terça-feira, 30 de março de 2010

A Nave

Eis que a nave partiu para mais uma viagem
Foi buscar um novo ser

Embora a aparência de ferro

Deu um imenso suspiro

Colocou dentro de si o maior número de raios de sol

E passou a deixar um rastro de estrelas por onde passa


Eis que a nave partiu para mais uma viagem

O pequeno ser vem aí

Cada um em torno faz seu secreto desejo

Saúde, macho, fêmea, cabelo, mão e pé

Mas ele vira simplesmente para navegar

E ser feliz


Recebi de uma amiga que mora na Itália, mãe de três, me parabenizando pela gravidez. Lindo, né? Malu, obrigada...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Café sem bebê

Gláucia me mostra uma foto na internet e diz: "não parece o nosso café?" - referindo-se aos cafés depois das sessões.

Foto: site UOL Notícias

Pois a foto ilustra a notícia de título "Café de Berlim proíbe circulação de crianças no local e gera polêmica na Alemanha". Alguns trechos:

(...) O café fica localizado numa rua sem saída, próximo a um parque e na frente de um zoológico, o que torna o lugar perfeito para os pais tomarem um drinque ou fazerem um lanche junto com seus filhos. Mas conforme Christine Wick, administradora do café: “Meus clientes regulares não achavam o lugar tranquilo. Ultimamente havia cada vez mais pais com crianças, e foi por isso que alugamos um espaço anexo para servir como uma área especial, separada, só para adultos”.

Mas, fora do espaço do café, a preocupação está crescendo. Há anos a Alemanha vem sofrendo com sua baixa taxa de natalidade, e o governo em Berlim faz de tudo para encorajar os cidadãos a terem mais filhos. Assim, qualquer atitude anti-crianças não é bem recebida
.

Para a social-democrata Stefanie Winde, que atua no parlamento estadual de Berlim, a nova área proibida para crianças “não é aceitável”. Ela recentemente foi advertida por amamentar sua filha na primeira fileira de uma sessão no parlamento. “Precisamos ser mais tolerantes.”


Pessoalmente, não vi grande problema, afinal, não é que o café baniu as crianças, mas abriu uma nova área só para adultos. Agora, que nós já fomos barradas em um café bem conhecido de São Paulo porque não éramos o perfil, isso já fomos...

Mais lamentável achei a história da deputada ser advertida por amamentar. Aliás, isso dá assunto...

sexta-feira, 26 de março de 2010

"Chimaténa"!

Pra meu filho, Max, CineMaterna é sinônimo de trabalho, que é igual a ir ao cinema. É um substantivo como outro qualquer e faz parte de seu vocabulário. Só que ele diz "Chimaténa".

1
Max: Mamãe vou trabalhar!
Eu: Ah é? Você trabalha? O que você faz?
Max: Vou no "Chimaténa"!

2
Fingindo estar ao telefone:
"Alô, Aninha (filha da Taís)? Você foi no Chimaténa?"

3
Meu marido e eu, explicando que ele vai ficar domingo à tarde com minha irmã (normalmente, é para que possamos ir ao cinema, mas essa parte, nem mencionamos):
"Papai, vocês vão no Chimaténa?"

4
Max vê um cartaz de um filme que já assistiu, na frente de um cinema de rua que ele não conhece:
"Mamãe, um Chimaténa!"

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sou bem vinda!

De Ana Paula, mãe de Miguel, que foi no lançamento do Villa Lobos, agradecendo pelo evento:

É bom ter um espaço onde mães com crianças não são vistas como um transtorno ou anormalidade, e sim, com carinho.

terça-feira, 23 de março de 2010

Déjà-vu

Ainda do Clayton. Ele perguntou se eu não queria tirar uma foto no meio dos carrinhos (que em Curitiba, nem eram tantos, muitas mães vieram com seus bebês em carregadores). Fui para o meio dos carrinhos e posei para a foto:


Na hora, me veio a seguinte imagem à cabeça:


Eu tinha quatro anos, a foto foi tirada no Japão, quando fui visitar a família da minha mãe. Consegue me achar? Nem sei como eu cheguei ali no meio das bicicletas.

