quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: minha segunda geração

E por falar em segunda geração de míni-cinéfilos, vou fazer uma retrospectiva fotográfica da minha gravidez.

Eu já tinha dito que não gosto de ser fotografada. E como meu marido não é exatamente um fotógrafo, eu praticamente não tenho fotos de mim grávida. Onde eu mais tenho fotos é nas sessões e por isso, fiz um levantamento destas fotos.

Lançamento no Shopping VillaLobos, SP.
Ainda não sabia, mas estava grávida de umas 4 semanas
Lançamento em Brasília, 3 meses, sem barriga ainda
Lançamento no Recife, 4 meses e algo aparecendo


Lançamento no Shopping Fashion Mall, Rio,
5 meses.
Lançamento no Shopping Anália Franco, SP,
6 meses
Lançamento em Florianópolis, 7 meses
Ainda em Florianópolis, brincadeira que Alê e eu fizemos com
as embalagens dos brindes da Natura Mamãe & Bebê
Com Renata de Almeida, da Mostra Internacional de Cinema na pré-estreia
de "O Estranho em Mim", com barriga de 7 meses
Sessão Fisher-Price do Dia das Crianças, aos quase 9 meses

E para fechar, deixo mais uma foto da série de auto-retratos que fiz, com 36 semanas, as únicas que tenho do barrigão.


Post relacionado:
Barriga

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: segunda geração

Os próximos posts serão de retrospectiva de 2010. A maioria das fotos são inéditas e ao final, deixarei listados posts já publicados, relacionados com o assunto.

Vou iniciar com um fato marcante ao longo do ano: a segunda geração de míni-cinéfilos.

Começamos o CineMaterna no segundo semestre de 2008. Era natural que a segunda geração começasse a aparecer dali a pouco mais de um ano, 2010.

"Oi, lembra de mim?" - ouvi esta frase de várias mães conhecidas que chegavam à sessão com um novo - e fofo - bebê em seus braços.

Também fizemos nossa segunda geração no CineMaterna. Alexandra, nossa assessora de imprensa teve o Jonas em janeiro e eu tive o Eric em outubro.

Esta foto representa simbolicamente a segunda geração de frequentadores, pois há vários bebês dos quais  não tenho registro.

A partir da esquerda: Joana e o irmão da Alice, eu e o irmão do Max,
Rosiane e o irmão da Letícia, Laura e a irmã do Henry,
Alexandra e o irmão do Felipe

Minha homenagem às mães que encararam o desafio de cuidar de dois pequenos e que vão ao cinema relaxar, enquanto o míni-cinéfilo mais velho está na escola.

Posts relacionados:
Renovação de público
Segunda geração surpresa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Até já!

É dezembro e lá se vai mais um ano. Um ano onde conhecemos mais mães, pais e bebês. Famílias de São Paulo, Rio, Campinas, Salvador, Recife, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, Santo André, Fortaleza, Curitiba, Santos, Belo Horizonte e Brasília. Ano em que 19 mil adultos e 11 mil bebês assistiram 95 filmes em 394 sessões CineMaterna.

Testemunhamos o crescimento de várias famílias, acolhemos a segunda geração de míni-cinéfilos. Fizemos parceria com várias empresas, que nos possibilitou oferecer sessões patrocinadas inesquecíveis.

Aprendemos, aperfeiçoamos, crescemos.

Agora vamos descansar um pouco, comer peru de Natal, trocar presentes, pular sete ondas, desejar tudo de bom e do melhor para nossos queridos. E logologo estaremos de volta, esperando você e seu bebê no cinema.

Se bater saudade, passa aqui no blog, que vai continuar em atividade, fazendo uma retrospectiva de 2010.


Com carinho,
Irene, Alexandra, Taís & Equipe CineMaterna

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Deu ProAc na cabeça!

Em outubro abriu um edital no ProAc (Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura de SP) cuja proposta era premiar 12 projetos de criação/manutenção de sites de cultura. Lemos as regras e vimos que nosso site se encaixava perfeitamente, que poderíamos nos candidatar para melhorar nosso site.

