sexta-feira, 31 de julho de 2009

Você trabalha com o quê?

Ouço esta pergunta algumas vezes. Acho engraçado, devemos passar a impressão que fazer nossas sessões de cinema é só uma diversão. Que bom! Por que é divertido, sim, mas é trabalho à beça.

Meu trabalho é CineMaterna. Exclusivamente. Assim como a Taís, que cuida da parte comercial e estratégia, e a Alexandra, que é a assessora de imprensa. No começo, éramos três. Fazíamos tudo, íamos a todas as sessões, fazíamos divulgação, site, reuniões, negociações, parcerias... Dali a um tempo, viramos quatro, depois cinco. Este ano, incorporamos mais gente por causa das equipes fora de São Paulo: já não dava mais para estar em todas as sessões, pois havia mais de uma simultaneamente. E a cada cidade que incorporamos, o trabalho aumenta.

Tem a Juliana, que cuida do site. A Bianca que cuida comigo da programação e da equipe do Rio. O Emerson e a Gláucia, que tocam o comercial. A Alinye que coordena as equipes de São Paulo e outras cidades.

Tem as coordenadoras de sessão: Ana, Alexandra, Ana Paula, Andréa, Carolina, Cinthia, Denise, Gabriela, Lara, Larissa, Lílian, Marô, Miria, Priscila, Renata, Renata, Renata, Ruth, Simone, Victória. Sem contar as que nem começaram, mas já estão conosco, em Brasília e Porto Alegre.

Temos assessorias técnicas especializadas, como a Vir no site, a Maisa com sua agência de publicidade, o Christian na programação.

Tem aquelas passaram por nós, deixaram sua marca e seguiram seu rumo, como Ana Lúcia, Bia, Nádia.

E mais os agregados, que nos assessoram esporadicamente: fotógrafos, produtoras, agências.

Todos trabalham voluntariamente. E o fazem porque acreditam na CineMaterna. Hoje, é só reembolso de despesas, pagamentos simbólicos. Temos uma receita que permite estes pagamentos que vem da Pompom - um agradecimento especial à Érika, que desde o início acredita na iniciativa. Seu investimento, que iniciou nas sessões do Rio, permite nossa sobrevivência, mas ainda não temos uma fonte de renda que consiga sustentar uma estrutura. Claro que estamos buscando, é nossa luta diária. E tenho certeza que conseguiremos, é uma questão de tempo. Profissionalismo e carinho por esta iniciativa, temos de sobra.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Primeiro trabalho com filho

Anteontem fui comprar um tapete para nossa sessão de Salvador, em uma loja que fica no centro de São Paulo. Quando estava voltando, me veio à lembrança um trabalho que fiz há pouco mais de um ano, nesta região.

Eu trabalhava como consultora em treinamento antes da CineMaterna surgir. Eu era autônoma, trabalhava por conta própria em diversas empresas. Depois que o Max nasceu, fiquei enrolando para voltar a trabalhar. Quando ele estava com uns cinco meses, peguei um trabalho de meio período, esporádico. A empresa ficava pertinho da loja que fui comprar o tapete, o trabalho terminava às 18h e naquele dia, chovia torrencialmente. Era o primeiro dia que meu filho estava com a babá até um pouco mais tarde. Sou péssima de localização no centro de SP, estava de carro e perdi uma das saídas, peguei uma ponte que dava para o outro lado, o trânsito todo parado, meu peito cheio de leite, eu aflita para chegar em casa. Minha vontade era largar o carro e ir a pé, correndo. Perdi quase meia hora nesta volta.

Lembrando desta cena hoje, parece até ridículo, mas que agonia! Claro que, uma hora depois, quando cheguei em casa, Max estava ótimo... Coisas de mãe.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Aplausos no cinema

Linda a sessão de Cocoricó em São Paulo. Diferente do nosso habitual. Crianças acompanhando seus irmãos e amigos bebês. Vários bonecos do Júlio e da Lilica, em diversos tamanhos, palmas acompanhando músicas, crianças e bebês andando e engatinhando pela sala, aplausos ao final, pipoca por todo lado... Enchemos a sala, fizemos uma bagunça gostosa para animar o final das férias escolares.

