sexta-feira, 30 de março de 2012

Vulcânica

- É internação? - pergunta a atendente na porta da maternidade.
- É contração! - responde a grávida de 40 semanas e quatro dias e bolsa recém-estourada no carro.

25 minutos depois nascia Joana, que "chegou saindo, vulcânica", nas palavras da mãe, Camila Goytacaz, nossa voz nas redes sociais. Veio hoje, em um parto natural na água (banheira meio cheia porque não deu tempo de encher toda), com 3,2 quilos, "rosa e redonda".

Joana na semana passada
Joana hoje

Estamos todas ocitocinadas de emoção no CineMaterna, com o coração aquecido. Bem-vinda ao mundo, Joana! Sua presença era muito, muito esperada. 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Equação materna

No Carnaval, viajei para Porto Alegre, onde mora a família de meu marido. Passamos o feriado na praia e a quinta e sexta-feiras pós-feriado, na capital. Dois dias normais de trabalho, crianças conosco, sem cuidadores.

Quinta-feira: meu marido em teleconferência, trancado em um quarto, eu com as crianças na sala, tentando trabalhar enquanto elas brincavam. Interrupções, choros, falta de concentração e a ilusão de que as crianças se distrairiam uma com a outra e com brinquedos. Assim passou a manhã, que terminou com uma irritante sensação de que não fui mãe nem profissional plenamente. À tarde fomos a um churrasco, mas fiquei dividida entre o lazer e o que não fiz direito pela manhã.

Sexta-feira: um filho foi viajar com o pai, o outro ficou com os avós. Uma manhã só para mim, intensamente aproveitada trabalhando. Rendeu muito, terminei, fui buscar o filho nos meus sogros e fomos para o clube. Passamos a tarde na piscina, brincando, nos divertindo. O saldo foi um filho e uma mãe felizes.

Preciso finalizar e concluir a "moral da história"?

Eric e Max, meus filhos, fazendo bagunça colorida


domingo, 25 de março de 2012

Memento*

Dia de lançamento de nova sala, com filme que eu já tinha assistido. Fico fotografando os bebês, mal olho para a tela. Ouço um pai perguntando para a esposa: "como foi que ele saiu da casa?". Percebo que a esposa não responde direito, mas é normal perder alguns detalhes do filme quando se está com um bebê no colo. 

Falta um terço do filme, vejo pelo tempo transcorrido. Noto que está passando uma cena que deveria estar no início do filme. Paro e começo a assistir, estranhando aquela cena, não lembro do filme ter flashback. Esquisitíssimo. Ou estou louca ou o filme está fora de ordem. Como assim?

Um filme em película vem desmontado em cinco a sete partes, guardadas em latas numeradas. Na hora de montar para projetar, o projecionista "cola" uma parte na outra e monta um grande rolo. O filme que estávamos assistindo, por algum motivo desconhecido, foi montado na sequência errada.

Latas em que ficam acondicionados
os rolos de filme

Quando fui avisar um funcionário do cinema, ele me disse que era assim mesmo, um filme esquisito, sem pé nem cabeça. O pior é que não, retruquei, a trama era bem bolada, nem um pouco estranha.

Achei triste que o filme ficou em cartaz naquela sala por quatro dias e ninguém percebeu. Ao mesmo tempo, fiquei orgulhosa por ter sido a pessoa que descobriu o erro. Achei tão... técnico! Acho que estou virando nerd. Rs

Filme montado


Obs: Memento é o título original do filme Amnésia, que se passa todo em flashback. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vocês trabalham?

Muitas vezes já me deparei com alguém perguntando: "mas... você trabalha?" Pensando melhor sobre o assunto, cheguei à conclusão de que a resposta mais precisa é "Depende".

Depende. Se você acha que trabalho é uma invenção demoníaca para acabar com seu bom humor e que sua vida "de verdade" só acontece fora do tradicional segunda-a-sexta-oito-às-seis, você tem razão, eu não trabalho.

E depende. Se você acha que o trabalho pode ser uma das suas melhores expressões, algo que dá profundo prazer em realizar, mesmo que às vezes demande muitas horas, estresse e canse pra dedéu, bem, nesse caso, ainda bem, eu trabalho sim. E como!