O resultado acaba de sair. Sim, fomos um dos sites que ganhou o prêmio! Eram mais de 100 candidatos, foi uma grata surpresa. Fechamos o ano com chave de ouro - e muito trabalho, pois toda a papelada precisa ser providenciada até a primeira semana de janeiro... Ganhar prêmio não é assim, de graça!...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Garçom Fashion

Conta-nos a Bianca:
 Temos um garçom xodó no café de Vitória que atende por... Fashion! Muito divertido, que sempre nos atende com carinho, junta as mesas, separa os pedidos e faz a maior festa. Daí que na última sessão ele pediu pra tirar foto com a gente pois ele tem um blog (!) onde coloca fotos com clientes e tal. Diz a Rafaela que ele é o ser mais antigo a habitar o Shopping Vitória, tipo uma figura característica do local. Eu confirmei, pois tinha mais gente cumprimentando o próprio do que o Papai Noel. Ele disse que em breve vai publicar nossa foto no blog dele, então fiquem atentas para o clipping!
Não é o máximo?
Rafaela, Bianca, Simone e Fashion!

Olha aí, Fashion, você também está no nosso blog!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Criança não trabalha, fica com a mãe

Gláucia de uniforme, com o Eric no colo,
em seu primeiro dia de vida


Quentinho no sling

Testando o trocador
Dormindo no café em Porto Alegre,
após a sessão social (onde deu sua primeira entrevista)

O pequeno nas nuvens durante entrevista para o canal da Rossi
Em reunião comercial
com um shopping
Eric dormindo no colo da mãe durante reunião em Cumbica

Fazendo dengo no colo da Gláucia em reunião na casa da Taís

Esses são vários momentos do Eric, segundo filho da Irene. Além de ir ao cinema, ele também frequenta reuniões de trabalho. Tem sempre um colinho disponível para ele e um carinho especial. Minha mãe, que é mineira, diz que mimo não estraga e a criança se sente muito amada, então a gente abusa. Estar o tempo todo ao lado dos filhos e poder trabalhar com um bebê por perto é muito reconfortante, vê-lo crescer dia a dia, por nos proporcionar uma nuvem de gentileza e nos mostrar, bem ali perto, um potencial de poder mudar o mundo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

La Coincidência

Todas as semanas pergunto ao crítico de cinema Christian Petermann sua opinião sobre os filmes que vão estrear, para saber quais títulos coloco nas enquetes. Perguntei-lhe sobre Abutres, filme argentino - muito bom, por sinal.

Na Argentina, mais de 8.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito a cada ano. Atrás de cada uma dessas tragédias existe uma máfia por prêmios de seguros e suas brechas legais. Sosa (Ricardo Darín) é um advogado que vive em hospitais públicos e delegacias em busca de potenciais clientes. Luján (Martina Gusman) é uma jovem médica recém chegada do interior. Uma história de amor começa quando Luján está tentando salvar a vida de um homem que Sosa considera ser um cliente em potencial.

Ele me passou sua impressão sobre o filme e contou que mediou um debate com o protagonista do filme, Ricardo Darín. E acrescentou: "o cinema estava TOMADO de senhoras fãs. Ouvi uma dizer: eu senti a barba dele!!!".

Ontem fui ao CineMaterna e estava conversando sobre este filme com a Renata, uma das coordenadoras da sessão. Ela contou: "minha mãe foi assistir Abutres em uma sessão que tinha debate com o Darín depois. Ela estava toda feliz porque conseguiu tocar nele!". Das duas, uma: ou todas as senhoras tiveram a mesma reação ao tocar em Ricardo Darín ou o Christian ouviu o comentário justamente da mãe da Renata... Não sei qual das duas situações é mais surpreendente!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Trabalho precoce

Eric no sábado, "trabalhando" na sessão Fisher-Price de Natal.


Não é exploração de menor, ele é muito bem remunerado com colo e leite materno. :P

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Inspiração ou intuição?

Várias pessoas já me perguntaram, em diferentes ocasiões e de variadas formas, como chegamos até o ponto em que estamos com o CineMaterna, como deve ser ótimo ter um negócio como este, que combina a maternidade com uma paixão, que é o cinema. A pergunta, no fundo, é para saber qual o "pulo do gato".

Em julho deste ano foi publicado um artigo no suplemento do New York Times que saiu na Folha de SP. O ensaio, de autoria de Phyllis Jorkki, era intitulado "Empreendedor não tem chefe, mas acumula todos os problemas".

Reproduzo aqui os trechos relevantes para o que vou comentar:

Sentados em seus cubículos, indignados com algum entrave burocrático ou com a quase incompetência dos superiores, alguns empregados pensam: se eu fosse o meu próprio chefe, não teria esses problemas.

Não, não teria. Teria outros problemas diferentes.

Aprender a dirigir um negócio já é uma tarefa bastante difícil. (...) Os empreendedores "precisam ser apaixonados pelo que fazem, porque é isso que lhes fará atravessar tempos difíceis", explica Susan Urquhart-Brown, autora de "The Accidental Entrepreneur" (O empreendedor acidental). 

