quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tri-trio

A partir da esquerda, Deise, Liliane e Rosane, com bebês "emprestados",
frequentadores do CineMaterna
Foto: Giles Camargo

Estas três mulheres se conheceram no CineMaterna. Primeiro veio Liliane Bueno como voluntária quando chegamos a Porto Alegre, há quase três anos. Depois, Deise Lougue, entusiasmadíssima em fazer parte da equipe gaúcha, foi convidada a coordená-la. Aí, chegou Rosane Baldissera, consultora em amamentação, que não é mãe, mas vive mergulhada neste universo.

Três mulheres empreendedoras que gestaram um novo negócio entre uma brecha e outra de suas vidas profissionais. Sacaram suas camisetas rosas e colocam a lilás:

Foto: Giles Camargo

Criaram o Bebê Social, que se propõe a promover encontros de lazer e socialização para famílias com bebês, com eventos ligados à música de vários estilos. O primeiro programada foi um sucesso estrondoso: uma noite num pub em Porto Alegre, RS, ao som de Beatles.

A ruiva, a morena e a loira pegaram seu Yellow Submarine e foram navegar nos Strawberry Fields!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Falta assunto?

Vira e mexe, fico com receio que falte assunto para este blog. Deve ser uma espécie de medo de ter bloqueio mental ou crise criativa. Mas por incrível que pareça, isso nunca aconteceu. Falta mesmo é tempo para escrever tudo aquilo que tenho de ideias, acontecimentos e reflexões.

É, faz sentido a abundância de assunto. Afinal, falo do meu lado mãe, do meu lado profissional, do meu lazer, de leituras, e se bobear, posso escrever sobre algum sonho que tive dormindo! Sem chance para qualquer carência de inspiração.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Personalizado

Quem não gosta de ganhar presente? Não são só nossos filhos! Adoro um presente, especialmente quando é personalizado e feito com carinho. E ainda por cima, LINDO!

Frente, veio até com um cartão!
Nem o verso foi esquecido

Marilyn Zangerolimo, que foi voluntária na equipe de Campinas, nos presenteou. Ela é proprietária da Aromática Oficina de Artes e cria materiais gráficos para festas, dentre outras atividades.

Vou começar uma coleção de objetos CineMaterna. Já tenho sling, esmalte, garrafa d'água e agora,  caderno. Neste último, no entanto, resta um problema: preciso tomar coragem para usá-lo. A vontade é apenas deixar de enfeite sobre a minha mesa.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lançamento no Shopping Metrô Santa Cruz (SP)

Fotografo todos os lançamentos do CineMaterna. Começou como uma necessidade, gerada pela falta de verba em termos fotógrafo registrando os eventos. Aí, fui me aperfeiçoando, tanto no equipamento, quanto no processamento e no enquadramento.

Processar a imagem é uma das vantagens da fotografia digital. Pode-se mexer em diversos parâmetros, melhorar alguns aspectos. Chego em casa após um lançamento sempre louca para ver o resultado das fotos. Não há processamento que resolva imagens sem luminosidade, ângulos equivocados, fundos descuidados, imagem tremida. Por isso, mesmo com todos os recursos, é necessário cuidado ao apertar o botão para clicar.

O processamento é a etapa que cuida do refinamento da imagem. O olhar de quem fotografa está atento às situações, mas ao processar, percebemos alguns detalhes tão sutis, que passaram despercebidos quando o registro foi feito.

Fiquei profundamente emocionada ao processar as fotos do lançamento do CineMaterna no Shopping Metrô Santa Cruz, 13o complexo a receber as sessões amigáveis para bebês em São Paulo. O olhar das mães, seus sorrisos, os bebês dormindo no colo, as famílias reunidas, a atenção e carinho da nossa equipe. Esqueci da vida cumprindo esta "dura" etapa da minha rotina.





















Um agradecimento especial a esta equipe que torna possível o programa
Acredite: até limpam o lixo para que tudo fique perfeito!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Que Eu Mais Desejo

Sou descendente de japoneses, minha primeira língua foi o japonês. Até os três anos, só sabia esta língua, até que fui à escola, aprendi o português e neguei o japonês. Coisa de criança, que tem vergonha de falar um idioma diferente do que falam seus amigos. Tenho muito da cultura em algum lugar do inconsciente. Gosto de assistir filmes japoneses que me trazem lembranças de uma infância remota. 

O Japão é um país oriental, mas ocidentalizado, digamos assim. Alguns hábitos e jeitos são tão distantes e diferentes dos nossos, ocidentais, que causam estranhamento. No entanto, há uma ocidentalização no consumo, na tecnologia de ponta. O Que Eu Mais Desejo (filme com estreia prevista para amanhã, 18 de maio) me fez lembrar que no Japão, as crianças conseguem exercer sua inocência, brincando nas ruas, graças ao baixo índice de criminalidade:

No Japão, na ilha de Kyushu, dois irmãos vivem separados após o divórcio de seus pais. O mais velho, de 12 anos, mora com sua mãe no sul da ilha e seu irmão mais novo, com o pai, no norte da ilha. O que o irmão mais velho deseja acima de tudo é que sua família viva junto novamente. Por isso, quando escuta de um amigo da escola a história de que ao se fazer um desejo no momento em que dois trens balas se cruzam, ele certamente se realizará, ele decide organizar uma viagem secreta até o ponto de intersecção dos trens, onde o milagre poderá acontecer. Será que ele vai conseguir tornar realidade o seu maior desejo?
É um filme para desacelerar a mente. Faz recordar o que é amizade, que laços nos conectam às pessoas e aos lugares e o significado de sonhar e acreditar.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um domingo

7h da manhã do domingo, meu filho caçula, desperta e não quer mais dormir. Meu marido o pega. Vou para a cama do mais velho. Uma hora depois, é a vez do mais velho se levantar. Vem então me acordar e me chantageia: se não levantar, não ganho presente.

