sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Inspiração ou intuição?

Várias pessoas já me perguntaram, em diferentes ocasiões e de variadas formas, como chegamos até o ponto em que estamos com o CineMaterna, como deve ser ótimo ter um negócio como este, que combina a maternidade com uma paixão, que é o cinema. A pergunta, no fundo, é para saber qual o "pulo do gato".

Em julho deste ano foi publicado um artigo no suplemento do New York Times que saiu na Folha de SP. O ensaio, de autoria de Phyllis Jorkki, era intitulado "Empreendedor não tem chefe, mas acumula todos os problemas".

Reproduzo aqui os trechos relevantes para o que vou comentar:

Sentados em seus cubículos, indignados com algum entrave burocrático ou com a quase incompetência dos superiores, alguns empregados pensam: se eu fosse o meu próprio chefe, não teria esses problemas.

Não, não teria. Teria outros problemas diferentes.

Aprender a dirigir um negócio já é uma tarefa bastante difícil. (...) Os empreendedores "precisam ser apaixonados pelo que fazem, porque é isso que lhes fará atravessar tempos difíceis", explica Susan Urquhart-Brown, autora de "The Accidental Entrepreneur" (O empreendedor acidental). 

Como empreendedor, você também precisa ser capaz de lidar com diversas tarefas simultaneamente, porque estará encarregado de marketing, folha de pagamentos, tarefas administrativas, impostos e plano de saúde. Prepare-se para dedicar longas horas ao seu negócio, disse Jessica Pryce-Jones, autora de "Happiness at Work" (Felicidade no trabalho). (...) Horas passadas num negócio próprio, embora sejam mais flexíveis, podem também ser imprevisíveis.

CineMaterna é dirigido por três pessoas: Taís, Alexandra e eu. Habilidades distintas, visões de negócio por vezes diferentes, experiências profissionais complementares. Enxergamos uma oportunidade sem saber exatamente a forma nem que rumo tomaria. Apostamos nossas vidas profissionais num negócio incerto, mas mergulhamos de cabeça. Vibramos com cada acerto, lamentamos e aprendemos com os erros, debatemos, tomamos decisões, nos entendemos e nos desentendemos. Montamos uma equipe que faz com que a engrenagem funcione, conseguimos parceiros que compartilham uma visão de mundo conosco.

E acima de tudo, trabalhamos muito.

Ou seja, não tem milagre, não é idílico, tem momentos difíceis, decepções, vontade de largar tudo. E muita paixão e orgulho.

Um comentário:

  1. Adorei, Irene! Eu já virei fã e não perco uma sessão aqui no Rio!!!
    Parabéns para as 3 pela iniciativa.

    beijão!

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