terça-feira, 29 de junho de 2010

Tem jeitinho brasileiro no CineMaterna

Quando começamos com essa ideia maluca de ir ao cinema com os bebês, não sabíamos que existiam sessões assim no exterior, especialmente no Canadá e Estados Unidos. Só depois que começamos, alguém comentou e fui pesquisar na internet. Fiz uma vasta pesquisa, encontrei várias sessões, todas bem parecidas.

O que encontrei por aí:

- Todas as sessões são organizadas pelas redes de cinema e não por uma entidade como o CineMaterna.

- Algumas poucas fazem enquete para escolha dos filmes; na grande maioria das vezes, o cinema é que disponibiliza o filme.

- Os horários variam de 10h da manhã até 14h, durante a semana e algumas poucas redes fazem aos sábados.

- A idade-limite vai de 1 a 2 anos.

- As condições da sala são bem parecidas: luzes ligeiramente acesas, som mais baixo.

Temos algumas diferenças e uma delas, que não vi em nenhum outro cinema, é ter trocadores dentro da sala! A maioria dos cinemas (e outros locais públicos) possuem trocador no banheiro, como este abaixo, que era do cinema que fui, na sessão para mães com bebês em Nova York.


Resultado, Max, que tinha seis meses na época, foi trocado no chão do cinema, para não perdermos uma parte do filme.


E hoje no CineMaterna é assim:


Aliás, foi sem querer, mas as duas fotos são com papais trocando os bebês! ;o)

Isso sem contar que temos fraldas, lenço umedecido e pomada contra assadura à disposição nos trocadores.

Aaaahhh, e fundamental: uma equipe de camiseta rosa em todas as sessões, para assegurar que tudo funciona bem!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Segundo... segunda parte

Ela surtou quando soube que estava grávida novamente. Já tinha se acostumado com a ideia de que seu filho seria o único, não tinha espaço para mais um. Foi pega de surpresa, demorou para se acostumar que sua família seria diferente do que imaginou.

Quando o segundo chegou, sua vida virou um caos, achou que nunca mais sairia da confusão. Mas quando eu lhe contei que estava grávida do segundo, prometeu para si mesma e para mim, que na minha frente, não reclamaria da dificuldade da sua vida de mãe de dois.

Alexandra me contou alguns meses mais tarde que isso a fez despertar para o Jonas, dedicar a ele a atenção e o carinho exclusivos de segundo filho. E aí, me contou:

É muito gratificante e dá uma segurança... Ficamos mais tranquilas no segundo. Você já não acha que tanto amor - como o que sentimos pelo primeiro filho - vai desaparecer no éter... Parece que acalma a sensação de fragilidade, de cuidados excessivos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Segundo... primeira parte

Bebê dois aqui na barriga já se faz notar há algumas semanas. Primeiro eram borboletinhas, uma sensação indefinida, cosquinha do avesso. Agora já é um ser que parece que está dançando, às vezes dando cabeçada, às vezes cotovelada. Ou será joelhada? No segundo filho, o pré-natal é mais relaxado, nem sei direito de quantas semanas estou.

Lembrei de duas conversas sobre o segundo filho. A primeira foi com a Carol, coordenadora das nossas sessões em São Paulo, mãe de três meninas entre os dois e os doze anos. Quando soube que eu estava grávida do segundo, ficou super-feliz e me disse: "Quando vem o segundo, a gente já sabe amar um filho". Aquilo martelou na minha cabeça por uns dias. É muito sábio o que ela disse. O amor de mãe por um filho é aprendido ao longo da convivência.

Antes de ser mãe, eu achava que esta história de "amor materno" era... ué, amor de mãe, que ama seu filho incondicionalmente! Sim, é isso, mas pelo menos comigo, não foi assim "baixou um espírito". Não foi "meu filho nasceu, olhei para ele e nasceu um amor arrebatador". Eu o amei, cuidei, amamentei, troquei, banhei, acalentei... e chorei, me desesperei, fiquei irritada, achei que não tinha nascido para ser mãe, descabelei e fiquei procurando aquela tal "paixão" que as mães dizem sentir. E a culpa de achar que tinha algo de errado comigo?

Não lembro exatamente quando foi e acho que não foi "um estalo", mas quando percebi, provavelmente depois que meu filho começou a interagir, me vi perdidamente apaixonada por aquele ser que me reconhecia como sua mãe.

Isso não contam para a gente: amor de mãe não é "automático". Ninguém é menos mãe porque às vezes sente-se confusa com seus sentimentos maternos. E cada etapa da vida de um filho traz sentimentos e desafios diferentes.

domingo, 20 de junho de 2010

Lançamento no Fashion Mall, Rio de Janeiro!

