segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bebê cinéfilo

No sábado, veio a Júlia, frequentadora das sessões em São Paulo desde que tinha menos de um mês. Hoje tem oito meses, e veio no sábado, em homenagem ao CineMaterna, vestida com uma camiseta que tinha estampa do cartaz do filme "Tudo Sobre Minha Mãe", do Almodóvar.

Eu resgatei uma foto dela pitoquinha, para ver como ela cresceu. Um dia vou escrever sobre a emoção - e privilégio - de acompanhar o crescimento dos bebês que frequentam nossas sessões.

Imaginem a história que ela vai contar quando crescer:

"Meus pais me levaram ao cinema pela primeira vez quando eu tinha menos de um mês. Eu mal abria os olhos, só mamava e dormia... O filme era para eles, mas é claro que eu aproveitava também... E não é que virei cinéfila?"

"Aos oito meses, beeeem mais crescida, eu já pedia para usar roupas de um de meus diretores preferidos: Almodóvar!"

Então, Júlia, conte-nos tudo sobre sua mãe...

domingo, 30 de agosto de 2009

Cheirinho de bebê novo

Ontem foi uma sessão muito especial. Foi a primeira com o patrocínio da Natura Mamãe e Bebê, um dia lindo de sol, filme divertido e o mais importante: o carinho do público. Público cativo e famílias que vieram pela primeira vez, nos parabenizando pelo patrocínio, tão felizes quanto nós... Sorrisos, abraços, gestos, olhares de ternura, que aqueceram nossa manhã de sábado e nos deixou realizadas...

Estreamos uma nova versão da nossa "discreta" camiseta, parte da mudança do visual CineMaterna, que será implementada aos poucos. Estamos emocionadas e felizes. É assim que mãe fica quando nasce um filho, não é?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Natura!!!


Fechamos um patrocínio com a Natura Mamãe e Bebê! Ficamos muito felizes, principalmente por causa da identidade de valores. O tema da Natura é VÍNCULO, que é exatamente o que buscamos reforçar com o CineMaterna...

Teremos cheirinho de Natura Mamãe e Bebê nas sessões, uma velocidade maior de lançamentos em novas cidades, novo site, novo e-mail e algumas surpresas por aí... E muito, muito trabalho... Vamos virar gente grande! ;o)

A Natura tem uma preocupação muito grande com a natureza, zela muito por seus princípios e pela qualidade de seus produtos. Uma curiosidade de bastidores: numa das reuniões com a pessoa que é nosso contato lá, ela explicitou uma preocupação por um material não ser biodegradável. Nós, no CineMaterna, estamos para fazer uma nova leva de nossos cartões de visita, que descobri serem ecologicamente incorretos por causa do acabamento utilizado. Lembrando da postura da Natura na reunião, resolvemos buscar um novo modelo de cartão. Que aliás, vai ficar lindo - e desta vez, mais amigo da natureza...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Onda

Faz parte do meu trabalho assistir filmes. Adoro dizer "eu TENHO que assistir tal filme". O CineMaterna conta com assessoria de um crítico de cinema, mas tem alguns filmes que faço questão de assistir, pois tenho dúvida se estão dentro do perfil.

A Onda estava na minha lista. Eis um pouco sobre o filme:

Em uma escola da Alemanha, o professor secundário Rainer Wenger tem dificuldade em explicar para seus alunos como o povo aceitou a disseminação do nazismo. Rainer cria uma simulação dentro de sala de aula e através de exercícios de disciplina, os alunos logo passam a aceitar as ordens dadas pelo professor. Os estudantes, então, se unem em um movimento que eles intitulam 'A Onda'. A simulação, que deveria acontecer apenas na sala de aula, toma as ruas da cidade. Rainer percebe que a situação está saindo do controle, mas pode ser tarde demais para isto.

O filme é baseado em uma história verídica que aconteceu na Califórnia em 1967. A história é fascinante, eu queria ver se não era violento ou pesado demais. Bom, é um soco no estômago como temática, mas um excelente filme. Faz a gente pensar no poder de um líder diante de uma massa fragilizada, no caso, os jovens.

