008
Foto: Guga Ferri

É engraçado fazer esta retrospectiva hoje, cinco anos e mais de 30 cidades depois. Muitos obstáculos já foram superados, passamos por decepções, enfrentamos problemas e tensões, mas essencialmente, acertamos. Aprendemos, Taís e eu, uma com a outra, pelas nossas diferenças e semelhanças. Fazemos questão que nosso cotidiano seja recheado de risadas e mantemos nosso compromisso de fazer algo que mude um pouco o mundo, o nosso, da equipe e o do público.

Nossa história de empreendedorismo é um tanto incomum. Não cheguei a entrar em crise profissional em função da maternidade. Não planejei empreender, mas o empreendimento chegou a mim por acaso. Aliei a sorte de encontrar uma boa parceira, à minha experiência e perfil profissionais, uma equação que fez a diferença na hora de mudar, mais uma vez, minha carreira.

Agora, com Eric, segundo filho, em Santos,
em janeiro de 2011.
Foto: arquivo pessoal

Obs: este post foi inspirado pelo lançamento do livro “Minha Mãe é um Negócio -  Histórias Reais De Mulheres Que Abriram Suas Empresas Para Ficar Mais Perto Dos Filhos" (editora Saraiva), de Patricia Travassos e Ana Claudia Konichi. As autoras entrevistaram diversas mulheres que foram empreender depois de se tornaram mães, quase sempre buscando conciliar melhor a carreira e a maternidade. O livro não traz receita pronta, nem tem a intenção de ser um manual. Traz dados interessantes tanto sobre maternidade, quanto sobre empreendedorismo, ilustrando com depoimentos nos diversos tópicos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lançamento na Cinesystem Boulevard Vila Velha (ES)

No táxi, em Vila Velha (ES), Taís Viana olha para o lado, enxerga o mar e leva um susto. Ela simplesmente esqueceu que era uma cidade litorânea. Olhar para o mar, ainda mais naquele tom de azul, é relaxante. Na praça de alimentação do shopping, a janela tem uma das visões mais bonitas que já tive de dentro de um centro comercial. 


Resolvemos sair do shopping e procurar um restaurante à beira da praia para almoçar. Entramos no táxi e o celular tocou. Enquanto o taxista dava a volta para sair do estacionamento, descobrimos que teríamos entrevista na frente do cinema em menos de uma hora. Demos meia volta no estacionamento e retornamos. Foi a viagem de táxi mais curta que já fizemos.

Já que o almoço não deu certo, aproveitamos o fim da tarde para caminhar na praia. Queríamos ver o por do sol. Mas as duas paulistas branquelas não acertaram no horário. O sol já tinha se posto e, mesmo assim, insistimos em caminhar. 




Kássia, surfista da equipe, morenaça, não se conformava com as paulistas inexperientes na praia. Prometemos que na próxima viagem, levaremos roupa de banho. E muito, muito protetor solar. 

Atrás, a partir da esquerda:
Kássia, Karina, Taís e Gláucia
Na frente: Irene, Aline e Penélope
Faltou a Jhoe (esq) na foto da equipe

Selecionei apenas as imagens em preto e branco para colocar no post. O álbum completo do lançamento está aqui.