quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sampa deixa saudades...

Já falei da Tati, mãe da Júlia, em dois posts (Novos Holandeses e CineMaterna para Exportação). Ela muito frequentou o CineMaterna em SP, mas mudou-se para longe, para a terra de seu marido holandês. Ela tem me enviado mensagens esporadicamente, contando com está sua vida na Holanda. São mensagens tão bem escritas, que publico aqui.

Querida Irene,

Hoje, mais cedo estava olhando umas fotos que aparecem no cantinho do computador, aleatoriamente. Surgiram algumas imagens de São Paulo, daí vieram as fotos do cineminha. Foi tão bom! Eu lembro de ter passado onde tinha o bate-papo, poucos meses antes de frequentar o CineMaterna e vi todas aquelas mamães amamentando seus bebês e batendo papo. Havia uma luz de tarde incidindo sobre elas e parecia tão especial. Minha sorte foi descobrir do que se tratava depois que a Juju nasceu.

Pensei em Sampa e no tempo em que vivi por aí. Foi uma experiência tão marcante que não haverá cidade no mundo que eu ame e ao mesmo tempo odeie mais. É uma cidade tão forte em tudo que às vezes te dá um abraço bem apertado e em outro momento te dá uma surra!

E para mim o CineMaterna foi um longo abraço, um acalento que muito me ajudou. Quando você não está na sua cidade precisa de um lugar para ir, um lugar para chamar de seu, assim tomei posse de um pedacinho daquele tapete onde a Julia brincava. Pena que não pude levar comigo, outros bebês e mamães precisavam dele! Eu tive depressão pós-parto, hoje tenho certeza, pois nos primeiros três meses da Juju bebê, eu não era eu. Ela era minha segunda filha mas tudo era como novo para mim. O parto havia sido lindo, normal, calmo, mas não conseguia me sentir normal no começo. Depois passou, ou foi passando, mas mesmo nesses três meses o CineMaterna era uma alegria, uma fonte de boas energias.

Assim vou me despedindo, lembrando dos bons momentos da vida. Pensando em tudo que vivi aí parece até que sempre vivi aí, que nunca saí daí, é como se estivesse aí. De certa forma estou.

Estou feliz com as minhas emoções, com as minhas histórias inventadas e vividas, sonhando que na próxima vida todas as pessoas queridas serão minhas vizinhas. Imagino como se fosse uma cidadezinha e vejo uma miniatura daquelas que tem floquinhos com todas as pessoas dentro, e eu.

Super super abraços bem carinhosos.
Tati.

Eis uma foto que veio junto da mensagem, Alexandra, Taís e eu, com sua Júlia no meu colo e meu filho em pé, ao lado.
A foto foi tirada há praticamente um ano. Está desfocada, mas a memória deste tempo, mantém-se bem nítida...

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