terça-feira, 26 de março de 2013

Parte da vida

Nós, da matriz do CineMaterna, trabalhamos em esquema de home office, ou seja, cada um de sua casa. Ouço muitos comentários quando conto isso, principalmente, sobre como deve ser legal estar em casa, com os filhos. Sim, é muito bacana estar perto dos filhos, mas não, não é fácil trabalhar com eles em volta. Na verdade, não é possível produzir com os filhos pedindo atenção. Por isso, sempre reforço: é muito importante ter os espaços separados, físicos e mentais, mesmo estando sob o mesmo teto.

Talvez exista quem consiga trabalhar com os filhos literalmente ao lado. Mas grande chance da produtividade ser baixa. Difícil uma criança ficar com a mãe ao lado, brincando sozinha, auto-suficiente. Elas querem a nossa atenção, a simples companhia não basta.

Trabalhar em casa, para mim, significa ouvir a voz, o choro e a risada deles perto, mas não ao lado. Significa ter um espaço físico delimitado e explicar muitas e muitas vezes que sua mãe está trabalhando.  Significa, acima de tudo, ter um apoio doméstico, quem fique com eles e lhes dê a atenção que não posso dedicar, nestes momentos. Sem contar a ida à escola, uma saudável convivência com outras crianças e adultos, novas e ricas perspectivas, e claro, conflitos.

Maria e um de seus maravilhosos bolos
Na minha casa, contava com apoio de duas super-mulheres. Uma dedicada à casa e outra, às crianças. Um luxo necessário para uma mãe e um pai que viajavam constantemente, com uma criança que ainda não ia à escola. Mas entramos em uma nova fase: o pai parou de viajar, o caçula entrou para a escola. E chegamos à triste conclusão que a Maria, na nossa vida desde a gravidez do Eric e que o viu nascer, não tinha mais justificativa racional para estar conosco. Emocionalmente, porém, a decisão era dura demais. Maria fazia parte da minha vida pessoal e, inclusive, profissional: muitos deliciosos almoços e lanches ela preparou para a equipe que trabalhava aqui em casa.

Ontem foi um dia triste, o último da Maria em casa. Fiquei tão abalada que até esqueci de uma reunião. E olha que a Maria está indo trabalhar com a Tatiana Storni, também do CineMaterna, que mora próximo e já liberou as visitas para a minha casa. Mas o coração não permite sermos indiferentes às pessoas que cuidam da gente com tanto carinho.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Pipiroom

Vistoria com uma dose de boa surpresa. No Kinoplex do Goiânia Shopping, há um banheiro família projetado por quem entende de criança. Além de chamar "pipiroom", tem um buraco onde podemos observar a criança. Quem tem filho maior sabe que cocô nunca é uma tarefa rapidamente realizada. 




O buraco nos permite ver a criança e até brincar com ela, como fez a Taís Viana e seu incansável espírito piadista. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pamonha, pamonha, pamonha

Era uma vez... uma pamonha! Ela nasceu em Goiânia e encontrou duas malucas que decidiram migrá-la para São Paulo e contar sua história através de uma fotonovela. 

Pronta para sair em viagem, com sua roupa especial
Pega um táxi e segue, apreciando a paisagem
Vai de carona num carrinho
Depois do check in, entra na área de embarque
Passa pelo raio-X
Observa a confirmação de seu voo no painel 
Senta-se na área de assentos preferenciais para pamonhas
Liga para casa para avisar que está tudo bem
Observa os aviões na pista
Aperta o cinto
Taís aguarda no desembarque
Pamonha na enorme fila de táxi

Essa história começou porque a Gláucia Colebrusco tem uma veia gastronômica aguçada e quisemos trazer uma pamonha goiana para ela. Foi a fagulha para Taís e eu compormos a sequência de fotos e nos divertirmos muito. Entretemos várias pessoas à nossa volta, que testemunharam e riram de duas loucas que tiravam fotos de uma pamonha. 

Depois de saborear sua refeição goiana, coube à Gláucia compor a imagem que fecha o post.

Sim, até as pamonhas curtem o CineMaterna!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Para a Moleskine*

As viagens recomeçaram e Taís Viana e eu estamos entre Blumenau e Goiânia. Pousamos menos de 48 horas em cada cidade, mas o suficiente para cruzarmos com conteúdo para o blog.

Em Blumenau, tirando os Ks que povoam as palavras pseudo-alemãs na cidade (kasa, brinkedo, por exemplo), saímos quase ilesas. Só que no aeroporto, com fome e com voo no horário do jantar, decidimos comer antes. Pizza. Sim, o risco era grande para duas paulistanas acostumadas à boa pizza. Mas lá fomos nós, atraídas pela foto de uma linda pizza de marguerita - que não constava do cardápio. As opções eram, segundo a garçonete, salaminho e... mustela. Hã? Taís comentou rapidamente que só conhecia hidratante com esse nome. Perguntei novamente, percebi que ela falava musrela (consegue pronunciar?) e pedi a tal, sempre opção mais segura quando não se sabe a qualidade da redonda. Não, não era boa, tinha gosto de ketchup e além da mussarela, vinha com provolone. Mas se chamasse dois queijos, não daria história, rs.