Quinta tem mais uma sessão, no Rio. E vamos tentar num sábado, próximo ao dia das Crianças. Aguardem!

CineMaterna para exportação II

Eu estava com o post anterior (da Juliette e Alix) escrito e parado aqui. Acho que postei quando vi nova mensagem vindo de longe, de outra CineMaterna desgarrada. Essa é da Tati, que está em Brasília, sua terra natal, aguardando os papéis para ir embora para a Holanda, encontrar o marido que já está lá. A reflexão dela me comoveu... Nostalgia pura.

Foi muito curioso quando fizemos nossa viagem de retorno para ficar em Brasília, pois sempre que vinha para cá gostava muito, mas desta vez, talvez sabendo que era definitivo, fiquei com uma saudade verdadeira de tudo que vivi, e talvez, de tudo que vivera em Sampa. Quando cheguei aí, tudo era estranho, mas quando saí, tudo aquilo já fazia parte de mim. E o cinema era parte muito importante dessa vida. Não só manter atualizado o leque de filmes, não só tomar café, mas principalmente manter um contato sadio com outras pessoas que têm interesses em comum. Não só conversar sobre fraldas, slings e cinema, mas sentir-se acolhida. Em uma cidade gigante, é muito bom encontrar pessoas especiais. O mais curioso foi um dia, já aqui, em que comecei a me lembrar de vocês e me dei conta que era uma tarde de terça, dia de cinema. O tal 'transmimento de pensação'.

Nossa viagem ainda segue. O importante é que sempre levarei comigo essas tardes tão alegres, mesmo com filmes dramáticos e chorinhos de bebê. Quem sabe não poderemos criar CineMaternas em outras partes do mundo, não é? Vou pensar nisso então: as mães pegando suas bicicletas para carregarem seus bebês até o cinema em Amsterdã.


Abraços do tamanho de São Paulo!


É ou não é, de morrer de saudade?

Ela enviou lindas imagens, que ilustram este post. Para mim, esta árvore, vegetação típica do cerrado, simbolicamente representa o estado de espírito da vida: uma árvore com seus galhos que bifurcam, onde cada um segue seu caminho, sempre imprevisível para que lado vai... Eita, olha só que o que a emoção faz comigo! Filosofia de botequim! ;o)

CineMaterna para exportação I

Comentei aqui há um tempo sobre a partida de uma mãe, a Juliette, que foi embora para a França. Outro dia ela me escreveu e mandou fotos da filha, a Alix. Ela está tão linda, que não pude deixar de postar a foto aqui.

Alguns trechos da mensagem:

Você não imagina como estou com saudade de vocês e do cineminha semanal com a turma dos bebês. Outro dia, aqui, tentei ir no cinema com Alix mas não me deixaram entrar, buuuuuuuh. Se eu ficar por aqui vou ter que organizar um CineMaterna mesmo. ;)

Vou para Sampa em agosto e vou correr para encontrar com vocês e sentar numa poltrona de cinema!

Desejo longa vida ao CineMaterna e toda a equipe. Os primeiros meses de maternidade para mim sempre estarão ligados a estas terças encantadas no cinema. OBRIGADA!

São mensagens carinhosas como esta que nos incentivam a seguir em frente... Vida longa à Alix e Juliette!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Filme definido!

Definido o filme do lançamento de Salvador. Aliás, nem comentei, mas é semana que vem!!! Frio na barriga...

Será À Deriva, comentadíssimo filme da semana.

Sinopse: Uma família de classe média alta passa as férias em Búzios, Rio de Janeiro. A viagem é um esforço para reconstruir a família e reconquistar a felicidade já perdida. Filipa (Laura Neiva), de 13 anos, carrega consigo os conflitos clássicos de sua idade. Ela tenta desesperadamente desvelar um caso amoroso entre seu pai e uma mulher mais jovem, vizinha de sua casa de praia.

A história tem partes autobiográficas da vida do diretor, Heitor Dhalia. Uma curiosidade é que a atriz principal, Laura Neiva, foi escolhida no Orkut por Dhalia e nunca tinha atuado antes. Vale conferir!

