terça-feira, 30 de novembro de 2010

Irmãos de DPP

Março de 2010. Joana e eu grávidas, ambas do segundo filho. Ainda nem sabíamos direito de quantas semanas estávamos. Alexandra e Gláucia resolveram fazer uma brincadeira para "adivinhar" o sexo dos bebês.

 

 

Era um tal de sentar em almofada, girar um anel sobre a mão, escolher colher ou garfo... Resultado: o da Joana era menina, o meu era menino.


Bom, 50% de acerto. Ambos eram meninos!

Depois descobrimos que Joana e eu tínhamos exatamente a mesma data provável para o parto: 27/10. Só que o Miguel chegou com 35 semanas, apressadinho, e Eric, com 39. Ou seja, eles têm um mês de diferença.

Joana e seu cabeludinho, eu e meu "embrulho"

Hoje, eles pitoquinhos, um mês é uma vida de distância. Mas logo logo serão grandes companheiros de farra no cinema.

sábado, 27 de novembro de 2010

Anjos vão ao cinema?

Faz um tempo que tivemos o filme Nosso Lar na programação do CineMaterna - ao todo foram 17 sessões. Assisti ao filme em Fortaleza em uma sessão normal e depois repeti em uma sessão CineMaterna. Não sou lá muito religiosa e confesso que pensar no tema do filme às vezes me deixa cabreira. Em ambas sessões eu estava acompanhada pelo meu filho Jonas, na época com sete meses, e na sessão regular, passei um certo terror na cena mais pesada do filme, o limbo vivido por André Luiz. Não foi nada demais, só que o som da sessão normal me assustou e talvez seja algo hormonal, já que desde a gravidez não consigo ver filmes de terror ou cenas de violência e evito tudo isso. O meu conforto foi estar com o Jonas dormindo em meu colo, e mais tarde, com ele já acordado, ver seu encantamento com a música que tocava no palco do lago da cidade etérea.

Essa experiência ficou lá guardada e foi amplificada quando eu e Jonas acompanhamos a uma de nossas sessões. Estavam cerca de 100 pais e mães com os seus bebês e o clima era completamente diferente, como em uma festa, os bebês brincando no tapetinho, pais ninando os filhos, movimento familiar no trocador. O que me fez pensar (se tudo aquilo que se passa no filme for verdade) que era um privilégio assistir com um bando de 50 bebês a um filme da doutrina espírita, onde se explicava o processo da evolução humana e o livre arbítrio. Foi com esse filtro, que fiquei observando os bebês em movimento, interagindo com seus pais e mães. Recém reencarnados que escolheram aquelas famílias para fazerem parte da sua evolução. Me senti mais reconfortada perante as dificuldades e dúvidas que surgem com a maternidade, quando não temos respostas para a maior parte das perguntas. Já é bom o suficiente saber que fomos escolhidas a dedo para carregar o nosso bebê no colo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Foto fácil

Café Press, no Shopping Praia de Belas, Porto Alegre
Com o advento das máquinas digitais pequenas e mais acessíveis economicamente, e da facilidade de ter um celular com câmera, as pessoas têm tirado foto de tudo. Eu, por exemplo, estava a trabalho num shopping, fazendo vistoria. Até pouco tempo atrás, era difícil fotografar qualquer área de shopping, logo vinha um segurança dizer que não pode. Agora, parece liberado.

Fotografei com meu celular um dos locais de café, escolhido para depois da sessão CineMaterna, numa boa. Sentei em uma das mesas para conhecer o serviço (e tomar um café, que ninguém é de ferro) quando reparei que várias pessoas tiraram foto desta fonte com jardim. Tudo bem, é bonita, mas fiquei me questionando o que a pessoa faria com a foto depois? Construiria uma  fonte dessas em casa? Ou mostraria a foto aos amigos? Ou simplesmente teria uma bela recordação de algo que achou bonito? Depois, me censurei por estar pensando assim. Afinal, quem sou eu, que como mãe, tiro inúmeras - e repetidas - fotos de meus filhos?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sessão social em outras terras

Quando fizemos a sessão social em São Paulo, a Val, amiga de Porto Alegre, comentou como seria bom poder fazer uma sessão assim na cidade. Nem lembro direito como começou, mas há dois meses trocamos alguns e-mails e ela, que trabalha na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, me colocou em contato com a Gisele, da área de eventos do Primeira Infância Melhor, o PIM. Trata-se de um programa de ação socioeducativa voltado a famílias com crianças de 0 a 6 anos e gestantes, em situação de vulnerabilidade social. Ela estava trabalhando na organização de um evento anual chamado Semana do Bebê, dedicada à atenção a gestantes, crianças e suas famílias, abrangendo questões relacionadas à saúde e ao desenvolvimento infantil.

