quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O desencontro

"ESTAMOS NO FÁTIMA"

Recebo um email com este título da Tatiana Storni, que trabalha no CineMaterna, e me pergunto se ela foi para Portugal de surpresa. Ao mesmo tempo, chega um torpedo do meu irmão: "CineMaterna no programa da Fátima Bernardes". Aaaaahhh, entendi! Uma matéria gravada no Rio em dezembro foi ao ar agora, em janeiro, sem aviso prévio.

No momento em que leio as mensagens estou em um café, trabalhando enquanto espero meu filho sair de um curso de férias. Fico um pouco chateada porque não conseguirei ver a matéria. Tudo bem, depois rastreamos.

Dali a meia hora, ao me levantar para pagar meu café, noto que havia uma TV sobre o lugar em que estava sentada, ligada justamente no programa! Estava sem som, por isso, nem reparei nela. Era só ter levantado a cabeça para assistir a matéria. Dei muita risada do desencontro. Ironia: o programa se chama "Encontro com Fátima"!

Imagem do CineMaterna no programa "Encontro com Fátima"

Veja o programa aqui.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Em segundo plano

Continuando minhas revelações culturais das férias, no Louvre, dois quadros levaram meu pensamento para longe. Sempre menciono como a mulher é protagonista da família enquanto está grávida, com sua bela e majestosa barriga, e torna-se mera figurante quando o bebê nasce: todos os olhares se voltam ao recém-nascido. É dele que as pessoas perguntam, querem saber o nome, olham e comentam.

Constatar que isso é retratado pelas artes foi uma surpresa. A leitura que faço do quadro não é religiosa, mas sim, a impressão que me passa. Toda a iluminação da imagem de Murillo, abaixo, está focada no centro do quadro, no bebê. É em torno dele que estão as pessoas e até a atenção dos anjos está voltada ao bebê. Consegue encontrar a mãe, que acaba de parir? Não, não é quem está segurando o bebê. Ela está no canto esquerdo do quadro, recuperando-se do parto.

Bartolomé Esteban Murillo
La Naissance de la Vierge, 1661
 (O Nascimento da Virgem)
Aproximação do quadro, a mãe ao fundo, à esquerda

Encontrei outro quadro, de mesmo nome, da mesma época, outro pintor. Novamente, o bebê no centro do quadro e das atenções, mãe ao fundo, recuperando-se.

Annibale Carracci
La Naissance de la Vierge, 1605-1609

Não sei se o cenário é realmente esse ou é apenas imaginação minha, mas vale a reflexão. Nasce uma mãe e morre nossa atenção a ela. Ninguém repara ou pergunta pela mãe.

A mulher sofre alterações hormonais e físicas, mergulha em uma nova relação emocional, passa por uma reconfiguração da família e espera-se que ela cuide de si e do bebê. Não raro, ela ainda se propõe a fazer isso sem ajuda, o que torna os primeiros dias pesados e difíceis. Ela, tão acostumada com as inúmeras responsabilidades de uma vida profissional atribulada, perde-se no meio da vida doméstica e ainda sente-se mal por isso.

O instinto materno faz com que a mãe tenha todos os seus sentidos voltados para sua cria, esquecendo de si própria. Na minha opinião, somente estando bem física e mentalmente, uma mulher consegue fortalecer seu vínculo com seu bebê. Arrumar-se, conseguir criar uma rotina e sair de casa para espairecer, ajudam a quebrar o ciclo "pijama, choro e comida fria" que nos deparamos no puerpério.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

No seio das artes

Ao me tornar mãe, minha visão de mundo foi alterada. Passei uma semana de férias em Paris, em descanso merecido! 

Sou grande apreciadora de arte. Não tenho conhecimento técnico do assunto, mas gosto muito de frequentar museus e exposições. Em Paris, o primeiro nome que vem à mente: Louvre. Estava eu caminhando por este labirinto cultural quando parei em frente a um quadro que prendeu minha atenção:

La Vierge au coussin vert (A Virgem com almofada verde),
de Andrea Solari, 1465-1524

Fui a muitos museus com obras da mesma época e provavelmente, vi outras cenas semelhantes, de mães amamentando seus bebês retratados em pinturas ou esculturas. Mas, antes da maternidade, nunca me despertaram interesse a ponto de me fazer parar e menos ainda, fotografar. Chamou minha atenção a forma como a Virgem segura o seio, ajudando na pega correta. Isso, no século XV. Ao ver a imagem, imediatamente lembrei do puritanismo que nos assola e que condena a amamentação em público.