Como empreendedor, você também precisa ser capaz de lidar com diversas tarefas simultaneamente, porque estará encarregado de marketing, folha de pagamentos, tarefas administrativas, impostos e plano de saúde. Prepare-se para dedicar longas horas ao seu negócio, disse Jessica Pryce-Jones, autora de "Happiness at Work" (Felicidade no trabalho). (...) Horas passadas num negócio próprio, embora sejam mais flexíveis, podem também ser imprevisíveis.

CineMaterna é dirigido por três pessoas: Taís, Alexandra e eu. Habilidades distintas, visões de negócio por vezes diferentes, experiências profissionais complementares. Enxergamos uma oportunidade sem saber exatamente a forma nem que rumo tomaria. Apostamos nossas vidas profissionais num negócio incerto, mas mergulhamos de cabeça. Vibramos com cada acerto, lamentamos e aprendemos com os erros, debatemos, tomamos decisões, nos entendemos e nos desentendemos. Montamos uma equipe que faz com que a engrenagem funcione, conseguimos parceiros que compartilham uma visão de mundo conosco.

E acima de tudo, trabalhamos muito.

Ou seja, não tem milagre, não é idílico, tem momentos difíceis, decepções, vontade de largar tudo. E muita paixão e orgulho.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Preciosidade

Quando acho que já vi tudo, sempre aparece alguém e me emociona.

Lançamento de nova sala em Porto Alegre, que já tinha CineMaterna há pouco mais de um ano. Na saída, vem uma mãe conversar comigo - Gabriela, com seu filho Pedro. Ela para na minha frente e diz: "Muito obrigada por ter trazido o CineMaterna para Porto Alegre. Meu filho está com 19 meses, esta é a nossa despedida. Fomos desde o lançamento, fez muita diferença nestes meses todos, na minha vida como mãe". Não sei se foram exatamente estas as palavras, a emoção do momento me impediu de gravá-las. Ficou só a sensação boa, meio turva por causa das lágrimas nos olhos...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Irmãos de DPP

Março de 2010. Joana e eu grávidas, ambas do segundo filho. Ainda nem sabíamos direito de quantas semanas estávamos. Alexandra e Gláucia resolveram fazer uma brincadeira para "adivinhar" o sexo dos bebês.

 

 

Era um tal de sentar em almofada, girar um anel sobre a mão, escolher colher ou garfo... Resultado: o da Joana era menina, o meu era menino.


Bom, 50% de acerto. Ambos eram meninos!

Depois descobrimos que Joana e eu tínhamos exatamente a mesma data provável para o parto: 27/10. Só que o Miguel chegou com 35 semanas, apressadinho, e Eric, com 39. Ou seja, eles têm um mês de diferença.

Joana e seu cabeludinho, eu e meu "embrulho"

Hoje, eles pitoquinhos, um mês é uma vida de distância. Mas logo logo serão grandes companheiros de farra no cinema.

sábado, 27 de novembro de 2010

Anjos vão ao cinema?

Faz um tempo que tivemos o filme Nosso Lar na programação do CineMaterna - ao todo foram 17 sessões. Assisti ao filme em Fortaleza em uma sessão normal e depois repeti em uma sessão CineMaterna. Não sou lá muito religiosa e confesso que pensar no tema do filme às vezes me deixa cabreira. Em ambas sessões eu estava acompanhada pelo meu filho Jonas, na época com sete meses, e na sessão regular, passei um certo terror na cena mais pesada do filme, o limbo vivido por André Luiz. Não foi nada demais, só que o som da sessão normal me assustou e talvez seja algo hormonal, já que desde a gravidez não consigo ver filmes de terror ou cenas de violência e evito tudo isso. O meu conforto foi estar com o Jonas dormindo em meu colo, e mais tarde, com ele já acordado, ver seu encantamento com a música que tocava no palco do lago da cidade etérea.

