quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Amor ao primeiro rosa

Estamos fazendo parceria com fotógrafos nas sessões em quase todas as cidades onde tem CineMaterna. Eles fotografam o público antes da sessão, dão as fotos em alta para as mães imprimirem e em troca, divulgam seu trabalho. Tem sido muito bacana. Os fotógrafos encontram seu público e as mães... ah, qual não gosta de uma recordação de seu bebê no cinema?

Todos são muito especiais e sensíveis. Este depoimento foi contagiante: 
Quero agradecer a grande oportunidade de participar do projeto mais bacana que já conheci na vida. Como mãe posso dizer o quanto é importante essa iniciativa e pude perceber em cada uma delas essa satisfação de conseguir ter vida após o parto, conviver e socializar, com seus filhos. Vocês estão de parabéns!

Quem fala é a Bia Backer, fotógrafa no Rio, empolgadíssima com o CineMaterna - e nós com ela! Mais uma sessão e vem outro e-mail carinhoso: 

Tô apaixonada, CineMaterna é a concretização de um sonho ! Mandei fazer uma camiseta com a minha logo e adivinha a cor dela? ROSA. Aí, na feira de gestantes no Rio perguntaram se o CineMaterna era meu patrocinador?

Bia Backer e Bianca, coordenadora do Rio

Bia, obrigada pelo olhar delicado através da lente da sua câmera!

domingo, 28 de agosto de 2011

Pantone Pink CineMaterna

Texto extraído de e-mail da Taís Viana, com fotos minhas colecionadas ao longo de meses.
Tem como patentear o "pink CineMaterna"?
Brincadeira, mas seria legal, não? Ser identificada por uma cor patenteada! Quem quisesse usar nossa cor pra fazer esmalte, roupa, caderno, etc e tal, teria que pagar royalties!
Ah, deixa pra lá, fazer mais de 100 coordenadoras espalhadas por 14 cidades concordarem sobre qual é o tom certo CineMaterna n-u-n-c-a vai acontecer! Hahaha!...





sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Café com solidariedade

Bianca cuida das sessões cariocas (além das do sul, sudeste e centro-oeste à distância). Uma quinta-feira recebo um torpedo dela, indignado: "você acredita que o café do Unibanco Arteplex Botafogo vai mudar de mãos?". Chegando em casa, à noite, vejo no Facebook dela a seguinte mensagem no mural: 
Hoje entrei no bistrô do Unibanco Arteplex para ajeitar o tapete dos bebês, quase no final da sessão CineMaterna, e senti algo de estranho no ar... Enfim veio a bomba: todo o staff do café está sendo demitido, pois uma nova empresa vai explorar o espaço e ninguém será aproveitado.  
Senti um frio no estômago, um entalo na garganta. Parei por alguns segundos e não consegui falar nada. Foi difícil cair a ficha. Na carinha dos funcionários, o retrato do desamparo. Mais do que desempregados, estão vendo o fim de uma família. Só quem frequenta aquele espaço sente o clima delicioso de união e alegria, da cozinha ao salão. 


Desde o primeiro CineMaterna, em abril de 2009, fomos recebidas com largos sorrisos por gente com vontade de trabalhar e servir. Jamais um olhar torto, mesmo quando as mamães resolviam trocar fraldas mal cheirosas em cima da mesa ou quando algum bebê abria o berreiro. Era sempre um corre daqui corre de lá, o que posso fazer por você, isso sem contar os infindáveis colinhos e resgates que os meninos fizeram de bebês que, com sua esperteza, aguardavam a distração de suas mães com o delicioso bolinho de laranja e o cafezinho fumegante, e aproveitavam para fugir em disparada.

Essa é uma família que vai deixar saudades... hoje dei um abraço forte em cada um deles, desejando que a vida lhes reserve melhores surpresas. Espero que possamos nos reencontrar, que eu tenha a alegria de curtir novamente o inconfundível bolinho de laranja da D. Conceição em companhia de gente que faz a diferença. Saibam que vocês fazem parte, aqui no meu coração, da família CineMaterna.

Incansável, Bianca escreveu para o Scada Café, que assumiu o ponto. Rapidamente, recebeu uma resposta que a (nos) deixou feliz. 
Fico muito contente ao saber que o bistrô atual possui uma clientela fiel e satisfeita com o serviço. Todavia, desconheço a informação, pois nossa intenção é de reter todos colaboradores atuais da empresa. Agradeço sua manifestação.

