quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Números, cores e novidades

Mais de 21 mil adultos e  de 12 mil bebês vieram nas 545 sessões ver 92 filmes diferentes, em 44 semanas do ano de 2012. Foram 17 lançamentos, mais de um por mês, sendo sete novas cidades. Isso foi o que o público viu.

O que não viu foi que durante o ano desenvolvemos uma intranet, internet utilizada para compartilhamento de informações internas, que gerencia 153 voluntárias em 22 cidades, 49 salas e 32 sessões mensais. 

Talvez você tenha percebido que mudamos, muito, nosso site. Deu um trabalhão: são 100 mil linhas de código entre site e intranet (não entendo disso, mas me pareceu tanta coisa!). Está mais funcional e mais fácil, além de lindo - modéstia à parte. 


Olhando aqui, você percebe a nova cara do CineMaterna: menos bebê, mais Materna. Novas cores, visual moderno e arrojado, sem perder nossa identidade pink. Dá uma espiada no que vem por aí: 

Desenvolvimento do site, intranet e comunicação visual:
Bizu, Design com Conteúdo

Está cadastrad@ no site? Aguarde o novo visual dos e-mails em 2013! Vamos arrasar!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Aceitação

Foto: Cacau Querino
Final de ano nos deixa reflexivos com os fechamentos e com os planos para o ano vindouro. Também ficamos ensandecidos com o trânsito, compras (que tento abolir) e confraternizações.

Lembro que entre infância e adolescência, a cada virada de ano, prometia que seria uma pessoa melhor - seja lá o que isso significasse. Queria uma página em branco, ser outra pessoa, ser "perfeita". Já não era para ser uma "menina boazinha" para ganhar presente de Papai Noel, fantasia há tempos abandonada. Queria estar melhor comigo mesma, não ter motivo para me chatear com algum comportamento, poder achar que eu era, enfim, uma pessoa madura.

Hoje sei que não sou essa pessoa tão bem resolvida quanto meu inconsciente almeja e meu desejo mais íntimo permite sonhar. Mas estou feliz com o que sou. Consciente de que minhas qualidades e um tanto de sorte permitiram o encontro com pessoas capazes de levar a sério essa ideia maluca que é tirar mães e bebês de casa e levá-los ao cinema. E daí, ser imperfeita deixou de ser relevante.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O ritmo de cada uma

Funciono melhor de manhã. Estou bem disposta, a cabeça parece raciocinar melhor, sou rápida, faço um milhão de coisas ao mesmo tempo. Inclusive, escrevo aqui no blog.

Não me peça para participar de reuniões no final da tarde, para palpitar em projetos complexos ou elaborar algo criativo. Você terá uma interlocutora passiva e lerda.

Já Taís Viana, que cuida da área comercial do CineMaterna, é o oposto de mim. Combinamos que quem dá entrevista à imprensa de manhã sou eu e à noite, é ela! Ela não só não raciocina bem de manhã, como pode morder quem provocá-la, rs.

Ainda bem que pelo menos à tarde, ambas estamos ativas. Quer dizer, depois do almoço, dá aquela moleza, né?

Taís (2a à direita) e eu (3a à esquerda), celebrando o Natal à tarde,
entre as voluntárias Cintia e Renata
Foto: Cacau Querino

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Matriz

Já viu a matriz do CineMaterna reunida? Pois é, temos um time de 10 pessoas, que cuida para que as sessões aconteçam:

_ Taís Viana e Emerson Assis são responsáveis pelos patrocinadores
_ Ligia Ximenes e Camila Goytacaz cuidam da comunicação, interação com o público, site e mídias sociais
_ Gláucia Colebrusco e Bianca Balassiano (Rio) supervisionam as equipes de voluntárias nas 23 cidades
_ Mara Luzzi é assessora de imprensa e responsável pela escala dos fotógrafos nas sessões
_ Izabella Loiola e Tatiana Storni, em licença-maternidade, dialogam com agência de propaganda e shoppings
_ E eu, Irene Nagashima, cuido da programação dos filmes e palpito, junto com a Taís, em tudo. 

Isso é o resumo do resumo de como as coisas funcionam nos bastidores do CineMaterna. São tantos os detalhes e as interfaces que decidimos nos reunir (a operação é toda virtual) para repassar o fluxo de informações. Cada um fez uma descrição da sua semana de trabalho. Colamos na parede e lemos o de todo mundo. 


Não seria uma reunião do CineMaterna se não tivesse um toque de palhaçada da Gláucia. Como a Tatiana está em licença, fizemos a semana para ela:

Clique na imagem para ampliar

Não é fácil reunir essa turma, já que trabalhamos em esquema de home office. Reunião na "sede" do CineMaterna vale um post com fotos!