Pode-se chamar isso de déjà-vu?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Olhar masculino

Clayton Taborda é cinegrafista, foi cobrir o lançamento do CineMaterna em Curitiba. Encantou-se com o que viu, tirou várias fotos e me enviou com uma carinhosa mensagem: Gostaria de desejar um bom ano a você e a todas, que por seu trabalho e dedicação deixam esse mundo melhor.

Acho especial o olhar masculino sobre as nossas sessões e por isso, publico aqui o "ensaio fotográfico" dele.









sábado, 20 de março de 2010

Quatro gerações no cinema

Essa foi em Santos. Recebi de lá uma foto de quatro mulheres, quatro gerações, que foram ao CineMaterna juntas.


É bastante comum ver três gerações no CineMaterna. Quem não aprecia a companhia da mãe nos cuidados de seu bebê? Mas quatro gerações é o máximo, realmente merece um registro!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Propaganda "subliminar"

Relato da Ale, coordenadora do CineMaterna em Porto Alegre:

A última sessão foi com um filme longo e ao final, vieram duas mães para o trocador. Uma delas estava com seu bebê com cocô até o pescoço. Foi uma operação quase militar e estratégica, pois tínhamos só uns 10 minutos de intervalo entre o CineMaterna e a sessão seguinte. Começaram a liberar a entrada das pessoas enquanto eu, a Ju (outra pessoa da equipe), e a mãe do outro bebê ajudávamos na "cagança". As pessoas foram entrando, se sentando e olhando a cena. Foi divertido e bem acolhido por quem entrou na sala.

Isso é que é propaganda. Aliás, que mãe nunca passou pela experiência do cocô-até-o-pescoço, hein? Ah, dentro do cinema, são poucas e privilegiadas, hehehe. E ainda contam com ajuda especial!

quarta-feira, 17 de março de 2010

De quem é?

Ontem no café, peguei no colo a pequena Sofia, que já é cinéfila e assídua frequentadora com dois meses. Fiquei circulando com ela, enquanto sua mãe tomava um café e tinha seu merecido descanso.

Alguém encontrou um paninho de boca no trocador e colocou em meu ombro para eu procurar a dona. Sai andando e perguntando "alguém sabe de quem é?". Duas mães olharam para mim e disseram: "sim, é da Lígia!". Elas estavam falando da Sofia e não, do paninho, hahaha. Tudo bem que estou grávida e neste estado, a gente fica meio desmemoriada, mas isso eu ainda lembrava!

terça-feira, 16 de março de 2010

Renovação de público

Lembra desta foto?


Está no post Segunda Geração, escrito em julho do ano passado, comentando que as três vieram com seus primeiros filhos e estavam grávidas do segundo.

Eis a foto no mesmo lugar, tirada há duas semanas: Melina com Giulia, Alexandra com Jonas e Cinthia com Bianca. Quisemos tirar exatamente a mesma foto, mas não conseguimos lembrar em qual ordem elas estavam.


Elas não só garantiram público para este ano, como fizeram filhos lindos!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Semana 100

Esta é a centésima semana com sessões CineMaterna desde o lançamento da iniciativa.
A Juliana, que fica "por trás do site" estava inspirada e engraçadinha, e escreveu:

Semana 100! Êêêê!
100 complicação
100 censura
100 stress
100 juízo
100 vergonha rsrsrs

E COM sessões!

domingo, 14 de março de 2010

Ainda é 2D

Levei o Max, meu filho, para assistir filme em 3D. Ele adora Toy Story e apesar de nunca ter assistido, pois não tenho o DVD, conhecia os personagens Woody e Buzz Lightyear. Chama a animação de "Toi toi". Como eu sabia que entraria em cartaz o 1 e o 2, em versão 3D, uma semana cada, antes de entrar o Toy Story 3, resolvi levá-lo no primeiro, e se ele gostasse, eu o levaria nos seguintes.