Essa experiência ficou lá guardada e foi amplificada quando eu e Jonas acompanhamos a uma de nossas sessões. Estavam cerca de 100 pais e mães com os seus bebês e o clima era completamente diferente, como em uma festa, os bebês brincando no tapetinho, pais ninando os filhos, movimento familiar no trocador. O que me fez pensar (se tudo aquilo que se passa no filme for verdade) que era um privilégio assistir com um bando de 50 bebês a um filme da doutrina espírita, onde se explicava o processo da evolução humana e o livre arbítrio. Foi com esse filtro, que fiquei observando os bebês em movimento, interagindo com seus pais e mães. Recém reencarnados que escolheram aquelas famílias para fazerem parte da sua evolução. Me senti mais reconfortada perante as dificuldades e dúvidas que surgem com a maternidade, quando não temos respostas para a maior parte das perguntas. Já é bom o suficiente saber que fomos escolhidas a dedo para carregar o nosso bebê no colo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Foto fácil

Café Press, no Shopping Praia de Belas, Porto Alegre
Com o advento das máquinas digitais pequenas e mais acessíveis economicamente, e da facilidade de ter um celular com câmera, as pessoas têm tirado foto de tudo. Eu, por exemplo, estava a trabalho num shopping, fazendo vistoria. Até pouco tempo atrás, era difícil fotografar qualquer área de shopping, logo vinha um segurança dizer que não pode. Agora, parece liberado.

Fotografei com meu celular um dos locais de café, escolhido para depois da sessão CineMaterna, numa boa. Sentei em uma das mesas para conhecer o serviço (e tomar um café, que ninguém é de ferro) quando reparei que várias pessoas tiraram foto desta fonte com jardim. Tudo bem, é bonita, mas fiquei me questionando o que a pessoa faria com a foto depois? Construiria uma  fonte dessas em casa? Ou mostraria a foto aos amigos? Ou simplesmente teria uma bela recordação de algo que achou bonito? Depois, me censurei por estar pensando assim. Afinal, quem sou eu, que como mãe, tiro inúmeras - e repetidas - fotos de meus filhos?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sessão social em outras terras

Quando fizemos a sessão social em São Paulo, a Val, amiga de Porto Alegre, comentou como seria bom poder fazer uma sessão assim na cidade. Nem lembro direito como começou, mas há dois meses trocamos alguns e-mails e ela, que trabalha na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, me colocou em contato com a Gisele, da área de eventos do Primeira Infância Melhor, o PIM. Trata-se de um programa de ação socioeducativa voltado a famílias com crianças de 0 a 6 anos e gestantes, em situação de vulnerabilidade social. Ela estava trabalhando na organização de um evento anual chamado Semana do Bebê, dedicada à atenção a gestantes, crianças e suas famílias, abrangendo questões relacionadas à saúde e ao desenvolvimento infantil.

Começamos timidamente, ela me perguntando como era a sessão social, investimento necessário, filme, logística. Fui respondendo, intermediando com o cinema, e quando eu menos esperava, vi que foi tomando forma. Era para valer! Me empolguei, restava esperar a Gisele conseguir o orçamento necessário e organizar os grupos que viriam.

Fechamos duas semanas atrás, nem acreditei que teríamos outra sessão social! E com um gupo organizadíssimo, realizando um trabalho muito bonito e consistente.

Vieram quatro ônibus, dois de Porto Alegre e dois de municípios vizinhos - Canoas e Minas do Leão. Várias mães nunca tinham ido ao cinema.

Mal as mães chegaram, já foram dando entrevista para a TV. Primeira vez no cinema devidamente registrada.


Sala escura, todas acomodadas, ambiente confortável. Muitos bebês dormindo, alguns maiores explorando o lugar. O filme, Antes que o Mundo Acabe, gaúcho, coincidentemente filmado na cidade onde o pai da Gisele é prefeito - ela descobriu durante o filme.


O mais emocionante eram os olhares direcionados à tela, entretidos, fixos. A magia do cinema entrando na vida daquelas pessoas...






Final da sessão, rostos felizes e descansados, certamente um programa diferente para a tarde da segunda. Espero que inesquecível também...




A foto final, com a equipe CineMaterna e parte da equipe do PIM.


Sem palavras para descrever o que tinha acontecido. Parceria que mais que feliz, não só com o PIM, mas também com o cinema Unibanco Arteplex, com o Shopping Bourbon Country. Queremos mais no ano que vem! 


domingo, 21 de novembro de 2010

Cada uma na sua


Quem disse que mãe com bebê "mais velho" não consegue assistir filme?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Coleção primavera-verão 2

A Gláucia encontrou a nossa bolsa de trabalho. Tem penduricalhos, que os bebês adoram, e espaço para carregar tudo!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Encontro de Amigos

Por Alexandra Swerts

Algumas pessoas acham estranho quando falamos que um dos benefícios do CineMaterna é a socialização dos bebês. Como bebês tão pequenos podem trocar experiências? E não é que trocam? É natural que no começo de vida eles fiquem um pouco mais isolados, principalmente se forem primeiro filho, mas isso não significa que não gostem de ter companhia de sua idade. 


