terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pinks no elevador

O que acontece quando sete mulheres pinks encontram um "buraco" que permite tirar uma foto do alto? Primeiro, elas entram e tiram uma foto comportadas. 

Em cima, a partir da esquerda: Tatiana, Verônica e Taís
Embaixo: Lisandra, Carla e Gláucia

Depois, acham aquilo sem graça e resolvem fazer pose. 



Esse é o resultado da tensão pré-lançamento: a gente brinca para relaxar!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Aval de especialista

Eu a conheci porque é assessora de imprensa da California Filmes, uma distribuidora. Paula Ferraz me convidava para cabines, projeções fechadas à imprensa, para divulgar os filmes antes do lançamento.

Um dia, me falou que logo seria público do CineMaterna, com um sorriso no rosto que só as grávidas têm. A partir daí, começamos a conversar mais, a maternidade aproxima as mulheres.

Meses se passaram, ela teve seu Francisco (Tico) e veio ao CineMaterna. Sempre publica em seu mural no Facebook um elogio, mas de repente, li, orgulhosa, este aqui.
Hoje de manhã tive uma conversa deliciosa com a Irene e com a Taís, criadoras do CineMaterna. Posso parecer suspeita, porque amo cinema, mas seria injusto pensar de forma tão simplista. Esse projeto é muito mais do que um programa para mães cinéfilas... É um respiro muito grande para as mães fazer um programa com os seus bebês. Os três primeiros meses foram tão difíceis para mim (não é para todas as mães) que ir ao cinema com meu filho foi, e está sendo, quase que uma terapia. Até por que, estou apresentando para o Francisco aquilo que mais amo fazer. O CineMaterna tem uma estrutura incrível, elas sabem o que estão fazendo e como fazer direito! Vida longa ao CineMaterna!!! E obrigada por existir!

Ela, especialista e amante de cinema, elogiando o CineMaterna. É para não conseguir dormir de alegria!

Paula Ferraz, com seu marido e Tico, como chama seu pequeno Francisco
Foto: Simone Novato

Obs: Só recentemente soube que Paula teve baby blues, uma melancolia pós-parto que não chega a ser depressão, normalmente ligado à mudança hormonal, mas que complica ainda mais o começo da vida pós-nascimento do bebê. O depoimento da Paula é bastante ilustrativo do quadro. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Carrinho de gente pink

Da série "fotos engraçadinhas no cinema", tiramos esta sequência quando encontramos um carrinho e o funcionário do cinema nos garantiu que aguentava uns 200 quilos. Resolvemos tirar a prova. Claro que fui desafiada a caber inteira dentro dele. E consegui!




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Eu, rata

Uma vez por ano, viro rata. Rata de Mostra. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Começa hoje e é o evento mais esperado do ano para os cinéfilos paulistanos. São exibidos 350 filmes em duas semanas. Conheço pessoas que tiram férias do trabalho para aproveitar. Não posso fazer isso, mas fico offline parte do dia. Todos os anos compro o pacote de 20 ingressos, que tem um preço mais em conta e ainda permite pegar ingressos com antecedência. Para adquirir este pacote, há uma fila imensa no dia que abre a central de vendas. Não é nem divulgado, mas quem é rata, como eu, sabe.

9h45 da manhã, a central vai abrir às 10h

Há dois anos, distribuem senha na fila, que dá direito a voltar em outro horário e garante o pacote. Se antes eu perdia em torno de duas horas na fila, agora já peguei o macete e gasto meros cinco minutos! Cheguei exatamente na hora que começaram a distribuir as senhas e coincidentemente, fiquei no mesmo ponto da fila que no ano passado. 15 minutos antes de abrir a central e eu já era a de número 95 - muitos ratos nesta cidade.


Não dispenso tempo assim para nenhum show de música ou evento, mas marco na agenda o dia que posso comprar meu pacote de ingressos.

Minha credencial em confecção

São 20 ingressos e não pretendo perder nenhum. Em 14 dias, dá pouco mais de um filme por dia. E eu moro em frente ao complexo de cinemas que dedica cinco salas à Mostra. Não é o paraíso?