Fomos em uma sessão regular, mas ele dizia empolgadíssimo que ia no "CineMaterna" (que é sinônimo de cinema para ele). Sentou-se, e quando começou a projeção 3D, ele colocou o óculos. Chorou assustado com a contagem regressiva, que "salta da tela", com um som altíssimo. Mas logo se acalmou, quando começou o filme. Não deu nem cinco minutos de filme e ele tirou os óculos. E assim assistiu o filme, em duas dimensões e com imagem dupla de vez em quando. Não se incomodou nem um pouco, viu o filme todo, inclusive os letreiros. Saiu do filme correndo pelos corredores, com os braços abertos como o Buzz, gritando "eu vou voar"!

Sim, vale a emoção de ver um filho mergulhado em um filme, mas da próxima vez, veremos 2D mesmo. Dois anos e meio ainda é cedo para a terceira dimensão.

sexta-feira, 12 de março de 2010

É trabalho ou diversão?

Já que estamos falando de equipe, posso contar os maiores apertos que passamos, durante a sessão. Ou melhor, logo antes dela.

No ano passado, em São Paulo, a sessão estava começando, quando percebi que o filme digital estava travando. Ele simplesmente não começava, parava no mesmo ponto. Isso já era 14h15, as mães esperando. Tentamos consertar, mas não teríamos tempo hábil. Olhei para o enorme rolo de filme na bandeja de projeção e vi que era um filme que já tinha passado no CineMaterna um mês antes. Perguntei para o público se muitas já tinham visto. A maioria ficou bem feliz de poder assistir, pois tinham perdido quando passou. Três resolveram assistir novamente, gostaram do filme. Só uma saiu, recebeu seu ingresso de volta, foi dar uma volta e nos encontrou no café.

Um dia depois, em Santos, quem coordenava a sessão era a Gláucia, mesmo problema. Depois descobrimos, a causa era a mesma, equipamento danificado pelo excesso de chuvas. Como ela estava comigo no dia anterior, respirou fundo, pensou numa solução e me ligou. Teríamos que mudar de sala e filme e eu tinha que negociar com a rede de cinemas. Detalhe, eu estava em Curitiba. Isso tudo em 10 a 20 minutos. É um pico de adrenalina, liga para um, liga para outro, explica daqui, fala com o gerente, conversa com o público. Final feliz.

Há um mês, em Porto Alegre, resolvemos mudar o dia da semana em uma das salas. Avisei a rede de cinemas, mas a informação não foi devidamente percebida. Resultado, o cinema ficou nos esperando no dia errado e quando aparecemos, dois dias depois, não estava nada pronto e não tinha sessão do filme que pedimos no "nosso" horário, 14h. A Juliana, que estava "no comando" pela primeira vez, substituindo a Ale, a "titular" na coordenação geral, mal chega para trabalhar e dá de cara com esse problemão. Me liga e fico tentando contato com a matriz do cinema em São Paulo, em pleno horário de almoço. A sorte é que o gerente do cinema entendeu a confusão e se prontificou a nos ajudar. Colocou outro filme no lugar, que não fugia tanto do perfil. Resultado: ou a Juliana nunca mais aceita substituir a Ale, ou ela pega gosto pela adrenalina.

E tem gente que acha que nosso trabalho é "só" ir ao cinema...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Elogios aos curitibanos, por uma carioca

No final do ano passado, me dei conta de que não seria possível eu fazer todas as viagens para acompanhar as sessões pelo Brasil. Colocamos a Bianca no circuito, que é do Rio, coordena das sessões cariocas e trabalha na programação dos filmes comigo. Há 10 dias, ela foi para Curitiba e escreveu este relato.

Cheguei por volta do meio dia. Fui logo ao cinema e procurei o Eugênio [assistente do cinema] e mal pude acreditar em tamanha simpatia. Como ele estava ocupado, achei melhor voltar em 15 minutos, para testarmos a iluminação das salas, conforme você tinha me pedido. Quando voltei, ele já estava com o rádio na mão e outra pessoa lá na cabine, tudo pronto para fazermos a checagem.

