quinta-feira, 6 de maio de 2010

Troca de DNA

Li ontem no jornal a notícia que conta das duas mães de Goiânia que descobriram que seus filhos, atualmente com um ano e um mês, foram trocados na maternidade. Destrocaram as crianças esta semana e, relata a notícia, que uma delas chorou tanto para dormir que sua mãe biológica chamou a mãe "antiga" para amamentá-lo. Chorei ao ler este trecho, que para mim, foi o que deu a dimensão emocional da confusão armada. Fiquei tentando imaginar como deve estar o coração destas mães, a ambiguidade de sentimentos, a angústia da separação, o filho biológico nos braços depois de tanto e tão precioso tempo.

Indaguei-me se antes de ser mãe, conseguiria tamanha empatia com estas mães - e eu acho que não. Virar mãe muda o nosso DNA emocional: vemos e sentimos de forma diferente tudo que é relacionado à maternidade. Não que não sejamos sensíveis a estas histórias, mas algo se altera na nossa essência... Imagino que cada uma mude de um jeito diferente, mas acredito que nossa estrutura emocional sofre profundas alterações. Ver um filme, ler um livro, emitir uma opinião, ouvir uma notícia: se tiver algo remotamente relacionado à maternidade, tudo se torna diferente depois da experiência de ser mãe...

8 comentários:

  1. concordo totalmente! Alguém consegue ver uma criança sofrendo e ficar imune apos ser mãe? Impossivel...
    Bjs

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  2. Estive conversando a mesma coisa com a minha mãe, de pronto falei que não trocaria, pois já se foram uma ano, porém, o bom e velho DNA falando mais alto, assim nos deixando confuso no que fazer, é muito mais muito complicado dizer neste caso "eu faria isso" ou " eu faria aquilo", quem não vivi a situação não se pode falar nada, concordo plenamente quando você diz que depois da maternidade tudo se torna diferente, eu sou a prova viva disso, eu sinto isso e exponho isso. Sempre digo que quando sabemos que estamos grávidas somso tomadas por um espírito (nada haver com religião) algo tão sublime que nos muda por completo como ser humano e que com isso nos faz enxergar coisas que a olho nú é impossível.

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  3. É realmente curioso o apego que amamentação materna produz. É sobremaneira mais difícil acalmar um bebê que é amamentado no peito antes de dormir sem o seio, o aconchego. O vínculo criado pela amamentação é realmente fabuloso! Também chorei ao ler a reportagem (coisas de mãe), mas tenho certeza de que este caso vai acabar bem, tomara que as mães consigam seguir a diante sendo boas amigas.

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  4. Eu não sou mãe,sou pai,e com certeza o meu "DNA" também mudou, não consigo imaginar mais minha vida sem meu filho de 10 meses. Ele é meu filho e não importa os pais biológicos (se por acaso não fossemos nós)só de pensar em não poder ver aquele sorriso olhando pra mim todo o dia, bate um desespero...achoque sou um pai que é quase uma mãe!!!!!

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  5. Oi Olavo, fico feliz em ver um ponto de vista masculino por aqui! Sim! Tenho certeza de que estes pequenos seres que invadem nossas vidas afetam tanto os grandes seres femininos quanto os masculinos. É quase surreal, é? Não, é beeeem real mesmo! rs.

    Bjsbjs
    Irene

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  6. Linda Palavras. Tenho uma filha de 10 meses e já não consigo me imaginar se ela. Filhos são parte da gente!!! Imagino como deve estar sendo dificil para essas mães!!! Que Deus dê muita força para elas superarem tudo! assim espero!!

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  7. Me dá um aperto no coração cada vez que eu vejo esse assunto na TV....Eu não destrocaria...

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