20 ingressos emitidos,
só falta escolher os filmes!

Se você me ligar e eu não atender, é porque estou no cinema. Prometo que retorno quando a Mostra acabar. ;)

Em tempo: haverá duas sessões CineMaterna na Mostra. Nosso 5o ano de participação!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Foto escalada


Alguma ideia de quem seja o ponto rosa da foto? Ela, quem mais adora "aprontar" nos cinemas, Gláucia Colebrusco. Não importa onde ou com quem esteja. No caso, estava em Salvador, conhecia a equipe pela primeira vez, e viu uma escada "dando sopa" no cinema. Não teve dúvida. Não apenas subiu, como chamou toda a equipe para uma foto no mínimo, inusitada.


Fotos: Thais Viçoso

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Declaração de amor ao CineMaterna

O texto é grande, mas tão intenso, carinhoso e sincero, que deixei na íntegra. :')

Nossa primeira vez foi no Dia dos Namorados. Um sábado de 2010 em que estávamos sozinhas em casa, Lili e eu. Sex and the City, filme de menininhas. Passei os dias seguintes pensando na próxima sessão e querendo que chegasse logo. 

No tão aguardado dia, chovia bastante e fazia frio desde a madrugada! Será que devia sair de casa com um bebê, naquele tempo?! O que as pessoas iam pensar de mim, agora que sou mãe? Já falaram por tão menos, imagina por isso! Será que a sessão seria cancelada por causa da chuva? Será que as meninas do CineMaterna pensariam: “olha que mãe doida, sair de casa com um bebê, nessa chuva”? Bom, se estava com toda essa vontade, tinha que ir. Decidir entre carrinho e sling era o desafio do momento. Se estiver chovendo, coloco a super capa do carrinho, abro meu guarda chuva e bora lá. Se a sessão for cancelada, volto pra casa depois de tomar um café. Mesmo trabalhando meu medo, me dava um friozinho na barriga pensar que podíamos ser as únicas a irmos na sessão naquela chuva. E se for cancelada! Ai minha cabeça tem o poder de me deixar louca!

Fui. Usei a capa e o guarda-chuva. Algumas pessoas de salto me olharam atravessado, mas não liguei, estava indo ao cinema com minha filha, tem coisa melhor?! Cheguei e minha maior emoção: a sessão estava super cheia!!! Na hora em que comecei a ouvir bebês e vi a sala repleta de mães tive certeza de que aquele era meu lugar! Senti um alívio e uma emoção muito grandes em saber que existiam mães como eu, que saem com seu filho na chuva para ir ao cinema!!! 

A partir dali, foram quase dois anos de sessões todas as semanas. Mas não era só cinema, eram encontros. Eram trocas. Era aprendizado. O mais doido é que eu e ela fizemos amigos, cúmplices das nossas transformações e emoções, boas e ruins. Isso foi o que mais valeu. Rapidamente chegamos num ponto em que não sabia qual seria o filme, não era o foco. O negócio era encontrar nossos amigos, bater papo e de quebra, ver um filme!

"Vencemos" [atingimos os 18 meses] no dia de um filme louco e fantástico, A Pele que Habito, Almodóvar, na melhor sala, Espaço Unibanco [atual Itaú] Augusta, e com nossos amigos! Não vou dizer que não foi dolorido, mas não tanto como imaginava. Continuaríamos a encontrar aquelas pessoas e suas pessoinhas, que já faziam parte da nossa vida e da nossa rotina.

Dias depois recebo um e-mail e vejo que o CineMaterna estava precisando de voluntárias para as sessões. Foi a deixa pra não largar o osso: me candidatei e fui aprovada! Delícia pura usar a camiseta pink que sempre me deixou segura e à vontade, e retribuir, passar estas sensações para as mães e seus bebês! As tarefas de uma voluntária são simples: receber as mães, preparar a sala, ajudá-las durante o filme, desmontar a sala e partir pro café, conversar e comer um doce!