Chegamos à conclusão de que era melhor deixar as lâmpadas da tela acesas. Não era uma maravilha, mas acho que era o melhor, pois a outra solução deixava a sala muito clara.


Saí para comer um sanduíche e quando voltei já era 13h10 e a revolução havia se instaurado... As meninas da nossa equipe (Sintya e Silvana, ótimas, 100%) já haviam chegado e estavam arrumando a sala. De repente, me deparo com toda a equipe do Arteplex comandada pelo Eugênio fazendo mil e um testes para nos agradar. Ele conseguiu desligar todas as luzes da sala, deixando somente 2 focos lá no final da sala e arrumou um rabicho de luz que ligou na tomada lá da frente, iluminando PERFEITAMENTE somente o trocador. Juro que deu vontade de chorar de tão perfeito que ficou... Penduramos esse rabicho no extintor de incêndio e parecia que a sala havia sido montada para o CineMaterna!!!! As meninas ficaram cientes e estão mais do que orientadas, além disso tenho certeza de que com aquela equipe, sempre encontrarão uma solução seja qual for o problema.

Depois, tudo foi uma sucessão de alegrias, mamães chegando, Silvana e Sintya MEGA profissionais, arrebentando, recebendo todo mundo, arrumando carrinhos. A equipe do cinema era só sorrisos, facilitando a entrada dos carrinhos, verificando som e vinheta, só soltaram o filme quando pedimos e a toda hora vinham checar se precisávamos de alguma coisa, se o ar estava bom, o som, a luz etc.

Quando será a próxima (risos)???

Acredite, relatos assim me emocionam. De verdade.

terça-feira, 9 de março de 2010

Positivo e operante


Quantas pessoas já não tiraram foto deste pedaço de plástico, com reagente e urina (argh!)? Quando fiz o teste de gravidez do Max (meu filho), não fotografei, mas guardei o teste por um tempo. Acho que era para me certificar que era aquele mesmo o resultado.

Uma historinha pessoal:
Avisei a ginecologista que pretendia engravidar e ela pediu exames de sangue e ultrassom de rotina, pré-natais.
Tive relação em dia que eu sabia que estava ovulando.
Dias depois, menstruei.
Veio aquela tristezinha, mas tudo bem, era a primeira tentativa, normal.
Fui fazer o ultrassom pedido.
A médica que fez o exame disse que eu estava com um cisto.
Será que isso dificultaria eu engravidar?
Uma semana depois, passei o dia enjoada.
Devia ser uma virose gastrintestinal; tinha tido uma na semana anterior, desse jeito.
Mas o enjoo não ia embora e dois dias depois comecei a somar outros sintomas que já estavam pipocando: espinhas no rosto, seios sensíveis, acordar de madrugada morrendo de vontade de fazer xixi, calças apertadas na cintura.

Epa, já passei por isso na minha primeira gravidez, eu sei o que é!

Sim, este é meu teste feito na sexta, que deu positivo.
Foi uma surpresa, afinal, eu tinha menstruado, estava pronta para começar tudo de novo.
E o cisto?
Ah, vai crescer bastante!

Ainda são só seis semanas. Exatamente mesmo período em que descobri a gravidez do Max e começaram os enjoos. O que me surpreende é a mudança no corpo, já acontecendo.

Alê brincou que a gente entra no banheiro uma pessoa e sai outra, com o teste positivo na mão. Taís corrigiu: "não, a gente entra uma... e sai duas!!!".

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher!

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Esta é a origem do Dia Internacional da Mulher. De lá para cá muita coisa mudou e a mulher conquistou diversos direitos, além de incorporar novos deveres também.

Ser mãe, ser profissional, ser mulher são tarefas que exigem dedicação. E quem é mãe de bebês pequenos sente ainda mais a “dor e a delícia” de ser tantas. Para ajudar as mamães que precisam retomar sua rotina depois do nascimento do bebê surgiu o CineMaterna.

Satisfação profissional, satisfação emocional, satisfação materna... sentimentos que completam uma mulher.

