quinta-feira, 30 de junho de 2011

Antes só e bem acompanhada


Acabei não apresentando apropriadamente. Esta é a Camila Goytacaz, jornalista, que é editora das nossas redes sociais (Twitter e Facebook). Chique, não? Este meio de comunicação com o público foi tomando uma proporção tão grande e intensa que precisamos de uma pessoa dedicada a isso. E nada melhor que alguém sensível, que escreva bem, bom astral, e mãe! Sintonizada conosco, veio de pink no dia que fomos passar para ela o que seria seu trabalho.

Na conversa, ela contou sobre sua primeira vez no CineMaterna com Pedro, seu filho hoje com quase três anos. Foi com seu marido, Lufe, por estar insegura em sair de casa sozinha, ainda mais para ir ao cinema com um bando de desconhecidas.

Imagina! Camila, boa de papo que é, encontrando um monte de mães loucas para conversar também, só podia resultar em amizade profunda. Dessas que inclui parques, shows, visitas em casas, fazendinhas, contações de histórias, longos telefonemas, festinhas, e claro, mais (muito) cinema. É um dos "casos de sucesso" de amizade no CineMaterna!

Lembra do marido que a acompanhou na primeira sessão? Quando a viu indo ao cinema novamente, muito gentilmente perguntou: "quer que eu vá junto?". Camila, confiante: "nãããão, pode deixar que eu me viro sozinha!". Sozinha e bem acompanhada!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cinema, chuva e emoção

Fui enviada a Recife em missão especial pelo CineMaterna... conhecer a equipe e dar entrevista no jornal Bom Dia Pernambuco, da TV Globo. Eu como assessora de imprensa não gosto muito de dar entrevistas, mas Recife me atrai de uma maneira muito especial, sempre fui a trabalho e mergulhei de cabeça na cultura local e tive a chance de trabalhar com alguns nomes do Movimento Armorial, que tanto admiro.

Mas, como muita mãe diz... isso foi em outra vida. Hoje com dois filhos, voltei a Recife um pouco ansiosa. Isso porque quando o CineMaterna fez sua estreia na cidade em maio de 2010 e eu, que não fui enrolada que estava com o Jonas de três meses, não tinha me dado conta de quanto senti falta de não estar lá. O lançamento é o momento do nascimento do filho, é onde tudo o que planejamos toma forma e se apresenta. Ir conhecer a nossa equipe mais de um ano depois disso me deixou com a sensação de estar indo de encontro a um filho crescido, já caminhando. Pode parecer exagero, mas como era algo que eu estava sentindo me parecia enorme assim.

Carmen, Andaira e Letícia em movimento materno

Foi muito bacana ir ao encontro da nossa equipe, Carmem, Andaira e Letícia, e vê-las trabalhando com tanto carinho, organizando as tarefas, arrumando a sala, ansiosas na expectativa de receber mães de primeira sessão, acolhedoras, presentes, integradas e empenhadas para que a sessão seja um programa bacana e encantador. Fiquei ali, me sentindo mais em casa com as garotas de camiseta rosa, e a minha ansiedade foi dando lugar para a uma satisfação enorme, daquelas que a gente tem de ver que o filho desfraldou? Pois é... e foi no bate papo no café, que se formou uma mesa grande, com mães e bebês fugindo por todos os lados, que me atualizei do papo de mãe em Recife.


Sala repleta de engatinhantes
Mãe leitora do nosso blog curtirndo a sessão em família
Isabela à vontade na sala de cinema

Das mães presentes, uma em especial estava escalada pela equipe para falar na entrevista porque ela é uma das frequentadoras assíduas das sessões. Aline, mãe de Isabela. Ela, que é de São Paulo, morou em Joinville, onde conheceu o CineMaterna mas ainda não era mãe, gostou da história e foi logo escrevendo pedindo sessões na sua cidade... Isso em 2009, ainda não tínhamos nem ideia que chegaríamos tão longe... Ela foi à sessão em São Paulo, ainda sem bebê, e não perdeu o CineMaterna de vista até a chegada de Isabela no ano passado. E foi em Recife que ela pôde frequentar as sessões.