Espero que todas as clientes do CineMaterna possam continuar frequentando a cafeteria.
Bianca saboreando o café
no bistrô, com um pedaço
do delicioso bolo de laranja

Coincidentemente, estive no bistrô uma semana antes deste episódio e uma funcionária, que não me via há um ano, perguntou de meu filho. Deu para perceber o carinho e atenção destes funcionários? 

A história ainda não acabou. O bistrô funciona por mais um mês antes de passar a ser Scada. Publico aqui porque, além de ser fã da Bianca e seus rompantes de solidariedade, quero que esta equipe maravilhosa tenha testemunhas de sua saga. 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nova identidade!

Para comemorar os três anos do CineMaterna, fizemos crachás novos. Os antigos estavam vergonhosos, achamos que merecíamos algo mais decente (rs). Depois de muita pesquisa de qual seria a melhor solução e formato, compramos plastificadora, furador, cordões personalizados (e lindos!) e mandamos ver! Olha só o processo de produção:

Passagem pela plastificadora

Este furador foi um grande achado!

Faz este furo, onde vai o prendedor 

Cordão per-so-na-li-za-do!!!

Resultado final! 

Querida Coordenadora CineMaterna,

Você está recebendo um novo crachá, sua identificação nas sessões. É personalizado, com novo design, cordão cor de rosa e tem o seu nome nele. Parece simples, mas foi feito com muito carinho. É um marco: em agosto CineMaterna completou três anos de atividades! 


Há três anos mãe com bebê no cinema parecia algo muito inusitado. Hoje as mulheres persistentes que fazem parte do CineMaterna conquistaram o espaço para que todas possam ser mães, até no cinema. Você faz parte deste time que abraça cada mãe que chega às sessões com gestos, olhares e atenção.

Obrigada pela sua participação carinhosa e atenta. Temos muito orgulho de “invadir os cinemas” com uma equipe assim, completamente identificada.



EM USO!
Ironicamente, a única da foto sem o crachá, Alexandra,
é a autora do texto (acima) que acompanhou a nova identificação
Foto: Karin Michels


Não é só um crachá; é mordedor também!
Foto: Cláudio Machado


domingo, 21 de agosto de 2011

Nóia

A Ale, esta que está sentadinha no degrau do cinema, de camiseta rosa, deu origem a uma discussão interessantíssima entre as coordenadoras CineMaterna das cidades.

Foto de Ricardo Becker

Alessandra (Porto Alegre): "Nóia" de coordenadora CineMaterna: entrar numa sessão "normal" querendo "contar os bebês"!

Andaira (Recife): Kkkkk. Aconteceu comigo! Entrei querendo organizar a sala.

Bianca (Rio): Eu sempre acho o som muito alto!

Dayana (Santo André): Comigo nunca aconteceu, mas quando acontecer vou saber que é normal...

Irene (eu): Eu fico esperando choro no meio do filme.

Gláucia (São Paulo): Às vezes dá vontade de pedir para baixar o som ou o ar.

Luana (Fortaleza): É mesmo!

Manoeli (Salvador): Não assisto mais cinema sem ser CineMaterna. Som alto não me pertence mais!

Fernanda (Brasília): Eu fico querendo de tudo um pouco. Baixar o som, o ar, ver bebês, contar, e claro, não podia esquecer os trocadores.

Se você for ao cinema e cruzar com uma maluca querendo baixar o volume, mexer no ar condicionado ou acender as luzes durante o filme, pode ser uma coordenadora CineMaterna. Se somado a isso, ela ainda assistir ao filme sentada nos degraus ou em pé, mesmo com lugares sobrando, com certeza que é uma das nossas rosinhas!


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Hobby

Gosto bastante de fotografia - de ver e de fotografar. Minha primeira máquina fotográfica eu ganhei aos 15 anos. Tinha um defeito sem conserto (aparecia uma mancha em algumas fotos), era bem rudimentar (não existia máquina digital - foi muuuuuito antes disso!).

Duas máquinas fotográficas depois, comprei uma semi-profissional (ainda analógica) em uma viagem, quando a minha amadora quebrou.