O filme incita muitas reflexões paralelas, sobre autoritarismo, magnetismo de um líder, manipulação de massas, adolescência, gangues, influência de um adulto sobre os jovens, ensino, limite da patologia mental, sociedade, identidade de grupo, preconceito, exclusão e inclusão social, ufa! Quanto mais penso, mais lembro de detalhes e temas. Acho que eu estaria perdida se tivesse que conduzir um debate pós-filme.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Serviço de bordo

Terça estive em Salvador para acompanhar a sessão. Cheguei cedo e saí para tirar uma foto muito específica: a de um carrinho que vende café...

Na caminhada, topei com uma igreja linda - como não cruzar com uma em Salvador? A missa ainda estava em curso quando entrei, a igreja estava cheia, em plena manhã de terça. A religiosidade na Bahia é algo que não vejo em São Paulo, onde as pessoas correm, correm e... correm. Não é questão de ter menos fé ou ser menos religioso. Ou é?

Continuei minha caminhada na manhã ensolarada e cruzei com uma rua estreita, uma ladeira muito íngreme, da onde - inacreditavelmente - saiu um carro. Tirei a segunda foto da manhã, mas pena que não dá a dimensão do ângulo da subida. A foto perde muito em resolução neste blog e não dá para ver direito o mar lá no fundo, cuja visão recarregou minhas energias...


Bom, deixa eu mostrar a imagem que deu origem a este post, antes que vire um ensaio de fotos de viagem. Este carrinho aqui, é o que queremos ter nas sessões em Salvador.


Você cruza com um carrinho deste em vários pontos da cidade, um mais colorido que o outro, vendendo café, bolo e outras comidinhas, e com um sistema de som muito barulhento. Por ideia da Alexandra, teremos um na CineMaterna soteropolitana, que vai oferecer água, pipoca, fralda, lenço umedecido e pomada de assadura dentro da sala de cinema. Não necessariamente tudo no mesmo carrinho, para não misturar comida e, bem... higiene. Que tal rosa e azul, com nosso logotipo? Aliás, já pensou, uma versão com trocador?


É brincadeira, viu gente?! Mas que seria divertido, isso seria!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cariocando

Semana passada, fomos ao Rio fazer algumas reuniões e vistoria em cinema. Aproveitamos que era perto do final de semana, e os maridos e filhos foram também, para curtir (santa promoção de milhas!). É muito engraçado, porque invertemos o "padrão": enquanto as mulheres iam trabalhar, os maridos ficavam com os filhos e iam passear... Eis a imagem deles, prontos para um dia de atividades...

No sábado, depois da sessão, a Bianca, coordenadora da equipe carioca e responsável comigo pela programação, nos recebeu em sua casa para um delicioso almoço, unindo as duas pontas da Ponte Aérea. Na foto, o lado direito é carioca e o esquerdo, paulista.


A lindíssima filha da Bianca não quis sair do quarto de jeito nenhum para a foto coletiva. Tudo bem, ganhou uma foto só dela! Ela é esta linda ruivinha, tagarela e muito, muito esperta. E se entender de cinema como a mãe, tem o futuro garantido! Hehehe.

domingo, 16 de agosto de 2009

Memê

Tem uma querida leitora deste blog, a Pérola, que me enviou um memê. Eu não fazia ideia do que era isso. Ela explicou que é uma espécie de "questionário" repassado entre amigas e blogueiras. Curiosa que sou, fui investigar um pouco mais sobre o termo. Encontrei mais bem explicado em inglês. Em resumo, é uma lista de perguntas que alguém vê em um site/blog e resolve responder. Daí, outra pessoa vê estas respostas e também decide responder e assim por diante. As perguntas podem sofrer mutações ao longo do tempo, à medida que vai sendo respondido, por diferença de interpretação ou por vontade de quem responde. As perguntas também podem ser passadas adiante, como uma corrente.

Enfim, depois de eu discorrer todo este conhecimento geral (in)útil, coloco a pergunta dela: o que você não é no universo mamífero/materno, mas gostaria de ser?

A resposta veio rapidamente para mim: eu queria ser mais ecológica como mãe, usar fraldas de pano... Mas não foi desta vez, com este filho. Não sei se é a praticidade da fralda descartável, se é o fato de eu morar em apartamento, tendo uma lavanderia nem sempre bem ventilada ou falta de convicção mesmo. Sou super-ecológica em muitas atitudes, mas isso... não deu!