Jonas é dois meses mais velho que a amiga Laura e se conheceram nas sessões. Começaram no colo dos pais trocando olhares, e agora a Laura já o reconhece e adora pegar no pé dele (literalmente). Ficam realmente felizes quando se encontram e não duvido que se reconheçam, mesmo que tenham encontros esporádicos.

Agora que Jonas já senta, está esperando a Laura aprender para brincar no tapetinho em frente à tela de cinema.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Em defesa

Outro dia a Bianca, que trabalha conosco nos bastidores e coordena as sessões de metade do país, nos enviou um lindo e-mail em que ela fala do CineMaterna a partir de uma crítica. Muitas críticas são base para o nosso desenvolvimento e crescimento, mas há aquelas infundadas e outras, que apenas necessitam de esclarecimento.

A pessoa falava que barulho alto de cinema e ar-condicionado não eram apropriados aos bebês, e questionava por que as mães queriam se afastar dos afazeres do bebê para ir a uma sessão de cinema. O foco deste post não é a crítica, mas sim a resposta da Bianca:
Acho que a crítica da nossa colega não cabe. Primeiro porque o som do filme é diminuído, portanto não incomoda os bebês. Segundo porque o ar-condicionado também tem sua temperatura diferenciada. E terceiro que a sessão é justamente uma oportunidade de ir ao cinema SEM TER que se afastar do bebê e dos afazeres que a vida de mãe implica.

O projeto foi criado justamente por mães que desejavam ir ao cinema, mas não queriam afastar-se de seus filhos. Apesar de todas as facilidades que temos hoje em dia: babás, vovós, bombas tira-leite, copinhos, sondinhas, mamadeiras... ainda assim, por um motivo mais que justificável, essas mães não quiseram separar-se de seus filhos e também não estavam dispostas a abrir mão de seu lazer.
Eu, que frequento as sessões há 1 ano e meio (desde a estreia no RJ) tenho estórias e mais estórias emocionantes para contar. O projeto é um verdadeiro resgate da mulher no pós-parto e por isso às vezes me questiono como ele demorou tanto a acontecer. As mães se sentem tão bem, tão felizes de poderem ter um tempinho pra si, sem terem que largar os filhotes. De poder sentar, conversar, bater papo de mãe pra mãe, sem olhar pro relógio, sem se preocupar com chorinhos, resmungos e cheirinho de cocô ou leite azedo.
Partilho da idéia de que o bebê deve ser incluído na rotina familiar e não que esta rotina tenha que ser totalmente modificada para receber este bebê. Vejo que a mãe que sai com seu bebê - seja para ir ao CineMaterna ou para outros programas - sente-se mais confiante para exercer a maternagem em sua plenitude. Já vi estórias de crianças com dificuldade de pega, que foram amamentadas com facilidade e prazer durante uma sessão de cinema. A mãe relaxou, a criança sentiu e *pum*, a mágica se deu.

Enfim, talvez minha opinião seja parcial por trabalhar no projeto, mas convido a pessoa que fez a crítica a ir a uma sessão e ver com seus próprios olhos...
Parcial é a minha leitura deste depoimento, que achei lindo demais...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pique de amizade

Ira, com Clara, e Ligia, com Cora
Duas mulheres, uma ruiva e uma morena, uma paulista, a outra carioca, ambas mães de meninas, com dois meses de diferença. Conheceram-se no CineMaterna quando suas bebês eram pitoquinhas e começaram uma amizade: além de ir ao cinema, fazem outros programas juntas, com a companhia de suas filhas.

Lígia, a ruiva, mãe da Cora, fez aniversário outro dia. Ira, a morena, mãe da Clara, comprou - de surpresa - um bolo para comemorar no café pós-sessão e compartilhar conosco a alegria desta amizade que surgiu nesta fase tão especial da vida das mulheres.

Diz que eu tenho a melhor profissão do mundo: observar estas lindas histórias e escrever sobre elas aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No que você está pensando agora?

Fizemos uma migração de página de Facebook, mudando o seu formato. Como eu era a administradora do grupo anterior, coube a mim eliminar o antigo, em desuso. Para isso, teria que apagar membro a membro: clicar sobre o nome e ainda confirmar - e eram mais de 300.