Fiquei com esta câmera por alguns anos, sem usar nenhum recurso dela, sempre no "automático": foco, abertura, velocidade. O enquadramento das minhas fotos não eram ruins. Acho que está no sangue nipônico esta afinidade com uma máquina fotográfica - rs.

Resolvi fazer um curso, e foi quando entrei no mundo digital para valer. Curso rápido, coincidiu com a gravidez de meu primeiro filho. Certamente eu ia usar bastante o curso e a cãmera!

Aí, começou o CineMaterna e com a iniciativa, a necessidade de registrar os momentos deste outro "filho". Fui me aperfeiçoando: aulas particulares, palpites de fotógrafos, dicas aqui e ali, lentes novas, tripé, câmera melhor. Fotografar dentro do cinema é um desafio mesmo para os melhores profissionais: a baixa luminosidade é um constante obstáculo.

Ainda não consegui imagens que me deixassem satisfeitas no cinema, mas pela primeira vez fiz uma sessão de fotos das quais me orgulho: as que tirei no ensaio da Orquestra Petrobras Sinfônica. Não são imagens nas condições árduas do cinema, no escuro, e isso facilitou muito. Mas de qualquer forma, é muito bom conseguir perceber a evolução nestes anos.

Deixo aqui as minhas fotos preferidas. Se quiser ver o álbum completo, está aqui.

Ah, hoje é Dia Mundial da Fotografia.



















quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Smurfada de mãe

Conversa entre meu filho Max, de quase 4 anos, e eu.

Sexta-feira- Filho, você quer ver Os Smurfs de novo?
- Não, mãe. Eu não gostei do filme porque tem o homem mau (Gargamel).
- Tem certeza? Posso te levar amanhã.
- Tenho.

Sábado de manhã
- Filho, você tem certeza que não quer ver Os Smurfs de novo?
- Não quero, tem homem mau.
Vou à sessão CinePaterna by Fisher-Price em São Paulo, quando passa Os Smurfs.

Domingo
- Filho, você quer ver Os Smurfs de novo?
- Não, mãe. Eu não gostei do filme porque tem o homem mau.
- Tem certeza? Posso te levar amanhã.
- Tenho.

Segunda de manhã
- Filho, você tem certeza que não quer ver Os Smurfs de novo?
- Não quero, tem homem mau.
Vou à sessão CineMaterna no Bourbon Pompeia em São Paulo, quando passa Os Smurfs.

Terça de manhã
- Mãe, quero ver Os Smurfs!
- Mas filho, eu te perguntei várias vezes se você queria ver e você não quis! Agora não tem mais Os Smurfs no CineMaterna!
- Ah, mãe, mas eu queeeeeroooo!!!

Pronto, bastou para:
1) Eu ficar irritada.
2) Em seguida, ficar triste com a perda das oportunidades.
3) Sentir remorso por não tê-lo levado, já que talvez, ainda seja cedo para ele entender exatamente o que quer.

E bastou para eu ficar um tempão pensando que esta pequena e singular situação é só uma amostra de como vai ficar meu coração com cada uma das escolhas do meu filho, no futuro. Saberei respeitar o que ele escolher para si, mesmo que eu perceba que não é a melhor escolha? Como vou ficar diante da perda de alguma oportunidade? Conseguirei argumentar sem forçar a escolha? Terei a sabedoria para perceber que nem sempre a minha escolha é a melhor? Será que vou perceber quando intervir e quando deixar acontecer (e deixar acontecer)? Conseguirei apoiar e entender escolhas muito distintas das minhas? E acolhê-lo quando ficar frustrado?

Smurfei demais?



domingo, 14 de agosto de 2011

Mulher brasileira, um exemplo para o mundo

Clique na imagem para ampliar
Por Ronaldo Ribeiro*

Há 50 anos, uma revolução silenciosa começou a mudar a cara do Brasil. Sua marca mais radical é o notável declínio da taxa de natalidade – média de 6,3 filhos por família em 1960; 1,9 em 2010. Esse número foi alcançado sem qualquer intervenção do governo, como a política do filho único da China ou as tentativas de esterilização forçada da Índia. Quem seguiu esse caminho, por vontade própria e desejo de mudar as coisas, foram as mulheres. A rápida urbanização e o acesso fácil a métodos contraceptivos, entre outros fatores, aos poucos conduziram as brasileiras a um novo lugar na família e na sociedade. A educação, o sucesso profissional e o conforto material tornaram-se prioridades importantes. A mulher deixou de ser mera mantenedora do lar para galgar espaços decisivos no mercado de trabalho, no crescimento econômico, na política. Pela primeira vez, temos uma presidenta.