E você, como responderia à pergunta?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Frase precisa

Analy é mãe de três, engajada em amamentação, uma das pioneiras em usar e fazer slings no Brasil e tem a minha admiração por sua sabedoria incrível. Por circunstâncias da vida, teve que ir para o Paraguai, onde vive sua família. Com saudade dela, escrevi uma breve mensagem, comentando que fiquei feliz de vê-la ainda envolvida com mães. Recebi como resposta uma frase tão linda que eu tinha que compartilhar aqui: "Nada me dá mais prazer do que falar com mães recém-nascidas".

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bebê na terapia

Outro dia, uma mãe no Rio comentou no café que estava voltando à terapia. Ela relatou que estava ajudando a lidar com seus sentimentos como mãe e estava se preparando para a volta ao trabalho. Depois, a conversa migrou para a questão de como ir à terapia, com ou sem bebê.

Lembrei-me da minha volta à terapia, quando meu filho estava com dois meses. Max ia comigo, pois eu não tinha com quem deixá-lo. Resgatei a foto abaixo, dele "em terapia", com quatro meses. Ele ainda não sentava, colocamos as almofadas para que não tombasse. Até parece que ele está mesmo falando, contando da sua mãe...



Voltar à terapia foi necessidade premente! Eu estava beeeeeem confusa, precisava de uma ajuda para "me resgatar", não sabia muito bem o que eu estava sentindo. Ter um filho é maravilhoso, a gente descobre o que é "amor de mãe", mas eu achava que não tinha sentido uma paixão avassaladora, que havia algo de errado, que tinham muitas angústias, que estava estranha. Não conseguia nem descrever direito o que estava sentindo, tamanha a confusão. A terapia foi ajudando a entender melhor o que estava acontecendo, que não tinha nada de errado em me sentir cansada por só cuidar de um pequeno ser que, naquele momento, praticamente só dormia e mamava.

Para mim, a tal paixão arrebatadora pelo meu filho veio mais tarde, quando ele começou a interagir mais. E hoje, nem tenho substantivo, adjetivo ou advérbio para descrever o que sinto por ele. Mas tenho certeza que todas as mães sabem do que estou falando.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Gravidez divina

Nossa taxa de fertilidade realmente anda altíssima. Mais uma grávida na equipe: Victória, de Campinas.

Liguei para ela, que me contou que está feliz, mas prostrada, enjoadíssima. Me lembrei da minha gravidez: durante um mês, eu mal conseguia andar, de tanta fraqueza que sentia, fora o enjoo constante, o dia inteiro (que aliás, durou muito mais que os "prometidos" três meses iniciais). As pessoas me parabenizavam pela gravidez, diziam que era divino engravidar, que toda grávida tem um brilho especial e eu pensava "Nãããão!!! Estou me sentindo horrível!". Claro que tem grávidas que não têm nenhum sintoma, que realmente se sentem poderosas, lindas e maravilhosas - e eu morro de inveja delas...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Toda Renata está grávida?

Na equipe do CineMaterna, sim! Temos três Renatas da equipe do Rio, duas já estavam grávidas. Coincidência ou não, estou no Rio hoje e soube que a terceira Renata também engravidou. Descobriu há pouco, ainda está tonta com a notícia. Se tivessem combinado, não teria dado tão certo!

E pensar que em março, quando as contatamos para integrar a equipe carioca, nenhuma delas estava grávida... Quer engravidar? Vem trabalhar no CineMaterna! Aqui, gravidez é muito bem vinda ! ;o)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lançamento em Salvador!

Passei a manhã da segunda checando o que faltava imprimir, a lista de convidados, os materiais a embrulhar, os itens da mala, os e-mails que não paravam de chegar. E ia me despedindo do meu filho: seria minha primeira noite fora. Até que demorou para isso acontecer. Me despedi três vezes, como se fosse a última vez que o veria na vida. Na terceira, ele já me olhava como quem diz: "de novo, esse monte beijo?".