Texto extraído do nosso release, escrito pela Deborah Trevisan, mulher, profissional e mãe de dois, assessora de imprensa que está cobrindo a licença-maternidade da Alexandra.

domingo, 7 de março de 2010

Lançamento no Villa Lobos!


Fila de carrinhos na bombonière?


Bebê pode entrar no cinema? E não é para ver desenho? Mas o que eles fazem?

Foi com um pouco de espanto que alguns frequentadores do Shopping Villa Lobos, zona oeste de São Paulo, descobriram o CineMaterna. Alguns até pediram para entrar e ver como era a sala. Claro que mostramos, com orgulho!




Espantados mesmo, ficaram os funcionários do cinema, com o tamanho do estacionamento de carrinhos. Cíntia ajeitou mais de 40 carrinhos - e provavelmente nunca imaginou que um dia poderia dizer que já foi manobrista, profissionalmente.


O público estava feliz e encantado com a recepção.


E nós também, com o carinho do público, que veio mesmo! Mais de 100 adultos e 67 bebês.


A equipe recrutada em tempo recorde mostrou que a rapidez não prejudicou em nada o profissionalismo.

A partir da esquerda: Alexandra, Cíntia, Camila, Taís, Gláucia e eu. Embaixo: Carolina e Juliana (site), com Olívia.

Ao final, Jonas, "trabalhando" em seu primeiro lançamento CineMaterna, dormiu exausto! E não parece que foi isso mesmo?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vem desde a barriga

A primeira vez que Maíra veio ao CineMaterna, ela ainda estava grávida. Veio cantar com o coral da Isadora Canto, no meio do ano passado (veja como foi aqui). Era ela, grávida, no meio de muitas mães com seus bebês (é a segunda a partir da direita).


Dali a pouco mais de um mês, ela voltou, com Theo no colo. Como vários que chegam pequeninos no sling, ele mal era visto, aconchegado, dormindo o sono dos justos.

Aí, ele foi crescendo, crescendo, assistindo a muitos e muitos filmes. Presença semanal e constante, a gente acompanhando a dupla: ela, de olhos castanhos, ele, de olhos azuis.


Hoje ele está com mais de seis meses, experimentando os primeiros sabores, Maíra prestes a trabalhar (descobri que ela é psicopedagoga na escola do meu filho!). Ah, fiquem, não sumam, não! A gente fica tão carente... A nossa sorte é que outras histórias começam, mas como são sempre únicas, não são substituíveis. Saudade é sentimento que a gente sente mesmo, vai fazer o quê...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hoje tem festa!

Hoje é o lançamento do CineMaterna no Villa Lobos, zona oeste de São Paulo. Organizamos em 10 dias, foi nosso recorde. Os ingressos estão esgotados. E a equipe, coincidência, é formada por três mulheres que começam com C: Camila, Carolina e Cíntia. Tô de saída, depois conto como foi.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Como seria...

A Alinye fez parte da nossa equipe até o mês passado, atuava na área comercial do CineMaterna. Saiu porque nossas necessidades mudaram e precisamos de alguém que pudesse dedicar mais tempo conosco. Ela escreveu esta mensagem no ano passado e eu guardei, para postar um dia - como hoje.

Fiquei pensando, como a minha vida estaria diferente hoje se não fosse o CineMaterna. Provavelmente teria voltado a trabalhar, pois eu já estava quase entrando em depressão de não ter o que fazer e sem ninguém pra conversar o dia todo. O Pedro passaria o dia no berçário, não teria sido amanentado exclusivamente até os 6 meses e não continuaria mamando até hoje como ele faz. Possivelmente não seria tão prodígio como ele é. E o pior de tudo, eu não estaria presente na maior parte das conquistas dele (lágrimas nos olhos agora). Nossa, tenho muito a agradecer a vocês por enfrentarem todas essas dificuldades para quem sabe mudar a vida de outras mães como eu. Que através do CineMaterna conheci pessoas maravilhosas, montei um negócio e estou muito feliz de passar todo o tempo com o meu pequeno.