Ainda assim, até bem pouco tem atrás, nossas jovens mães pareciam condenadas a um estranho exílio no período pós-parto. Os meses de licença para a recuperação física e o desenvolvimento afetivo entre mãe e filho eram entendidos como uma sentença a ser cumprida dentro de casa. Mesmo em uma metrópole como São Paulo, progressista e tolerante, as mulheres, nos primeiros tempos da maternidade, viviam privadas de pequenos prazeres mundanos, submetidas a olhares tortos em qualquer tentativa de normalidade urbana (quem nunca foi fuzilado pelo casal da mesa vizinha quando seu bebezinho desandou a chorar no restaurante?). Entrar em uma sala de cinema para assistir um filme com um recém-nascido a tiracolo era uma hipótese surreal. Até que, em uma bela tarde de 2008, um grupo de mães – talvez cansadas da decoração do apê ou da programação da TV – decidiu aventurar-se em um cinema na região da avenida Paulista. Fizeram isso, mais uma vez, por vontade própria e desejo de mudar as coisas. Foi o estopim de um movimento que reivindicava o direito fundamental ao lazer e ao convívio, enfim conquistado. Mais que simples opção de entretenimento, o CineMaterna, de lá para cá, firmou-se como um fato social novo, um evento que expandiu o campo de experiências da mulher brasileira contemporânea na fase que, apesar de tantas mudanças, certamente ainda é a mais especial de sua vida. Os pais, eu entre eles, pegaram carona e se deram bem!

Em tempo: alguns dados que antecipei acima, em primeira mão, fazem parte da edição de setembro da revista National Geographic Brasil. A reportagem de capa traça um revelador perfil da mulher brasileira do século 21, sobretudo na nova classe média, e explica o surpreendente papel das telenovelas na construção de uma identidade feminina nacional. As fotos são incríveis. A autora do artigo, a americana Cynthia Gorney, professora na Universidade da Califórnia em Berkeley, passou meses no Brasil e entrevistou demógrafos, sociólogos e dezenas de famílias. Andou pelas periferias de pequenas cidades do Nordeste e tomou café com mães dos Jardins em São Paulo. Chega às bancas no dia 26 de agosto.


* Ronaldo Ribeiro é editor da National Geographic e pai dos pacotinhos Felipe e Jonas. 

sábado, 13 de agosto de 2011

CinePaterno de carteirinha

Por Edu Elias*

Este é só meu primeiro dia dos pais... Sendo assim, também é um bom momento para a reflexão. E aí eu concluo que os sete meses iniciais da Alice passaram longe de ser um drama. Foram na verdade uma aventura, algo novo e estimulante pra mim. E houve momentos de comédia também.


Quem imaginaria o papai aqui no cinema trocando fralda? E dando risada com um olho na tela, outro no xixi?

Sempre que posso vou ao CineMaterna. E a coisa mais legal é ver quando o olhinho da Alice brilha ao ver aquela tela gigante. No meu colo, ela ficou doidinha com as travessuras do Blu (a arara azul de Rio) e com as mágicas de Harry Potter, só pra citar dois filmes que vimos juntos.

Eu me divirto contando para as pessoas como é o esquema, para além dos chorinhos ouvidos na sala. “É assim: tem um pouco mais de luz, o ar condicionado é mais fraco e, de repente, uma criança aprendendo a andar pode bater no seu joelho...”

E se uma criança anda e encontra joelhos desconhecidos, no caso o meu... Não tem o menor problema: a gente se diverte e ajuda. Pois é muito interessante ver a leveza e a solidariedade entre as mamães e papais e vovós e titios do CineMaterna. Acho que quem procura este tipo de programa (que une um pouco mais a gente aos pequenos na medida em que dividimos um prazer) tem uma energia especial. Todos se sentem remando na mesma canoa da boa educação.

Que bom que meu trabalho permite certas escapadelas pra cruzar essa turminha. Aliás, a lógica é inversa. Eu mudei de trabalho para poder dar certas escapadelas. E (continuo aqui a reflexão) valeu muito à pena, para poder manter o hábito cinéfilo, quase um vício, que eu e a Cá sempre tivemos. Desde o começo do nosso namoro, dois filmes por semana eram a média.