Começamos timidamente, ela me perguntando como era a sessão social, investimento necessário, filme, logística. Fui respondendo, intermediando com o cinema, e quando eu menos esperava, vi que foi tomando forma. Era para valer! Me empolguei, restava esperar a Gisele conseguir o orçamento necessário e organizar os grupos que viriam.

Fechamos duas semanas atrás, nem acreditei que teríamos outra sessão social! E com um gupo organizadíssimo, realizando um trabalho muito bonito e consistente.

Vieram quatro ônibus, dois de Porto Alegre e dois de municípios vizinhos - Canoas e Minas do Leão. Várias mães nunca tinham ido ao cinema.

Mal as mães chegaram, já foram dando entrevista para a TV. Primeira vez no cinema devidamente registrada.


Sala escura, todas acomodadas, ambiente confortável. Muitos bebês dormindo, alguns maiores explorando o lugar. O filme, Antes que o Mundo Acabe, gaúcho, coincidentemente filmado na cidade onde o pai da Gisele é prefeito - ela descobriu durante o filme.


O mais emocionante eram os olhares direcionados à tela, entretidos, fixos. A magia do cinema entrando na vida daquelas pessoas...






Final da sessão, rostos felizes e descansados, certamente um programa diferente para a tarde da segunda. Espero que inesquecível também...




A foto final, com a equipe CineMaterna e parte da equipe do PIM.


Sem palavras para descrever o que tinha acontecido. Parceria que mais que feliz, não só com o PIM, mas também com o cinema Unibanco Arteplex, com o Shopping Bourbon Country. Queremos mais no ano que vem! 


domingo, 21 de novembro de 2010

Cada uma na sua


Quem disse que mãe com bebê "mais velho" não consegue assistir filme?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Coleção primavera-verão 2

A Gláucia encontrou a nossa bolsa de trabalho. Tem penduricalhos, que os bebês adoram, e espaço para carregar tudo!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Encontro de Amigos

Por Alexandra Swerts

Algumas pessoas acham estranho quando falamos que um dos benefícios do CineMaterna é a socialização dos bebês. Como bebês tão pequenos podem trocar experiências? E não é que trocam? É natural que no começo de vida eles fiquem um pouco mais isolados, principalmente se forem primeiro filho, mas isso não significa que não gostem de ter companhia de sua idade. 


Jonas é dois meses mais velho que a amiga Laura e se conheceram nas sessões. Começaram no colo dos pais trocando olhares, e agora a Laura já o reconhece e adora pegar no pé dele (literalmente). Ficam realmente felizes quando se encontram e não duvido que se reconheçam, mesmo que tenham encontros esporádicos.

Agora que Jonas já senta, está esperando a Laura aprender para brincar no tapetinho em frente à tela de cinema.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Em defesa

Outro dia a Bianca, que trabalha conosco nos bastidores e coordena as sessões de metade do país, nos enviou um lindo e-mail em que ela fala do CineMaterna a partir de uma crítica. Muitas críticas são base para o nosso desenvolvimento e crescimento, mas há aquelas infundadas e outras, que apenas necessitam de esclarecimento.

A pessoa falava que barulho alto de cinema e ar-condicionado não eram apropriados aos bebês, e questionava por que as mães queriam se afastar dos afazeres do bebê para ir a uma sessão de cinema. O foco deste post não é a crítica, mas sim a resposta da Bianca:
Acho que a crítica da nossa colega não cabe. Primeiro porque o som do filme é diminuído, portanto não incomoda os bebês. Segundo porque o ar-condicionado também tem sua temperatura diferenciada. E terceiro que a sessão é justamente uma oportunidade de ir ao cinema SEM TER que se afastar do bebê e dos afazeres que a vida de mãe implica.

