terça-feira, 23 de abril de 2013

O Sonho de Wadjda

Adivinha qual O Sonho de Wadjda?

WADJDA é uma menina de 12 anos que mora no subúrbio de Riad, capital da Arábia Saudita. Embora ela viva em uma cultura conservadora, Wadjda é uma garota cheia de vida, que usa calça jeans, tênis, escuta rock’n roll e deseja apenas uma coisa: comprar uma bicicleta e disputar uma corrida com seu melhor amigo Abdallah. Mas em uma sociedade que diz que as bicicletas são apenas para os meninos porque podem ser perigosas para a virtude das meninas, ela enfrentará muitas dificuldades para realizar seu sonho.

Adolescência é uma fase difícil, certo? Imagine como é para uma menina na Arábia Saudita, com restrições no modo de se vestir, de se portar e também, de pensar. Lá, uma bicicleta significa muito mais do que estar sobre duas rodas.

Além de ser um belíssimo, sensível e tocante filme, tem a peculiaridade de ser o primeiro longa-metragem produzido e rodado na Arábia Saudita, dirigido por uma mulher. 

[Trechos do release de divulgação do filme] Criada em uma família mais liberal, a diretora Haifaa Al Mansour conta como foi crescer em um país onde não há salas de cinema oficiais: "A Arábia Saudita é um país sem cinema e que proíbe o cinema. Mas meu pai facilitou meu acesso aos filmes e passávamos muitas noites em família assistindo a filmes juntos. Esses momentos eram muito especiais para mim, mais nunca imaginei que me tornaria uma diretora de cinema e ainda por cima, a primeira na Arábia Saudita!". A equipe enfrentou alguns problemas durante as filmagens, protestos e reclamações foram feitas para a produção do filme, por terem uma diretora mulher e pelo fato de mulheres e homens trabalharem juntos no mesmo projeto, mas felizmente nada de grava aconteceu e as filmagens puderam ser concluídas. 

Um filme é uma janela para um mundo diferente do que vivemos, permite-nos conhecer outras culturas, valores e paisagens, sem que tenhamos que sair de uma confortável poltrona de cinema. Ter contato com a dura vida das mulheres no cenário árabe é bastante incômodo e o filme comove não apenas pela história da protagonista, mas pelo êxito da diretora em não cair na tentação de julgar (homens, mulheres ou a sociedade), sofrer ou fazer-se de vítima. 

Saí do filme curiosa sobre o futuro de Wadjda, da mesma forma que vejo a personalidade de meus filhos e fico tentando imaginar que adultos serão e como suas características os tornarão únicos e diferentes. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Café com prazer

O tal café pós-sessão. Chamado assim por conveniência, talvez por uma questão cultural (talvez tenha origem no "vamos tomar um cafezinho?"). Não precisa tomar café: pode ser chá, suco ou mesmo água. Mas tem o fundamental: a companhia de alguém que te entende, que está no mesmo momento de vida, com uma imensurável alegria nos braços, cercado de mimos e... perguntas. O bebê chega e nos deixa constantemente com alguma dúvida, seja da vida prática ou da emocional.

Daí que nós, do CineMaterna, ficamos imensamente felizes com os cafés bem-sucedidos. Como em Curitiba, onde as mães lotaram a área reservada do Café do Top no Shopping Mueller e invadiram - no bom sentido - o anexo.

Área reservada
Área "invadida"

Ou no Café da Esquina, no Shopping Crystal, na mesma cidade, que nos reservou mesas com um sinalizador carinhosamente confeccionado.

Para nós, que orgulho!

Sim, mães do CineMaterna amam ser bem tratadas!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Olhos nos olhos

Você tem alguma ideia do que possa ser isso?
Conhece este olho de algum lugar? 
Assim fica mais fácil de adivinhar?
Se você tem filhos com MAIS de 18 meses, tem grande chance de conhecer!
Sim, são os olhos de um Minion! 
Quem não gosta destas simpáticas e atrapalhadas criaturas do filme
Meu Malvado Favorito

Olha o tamanho destes olhos! Sim, amamos os minions!
Taís Viana, entre Aline (esquerda) e Juliana, de Goiânia

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Diversão a trabalho

Diversão não é exclusividade das viagens. Reuniões, vistoria, tudo é pretexto para uma foto de recordação, com legenda engraçadinha. Segue uma sequência de fotos de uma vistoria de cinema em São Paulo, seguida de reunião com o shopping.

Posamos com qualquer pessoa que encontramos,
mas antes, pedimos licença!
Não tem número na sala de cinema? Não tem problema.
Taís e Gláucia resolvem!

Depois da vistoria, tínhamos reunião, mas o prédio, apesar de ser no mesmo complexo, ficava longe. Um divertidíssimo meio de transporte nos levou à torre de escritórios.

Lembramos das dunas nordestinas: com ou sem emoção?
Imagine se as crianças estivessem conosco? 
Vista da sala de reuniões.
Selva de pedra que desbravamos com mães e bebês
há quase cinco anos. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Lançamento na GNC do Shopping Neumarkt, Blumenau (SC)

Blumenau, terra de semáforo com homenzinho verde que caminha! 

video

Esta não é a melhor descrição da cidade, claro, mas foi algo chamou tanto a minha atenção que mereceu abrir o post. Outra característica: fomos próximo à Páscoa e o tema decorava a cidade. Coelhos e ovos por todos os lados, lindos!