Um dia, uma coisa estranha aconteceu. Recebi uma mensagem da Irene Nagashima dizendo que queria conversar comigo. Gelei. Fiquei pensando se tinha faltado alguma coisa nas salas. Mas não, era uma notícia extremamente boa! HAVIA UMA VAGA NA MATRIZ DO CINEMATERNA E ME CHAMARAM PARA UMA ENTREVISTA!!! 

Fui até o local do encontro e lá estavam Irene e Taís Viana, com quem, até aquele momento, nunca havia conversado. Taís também é fundadora e cuidava da área que a partir daquele momento, eu faria parte. Ah sim, fui aceita!!! Pensa na felicidade?! Pensou? Agora multiplica por muitos mil!!! Sabe emprego dos sonhos? Era esse. Trabalhar numa causa que acredito e com pessoas em quem acredito, a partir de casa e continuar participando das conquistas da Alice de perto.

 A euforia durou um tempo, até eu pensar na Lili. Fiquei por quase três anos sendo exclusiva dela. O que seria agora? Como ia conseguir conciliar meu tempo, o trabalho e ficar com ela? COMO?! Pois é, não sei exatamente como fiz ou faço, foi difícil e às vezes, ainda é. Administrar o tempo e minha culpa: no começo, se estava trabalhando, pensava que podia estar com ela. Se estava com ela, pensava no trabalho. Isso ainda acontece, raramente, mas aí tem outra coisa por trás, que só eu sei o que é. :)

Um ano depois, o trabalho continua sendo incrível, já se enraizou na minha pessoa. Tem horas de puro riso e outras de puro estresse. Continuo acreditando no que fazemos já que eu fui uma das mães “carentes” que precisou dessa acolhida. Acho que é por isso que me faz tão bem e faz com que  responda e-mails nas férias, de madrugada, na hora que acordo, no almoço, quando estou com a Alice e quando não estou com ela. Um vício bom. 

Me faz muito bem ver que ela adora colocar meu crachá, minha camiseta pink e ficar perambulando e desfilando. Adora me imitar, falando que vai a uma reunião e depois ao cinema, fica ao meu lado, brincando de responder e-mails. Ela sabe que isso me faz bem e espero que ajude a formar nela a ideia de trabalho prazeroso - e a de que ir ao cinema é muito bom!

Agora mais um capítulo minha história se mistura à do CineMaterna e na minha formação de mãe: o Lino chegou! Sim, a Alice ganhou um irmão e eu, um coiso fofo e gostoso!

Quando fiquei grávida dele me perguntei se conseguiria trabalhar e cuidar de dois. Será que vou querer trabalhar depois que ele nascer? Será que não vai me dar a mesma vontade de largar tudo, como na Lili? Depois de agonizar essas questões deixei o tempo e a situação me mostrarem o que será. Não dá pra sofrer por antecipação. 

Quer saber? Continuo vendo e respondendo e-mails cotidianamente! Tenho vontade de saber o que está acontecendo no CineMaterna, com tempo de cuidar do Lino e da Lili. Já estamos frequentando as sessões e vendo a equipe. Essa família pink foi imprescindível na minha gestação e principalmente no final dela. Elas foram as primeiras pessoas para quem liguei e contar que deu tudo certo! Minha relação é maior que de trabalho, é uma relação de amor!

Izabella Loiola, autora do texto,
 amamentando Lino, com Lili, "trabalhando" nos e-mails

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A matriz cresceu!

De Karina (esq), para Juliana

Você já viu uma foto parecida com esta em outro post. Foi quando anunciei a entrada da Karina Campo no time da matriz do CineMaterna. Karina entrou para cobrir a licença-maternidade da Iza, e foi "fagocitada" para dentro da estrutura. Ou seja, englobamos e não vamos largar, seu DNA já se misturou ao nosso!

Só que o volume de trabalho não parou de aumentar. Menos de um mês depois, precisamos de reforço. A solução foi trazer a Juliana Freire, que já era nossa voluntária em São Paulo. A Ju é responsável por uma recém criada área de logística e compras. Olha que chique!

A matriz do CineMaterna agora conta com nove pessoas, que cuidam para que tudo esteja certo no dia da sessão. E pensar que ainda tem gente que me pergunta se faço algo da vida além de ir ao cinema. Rs.