Avó antenada leva neto, Nicolas, ao cinema
Margareth candidata a usar a camiseta rosa
Ana Paula e Caio,
o cabeludo que me matou de saudade do meu Jonas
Geral do movimento das mães no Delta Café
Swenne e Matheus, foto especial para a Bruna,
coordenadora de Santos
A turma toda, Aline com a sua Isabela,
Ana Paula, Caio, Cinthya e Hannya Luz

Foi assim, repleta de todo esse sentimento que fui me organizando para voltar para casa. Como amamento, meus peitos estavam cheios de leite e com a emoção a flor da pele fui me despedir da equipe. Acho que levamos pelo menos meia hora para dizer tchau. Chovia a cântaros e eu, conhecida por ser sempre a última a ir embora, não deixei barato e fui ficando... Ainda bem, porque não perdi a chance de ouvir, quase embaixo de chuva, a Carmem tentando explicar porque estava ali, tão envolvida com o rojeto CineMaterna, falou de sua parceria com Andaira e falou de satisfação pessoal, valores e amizade, como se estivesse construindo algo, a arquiteta. Foi nesse ponto que eu consegui fechar meu ciclo de viagem e entender que estava diante dela, aquele pedacinho de mim mesma e enxergar a malha materna que nos une. Eu, "toco de enchente", me deixei levar com a chuva, satisfeita.

Ana Quitéria, assessora da UCI,
nossa parceira na divulgação do projeto
Andaira, Alexandra (eu) e Carmem, girls in pink!
(Faltou a Letícia que estava no cinema)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Empolgação

Alguns depoimentos me tocam de uma forma especial. Marina é frequentadora assídua da sessão,nos presentou com este:

Fiquei tão animada, com a possibilidade de ir ao cinema, que um dia antes quase não dormi de ansiedade. Tom, com 17 dias de vida, eu, e Will rumamos para a rua Augusta. Ingresso em punho, com um baita sorriso no rosto, ouço a fotógrafa perguntar se queríamos tirar uma foto. Quase pergunto se ela lia pensamentos, porque só o canhoto do ingresso não seria suficiente para sacramentar a experiência. Mas eu não tinha ideia do que a gente vivenciaria. Sentamos, Tom no colo. Apagaram as luzes. Dei um beijinho de felicidade no Will. Quando viro do lado oposto, vejo aquele mundaréu de mães com os bebês no colo, a música famosa do estúdio de cinema, a luz da tela refletida nos rostos... Não aguentei. Com o sorriso de orelha a orelha, comecei a chorar. Que emocionante, chorava e ria!... Que delícia saber que podemos sim ter vida social, fazendo algo que gostamos muito, e já podendo compartilhar isso com o nosso filho, que é nosso companheiro desde tão pequeno.

A foto que a Marina menciona no depoimento

Marina e Tom nos acompanharam por quase cinco meses, quando ela voltou a trabalhar, há uma semana. Esta é a parte difícil do nosso trabalho: nosso vínculo pode durar 18 meses ou se interromper cedo, mas nunca conseguimos nos acostumar com as cadeiras vazias deixadas por estas belas mães que cruzam nosso caminho. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Crescendo e Aprendendo

Por Camila Goytacaz

“É muito bom saber que não estou sozinha nesta situação”, foi assim que Sandra Annenberg se despediu de sua participação no 3º Seminário da Revista Crescer, mostrando seu lado mãe que adorou dividir o debate com outras mães e constatar tantas semelhanças. Denise Fraga soltou: “Que papai o quê, quero ser a primeira ser chamada” e divertiu a plateia suas boas historias sobre estar ausente, sentir culpa. Contou maravilhosos momentos de sua família, com aquela voz inconfundível e deliciosa. Cao Hamburguer revelou que é o cara “novo pai” que participa de tudo, ultrasensivel. Adoramos, precisamos de muitos destes na humanidade, urgentemente!

A terapeuta ocupacional Teresa Ruas deixou todos perplexos quando relatou que as crianças hoje, quando chegam ao consultório, não querem brincar com boneca porque é “de mentira”, já que no mundo virtual, tudo tem “vida”. Marcelo Tas moderou um dos painéis com humor inteligente. Paulo Zulu disse que não está nas redes sociais, mas adora o Skype, porque dá para ser “presente de alma” em casa, mesmo quando está na Indonésia. Saulo Ribas, que criou o encantando Mundo do Sitio, ajuda a filha na lição de matemática por SMS (ela fotografa o problema, ele abre no e-mail a imagem, e pelo telefone, discutem a resolução). O Internauta acha que “tecnologia não é bicho de sete cabeças”. Para ele, outras mídias já assustaram antes, como a TV e o Rádio, e depois foram inseridas no cotidiano das famílias sem grandes prejuízos. O geek assume: “desespero lá em casa, é quando cai a Internet”.

