sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tristeza e alegria juntas no cinema

Cartaz da Mostra deste ano
De 21/10 a 03/11
Recebi um torpedo da Gláucia Colebrusco, que trabalha com as equipes de SP, perguntando se eu sabia que Leon Cakoff havia falecido. Caí sentada. Sabia que ele estava gravemente doente, no entanto, por mais que este fosse um desfecho previsível, nos pega de surpresa. Sua partida aconteceu a uma semana da abertura da 35a edição Mostra Internacional de Cinema, sua criação.

Passei uma hora catatônica, como se alguém muito próximo a mim tivesse falecido. Não o conheci pessoalmente, mas tenho contato com Renata de Almeida, sua esposa, que proporciona sessões CineMaterna na Mostra (serão três este ano), e com sua filha Laura, que é sócia em um dos cafés que frequentamos e já foi algumas vezes ao CineMaterna com seu bebê (que orgulho!).

Lamentei a perda de Leon Cakoff como muitas pessoas, conhecidas e anônimas. Não me lembro quando comecei a frequentar a Mostra, nem como me apaixonei por cinema, mas recordo a primeira vez que ouvi falar dela. Tinha 13 anos, uma amiga cujos pais eram jornalistas e intelectuais, contou que tinha assistido no evento um filme de Wim Wenders. Quem?

Minha vida como mãe é entrelaçada com a Mostra e com cinema. Na gravidez de meus dois filhos vivi a expectativa de ir à Mostra com meu barrigão, mas ambos nasceram antes do evento e me impediram de frequentá-lo. Irônico perceber que o cinema só se embrenhou na minha vida por que a maternidade o expulsou.

A Mostra começa hoje, será uma edição triste, mas frequentá-la e assistir alguns dos 250 títulos é homenagear Cakoff. E hoje, Eric, meu filho caçula, faz 1 ano. Semana passada, o cinema estava de luto. Hoje, celebro a vida e o cinema!

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