Porque transformar a vida a ponto de deixar um hábito estimulante e enriquecedor sumir do dia-a-dia? Não é preciso, como deixam claro as sempre simpáticas garotas do CineMaterna. Muito obrigado por este presente permantente de Dia dos Pais. Vida longa ao CineMaterna!


*Edu Elias, jornalista, adora corrida de carrinho com a filha, é  apresentador do Rockgol, da MTV.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Discotecando como pai

Por Will Robson*

Nasci em 1968 e lembro que a primeira vez que fui ao cinema, assisti Os 101 Dálmatas (lançado em 1961 pelos estúdios Disney). Fui com uma prima mais velha e tinha entre 5 a 7 anos de idade. Fomos para o centro da cidade de ônibus. No cinema pude ter bala de goma, pipoca e aquela tela gigantesca e colorida. Os cachorros eram bonitinhos, mas o cabelo e roupa da Cruella de Vil: punk rock. Devo admitir que os vilões da Disney são chocantes.



O Tom, meu filho, nasceu em 2011 e o primeiro filme que vimos foi o premiado O discurso do rei, com um grupo de cidadãs, mães e apostadoras em uma nova geração (incluindo a minha esposa Marina) que tem feito algo de inclusão. Bebês e seus pais em tardes belas com mamadas, trocadores, som tranquilo, chorinhos, gargalhadas diante da tela gigantesca e colorida no instigante CineMaterna.

Agora que me “fiz” pai - ter filho em alguns casos chega a ser simples, mas se “fazer” é uma opção - digo que gestos como sair com o filhote me fazem observar o quão povoado está o mundo com bebês: na Praça Buenos Aires, festas de crianças em bufê, sessões de cinema amigáveis, posto de vacinação do SUS, consultório da pediatra, na calçada do lado de fora de supermercado, com uma mãe pedindo ajuda...

É, este mundo está povoado!!!

E no meio disso tudo, faz muito sentido após a sessão de cinema trocar ideia sobre amamentação, toques para fazer a papinha, aquela pomada mágica para assadura, o dentinho que veio com 6, 7, 8 meses, o primeiro passo que foi mais emocionante do que chamar de mãe, sem falar que depois de discotecar até as cinco da manhã, tem aquele ser iluminado falando “agu” e passando a mão no seu rosto na cama.

Também tenho na minha vida a arte através da música e em um dos meus projetos que será lançado com o nome de “Barato Cabuloso” (que é uma gíria de adolescência da ZN- Zona Norte), vejo hoje e digo com sinceridade, que ser pai é um barato cabuloso em estado de graça permanente.

* Will Robson – DJ, produtor musical, faz parte dos coletivos casadalapa, Frente 3 de Fevereiro, membro das bandas DJ Malocca, povo do b.e.m., e Quebrante Sound System e está passando uma temporada de três meses com o primeiro filho após o término da licença maternidade da mãe. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Um pai no começo de tudo

Por Guga Ferri*

Lembro-me bem da primeira vez em que ouvi falar do CineMaterna. Nossa filha, hoje com três anos e meio, mal completara um mês. Naquele momento, o CineMaterna não passava de um grupo de mães malucas que se reuniam semanalmente para ir ao cinema. Minha esposa havia conhecido o movimento em uma lista de emails de mulheres que discutem assuntos relacionados à maternidade e resolveu participar. E lá foi para sua primeira vez ao cinema acompanhada de Nina, apenas um mês e pouco. Voltou cheia de histórias para contar, novas amigas e a certeza de que havia encontrado uma turma de mulheres corajosas e interessadas em construir uma maternidade livre das limitações sociais impostas comumente às mulheres no período de licença-maternidade.

A sensação que tive é que aquele negócio não daria certo: um bebê abriria o berreiro, contagiaria outros e um coro ensurdecedor acabaria com qualquer possibilidade de um bom filme. Fui então acompanhá-la em uma sessão. E não é que funcionava? Sim, ouvimos uns gemidinhos, até choros eventualmente, mas tudo muito saudável, dentro de um ambiente familiar para pessoas que convivem com bebês e crianças pequenas. Foi uma delícia estar com a minha família, novinha em folha, fazendo um programa que eu pensava só ser possível depois de muitos meses, talvez anos, somente depois que os filhos crescessem. E, ao mesmo tempo, conviver com pessoas que viviam momentos tão semelhantes, cheias de experiências para trocar. Após a sessão, todos reunidos no café: adultos conversando e os bebês entre colos, slings, carrinhos e por todos os cantos do chão, engatinhando ou ensaiando os primeiros passos.