Rosana Jatobá, a MC do 3º Seminário Revista Crescer
e Paula Perim, diretora da  revista

Abertura do 1º painel - A familia Geek, mediação de Marcelo Tas.

Beth Carmona, um olhar compreensivo sobre 
as diferenças entre gerações


Paulo Zulu, presença marcante e pai linha dura

Saulo Ribas, família internet

Teresa Ruas, orientações para adaptação
das famílias moderna

Adoráveis muffins de limão no intervalo
Natália, coordenadora do CineMaterna, mãe e profissional
não perdeu a covenversa!

2º painel, 24 horas é pouco, mediado por Maria Cristina Poli

Sandra Annenberg e Denise Fraga
Cecilia Troiano e Cao Hamburguer



Valeu, amigos da Crescer, por proporcionarem uma discussão tão calorosa e enriquecedora a todos. Até o próximo!

* Camila Goytacaz é responsável pelas redes sociais do CineMaterna

domingo, 19 de junho de 2011

Hipnose à CineMaterna

Você é mãe? Está estressada? Precisa relaxar?

Olhe para as fotos abaixo, atentamente, durante cinco minutos... Inspire e expire profunda e leeeeennnnntamente...













E aí, já está se sentindo como eles?

Obs: são todos bebês no CineMaterna, antes ou depois da sessão, "colecionados" ao longo de meses...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sem pressa

Saio de férias hoje. A última vez que tive férias faz três anos, ou seja, antes do CineMaterna começar a existir. E quer saber? Conversando com a Camila me dei conta que não estou desesperadamente necessitada de férias. Fiquei espantada, sinal de que as coisas estão bem no trabalho. Não quer dizer que não tenhamos momentos de tensão, seja com acontecimentos, seja entre as pessoas. Temos tudo o que um cotidiano profissional tem: altos e baixos, momentos bons e ruins, alegrias e decepções, conquistas e fracassos. Talvez tenhamos mais conquistas que fracassos, mais alegrias que decepções, mais momentos bons que ruins, mais altos que baixos.

Quem me conhece sabe que me envolvo muito e em tudo. Num negócio próprio e com a velocidade de crescimento como o CineMaterna, descansar não existe. Nem na licença-maternidade, que aliás, cabulei - sem sofrimento e por opção. E mesmo assim, o pique está bom. Incrível.

As férias são, sim, muito bem vindas. Recarregar as pilhas, olhar outros cenários, experimentar diferentes sabores, respirar outros ares. Vou aproveitar, pode ter certeza. Mas foi muito bom constatar que, puxa, gosto demais do que faço, sou uma sortuda. Feliz.

Obs: estou deixando posts programados para as próximas duas semanas, para que ninguém morra de saudades... Hehehe.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mulheres ousadas

Essas mães aprontam cada uma... Quando vi essas fotos, claro que eu tinha que compartilhar! São cartazes do filme Qualquer Gato Vira-lata que estavam no cinema.

Leila já foi abraçando!
Flores? Imagina, não precisava!
Suzana arrancando um beijo
Fátima, mãe da Leila, e a mais assanhada das três!

Você acha que elas se divertiram?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Conhece de onde?

Ao cadastrar-se em nosso site, existe um campo que pergunta onde ouviu falar do CineMaterna. Esta semana vi uma resposta que me fez rir - de felicidade:

"Sempre ouvi falar. Nem me lembro."

Simples e profundo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Café com bebê

Foto: Edu Castello
Texto de Camila Goytacaz, responsável pelas redes sociais do CineMaterna.

À primeira vista, a proposta pode soar um pouco estranha: ir ao café com um monte de mulheres estranhas para conversar? Sobre o quê? Bom, sobre tudo, mas principalmente sobre maternidade. Como costumamos brincar, é o único lugar onde cocô de nenê rende assunto pra caramba! As mães conversam, os bebês interagem um pouco, e entre um cappuccino e outro, descobrem que a vida de todas está mesmo assim meio bagunçada e que o medo de afogar o bebê no banho é mais comum do que pensamos.