Tentando embarcar
Enfim, parti. Peguei a Alexandra na casa dela (Taís já estava em Salvador) e pegamos a Marginal rumo ao aeroporto. Tarde de segunda, sem chuva, nenhum grande acontecimento e... tudo parado. Nós duas conversando, nem percebemos como estava lento o trânsito. De repente, olhei no relógio e percebi que teríamos que, daquele ponto, chegar em 10 minutos no aeroporto para não atrasarmos. Tarefa que naquelas condições, me parecia impossível. E não andava. Andou um pouco! Parou de novo. E não andava. E o tempo passando. Uma hora antes do voo e nem sinal do trânsito melhorar. Eu brincava: "ah, já fizemos check-in pela internet, temos 10 minutos a mais". E o carro cheio de caixas para despachar, o trânsito não dando trégua. E o relógio do meu carro inexorável na nossa frente, andando mais rápido do que queríamos. De repente - não, não foi nada de repente - consegui engatar terceira, quarta e lá fomos, voando. No estacionamento, faltavam 20 minutos para o voo! Isso, segundo a Alexandra, pois nem olhei no relógio para não desanimar. Empilhamos as caixas em um carrinho e fomos equilibrando-as em direção ao terminal, correndo. Depois vimos, as caixas totalizaram 25 quilos. Chegamos no elevador para subir para os balcões: fila! Falei para a Alexandra ir na frente pela escada rolante para adiantar e tentar descobrir como conseguiríamos embarcar. E eu olhando aquela fila no elevador. Meu instinto de sobrevivência me fez pedir (educamente) para furar a fila. Eles deixaram! Corri - na medida do possível, com o pesado carrinho - e fui para o balcão. Alexandra, desesperada tentando convencer a moça a segurar a porta do "bagageiro" do avião, já que o check-in estava encerrado... Enfim, algumas informações desencontradas depois, estávamos correndo pelo saguão e entrando esbaforidas numa van que veio nos buscar e mais um casal, que também estava preso no trânsito.

Enfim, Salvador


Quarta cidade a receber o CineMaterna, a primeira do nordeste... O Espaço Unibanco Glauber Rocha é um antigo cinema, que foi reformado e modernizado, reinaugurado em dezembro de 2008. Ou seja, instalações moderníssimas, projeção de primeira!

Terraço que tem vista para a Bahia de Todos os Santos

Nossa equipe de Salvador é enxuta, mas porreta! Tem a Andréa, mãe da Marina, de cinco meses.



Andréa indicou a Karina, que é mãe de Lucca, de cinco anos. Aliás, Karina é paulista, está em Salvador há pouco mais de um ano e entrou para a equipe um dia antes do lançamento - e já mostrou a que veio.



Ainda tem a Simone, que está viajando em férias, mas que estará na próxima sessão. Ela é mãe de Daniel, que tem quatro meses.

O público estava à vontade, com bebês maiores em clima descontraído antes do início da sessão.


Tivemos que partir correndo, logo depois do café. Chegamos tarde em São Paulo, as três, morrendo de saudade dos pimpolhos. Claro que eles já estavam dormindo, mas o ritual de chegada foi o mesmo: entrar no quarto e sentir seu cheirinho...

Oficialmente, 1 ano!

Hoje o CineMaterna faz um ano.
Faz 365 dias que lançamos oficialmente as nossas sessão amigáveis para mães com bebês.

Em 365 dias, passamos de 1 cidade para 4.
Em 365 dias, passamos de 1 cinema para 6.
Em 365 dias, passamos de 4 sessões mensais para 18.
Em 365 dias, assistimos 105 filmes diferentes.
Em 365 dias, realizamos 122 sessões.
Em 365 dias, recebemos 9744 "gentes", entre adultos, crianças e bebês.

Um agradecimento emocionado à equipe CineMaterna, que em 365 dias, partimos de 3 pessoas para 29.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Posições para amamentar

Estamos em plena Semana Mundial de Amamentação, evento que ocorre simultaneamente em vários países, este ano na 18ª edição. Claudia Leitte (o sobrenome ficou sugestivo) é a madrinha da Campanha de Aleitamento Materno, promovida pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria. O tema deste ano no Brasil é “Amamentação em todos os momentos. Mais saúde, carinho e proteção”.

Nossa sessão faz parte do calendário paulistano e amanhã vai ter roda de conversa após o filme, no Espaço Unibanco Augusta, em SP. O tema do bate-papo será "posições de amamentação". Este assunto me fez resgatar uma das fotos que mais gosto, do Max mamando de "cavalinho", quando tinha apenas três dias. Se bem que acho que a posição está mais para "sapinho"...