Continuei caminhando por aqueles corredores e vi mais obras, belíssimas!

Orazio Gentileschi
La repos de la Sant Famille pendant la fuite en Egypte, 1628 (?)
(O repouso da Sagrada Família durante a fuga para o Egito)
Andrea del Sarto, 1488-1530
La Charité (A caridade)

Barnaba da Modena
La Vierge e L'enfant (A Virgem e a criança), 1370 (?)
Estatueta de Ísis amamentando Horus,
664-332 a.C.

Diversas épocas e diferentes culturas retratando o mesmo ato, o de amamentar. Continuei percorrendo museus atenta a cenas semelhantes. Encontrei outros retratos de diferentes classes sociais, só que nos demais museus, não era permitido fotografar. Então, para fechar, deixo uma imagem que vi ao vivo no Museu d'Orsay e encontrei no site. 

Pierre Auguste Renoir
Maternité dit aussi L'Enfant au sein1885
(Maternidade, também chamado de Criança ao seio)
©photo musée d'Orsay

Retratados estão Aline e Pierre, primeiro filho de Renoir. Tocante o pintor associar maternidade à criança ao seio, como sinônimos. 

Close do quadro, imagem extraída do site do Museu d'Orsay

domingo, 20 de janeiro de 2013

Marcos da passagem do tempo

Depois que tive filhos, acompanho a passagem do tempo por meio deles. Estava olhando fotos, recordando minha história e neste período, minha trajetória é intrinsecamente ligada a do CineMaterna. Foi daí que tive a ideia para este post.

Pedi às mães que trabalham na matriz do CineMaterna e que frequentaram as sessões com seus bebês, que me enviassem uma foto deles na época que foram e uma atual. Entrei na brincadeira também e o resultado, sem dores de crescimento, é pura emoção de crescimento!

Eu, nos primórdios do CineMaterna,
 no café com Max aos 6 meses
Hoje, Max com 5 anos e seu irmão Eric ao fundo
Taís Viana e Anna, aos 8 meses,
no café depois do cinema
Anna, princesa, aos 5 anos
Gláucia Colebrusco, com Helena aos 5 meses,
voltando para casa depois da sessão
Helena aos 4 anos, com Rafael, seu irmão
Camila Goytacaz, com Pedro aos 11 meses
Pedro aos 4 anos, com sua irmã Joana
Ligia Ximenes saindo pro cinema,
com Cora aos 3 meses
Cora aos 4 anos
Izabella Loiola, com Alice aos 11 meses,
no cinema
Iza e Alice com 3 anos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mundo pink

Com o Facebook tão presente na vida das pessoas, resolvemos abrir um grupo para as voluntárias do CineMaterna trocarem: experiências, visões, fotos, depoimentos ou emoções. Vira e mexe, aparecem imagens de objetos pink para a nossa coleção. Assim, no reino da fantasia pink, já preenchemos nossa vida.

Podemos escolher entre vários modelos de carro:





Para trânsito seja intenso, há outras opções:



Nosso sonho é fazer uma convenção com todas as 150 pinks do Brasil. As que estão perto de SP poderiam vir de ônibus, enquanto as demais... 



Claro que no congresso pink, distribuiríamos o traje oficial, com alguns "apetrechos". 





Para relaxar, assistiríamos a um filme em 3D e comeríamos cupcake no lugar da pipoca.




Não bastasse o carinho destas mulheres, elas ainda se declaram! Como não amá-las?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Palhaçadas

Você já sabe: adoramos brincar em serviço. Nosso trabalho é sério, profissional, mas tem os momentos de relaxamento, imprescindíveis! Seguem aqui as fotos engraçadas de 2012. Você vai reparar que algumas de nós a-do-ram aparecer na seção "palhaçadas".