Taís no clima pasqualino

Ah, agora sim, o que mais marca a cidade: a arquitetura e a língua que lembram a origem alemã de boa parte dos seus habitantes.



Fraldário do shopping

Meninas de laçarote, uma mais linda que a outra, foram chegando no cinema, timidamente. Pois é, tenho dois filhos meninos, e sei como estão em desvantagem no quesito "roupa-pra-sair-e-arrasar". 


O laço escuro ficou escondido na foto, mas ela era tão charmosa!



As meninas não vieram só de laço: uma estava usando dourado, escrito no body: chic, fashion, poderosa e precoce (uso dourado desde cedo).


Independente do sexo do bebê, o que mais me toca, é o olhar sempre único das mães para seus pequenos. 



Lançamento com causo: começamos na sala regular. Todo mundo acomodado, carrinhos de bebê devidamente estacionados sob a tela. 


Começa a sessão: comerciais, trailers e, quando olho para a tela, parece que o filme vai começar. Só que pelos patrocinadores, é um filme nacional e não o programado! Não espero a primeira cena e saio correndo: o filme está errado. Revelado o engano, precisamos decidir o que fazer: não seria fácil avisar que não veriam Pierce Brosnan. Além disso, mudar o filme exigiria ao menos 30 minutos, sendo otimista. Taís veio com a ideia de mudar todo mundo de sala. Mães e bebês se deslocariam, transferiríamos os carrinhos quando tudo se acalmasse. A melhor notícia: iríamos para a sala VIP, com todo o conforto de uma cadeira reclinável, apoio para os pés e bebê aconchegado no colo.




No meio da correria, enquanto as mães se deslocavam, três adolescentes saem e me dizem que eles sim, queriam assistir a comédia nacional que estava programada naquela sala. Se ao entrar, ficaram espantados com aquela plateia inusitada, estão rindo até agora da confusão em que se meteram. Esta história pode estar sendo contada no blog de um deles, por outro ponto de vista!

Mais fotos do lançamento aqui

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Recomendado por pediatra!

Depoimento do Dr Carlos Eduardo Corrêa (Cacá), neonatologista e pediatra de São Paulo.

Desde que um grupo de mulheres começou a combinar ir ao cinema com seus bebês, achei incrível a ideia para reverter o conceito de que a maternidade é caracterizada por reclusão, imposta muitas vezes por uma convenção social que exclui mães e bebês do convívio público. Ao contrário, o CineMaterna é uma experiência que traz a oportunidade de convivência com pessoas diferentes, mas que estão passando pela mesma situação.

É possível ser mãe e se divertir, ter um momento de prazer pessoal acompanhada de seu filho. Tenho sugerido às mulheres que ganharam seus bebês que frequentem ambientes que possibilitem um convívio grupal e a troca de experiências. É uma oportunidade de perceber o que é universal na maternidade e o que é peculiar na sua relação com o seu bebê. É possível desconstruir mitos e fantasias e construir um olhar particular da sua situação e de quem é seu bebê.

O ambiente do CineMaterna é acolhedor. Som mais baixo, ar condicionado suave e trocadores na sala garantem conforto para as mães e seus filhos. Além das coordenadoras disponíveis para auxiliar, caso necessitem. A programação é escolhida pelos frequentadores e dirigida a adultos. Um prazer poder sair de casa e assistir a um filme, mesmo tendo um filho pequeno.

O que mais me agrada, como pediatra, é a oportunidade de, após a sessão, conhecer outras mães e conversar. As rodas de conversa juntam pessoas que estão vivendo uma situação parecida e têm muito para trocar. 

Recomendo CineMaterna entusiasticamente!


Foto: Simone Novato

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Lançamento no Kinoplex do Shopping Tijuca (RJ)

Kinoplex no Shopping Tijuca é oitavo complexo parceiro no Rio, sem contar Niterói. Podemos nos considerar quase cariocas, já que nos hospedamos na casa da carioquíssima Bianca Balassiano.

Bianca, gravidíssima do Bernardo

Foi um lançamento de reencontros. Voluntária na equipe da Tijuca, Carolina de Paula me contou que frequentou o CineMaterna em São Paulo ainda nos tempos de guerrilha. Anos depois, nossos caminhos se cruzaram novamente!

A partir da esquerda: Renata Bougleaux, Carol e Renata Firmo

Renata Bougleaux e Renata Firmo, assim como a Bianca, estão na equipe carioca desde que iniciamos no Rio, há quatro anos. Cada uma teve seu segundo filho, tirou licença-maternidade e voltou. Renata Firmo coordena a equipe do Norte Shopping e Renata Bougleaux é voluntária em quase todos os cinemas do Rio, rs.

Agora é a vez da Bianca estar grávida do segundo filho, Bernardo. O apartamento em reforma para receber o novo membro não tirou seu espírito de anfitriã. Com o marido em viagem, ela nos cedeu nada menos que sua cama! E ainda pode desfrutar da piada: finalmente, Taís e eu dormimos na mesma cama.

Suíte presidencial!

Não nos importamos com a reforma. Qualquer lugar serve de escritório para nós, desde que pegue bem a internet.

Plástico nos separando da reforma, ao fundo

Ah, o lançamento? Sucesso total. 99 bebês, 150 adultos em uma sala enorme que se encheu de gente feliz.







Mais fotos do lançamento aqui.