No café do cinema já surgiram lindas amizades! Temos alguns grupos de mães que começaram no bate-papo e já seguem há anos. Os filhos se conheceram no cinema, ainda bebês, e agora brincam sempre juntos, às vezes frequentam a mesma escola, crescem enturmados. Vínculos importantes que começaram compartilhando um brinquedinho no café. Há, ainda, mães que “pulam” a ida ao cinema (porque o bebê não tem mais idade para frequentar ou não para quieto) e vão apenas para o café, em busca desta convivência deliciosa. Na próxima sessão CineMaterna, saia do cinema e vá até o café trocar experiências com
as outras mães e bebês. Vale muito a pena!

Aqui no blog temos vários posts contando deliciosas histórias de amizades que começaram no cinema, dá uma olhada e inspire-se!

Camila fala por experiência própria. Ela começou a trabalhar nos bastidores do CineMaterna há 10 dias, muito frequentou as sessões com seu filho Pedro. Bem vinda, Camila! Que sua reflexão carinhosa resulte em muitas amizades...

terça-feira, 7 de junho de 2011

No tom

As fotógrafas que trabalham com o CineMaterna capricharam no quesito surpresa! Karin e Cacau estavam em uma sessão cheias de segredinhos e vestidas de rosa, nossa cor oficial. Prestei atenção nisso, porque todos os detalhes do nosso equipamento e costumes são rosa choque e nossa conversa em torno da cor rende muito...

Bom, as duas fizeram um pouco de mistério e nos deram uma lembrancinha... um esmalte cor-de-rosa cintilante! Incrível! No mesmo tom da camiseta.

Camiseta e esmalte uniforme

Isso vai adiantar nossa vida, porque não ficaremos mais perdidas no maravilhoso mundo das cores da moda, vasculhando carrinhos de esmaltes pelos salões da vida e arriscando em ton-sur-ton.

Irene de mão feita, aprovada pelo Eric (da Dinda)

domingo, 5 de junho de 2011

Água de beber

Você sabia que no Iguatemi São Paulo existe uma água CineMaterna? Não é chique demais? Olha só:

Foto: Cacau Querino

Não vale dizer "dessa água não beberei"! Na minha opinião isenta, toda mãe deveria beber!

Obs: se você for de SP, amanhã na sessão do Iguatemi você pode ganhar esta água!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Instinto materno é feminino?

Quando Eric era bem pequenino, Max, irmão mais velho com três anos, não dava muita bola para ele. Não teve grandes crises de ciúmes. Basicamente ele ignorou a existência do irmão caçula por duas semanas e depois o aceitou. Ainda sem grandes demonstrações de afeto ou camaradagem.

Max, 3 anos e Eric, quando tinha 2 meses

Não sei se é coisa de menino, mas Max nunca pedia para segurar o irmão no colo. As amigas dele, em compensação, é o que mais pediam: segurar um bebê no colo. Primeiro foi com o Jonas, filho da Alexandra, e agora que ele cresceu, é com o Eric. O próximo na fila é o Rafael, bebê na barriga da Gláucia.

Max não ligava para o irmão, mas bastava uma menina pedir para segurar o Eric no colo, que imediatamente ele sentava do lado e pedia para fazer o mesmo. Observei a diferença entre ele e a Aninha, filha da Taís, que tem a mesma idade do Max.

Primeiro ela: já dispos os braços em formato de concha para receber o bebê. Só ajeitei um pouco e soltei o bebê. Ela, feliz, ficou alguns minutos com ele.

Depois ele: braços largados, fui ensinando como segurar, ajeitando aqui e ali. Todo desengonçado, nem prestava muita atenção no que eu falava. Dali a menos de um minuto disse: "cansei!", e levantou os braços, dando-se por satisfeito em seu carinho fraternal.

Helena, na fila para segurar o Eric,
Aninha com o bebê no colo com auxílio da mãe, Taís.
Ah, e o Eric, sem certeza se gosta de ser cobaia de instintos maternos



Não pude deixar de pensar que as meninas não brincam de boneca à toa.

Em tempo: hoje, basta Max e Eric se olharem para ambos abrirem um enorme sorriso. A paixão entre irmãos é sublime...