Eu, Taís, trabalhando (ou não)
num lançamento CineMaterna
Foto: Karin Michels

domingo, 18 de março de 2012

Gergelim

A decisão de engravidar, por si só, dá um frio na barriga. É uma resolução das mais importantes na vida de uma mulher. Se for do primeiro filho, então, dá vontade de sair contando para todo mundo que "está liberado"!

Tem mulheres que decidem, tentam uma vez e... engravidam! Já outras, como eu, tentam, tentam, tentam por meses e um dia, até que enfim, descobrem-se grávidas. E tem aquelas que depois de um tempo sem sucesso, investigam e descobrem que precisarão de "uma forcinha". O processo, para quem precisa aguardar mais do que desejava para engravidar, gera um desgaste emocional intenso para muitos casais. Mas quando consegue, aaaahhhh, é a maior felicidade do mundo!

Tatiana Storni cuida da produção dos eventos do CineMaterna. Moça dos check-lists, está sempre correndo para que tudo saia de acordo com o planejamento, ou seja, que o resultado sejam mães e bebês felizes. Era a única que não tinha filhos e que trabalha nos bastidores.

Com Rafael, filho da Gláucia
Rafael natalino
Embalou Eric, meu filho,
até que ele dormisse na reunião
Outra com Eric. Leva jeito, não? 

À esta altura, você já sabe o que vou falar. Depois de tentar, tentar, tentar e ter uma forcinha amiga, Tati está grávida de um gergelim, como seu bebê foi carinhosamente apelidado entre nós. Está enjoando, chora à toa e faz mil planos. É uma delícia acompanhar a primeira gestação, algo inédito entre nós, turma em que todas já são mães.

Tati, parabéns. Não vejo a hora de postar fotos suas com seu bebê!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Cobertura completa

Agora podemos dizer: tem CineMaterna em TODAS as regiões de São Paulo. Zona Sul, Oeste, Leste, Centro e agora, na Norte! Lançamos na região que faltava da cidade. Na metrópole em que as distâncias são medidas pelo tempo de locomoção entre um ponto e outro, estávamos com um buraco nesta parte da cidade.

Quem comemorou a chegada na UCI do Santana Parque Shopping foi a Duda, mais de 12 meses de CineMaterna. Verônica Lassen, sua mãe, gosta tanto do CineMaterna que já encomendou um irmão para a pequena para não parar de ir ao cinema! :P

Duda, que finalmente tem
CineMaterna perto de sua casa

Lançamento em São Paulo não envolve caixas em aeroportos e táxis, mas tem a mesma emoção de receber mães no cinema para um programa dedicado a elas! Principalmente quando conseguimos tornar reais as amizades virtuais.

Conheceram-se na internet, encontraram-se no cinema

A comissão de recepção foi uma das maiores que já tivemos. E com três bebês!




Dentro da sala, um clima família, de confraternização. Como não se sentir realizada ao registrar essas imagens? Mais fotos aqui.


Socializando com pipoca
Família veio completa
Amizade no tapete
Mãe, filha e neta
"Papeando"

Mais um cinema em que carrinho de bebê passa a ser sinônimo de alegria

Uma rede de TV montou um estúdio
para fazer um programa com as mães depois da sessão

Na sua cidade só tem uma sala com CineMaterna e você está achando este post uma ofensa? É só mobilizar mais gente nas sessões para conseguirmos aumentar a frequência e a quantidade de salas. Ah, não tem CineMaterna na sua cidade e está indignada? Vamos lá, mobilize a mulherada, os bebês e os potenciais patrocinadores que logo chegaremos!

domingo, 11 de março de 2012

Brilho de Mulher

Estou sempre atenta aos movimentos profissionais das mulheres que frequentam o CineMaterna. Vi vários negócios e parcerias nascerem. Uma delas é o de uma gaúcha, a Deise, coordenadora em Porto Alegre. Lembro-me do dia em que a entrevistei, empolgadíssima em ser voluntária. Muito articulada e ao mesmo tempo meiga, me fascinou com sua energia e alto astral. Tanto que foi "promovida" e hoje cuida da capital gaúcha.

Deise tem dois filhos, trabalha e ainda encontrou tempo (além do CineMaterna) para abrir uma loja virtual, a Papelaria Coralina. Fez uma parceria conosco e deu um mimo em algumas sessões no Dia Internacional da Mulher, quando inaugurou seu negócio: esmalte CineMaterna! Não é chique ter um esmalte com embalagem personalizada?