Já em Goiânia, cidade onde se fala "mil de ré" onde nós, paulistas falamos "mil ao contrário"(para CNPJ, sabe?), vivemos outra história coincidentemente ligada à gastronomia. O cardápio listava sucos feitos com uma fruta e sucos compostos. Na segunda categoria, estava a limonada suíça. Bastou isso para termos nossa piada. Limonada suíça é composta de:

1) Limão e Suíça
2) Duas palavras
3) Limão e casca

Qual a sua composição?

Já tinha vindo a Goiânia antes, em outra viagem relâmpago, e fui profundamente marcada pela ma-ra-vi-lho-sa pamonha salgada dessa terra, que claro, fui desfrutar. Desta vez, o marco foi aprender a falar mil de ré! Não é bacana, o que este enorme país nos proporciona?

Obs: Moleskine é uma marca moderna de caderno, inspirada em diários usados por pensadores e artistas há mais de um século, onde faziam registros de suas viagens e reflexões.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Animação


Se você tem um filho um pouco maior e já assistiu (mil vezes) ao filme Monstros S/A, talvez reconheça nesta menina uma personagem da animação. Se não reconheceu, dou uma dica:


Sim, é a Boo! Isa, de cinco meses, é filha da Tatiana Storni, e a cara da mãe! Rs. 

Isa e sua mãe, Boo

Conhece empresas que têm mascotes? Cachorros, gatos, passarinhos e até peixes? Pois no CineMaterna temos, claro, bebês como mascotes! Sempre um bebê fofo, com pernocas que dão vontade de morder! 


terça-feira, 5 de março de 2013

Lançamento no ParkShopping São Caetano (SP)

Depois de constatar que organizamos 18 lançamentos no ano passado, decidi que preciso mudar minha forma de abordá-los textualmente aqui no blog. Imagine quanta inspiração é necessária para falar tantas vezes do mesmo assunto. Claro que cada lançamento é super-importante e tem suas peculiaridades. Mas por mais que eu seja criativa, o texto fica maçante. Minha resolução de 2013: vou comentar os lançamentos que quiser e como quiser, sem me ater a uma estrutura.

Achei que o primeiro do ano merecia um post, afinal, o lançamento no ParkShopping São Caetano foi mais que esperado, reivindicado e protestado. As mães do ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) estavam implorando por este evento.

Fazia mais de dois meses que não tínhamos nenhum evento grande. Voltar à ativa foi bom, mas me mostrou que estava fora de forma. Ao final do dia, após receber 99 famílias com seus bebês, me senti atropelada - provavelmente, por vários carrinhos de bebê!

Foi o primeiro evento da vida da pequena Isa, filha da Tatiana Storni, e nossa mascote. Com cinco meses, posou, charmosíssima, no trocador.

Isa testando o trocador

No lobby, vi um casal tirando um retrato de si mesmos. Ao me oferecer para fotografar, o pai pulou para o meu lado. Expliquei-lhe que podia sair na foto, no que rapidamente respondeu que queria que a filha sorrisse para a câmera. Eis o resultado:

Bebê gargalhando para o pai

As gêmeas deviam estar acostumadíssimas a chamar atenção, tanto que não se incomodaram com os flashes. Melhor, foi o comentário que ouvi: "parece que clonaram o bebê!".



Alguns bebês posam para fotos, mesmo que ninguém peça. A curiosidade direcionava o olhar desta pequena para mim, rendendo imagens especiais.



O filme não tinha começado e a sala já estava cheia. Neste momento, reparei que não sofri de "tensão pré-lançamento", caracterizado pela ansiedade em saber se os convidados vão aparecer. Sim, estamos ficando craques em fazer sessões de cinema para mães com bebês. Rs.


Compartilho minha seleção de imagens favoritas.

Olhar carinhoso de mãe para seu filho (1)
Fila de bebês "em pé"

Olhar carinhoso de mãe para seu filho (2)
Mães assistindo ao filme em pé
Nossa felicidade é ver a felicidade dela 
Resultado do nosso trabalho

Não fui a única a ficar cansada neste lançamento. Não é, Izabella?

Izabella, sentada, descansando enquanto o
público assiste o filme, com Gláucia

No pós-evento, entramos em um estado de embriaguez inebriante: tontas de tão cansadas, mal conseguíamos raciocinar direito e estávamos todas "alegrinhas".



:)

(Veja o álbum completo AQUI.)