No começo pensei no trabalho que seria. Mas logo comecei a curtir a tarefa, à medida que ia olhando as carinhas naquela foto minúscula, muitos rostos conhecidos e outros tantos desconhecidos. Vi mães que frequentaram assiduamente, cujos bebês agora são lindas e sapecas crianças. Deu saudade. Algumas vieram trabalhar conosco e mantêm o laço até hoje, numa conexão de carinho mais-que-especial. Vi pessoas amigas que nunca vieram à sessão por que nem tinham filhos na idade, apenas simpatizam com a iniciativa. Encontrei coordenadoras das nossas sessões de norte a sul. Cruzei com mães que continuam frequentando as sessões. E vi muita gente que não sei quem são, mas que são mães (e alguns pais) de lindos bebês e legitimam a existência do CineMaterna.

A cada membro que eu apagava, ia ficando mais nostágica. E fiquei torcendo para que a memória do CineMaterna para aquelas pessoas não se apague assim, num clique de mouse.

sábado, 6 de novembro de 2010

Recorde de sessões

Caramba, a partir de hoje, sábado, até quinta, teremos 17 sessões, em 12 cidades, exibindo 8 filmes diferentes! Nunca tivemos tantas... Em um mesmo dia, teremos 6 sessões simultâneas!

O mais trabalhoso é montar 17 enquetes: precisa ver o calendário de estreias das distribuidoras de filmes, os títulos que estão em cartaz no cinema e têm chance de ficar mais uma semana em cartaz, cruzar com os filmes já vistos pelo público da cidade. Quem começa o processo é a Bianca, que fica no Rio e entende muito de cinema. Depois passa por mim e segue para a Juliana, que monta as enquetes no site: vai buscar o cartaz do filme, sinopse, site oficial, trailer.

E depois tem mais uma semana de trabalho de bastidores, que inclui negociar com cinemas, enviar release à imprensa, confirmar equipes nas cidades, fazer pagamentos, divulgar as sessões ao público.

Tudo isso para, no final, termos mães, bebês, familiares e amigos fazendo um programa especial, dedicado a eles, com recepção carinhosa da nossa equipe de rosa, Brasil afora...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

É legal mesmo, este tal de CineMaterna...

Hoje fui a uma sessão em São Paulo com o Eric e voltei no carro feliz (e emocionada), pensando como é bom que existe o CineMaterna! Quem foi que inventou isso, hein? :P

Não foi minha primeira sessão, mas acho que foi a primeira vez que não trabalhei e desfrutei da experiência completa, como público (nem fui de camiseta rosa):

1) Cheguei atrasada, depois dos trailers
2) Vi o filme inteiro, Eric dormiu o filme todo, sem pausa sequer para mamar
3) Usei o trocador com mordomias: o querido Adilson, funcionário da UCI, levou o trocador ao banheiro feminino, pois a sessão seguinte ia começar, e a Débora, nossa coordenadora, ficou comigo para trocar o pitoco, que fez xixi nele mesmo quando tirei a fralda - quem nunca passou por isso?
4) Depois fui pro café, bater papo.
5) Ah, e fui embora feliz por ter feito algo para mim, sem desgrudar deste pequeno ser que me acompanha há quase 10 meses.

Tudo bem, vai, confesso que cheguei e dei palpite no volume e no ar-condicionado, mas logo sentei e curti...

E o Eric chegou em casa muuuuito relaxado, como você pode ver... Recomendo esse tal de CineMaterna, viu? ;o)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Encontro Marcado

Ficar na fila da bilheteria recebendo mães, pais, bebês & companhia é uma das minhas atividades favoritas no CineMaterna. É quando reconhecemos a família, recebemos as mães, tiramos dúvidas e paparicamos os bebês antes que entrem na sessão e se aconcheguem no colo para o soninho de cinéfilo.


Alguns bebês já são descolados no programa e chegam dormindo, embalados pelo carro, e a gente fica babando. Esses dois desmaiados (o de azul é o Leon, bebê da Carol) são amigos, combinaram de ir ao cinema e dormirem juntos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O nome de um filho

Meu segundo filho ficou sem nome até ontem, 10 dias depois do nascimento. A segunda das perguntas clássicas a uma grávida (1- "é menino ou menina" e 2- "qual o nome") ficava sem resposta. Já era difícil gerenciar o desapontamento da maioria das pessoas. Depois que nasceu, então, a coisa complicou. A pressão vinha de todos os lados. E eu já estava curtindo ter um filho sem nome - ou "Irmãozinho", como o chama até agora, meu filho mais velho, Max.