Pedro já vai à escolinha, é um pequeno ser independente. Alinye está tocando seu negócio, com os desafios de um empreendimento que está começando. E nós estamos aqui, orgulhosas de ver mais uma família seguindo seu rumo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Filmes que alimentam

Eu não resisto. Quando vejo um bom filme, preciso compartilhar. E quando vejo dois bons no mesmo dia, como fica? ;o)

Hoje, no CineMaterna em São Paulo, passou O Segredo dos Seus Olhos (estará no Rioe em Porto Alegre esta semana também). Filme argentino, tem drama, romance, suspense e pitadas de humor.

Benjamín Expósito trabalhou a vida toda numa Corte Penal Argentina. Agora que está aposentado, decidiu escrever um romance para ocupar as horas livres. E ele sabe que nem precisa inventar uma história, já que seu próprio passado na vida judicial se encarregou de colocá-lo como testemunha ocular de uma trama trágica. Corria o ano de 1974, quando ele foi incumbido de investigar o estupro seguido de assassinato de uma jovem e bela mulher. Passados 30 anos, Benjamín agora vê a oportunidade de resolver um crime jamais solucionado através de seu livro.

Educação vai passar no CineMaterna na semana que vem, também em São Paulo. Só que como não estarei, resolvi assistir por conta própria. Hoje consegui um esquema com filho, por isso, fiz sessão dupla - não que seja nenhum sacrifício, hehehe. Adoro quando é dupla de filmes bons, parece que alimenta a alma!

Durante os anos 60, a vida de uma garota de 17 anos muda completamente depois que ela conhece um homem de 35 anos, que começa a cortejá-la com jantares elegantes, clubes e viagens. O comportamento do rapaz conquista também o pai da garota, mas coloca em risco o futuro dela na Universidade de Oxford.

Os dois filmes têm pontos em comum:
- Bons roteiros, com surpresa no final da trama.
- Personagens de destaque que são mulheres fortes, inteligentes (e lindas).
- Falam de maturidade, em diferentes fases da vida.

Ambos concorrem a Oscar: "Educação" a Melhor Filme, Atriz e Roteiro Adaptado e "Segredo" a Melhor Filme Estrangeiro. Mas quantidade de Oscar não mede filme. O Segredo dos Seus Olhos anda badaladíssimo, é praticamente unanimidade entre os críticos de cinema como um bom filme, o melhor da carreira de Juan José Campanella (O Filho da Noiva). Tem uma cena num estádio de futebol que é um plano-sequência (cena filmada sem cortes) impressionante não só pela duração, mas pela forma como foi filmado: começa com uma tomada aérea e vai para o meio dos torcedores, tem perseguição, é realmente intrigante saber como foi feita! Na Argentina, "O Segredo" é considerado o filme mais visto dos últimos 35 anos no país. E para quem conhece o excelente cinema argentino, sabe que isso não é pouca coisa.

CineMaterna é OSCIP

Ainda dentro do tema "dois anos de CineMaterna", nem tive tempo de comemorar que recebemos certificamo de OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Chique, não? Mas o que é OSCIP, você deve estar se perguntando.

CineMaterna é uma ONG - organização não-governamental, ou seja, uma empresa sem fins lucrativos. Isso não significa que não temos uma fonte de renda. Sim, nós temos e precisamos de uma para sobreviver. Só que não visamos lucro - tudo é reinvestido no CineMaterna. Porém, nem toda ONG é OSCIP; é necessário seguir alguns princípios em estatuto (há diretrizes para isso) e submeter uma documentação ao Ministério da Justiça. As vantagens? Além de ser uma grande conquista do ponto de vista legal, há alguns benefícios fiscais no caso de doação.

Recebemos nossa qualificação em janeiro deste ano, mas era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que nem comemoramos ainda! E para não ficarmos achando que já fizemos tudo, o certificado precisa ser renovado anualmente, através de relatórios e prestação de contas. Como já disse anteriormente, nossa vida não é moleza. ;o)