segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um domingo

7h da manhã do domingo, meu filho caçula, desperta e não quer mais dormir. Meu marido o pega. Vou para a cama do mais velho. Uma hora depois, é a vez do mais velho se levantar. Vem então me acordar e me chantageia: se não levantar, não ganho presente.

Levantamos e iniciamos nossa rotina caótica de café da manhã aos finais de semana: meu marido e eu tentamos ler jornal entre servir frutas, passar manteiga no pão, repetir que devem comer à mesa, catar migalhas, trocar fralda de um e a roupa de dois, ler uma história para um e acalmar o outro que bateu a cabeça, escovar os dentes (os nossos e os deles), e preparar a mala para uma saída. Ah, tenho que tomar banho, marido vai levar as cachorras para passear. Finalmente conseguimos nos lançar para fora de casa. Dia cinza.


Escolhemos um programa cultural. Há muito tempo quero ver uma exposição. Tanto tempo que perdi o jeito, não levamos nem carrinho, nem sling e o caçula sente sono. O mais velho não para quieto. Na frente de uma escultura, pede para ir ao banheiro e ainda ameaça que não vai dar tempo.


O marido resolve levar as crianças ao parque, já que não conseguimos fazer com que o caçula dormisse, nem entreter o mais velho. Fico para terminar de ver a exposição.


Está na hora de almoçar. Um adora comer com as próprias mãos, sozinho. O outro, enrola. Entre um comando e outro, alcanço um guardanapo para limpar a mão completamente melada, me estico para pegar o brinquedo que caiu no chão, dar água ao que está com sede e, sim, comer nossa comida. 


E o dia segue. O mais velho brinca sozinho, o mais novo fica enjoadíssimo por conta de um resfriado. Chora, chora, chora, inconsolável. Nada o contenta. Resolvo colocá-lo no banho. Funciona, ganhamos alguns minutos de paz. 


O dia seguiu seu curso. O caçula e seu resfriado capotaram antes das 20h. O primogênito reclamou que "não brincou quase nada" e esticou seu horário para 21h30. 

Assim foi meu Dia das Mães. Provavelmente, muito parecido com o de outras mães, com uma ou outra variação. E certamente, igual a muitos outros dias, todos especiais como mãe. 


Obs: fotos editadas com Instagram

3 comentários:

  1. Post muito lindo e real, adorei Irene!

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  2. Post muito lindo, divertido e real! Adorei Irene!

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  3. Ah, Irene, quanto lirismo... Bjs!

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