O projeto foi criado justamente por mães que desejavam ir ao cinema, mas não queriam afastar-se de seus filhos. Apesar de todas as facilidades que temos hoje em dia: babás, vovós, bombas tira-leite, copinhos, sondinhas, mamadeiras... ainda assim, por um motivo mais que justificável, essas mães não quiseram separar-se de seus filhos e também não estavam dispostas a abrir mão de seu lazer.
Eu, que frequento as sessões há 1 ano e meio (desde a estreia no RJ) tenho estórias e mais estórias emocionantes para contar. O projeto é um verdadeiro resgate da mulher no pós-parto e por isso às vezes me questiono como ele demorou tanto a acontecer. As mães se sentem tão bem, tão felizes de poderem ter um tempinho pra si, sem terem que largar os filhotes. De poder sentar, conversar, bater papo de mãe pra mãe, sem olhar pro relógio, sem se preocupar com chorinhos, resmungos e cheirinho de cocô ou leite azedo.
Partilho da idéia de que o bebê deve ser incluído na rotina familiar e não que esta rotina tenha que ser totalmente modificada para receber este bebê. Vejo que a mãe que sai com seu bebê - seja para ir ao CineMaterna ou para outros programas - sente-se mais confiante para exercer a maternagem em sua plenitude. Já vi estórias de crianças com dificuldade de pega, que foram amamentadas com facilidade e prazer durante uma sessão de cinema. A mãe relaxou, a criança sentiu e *pum*, a mágica se deu.

Enfim, talvez minha opinião seja parcial por trabalhar no projeto, mas convido a pessoa que fez a crítica a ir a uma sessão e ver com seus próprios olhos...
Parcial é a minha leitura deste depoimento, que achei lindo demais...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pique de amizade

Ira, com Clara, e Ligia, com Cora
Duas mulheres, uma ruiva e uma morena, uma paulista, a outra carioca, ambas mães de meninas, com dois meses de diferença. Conheceram-se no CineMaterna quando suas bebês eram pitoquinhas e começaram uma amizade: além de ir ao cinema, fazem outros programas juntas, com a companhia de suas filhas.

Lígia, a ruiva, mãe da Cora, fez aniversário outro dia. Ira, a morena, mãe da Clara, comprou - de surpresa - um bolo para comemorar no café pós-sessão e compartilhar conosco a alegria desta amizade que surgiu nesta fase tão especial da vida das mulheres.

Diz que eu tenho a melhor profissão do mundo: observar estas lindas histórias e escrever sobre elas aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No que você está pensando agora?

Fizemos uma migração de página de Facebook, mudando o seu formato. Como eu era a administradora do grupo anterior, coube a mim eliminar o antigo, em desuso. Para isso, teria que apagar membro a membro: clicar sobre o nome e ainda confirmar - e eram mais de 300.

No começo pensei no trabalho que seria. Mas logo comecei a curtir a tarefa, à medida que ia olhando as carinhas naquela foto minúscula, muitos rostos conhecidos e outros tantos desconhecidos. Vi mães que frequentaram assiduamente, cujos bebês agora são lindas e sapecas crianças. Deu saudade. Algumas vieram trabalhar conosco e mantêm o laço até hoje, numa conexão de carinho mais-que-especial. Vi pessoas amigas que nunca vieram à sessão por que nem tinham filhos na idade, apenas simpatizam com a iniciativa. Encontrei coordenadoras das nossas sessões de norte a sul. Cruzei com mães que continuam frequentando as sessões. E vi muita gente que não sei quem são, mas que são mães (e alguns pais) de lindos bebês e legitimam a existência do CineMaterna.

A cada membro que eu apagava, ia ficando mais nostágica. E fiquei torcendo para que a memória do CineMaterna para aquelas pessoas não se apague assim, num clique de mouse.

sábado, 6 de novembro de 2010

Recorde de sessões

Caramba, a partir de hoje, sábado, até quinta, teremos 17 sessões, em 12 cidades, exibindo 8 filmes diferentes! Nunca tivemos tantas... Em um mesmo dia, teremos 6 sessões simultâneas!

O mais trabalhoso é montar 17 enquetes: precisa ver o calendário de estreias das distribuidoras de filmes, os títulos que estão em cartaz no cinema e têm chance de ficar mais uma semana em cartaz, cruzar com os filmes já vistos pelo público da cidade. Quem começa o processo é a Bianca, que fica no Rio e entende muito de cinema. Depois passa por mim e segue para a Juliana, que monta as enquetes no site: vai buscar o cartaz do filme, sinopse, site oficial, trailer.

E depois tem mais uma semana de trabalho de bastidores, que inclui negociar com cinemas, enviar release à imprensa, confirmar equipes nas cidades, fazer pagamentos, divulgar as sessões ao público.

Tudo isso para, no final, termos mães, bebês, familiares e amigos fazendo um programa especial, dedicado a eles, com recepção carinhosa da nossa equipe de rosa, Brasil afora...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

É legal mesmo, este tal de CineMaterna...