Dar um nome a um filho é uma tarefa de muita responsabilidade e é, literalmente, para a vida toda. Algumas mulheres têm nomes para filho ou filha desde a infância...Pensar no significado, no som, nos nomes da moda, nos parentes, amigos e seus filhos que têm o mesmo nome, entrar em acordo com o pai da criança. Dormir, sonhar, imaginar o futuro do filho com aquele nome. E ainda assim, poder mudar quantas vezes for necessário até encontrar O nome.

Eu, por exemplo, nas duas gestações tinha uma lista de nomes para meninas. Já nome de menino... Foi difícil no primeiro filho, no segundo, empacamos. A gente fazia listas, ia e vinha, e sempre sobrava o mesmo nome ao final, junto com outros. Bom, após 10 dias, achamos que dava para fechar.

Enquanto isso, surgia aqui no CineMaterna as mais variadas listas de sugestão de nomes. A mais engraçada delas foi compilada pela Taís (com comentários meus ao final):

- Meu preferido: Mac Intoshi, apelido maçãzinha... ou, versão trash, Donald's [eu sou macmaníaca]

- Thomas Jonas Brothers Ferreira Jr.: já que nossos filhos acham que todos os irmãos TÊM que chamar Jonas... Apelido: Tom
[Jonas é o nome do filho da Alexandra, assessora de imprensa, nome pelo qual Max chamou o irmão a gestação inteira. Ah, e meu marido é Ferreira Jr]

- João Jr.: básico, tipo tubinho preto
[meu marido é João]

- Sean, variação de John, João, etc e tal
[o primeiro "nome" que o Irmãozinho ganhou - da Gláucia - foi Xam, Max ao contrário - Sean (leia-se 'xóm' tem o som mais próximo)]

- Alex, pra rimar com Max

- Adhemar Hiroaki, nome do meu falecido tio, portanto, vago...
[tudo começou porque sugeriram ele chamar Adhermarzinho, em homenagem ao Adhemar de Oliveira, sócio do Espaço Unibanco de Cinema, para já nascer um míni-cinéfilo]

- Mill, pro terceiro ser Ian, aí ficamos com um nome completo: Max-Mill-ian [Alexandra sugeriu ser Ian, assim se o terceiro for menina, Mill é um bom nome! E Ian foi um nome que, piadas à parte, foi finalista. Obs: não haverá terceiro...]

Ah, o nome do irmão do Max é ERIC...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Julgamentos

Eu fui ao cinema no sábado, com meu filho, que nem nome tem ainda, ao CineMaterna. Ele estava com dois dias. Não fui com o propósito de quebrar nenhum recorde, fui porque queria demais ver o filme da Mostra Internacional de Cinema. Eu estava bem, ele estava bem, sendo plenamente amamentado e protegido pelo meu colostro.

Não avisei ninguém que iria, pois só teria certeza na hora de ir. Minha intenção era chegar em cima da hora, ver o filme e ir embora, discretamente e sem alarde. Por quê? Medo de ser julgada erroneamente, mesmo sabendo que eu não estava fazendo nada de errado. Aquele cinema é minha segunda casa, sei do valor da amamentação na proteção imunológica a um bebê, era só ver o filme e ir embora.

Meu filho nasceu na véspera do início da Mostra, ou seja, dificilmente conseguirei ver outros filmes a não ser no CineMaterna. Tomei a decisão, arrumei a mala do bebê e fui. Meu marido me deixou na porta do shopping e ao sair do elevador, dei de cara com a Alexandra, nossa assessora de imprensa, com um jornalista do lado. Nos olhamos em choque: ela não sabia nem que eu iria, nem que o jornalista iria cobrir a sessão. Morris Kachani, jornalista da Folha de São Paulo, foi com sua esposa e bebê de 7 meses - e fotógrafo. Bom, para quem queria ir ao cinema discretamente, não foi bem o que aconteceu. Relaxei, curti o filme, mas depois, fiquei apreensiva com a possibilidade de "julgamentos" se aquilo saísse no jornal.

A minha história me fez lembrar a de outra mãe, amiga nossa, que veio ao CineMaterna pela primeira vez quando seu filho estava com 1 ano e 3 meses. Achei que estava indo ao cinema com o filho tão crescido porque estava trabalhando, ocupada, não tinha tardes livres. Conversando, descobri que não era este o motivo. Ela teve muita dificuldade em amamentar, acabou interrompendo mais cedo do que gostaria, foi um processo muito tenso e como este era um princípio importante no seu conceito de maternagem, tinha vergonha em sair com mamadeira e dos supostos e eventuais olhares julgadores que poderia encontrar. Ela, que é uma pessoa segura e dinâmica, sucumbiu ao medo do julgamento - que nem sabemos se ocorreria, como no meu caso.