Início de post de lançamento sem foto de caixas sendo despachadas para a cidade? Pois é, achamos que seria fácil, afinal, já tínhamos todos os equipamentos necessários num cinema pertinho da nova sala. Levamos apenas uma caixa, que nem foto ganhou.

Chegamos ao Rio, trabalhamos o dia inteiro entre evento e reuniões e deixamos para transferir os equipamentos à noite, quando já não tivesse trânsito. Nos encontramos com a Bianca, coordenadora geral do Rio para jantar e claro, quatro mulheres empolgadas colocando o papo em dia, quando perceberam, já eram 21 horas. Corremos para um shopping, pegamos trocadores, caixas de fraldas, tapetes EVA, sacolas e banheiras e conseguimos colocar tudo no super-carro da Bianca (ainda bem que o porta-malas é grande!). Chegamos depois das 22h no Fashion Mall para descarregar. "Invadimos" a cabine de projeção pela porta de serviço e deixamos nossos equipamentos por lá, para arrumar no dia seguinte.


Quinta-feira, 17 de junho, o dia amanheceu assim na Cidade Maravilhosa. Levantei toda serelepe, máquina fotográfica em mãos, registrei a preguicinha do Jonas em seu sono...


Pena que é sempre uma correria e não dá para aproveitar nem a estrutura do hotel.


Da cobertura, só aproveitamos a vista no café da manhã.


Ah, achou que a lançar sessão no Rio seria moleza? Pois tínhamos que pegar 20 caixas em um canto da cidade e levar para o cinema... As caixas nunca nos decepcionam! Claro que tiramos fotos bem-humoradas de uma parte delas (não couberam todas...). Ainda bem que eram relativamente leves.


E fazer tudo caber no carro? Conseguimos e ainda embarcamos nós três e mais Alexandra e Jonas. Fantástico, o carro da Bianca!


No caminho para o shopping, olha quem nos desejava boa-sorte!


O lançamento da sala no Fashion Mall foi um evento especial. A Natura Mamãe e Bebê inaugurou no shopping, em São Conrado, no Rio, o Espaço Mamãe e Bebê, que fica dentro do Spa Mais Vida (que é bem em frente ao cinema). O espaço oferece orientação gratuita para mães de uma massagem inspirada na shantala, que tem como objetivo ampliar os momentos de contato e fortalecer o vínculo entre mãe e filho, e técnica de automassagem para gestantes. Também serão oferecidas diversas massagens corporais desenvolvidas especialmente para o Espaço Mamãe e Bebê, para proporcionar relaxamento e alívio das tensões do dia a dia.

Nossa equipe carioca no Fashion Mall - Flávia, Kivi e Bianca - com a massagista do spa.

O espaço é liiiindo. Pena que foi tudo tão corrido e não deu para a Alexandra (com Jonas) e eu (como gestante) experimentarmos os serviços... Não deu para testarmos, mas as cariocas ficaram babando nos tratamentos disponíveis no spa... Se elas sumirem durante a sessão, já sabe onde encontrá-las!


Este lançamento foi todo especial. Teve o carinho da Natura Mamãe e Bebê por todo o lado. Desde o banner e totem com os produtos na entrada...


... bem-nascidos lindos (e deliciosos!) para o público....


... entrando na sala, uma música suave e um vídeo sobre o vínculo, tema que inspira a linha Natura Mamãe e Bebê.


E as mães foram chegando e se familiarizando com o espaço.


Resolvemos tirar a foto da equipe antes da sessão começar, aproveitando a presença especial de duas coordenadoras cariocas que estão em licença-maternidade e vieram com seus pimpolhos, lindos!

A partir da esquerda: Bianca, eu, Flávia, Alexandra com Jonas, Renata Deprá com Théo, Kivia e Renata Bougleaux com Guilherme. Faltou a Taís, que estava dentro da sala meditando e se concentrando para a sessão.

Desta vez, quem fez a abertura foi a Taís. Enquanto ela nos explicava o que iria falar, comecei a chorar (de emoção, que fique claro - rs), seguida pela Alê. E quando ela estava falando na abertura, não chorei! Mas você já se imaginou chorando na abertura de Sex and the City? Pois foi o que me aconteceu. Hormônios da gravidez, deixam as emoções meio malucas...

Shhh, a sessão vai começar! Quer espiar a sala?



O estacionamento de carrinhos lotou! Fizemos até fila dupla.


