quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Snif...

No post abaixo, estou parecendo super-bem-resolvida com o primeiro lançamento no qual não estou indo. No fundo, não é bem assim.

Recebi ao longo da manhã duas fotos:

Alexandra e Gláucia despachando 80 quilos de bagagem (!)

Gláucia, Taís e Jonas no avião, indo para Fortaleza

Ai, foi duro constatar que não estou lá.

A decisão de não ir foi minha. Eu até poderia ir, estou de 34 semanas, seria minha última viagem de avião. Seria puxado, são três horas, minha circulação não está lá grandes coisas - apesar de eu não inchar, meus pés e mãos estão meio gordinhos. E o ritmo de lançamento é pauleira, um monte de mães, bebês, equipe, imprensa, arruma um negócio aqui e outro ali, tudo ao mesmo tempo. E adrenalina, expectativa em saber se as pessoas vêm, se vai dar tudo certo, se elas ficarão felizes.

A verdade é que decidi não ir quando percebi que meu marido estava preocupado com minhas viagens e manifestou isso na última que fiz, há duas semanas. Seu receio era que eu parisse em terra estranha. Estou bem tranquila que nada aconteceria, mas acho que algumas decisões devem ser tomadas em nome da tranquilidade do casal. Não tinha por que desafiá-lo. Claro que eu preferia que já fosse em uma semana em que eu definitivamente não pudesse viajar, proibida pela companhia aérea. Tão mais cômodo deixar para os outros a decisão!

Fico me perguntando se meu aperto no coração seria o mesmo se eu estivesse trabalhando em uma empresa e não no CineMaterna, com todo o significado que a iniciativa tem para mim. Tendo a achar que não. E também não acho que é um dilema de uma workaholic, que não consegue desligar do trabalho, apesar de eu ser uma, em vários momentos. Acho que é paixão mesmo. E como diz a definição, paixão é grande entusiasmo por alguma coisa; calor, emoção, vida. Mas também sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão. O irracional não se explica, se sente. E sinto nas entranhas não só as alegrias, mas também os desapontamentos, que fazem parte da trajetória. E ainda tenho que ser racional a maior parte do tempo, pois afinal, é um negócio como qualquer outro. Apesar de eu achar que não, que é super-mega-especial! rs

8 comentários:

  1. Irene, sou fã do cinematerna e do seu trabalho. Pelas vezes que te vi é transparente a paixão que tem por este trabalho, talvez por isso o aperto no coração pareça maior.
    Fica triste não, curta de longe.. e deixe o maridão cuidar de voce. bjs

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  2. Irene, fiquei tentando me colocar em seu lugar e imagino o apertozinho no seu coração em não estar com sua equipe querida.
    Mas mais sensata, saudável e feliz foi a decisão que tomou em nome da sua família.
    Parabéns, tá!
    E logo logo já estará circulando com seu bb sobrevoando novas cidades!!!
    Bjinhos com carinho e desejo que tudo corra bem nestes últimos dias.
    Que Deus te dê dias de paz!
    Vanessa Datrino
    www.datrinodesign.blogspot.com

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  3. Irene, você tomou a atitude correta. Sábias palavras.
    Aproveite esses últimos instantes de gravidez, são mágicos.
    E também aproveite o fato de só ter um pimpolhinho em casa. Em breve você verá que a vida até que era tranquila... hahahaha
    Mas é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o ter dois filhos, e aos poucos ver como eles curtem estar juntos.
    De qq forma, desacelere um pouco mesmo, vc e seu bebê só têm a ganhar.
    beijos

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  4. Irene, querida, que lindo desabafo.

    TAmbém acho que é paixão mesmo. E ponto.
    E é assim mesmo. É como ver um filho andar pela primeira vez. na verdade, é como o primeiro dia de escola, em que a gente sabe que eles estarão bem cuidados, mas longe dos nossos olhos.

    Não é fácil.
    Mas é a vida e é ótimo saber que é possivel ficar longe. Saber que você tem parceiras pink ótimas que estão cuidando bem do seu negócio-paixão.

    :)

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  5. é duro se separar assim d eum filho (quando parece de repente), mas logo você vai estar voando pelo brasil afora com seu baby no sling! beijos no coração, ju.

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  6. ah Irene, não fica chateada não... Foi bem legal ver vocês na terça, maridão, eu e a Rebeca gostamos muito das sessões, ficamos felizes mesmo, muito agradecidos, e queremos o seu bem e do bebe tambem. E você falou bem, tem coisas que temos que abrir mão, para o bem do casal também. O projeto esta ai, andando sozinho sim, que nem o Max! E a gene pode até não saber, mas assim como você vai ter esse bebe logo lgo ai do seu lado, do lado de fora, curtindo as sessões com a gente, novas e novas cidades vão entrando no programa, e mais e mais mães e bebes felizes vão abrindo ai, fazendo nascer, um sorriso, um momento tão bom, que podemos ter graças a vocês!
    E, o Max continua por ai, vez ou outra com você nas sessões, mesmo sabendo andar ja né? ;P

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  7. Oi meninas, fiz minha estréia no CineMaterna em Brasília e falei sobre a experiência no meu blog.
    Seu puderem dar uma passada por lá...
    www.venhaconheceravida2.blogspot.com

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  8. Irene, o CineMaterna é seu filho também, né... Normal esses sentimentos!!!
    bjos e boa sorte!

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