O tempo passou e nossa filhota cresceu para além da idade limite no CineMaterna. Hoje, a levamos para assistir às sessões infantis; não mais mamar no peito e sim comer pipoca. Não mais trocar a fralda no meio do filme, mas sair de fininho para fazer xixi no banheiro. Hoje Nina vai ao cinema com Anna Karuna, Max, Felipe, Júlia, Alice, Maura, Rodrigo e outros amiguinhos que conheceu no CineMaterna. E as mamães malucas continuam se reunindo, agora não mais no cinema, mas pela vida afora.

*Guga Ferri, fotógrafo oficial do CineMaterna e diretor de fotografia da Mirada Imagem

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os meus, os seus, os nossos...

Jonas bebezinho, no sling da Irene

Meu filho Felipe faz aniversário um dia depois do lançamento oficial do CineMaterna. 19 dias depois do aniversário da Anna Karuna, filha da Taís. 48 dias antes do Max, filho da Irene. Entra nessa lista, no mês de junho, o Pepo da Renata e a Alice da Carol. A Júlia, da Bianca, faz aniversário no início de julho e já tem 6 anos, e a Helena, filha da Gláucia, que faz 4 dias antes da Anna Karuna, que é um ano mais nova. Antes do final do ano tem ainda o aniversário do Pedro Luis, da Camila, e do meu afilhado, o Eric, que fará um aninho! Tem ainda bebês marcantes que chegam no Natal como a Bianca, da Cinthia, antes do Jonas nascer em janeiro, perto dos bebês das Renatas do Rio, que foram chegando até fevereiro. E muitos, muitos outros...

Confesso, estou ansiosa para a chegada do Rafael, por esses dias, o mais novinho da Gláucia... Tão ansiosa que "falei" como uma louca no primeiro parágrafo deste post. Então vou explicar melhor.

Todas as crianças que citei são filhos de mães da nossa equipe, da nossa família. Só depois de me tornar mãe descobri que o relógio biológico muda e passamos a contabilizar o tempo não pelo nosso aniversário, mas pelo nascimento da geração que criamos e compartilhamos. Já não estranho tantas festinhas de  aniversário nos finais de semana. Adoro comemorar com as mães nas sessões cada mês compartilhado com seus filhos. Adoro saber que temos grávidas na equipe. Participando do crescimento desses bebês, desde a barriga, refletimos um pouco de nossa energia em cada uma dessas estrelinhas, que nos presenteiam com uma linda visão do futuro.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

É pique!

Este texto veio no primeiro e-mail que li hoje pela manhã - de olhos marejados...

Gláucia no café onde
nos conheceu,
à espera de Rafael,
seu segundo filho
05/08/2008 - essa é a data oficial de nascimento desse projeto. Acho que eu não poderia deixar passar em branco esse dia sem dar os parabéns a vocês.

Claro que sou completamente suspeita para falar sobre a CineMaterna, foi nela que consegui algumas vitórias pessoais como mãe, função mais difícil que encarei na vida. E por serem mães, vocês transformaram essa maluca ideia em profissão, cultura, saúde e entretenimento.

Três mulheres diferentes, com profissões e ideais distintos fez nascer algo tão maravilhoso e expansivo. Foi a junção de amizade, carinho e muuuuito trabalho que transformou uma ida ao cinema uma forma nova de viver a maternidade.

Parabéns, sucesso, futuro, companheirismo... Que essa união, seja cada vez mais forte e duradoura. Obrigada por terem me ajudado nos primeiros meses com a minha pequena e depois me incluírem nesse projeto.

Estou com lágrimas nos olhos por esse dia.


Bjossssss
Gláucia

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tarde de gala

O evento do CineMaterna no ensaio da Orquestra Petrobras Sinfônica ainda vai render posts, hehehe.

Estas são Valéria (esq) e Raquel, que são da nossa equipe de Botafogo.


Olha o detalhe do "traje de gala" das duas! A vida em rosa é muito mais animada, não é?