E na saída, mais mimos!!! Uma sacola com um kit com óleo de massagem Mamãe e Bebê. Era o que estava dentro das tantas caixas.


Hora de ir embora... Das 20 caixas, 14 voltaram conosco para São Paulo, pois vão a outro lançamento. Olha a cara da Alexandra pensando se a companhia aérea ia aceitar aquele monte de caixa. Me senti em uma banda de música que leva caixas e mais caixas de equipamentos!


Jonas esperou pacientemente a sua vez de fazer check-in.


E nossas passagens ficaram meio pesadas com tantas etiquetas de bagagem!


O saldo? Três mulheres e um bebê exaustos e felizes, prontos para a próxima aventura!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Toda "marcada"

Depois que a Alexandra, nossa assessora de imprensa, teve o Jonas, ela virou garota-propaganda. Recebeu presentes de várias empresas parceiras do CineMaterna. Esta foto, tirada quando o Jonas tinha em torno de um mês, ela estava posando toda cheia de marcas: a camiseta rosa de amamentar é Via Láctea, a bolsa é Natura Mamãe e Bebê, e o sling é Nana Barriga. Ah, a fralda é Pompom Top Confort - essa ficou difícil de exibir, estava meio frio para o Jonas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fases de um bebê no CineMaterna

Fase 0 a 6 meses:
Maravilha! Dá para assistir um filme inteirinho. O bebê mama e dorme. Se acorda, fica fascinado com luzes, som e movimento. Fica quieto a maior parte do tempo, no colo. Dá um ou outro chorinho, facilmente contornável. Pode ter xilique, mas é raro.

Fase 6 a 12 meses:
Quando o bebê aprende a sentar, para muitos, é hora de migrar para o tapete EVA. Não é o lugar mais confortável do mundo, mas dá para assistir o filme. Com sorte, o bebê vai dormir em algum momento. Se engatinha, bom, mamãe vai dar umas voltinhas pela sala. A dica é relaxar e deixar o bebê explorar o território.

Fase 12 a 18 meses:
A mais desafiadora. Definitivamente, tapete EVA. Deixar o bebê "brincar" com outros, mesmo que ainda não sejam exatamente "delicados" na interação. Perde-se uma cena ou outra, mas dá para entender o filme.

O mais incrível, é que conheço vários bebês "veteranos" que são tranquilos em todas as etapas. Parece que sabem que mamãe sai mais feliz do cinema e resolvem cooperar. rs

sábado, 12 de junho de 2010

Perseverar para amamentar

Relato da Fernanda, coordenadora geral de Brasília, aconteceu esta semana:

Após o término da sessão, uma mãe veio ao trocador com seu bebês de 45 dias e enquanto fazia a troca, me contou que estava muito feliz de estar ali, que tinha enfrentado dificuldades com a amamentação, mas que estava conseguindo superar! Uma enfermeira que lhe deu suporte a aconselhou ir com o bebê ao cinema, que isto faria bem a ela e a ajudaria na amamentação. Ela seguiu o conselho e esta era sua segunda sessão. Emocionada, disse que desde a primeira vez que foi ao cinema com sua bebê havia percebido que o leite estava descendo mais fácil e que sua filhinha mamava com mais facilidade! E que hoje ela estava muito feliz, pois havia estado no pediatra e ele lhe dera os parabéns pois a bebê havia engordado 400 gramas em quinze dias. Com lágrimas nos olhos, agradeceu: “que bom que vocês existem, estão me ajudando a manter minha filha se alimentando exclusivamente no peito”. Quando ela saiu não pude conter as lágrimas.


Nem eu...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Experimentando novos ares

Taís e eu fomos ao Rio fazer vistoria em duas novas salas de cinema. Como foi marcado muito em cima da hora, o preço das passagens aéreas é aviltante. Após zilhões de pesquisas na internet, Taís descobriu que a menor tarifa da volta seria da Avianca - ex-Ocean Air. Não tínhamos experimentado ainda, mas se a tarifa era a mais convidativa, lá fomos nós.

Para nossa surpresa, era um avião novinho em folha e cheio de novidades! A ponto de valer um registro fotográfico e um post.


Olha só o "painel" no banco da frente. TV individual! Com direito a programações diversas, inclusive para crianças, com jogos, desenhos e música. Para os adultos, tem seriados, clipes, notícias e filmes.


Tem uma entrada para pen drive USB... (será que posso conectar meu iPod?)


...cabide para um casaquinho...


... um controle remoto que "usei" como telefone: "Alô, filho? Adivinha onde estou?".