Levantamos e iniciamos nossa rotina caótica de café da manhã aos finais de semana: meu marido e eu tentamos ler jornal entre servir frutas, passar manteiga no pão, repetir que devem comer à mesa, catar migalhas, trocar fralda de um e a roupa de dois, ler uma história para um e acalmar o outro que bateu a cabeça, escovar os dentes (os nossos e os deles), e preparar a mala para uma saída. Ah, tenho que tomar banho, marido vai levar as cachorras para passear. Finalmente conseguimos nos lançar para fora de casa. Dia cinza.


Escolhemos um programa cultural. Há muito tempo quero ver uma exposição. Tanto tempo que perdi o jeito, não levamos nem carrinho, nem sling e o caçula sente sono. O mais velho não para quieto. Na frente de uma escultura, pede para ir ao banheiro e ainda ameaça que não vai dar tempo.


O marido resolve levar as crianças ao parque, já que não conseguimos fazer com que o caçula dormisse, nem entreter o mais velho. Fico para terminar de ver a exposição.


Está na hora de almoçar. Um adora comer com as próprias mãos, sozinho. O outro, enrola. Entre um comando e outro, alcanço um guardanapo para limpar a mão completamente melada, me estico para pegar o brinquedo que caiu no chão, dar água ao que está com sede e, sim, comer nossa comida. 


E o dia segue. O mais velho brinca sozinho, o mais novo fica enjoadíssimo por conta de um resfriado. Chora, chora, chora, inconsolável. Nada o contenta. Resolvo colocá-lo no banho. Funciona, ganhamos alguns minutos de paz. 


O dia seguiu seu curso. O caçula e seu resfriado capotaram antes das 20h. O primogênito reclamou que "não brincou quase nada" e esticou seu horário para 21h30. 

Assim foi meu Dia das Mães. Provavelmente, muito parecido com o de outras mães, com uma ou outra variação. E certamente, igual a muitos outros dias, todos especiais como mãe. 


Obs: fotos editadas com Instagram

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ôla

Estas oito comportadas, maquiadas, cheirosas e arrumadas moças (e um mocinho, o Rafael) estavam tirando uma foto para a posteridade, como a equipe que trabalhou em um lançamento CineMaterna.


Como estavam adiantadas em seu serviço, uma delas deu a ideia de tirar uma sequência de fotos em que fazem a ola, aquela onda que as torcidas criam nas arquibancadas, com Rafael dando o toque inusitado à brincadeira. Eis o resultado:











Atenção: nenhum bebê sofreu maus tratos para a realização desta série. Rs.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Precisa mesmo ir ao cinema?


Quem é mãe sabe como são os primeiros meses com um bebê novinho em casa. Um turbilhão de emoções, associado a um amor infinito, uma vontade de compartilhar e falar daquele novo ser em sua vida, tão pequeno e ainda tão conectado.

Muito se fala das alegrias desta fase, mas pouca gente menciona as inseguranças típicas do puerpério. Ficar isolada entre quatro paredes, sem saber ao certo a demanda do bebê, ouvindo palpites de parentes e amigos. Mulheres que outrora eram tão dinâmicas, se descobrem inseguras.

CineMaterna é muito mais do que uma simples sessão de cinema. É a possibilidade de resgatar a mulher que existia antes da mãe, que agora está transformada com a chegada de uma nova vida. Não raro, é o primeiro passeio da mãe com o bebê, sozinhos. Muitas chegam nervosas, sair de casa exige coragem e ousadia. O público é acolhido pela equipe do CineMaterna, que auxilia no que for necessário.

Ter seu filho aninhado no colo e assistir a um filme no cinema é uma sensação indescritível, privilégio raro. Se o bebê chorar, pode ser acalentado. Se fizer xixi (ou cocô), pode ser trocado. Se estiver inquieto, pode ser distraído. Mães dão um jeito. Sempre.

No fim, ainda tem um bate-papo onde o tema é a maternidade, entremeado por cenas do filme e do cotidiano. Entre um café e um lanche, trocam experiências, desabafos, dúvidas e conquistas. Amizades surgem, mães saem se sentindo mais leves. E nós ficamos com a sensação de missão cumprida.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mudou!

Quando o CineMaterna começou, há quase quatro anos, sempre que encontrava uma mãe na rua, entregava um folheto acompanhado de uma explicação de alguns minutos, resumindo que era uma sessão se cinema para mães acompanhadas de seus bebês, blablablá. Não raro, a conversa terminava com a pessoa me olhando com cara de interrogação, tentando ser educada, com um sorriso amarelo e a leve sensação de que estava sendo apresentada à uma ideia muito maluca.

Felizmente agora é bem diferente. A abordagem é a mesma, começo com "não sei se você já ouviu falar do CineMaterna...", no que sou interrompida com um sorriso e um "sim, eu conheço!". Esfuziante mesmo ficarei no dia em que começar a ouvir como resposta apenas "eu já frequento!".

Divulgadoras no Shopping Granja Vianna, encantadas com o Rafael,
filho da Gláucia Colebrusco