Por que estas coisas acontecem? Por que temos que ser mães e ainda ficarmos ouvindo os questionamentos das pessoas que frequentemente nem sabem pelo que estamos passando, e num momento tão vulnerável e delicado de nossas vidas? Palpites, todo mundo tem milhões de palpites. Questionamentos muitas vezes mal colocados, conclusões apressadas.

Julgar é uma capacidade humana fundamental, e como diz o dicionário: é emitir parecer, opinião sobre (alguém ou alguma coisa); formar conceito, opinião. Mas prefiro quando é complementado por decidir, após reflexão. E nem sempre há reflexão, ponderação. E aí, ficamos frágeis diante dos outros.

Nem sei porque decidi escrever sobre isso. Ninguém me julgou, e se julgou, não me disse. Melhor assim. Ah, devem ser os hormônios do pós-parto - "eles" levam a culpa por tudo nesta fase!

Em tempo: eu levei sim, uma bronca. Da minha doula, que me mandou sossegar o facho, que pós-parto não é brincadeira, mesmo eu me sentindo bem. E eu achando que levaria bronca por causa do bebê... que aliás, só dormiu e mamou - e ronronou, como contou a Alexandra. Eu voltei na sessão da terça, cinco dias pós-parto já pode, né?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lançamento em Vitória

Estávamos a um dia do lançamento em Vitória e tínhamos uma lista com poucas mães confirmadas, menos de 100 - é pouco para nossos parâmetros. Sempre que isso acontece fazemos um enorme exercício para entender onde encontrar mães com bebês de até 18 meses que sintam falta de pegar um cineminha. Na manhã do evento, a Irene (que ficou em São Paulo por conta da barriga do bebê prestes a nascer) nos passa um número de 175 mães! O rápido crescimento foi gerado por uma grande matéria em um dos principais jornais da cidade.

Além de Taís, Jonas e eu, Bianca, nossa coordenadora do Rio de Janeiro, foi à cidade especialmente para treinar a equipe.

Taís e Jonas em Congonhas (SP)
despachando quilos de bagagem
para o lançamento
Chegando no Shopping Vitória (ES) pelas docas

O lançamento em Vitória foi uma sessão linda. Tinha uma tranquilidade palpável e foi repleta de gentileza. Desde a equipe da Cinemark, atenciosa nos detalhes, passando pelo pessoal do marketing do Shopping Vitória, que há muito nos esperava e que presenteou as mães com pipoca e bebida.

O que se via era uma interação única. Amigas combinaram de se encontrar, avós atentas acompanhando os netos, e pais participando e curtindo a volta ao cinema com o bebê no colo. E claro, bebês por todos os lados. É uma sensação muito boa e identificação imediata das mães que estão vivendo um momento tão único e, ao mesmo tempo, incrivelmente semelhante a todas.

Uma fila bonita de se ver
Família curtindo o programa
Taís recebendo o público
Flávia, nossa coordenadora, recolhendo histórias.
Essa mãe foi um dia antes a uma sessão comum
 e voltou para conferir a nossa.
Bianca e o estacionamento de carrinhos
Casal e bebê voltando à rotina cultural

A estreia do CineMaterna em Vitória aconteceu com o filme do momento, Comer, Rezar, Amar. Estiveram presentes 136 adultos, 83 bebês e 6 gestantes!

Jonas brincando no tapete
Movimento intenso no trocador
Pai curtindo a sessão
Mãe não desgruda o olho da tela e bebê dorme tranquilo
Um descanso e bate-papo do lado de fora
para os mais agitados (são todas meninas!)
Avós têm um papel importante no CineMaterna.
A da Helena estava maravilhada com o projeto e
deu apoio total para que a filha Núbia pudesse assistir o filme. 
Flávia, Tais, Bianca, Rafaela, eu e o Jonas no sling
Eu nem queria publicar esta foto porque a Simone, uma de nossas coordenadoras já tinha ido embora e ficou de fora. Eu, toda enrolada com a saída das mães e com o Jonas, lembrei de fazer a foto tarde. Só para registrar, aí está ela, a esquerda de camiseta preta. Simone saiu correndo para pegar os filhos na escola.

Taís e Bianca em momento de pura leveza! 
Missão cumprida! Obrigada, Vitória!

Chegamos ao lançamento em Vitória, última cidade nova programada para 2010. Uma meta estabelecida há mais de um ano, quando fechamos o patrocínio com a Natura Mamãe e Bebê. Sensação de missão cumprida e hora de desenhar novas metas.