Para baixinhas como eu, um dos itens mais legais: apoio para os pés! (nem dei bola para o encosto de cabeça regulável, já que para mim, não faz diferença porque sou baixa).


E fenomenal para quem trabalha em voo: tomada sob o assento!!!


E mais uma para quem trabalha: o porta-copos fica no painel, não ocupa espaço do computador na mesinha e afasta o risco de dar nele um banho involuntário e indesejável.


E nestes tempos de barrinha de cereais e amendoim, uma refeiçãozinha, por mais "de avião" que seja, é bem-vinda!


Ah, pena que foi um voo curto! Não conseguimos explorar todas as funcionalidades, mas deu para nos divertirmos. Nem trabalhei, fiquei assistindo seriado.

Obs: lendo o que escrevi, este post ficou parecendo patrocinado - mas não é. Escrevi porque achei que valeu a pena. Ei, quem sabe não contatamos a Avianca? Viagem é o que mais fazemos - depois de ir ao cinema!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mudanças impostas

Antes da maternidade mantinha uma vida social ativa, trabalho com eventos, sempre estava fora de casa, visitando espaços, treinando elenco, montando festas. Depois que virei mãe, percebi que existiam pouquíssimas opções de lugares para ir com o bebê. Fiquei quase dois meses em casa e quase enlouqueci. Não é à toa que muitas mães têm depressão nesse período. Além da falta de opção, muitas pessoas nos criticam se saímos de casa com o bebê novinho. As pessoas esquecem que a gente também precisa viver e ser feliz, para passar essa mesma felicidade para a criança. Tudo, claro, com muita responsabilidade. A gente não gosta menos do filho por querer apresentar nossa rotina para ele... pelo contrário. Incorporar o bebê aos nossos passeios são a maior demonstração de amor e cumplicidade.

Quando vi uma reportagem sobre o CineMaterna guardei na memória e quando virei mamãe, fui saber onde estavam sendo as sessões. Li o site todo, que me deixou tranquila em todos os sentidos. Fiz meu marido (que é muito desconfiado e medroso com a nossa bebê) ler também, até que ele concordou em ir comigo.


Foi uma experiência maravilhosa! A minha filha ficou muito à vontade e eu me senti tranquila para fazer tudo, inclusive dar de mamar.
Comprei hoje mesmo um canguru para ir às sessões sozinha com minha bebê.

Beijos
,
Daniela

Pedi para a Daniela para reproduzir trechos de sua mensagem que ela nos enviou porque achei muito representativo daquilo que várias mães recentes passam: a angústia do isolamento
e da estranheza com a repentina mudança de vida. Às vezes penso que o ditado "ser mãe é padecer no paraíso" é quase uma punição imposta às mães recentes. Como se fosse necessário sofrer por si e pelo bebê para merecer ser mãe.

Claro que a vida muda depois da chegada de um bebê - e é por isso que algo tão trivial como ir ao cinema, nesta fase, passa a ser algo muuuuito diferente! rs

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nosso primeiro projeto incentivado

Conseguimos!!! Nosso primeiro patrocínio através de lei de incentivo. A lei em questão é o ProAc, Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Obter a aprovação do projeto já foi uma vitória, mas decidimos não contar antes porque ainda tinha uma etapa muito difícil que era a de captar recursos.

A aprovação saiu no final do ano passado. Eu tive que ir pessoalmente à Secretaria da Cultura levar um documento. Estava eu aguardando, quando alguém me aborda: "Oi Irene!". Olho para trás e vejo um amigo que não via há muito tempo. Nos cumprimentamos e ele me parabenizou pelo projeto aprovado e pelo CineMaterna, que já conhecia e achava muito bacana. Fiquei surpresa por ele ter tanta informação, batemos um papo e descubro: ele é o diretor responsável por analisar os projetos e aprovar. E acrescenta que aprovou o nosso por mérito e não por que me conhecia. Claro que fiquei muito feliz e lisonjeada.

E partimos para encarar a dura realidade, que é captar o recurso, conseguir um patrocinador. Depois de alguns meses, viva a AES Eletropaulo! A AES Eletropaulo atua na Grande São Paulo e faz parte de um grupo de sete empresas que atuam na geração, distribuição e comercialização de energia elétrica e no setor de telecomunicações.

Agora, mãos à obra! Em breve você vai ouvir falar mais sobre este patrocínio...

E como disse a Juliana, que cuida do nosso site, quando soube que empresa seria nossa patrocinadora: muita luz pra gente!!!