Joana mamando, Isa passando de colo em colo
Claro que reunião do CineMaterna tem que ter pipoca

Tivemos participações especiais:

Joana, filha da Camila, oito meses
Isa, filha da Tatiana, dois meses
Gong Li, minha cachorra, 10 anos
(pois é, minha cachorra tem nome de atriz do cinema chinês)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Infância Clandestina

Na minha opinião, o cinema argentino é um dos melhores da atualidade. Pelo menos o que chega para nós, brasileiros, são filmes de altíssima qualidade, roteiros originais, com atuações esplêndidas. Sem pirotecnia nem efeitos especiais, tramas muitas vezes simples, que ao ler a sinopse nos faz pensar : só isso? Fotografia e música sempre arrematando a belíssima combinação de direção, roteiro e atuação.

Infância Clandestina (Argentina-Brasil, 2011), representante argentino no Oscar 2013, é o primeiro longa-metragem dirigido por Benjamín Ávila.
Argentina, 1979. O menino Juan, de 12 anos, vive na clandestinidade da mesma maneira que seus pais e seu tio Beto. Na escola, ele é conhecido como Ernesto e encontra María, de quem sabe apenas o nome.
No filme, além do menino, sua mãe me comoveu profundamente: o espírito maternal transborda em meio às convicções como revolucionária.

Natalia Oreiro, que interpreta a mãe de Juan

O roteiro, escrito pelo brasileiro Marcelo Müller, é baseado na infância do diretor. Nas palavras de Ávila:

"Entre meus 4 e 7 anos, vivi muito perto do movimento revolucionário mais importante da Argentina no século XX, chamado Montoneros. Minha mãe tinha uma grande convicção de sua luta e o desejo de que seus filhos vivessem a revolução, mas nem ela nem nenhum dos seus companheiros, imaginaram que os militares fariam o que fizeram com seus filhos. Sempre desejei contar essa história. Colocar o eixo no aspecto mais humano das ideias e mostrar essa experiência de viver em um universo desconhecido, que contém tanto contradições, quanto encantos da vida de militância. Onde havia medo e alegrias, amores e paixões. Onde éramos crianças e também protagonistas."

O diretor Benjamín Ávila, na ponta esquerda,
em entrevista coletiva após a exibição do filme para jornalistas

É uma história dura, mas lindíssima, com fotografia e música de encher os sentidos. O curioso é que foi a primeira vez que a edição do som em um filme me chamou atenção. Pois é, nem sabia que isso era algo a se reparar... 

Também em cinema argentino, outra dica é a estreia, em breve, de Viúvas, de Marcos Carnevale, mesmo diretor de Elsa e Fred. Esposa e amante que de formas diferentes, amaram o mesmo homem. 

Aliás, adoraria que ambos passassem no CineMaterna, mas não deve acontecer, já que estão chegando aos cinemas no período de recesso. Por isso, fica como recomendação a quem aprecia o sotaque portenho e pode ir ao cinema sem bebê. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Folia na foto

Um dos lemas no CineMaterna é "trabalhar tem que ser divertido". Levamos ao pé da letra no lançamento das sessões no Rio Design Barra:





Não contentes com a sequência, resolvemos fazer outra, ainda mais "ousada".









Espero que você não tenha ficado chocad@ que além de mães, somos um pouco maluquinhas. Mas nada grave, viu? Não chega a ser caso de internação. Diante de bebês, voltamos ao "normal", rs. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Festa da Firma

O final do ano chegou. Assim, de repente, de supetão. Quando vi, estava na hora de organizar as confraternizações do CineMaterna.

Ganhamos, através da Gláucia Colebrusco, uma festa no Buffet Magic Forest. Foi um presente e tanto para as quase 60 voluntárias da Grande São Paulo que compareceram! As demais 90 voluntárias espalhadas pelo Brasil farão comemorações em suas respectivas cidades. Quem sabe algum dia não temos recursos para juntar todas as equipes do país?





Além do entretenimento para as crianças, as mulheres se divertiram tirando fotos com a moldura pink. Ah, a Gláucia é onipresente nas fotos porque é ela quem coordena essa mulherada!

Karina Campo (esq), autora da moldura

  







De repente, nos demos conta de que aquela era a nossa "festa da firma": a primeira vez que juntávamos tantas voluntárias. Fizemos até crachá de identificação com a região em que cada uma atua, já que nem todas se conheciam. O desafio foi fazer uma foto do grupo todo. 

Equipe da Grande São Paulo
Mães que frequentaram o CineMaterna antes de integrar a equipe

Não teve discurso porque eu não sabia como agradecer àquelas mulheres que com tanta alegria, fazem o CineMaterna ser o que é: uma iniciativa de mães que acolhe mães. Jamais imaginei que o nascimento do menino da foto abaixo, hoje com cinco anos, ia mudar tanto a minha vida, que conheceria mulheres fantásticas, histórias emocionantes, e mudaria, para sempre, minha percepção de mundo.


Agradecimento mais que especial à Luana, do Buffet Magic Forest