Hoje fui a uma sessão em São Paulo com o Eric e voltei no carro feliz (e emocionada), pensando como é bom que existe o CineMaterna! Quem foi que inventou isso, hein? :P

Não foi minha primeira sessão, mas acho que foi a primeira vez que não trabalhei e desfrutei da experiência completa, como público (nem fui de camiseta rosa):

1) Cheguei atrasada, depois dos trailers
2) Vi o filme inteiro, Eric dormiu o filme todo, sem pausa sequer para mamar
3) Usei o trocador com mordomias: o querido Adilson, funcionário da UCI, levou o trocador ao banheiro feminino, pois a sessão seguinte ia começar, e a Débora, nossa coordenadora, ficou comigo para trocar o pitoco, que fez xixi nele mesmo quando tirei a fralda - quem nunca passou por isso?
4) Depois fui pro café, bater papo.
5) Ah, e fui embora feliz por ter feito algo para mim, sem desgrudar deste pequeno ser que me acompanha há quase 10 meses.

Tudo bem, vai, confesso que cheguei e dei palpite no volume e no ar-condicionado, mas logo sentei e curti...

E o Eric chegou em casa muuuuito relaxado, como você pode ver... Recomendo esse tal de CineMaterna, viu? ;o)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Encontro Marcado

Ficar na fila da bilheteria recebendo mães, pais, bebês & companhia é uma das minhas atividades favoritas no CineMaterna. É quando reconhecemos a família, recebemos as mães, tiramos dúvidas e paparicamos os bebês antes que entrem na sessão e se aconcheguem no colo para o soninho de cinéfilo.


Alguns bebês já são descolados no programa e chegam dormindo, embalados pelo carro, e a gente fica babando. Esses dois desmaiados (o de azul é o Leon, bebê da Carol) são amigos, combinaram de ir ao cinema e dormirem juntos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O nome de um filho

Meu segundo filho ficou sem nome até ontem, 10 dias depois do nascimento. A segunda das perguntas clássicas a uma grávida (1- "é menino ou menina" e 2- "qual o nome") ficava sem resposta. Já era difícil gerenciar o desapontamento da maioria das pessoas. Depois que nasceu, então, a coisa complicou. A pressão vinha de todos os lados. E eu já estava curtindo ter um filho sem nome - ou "Irmãozinho", como o chama até agora, meu filho mais velho, Max.

Dar um nome a um filho é uma tarefa de muita responsabilidade e é, literalmente, para a vida toda. Algumas mulheres têm nomes para filho ou filha desde a infância...Pensar no significado, no som, nos nomes da moda, nos parentes, amigos e seus filhos que têm o mesmo nome, entrar em acordo com o pai da criança. Dormir, sonhar, imaginar o futuro do filho com aquele nome. E ainda assim, poder mudar quantas vezes for necessário até encontrar O nome.

Eu, por exemplo, nas duas gestações tinha uma lista de nomes para meninas. Já nome de menino... Foi difícil no primeiro filho, no segundo, empacamos. A gente fazia listas, ia e vinha, e sempre sobrava o mesmo nome ao final, junto com outros. Bom, após 10 dias, achamos que dava para fechar.

Enquanto isso, surgia aqui no CineMaterna as mais variadas listas de sugestão de nomes. A mais engraçada delas foi compilada pela Taís (com comentários meus ao final):

- Meu preferido: Mac Intoshi, apelido maçãzinha... ou, versão trash, Donald's [eu sou macmaníaca]

- Thomas Jonas Brothers Ferreira Jr.: já que nossos filhos acham que todos os irmãos TÊM que chamar Jonas... Apelido: Tom
[Jonas é o nome do filho da Alexandra, assessora de imprensa, nome pelo qual Max chamou o irmão a gestação inteira. Ah, e meu marido é Ferreira Jr]

- João Jr.: básico, tipo tubinho preto
[meu marido é João]

- Sean, variação de John, João, etc e tal
[o primeiro "nome" que o Irmãozinho ganhou - da Gláucia - foi Xam, Max ao contrário - Sean (leia-se 'xóm' tem o som mais próximo)]

- Alex, pra rimar com Max

- Adhemar Hiroaki, nome do meu falecido tio, portanto, vago...
[tudo começou porque sugeriram ele chamar Adhermarzinho, em homenagem ao Adhemar de Oliveira, sócio do Espaço Unibanco de Cinema, para já nascer um míni-cinéfilo]

- Mill, pro terceiro ser Ian, aí ficamos com um nome completo: Max-Mill-ian [Alexandra sugeriu ser Ian, assim se o terceiro for menina, Mill é um bom nome! E Ian foi um nome que, piadas à parte, foi finalista. Obs: não haverá terceiro...]

Ah, o nome do irmão do Max é ERIC...