Não podia deixar de mostrar algo tão feminino, pensado com tanto carinho por uma mulher, empreendedora e mãe. O esmalte representa a criatividade e iniciativa dessas mulheres no mês mais cor-de-rosa do ano! Boa sorte em seu negócio, Deise.

Deise, à esquerda, com Ale, ambas de Porto Alegre
Foto: Giles Camargo

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres, bebês e a revolução

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam uma sociedade mais justa para as mulheres. Nesta data, em uma violenta manifestação, as tecelãs de Nova York paralisaram as fábricas em busca de mais dignidade. Elas conseguiram: atingiram postos de trabalho antes apenas reservados aos homens, conquistaram equiparação de salários e tiveram seu valor reconhecido. No entanto, pagaram um preço alto para ocupar seu espaço no mercado profissional: sufocar, disfarçar ou deixar seus papéis maternos em segundo plano. 

Assim, no século XXI, é comum que a mulher tenha autonomia financeira, liberdade religiosa, capacidade plena para a tomada de decisões e que seja a chefe do lar ou de Estado e mesmo a única genitora de um filho, situações antes nem imagináveis. No entanto, coisas aparentemente simples e essenciais, como ser respeitada durante o tempo que precisa com seu bebê ou ter apoio enquanto está gestando e durante o pós-parto, ainda parecem um pouco complicadas na sociedade pós-moderna.

O CineMaterna surgiu da necessidade de evidenciar e valorizar os direitos e as necessidades da mulher que se torna mãe e dos preciosos momentos com seu filho, para o fortalecimento do vínculo com o bebê e o resgate social e cultural da mãe. 

Estamos crescendo, orgulhosas de possibilitar que mães de todo o Brasil saiam de casa com seus filhos recém-nascidos para ir ao cinema e conhecer outras mães. Sem complicações, sem constrangimentos, em um ambiente preparado para acolhê-los neste momento tão especial de suas vidas. 

Neste Dia Internacional da Mulher, em nome de nossa equipe, saudamos a todas as mães que já foram, vão e irão ao CineMaterna, pois é a sua atitude que possibilita que, de uma forma bem mais singela e pacífica, as mulheres do nosso século também façam a sua revolução por uma sociedade melhor.

Foto: Guga Ferri

segunda-feira, 5 de março de 2012

Caiu como uma luva!

Imagine quantas utilidades tem uma luva cor-de-rosa entre as CineMaternas!

Tudo começou porque Taís Viana pegou emprestado um carro super-chique e brincamos que só andaríamos nele se ela fosse de motorista. E não é que ela incorporou o espírito? Pegou um quepe, luvas e óculos escuros, tudo devidamente "adaptado" para o rosa. O resultado foi hilário.




A luva fez sucesso e gerou outras imagens:

Traje de praia
Seria uma galinha?
Marilyn? 

Sim, a gente se diverte com qualquer coisa, desde que seja rosa!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Licença para trabalhar

Seis meses de licença-maternidade é uma conquista das mulheres brasileiras. Os dois últimos meses são facultativos, mas nós, como uma iniciativa que tem mães como protagonistas, oferecemos o direito pleno. 

Gláucia Colebrusco não quis usufruir de seus seis meses de licença-maternidade. Estava angustiada para voltar a trabalhar! Retomou em janeiro, quando seu bebê estava com quatro meses, e nosso ano começou intenso em vistoria nos cinemas, três salas em um mês. Como Rafael ainda mama exclusivamente no peito, foi carregado "por aí" a trabalho. É um bebê tranquilo, sonho de toda mãe.

Sou eu quem faço as vistorias, normalmente acompanhada por alguém. Eu fotografei e Gláucia anotou as peculiaridades de cada complexo. Veja o pequeno Rafa "em ação". 

Quem é mãe sabe que este é um período da volta ao trabalho particularmente difícil... Desta forma, ele não reclamou da mãe ter voltado a trabalhar e nem ela sofreu por isso.

Rafael é muito calmo...
... e paciente!
Não dá vontade de ter um colinho bom assim? 
Agora no carrinho, sempre paciente
Corredores imensos!
Um pouco de atenção, por favor!
Nem o banheiro escapa dos nossos olhares atentos
Nas docas, entrada de serviço dos shoppings
Aquela "pulga" lá embaixo é a Gláucia com Rafael
Descanso merecido, foi muito trabalho!