Tô louca para ver, mas acho que não será em Salvador. Nunca consigo me concentrar o suficiente para ver filme nestas ocasiões. É muita empolgação, muitas tarefas ao mesmo tempo, muita gente, uma loucura.

sábado, 25 de julho de 2009

Banzo

Há um tempo atrás, conversando com um empresário, ele me disse: "Você sabe, nós que temos nosso próprio negócio, não desligamos nunca. É o tempo todo pensando em algum detalhe, pendência ou ideia". Não tinha me dado conta - é a mais pura verdade.

Hoje novo diálogo, desta vez com um fotógrafo. Ele teve seu equipamento roubado durante um evento, enquanto trabalhava. Comentei sobre este fato e ele me disse: "fiquei uns dias com um sentimento horrível, uma sensação de perda, não era só o prejuízo financeiro". Pois estou exatamente assim. Ontem aconteceu um incidente profissional que me deixou triste, chateada. Fico remoendo se foi uma falha minha, onde poderia ter feito diferente. Acho que o dia cinza, frio e úmido de hoje potencializa o peso. É, pegou de jeito. E como me revelou o empresário, não consigo desligar.

Xô, bode!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Estrutura compartilhada

Eu trabalho boa parte do tempo em casa. Saio para as sessões e reuniões e viajo para as cidades de vez em quando. Por isso, optei por deixar o Max, meu filho - que ainda não tem dois anos, em casa, com uma babá, a Josi.

Taís tem a vida parecida com a minha e estrutura semelhante em casa. Nós duas moramos a algumas quadras de distância, temos filhos da mesma idade (nos conhecemos grávidas) que se vêem praticamente todos os dias, para brincar.

Ontem, a babá da Taís faltou. A Aninha, filha dela, passou o dia aqui, com Max e a Josi, enquanto trabalhávamos. Tinha a empregada para dar suporte, se necessário. Hoje, a minha empregada vai faltar também, assim como a babá da Taís. O jeito vai ser deixar as crianças com a Josi, na casa da Taís, que tem empregada lá. Nós temos reunião, passaremos a manhã fora... Gostei da solução que encontramos, para não entrar em pânico com os desfalques.

Somos privilegiadas por morar em um país onde ter uma estrutura em casa não é algo absurdo, nem cultural, nem financeiramente. Claro que não é barato, nem deixa de ser um dilema a questão de quem vai cuidar do filho - aliás, assunto que dá pano prá manga!

Vida de mãe não é fácil, pois quando a estrutura falha, raramente é responsabilidade do homem lidar com o imprevisto. Muitas vezes eles ajudam, sim, e claro que há exceções. Não estou reclamando, nem denunciando ou reivindicando, apenas constatando.

Vou parar de escrever, pois ainda tenho que tomar café, lavar a louça, tomar banho, sair com as cachorras, para então, ir para a reunião!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Segunda geração

Em breve, algumas CineMaternas virão ao cinema com sua segunda geração de CineBebezinhos. Tivemos um encontro de três mães que vieram com seus pitocos bem no comecinho da iniciativa e que estão grávidas do segundo. Aproveitamos o encontro das barrigudas-ainda-não-tão-barrigudas-assim e tiramos uma foto:

Cinthia, mãe de Matheus, é coordenadora de sessão.
Melina, que não sabíamos que estava grávida, apareceu na semana passada com a novidade, e é mãe do Enzo.
Alexandra, nossa assessora de imprensa, é mãe de Felipe.

Cinthia espera uma menina.
Melina descobriu hoje que também terá menina.
Alexandra quer nos matar de suspense e não vai saber o sexo. Já iniciei um bolão em outro post e acho que ela também vai ter uma menina, para combinar com as demais.

É isso aí! Garantindo nosso público de 2010!

domingo, 19 de julho de 2009

Entramos na terceira dimensão

10h15 da manhã, Alexandra e eu arrumando a sala para a sessão do sábado, que teria projeção de A Era do Gelo 3, em 3D. Gláucia, que estava chegando para integrar a equipe, me fala pelo rádio: "estou chegando e tem um monte de famílias com bebês aqui fora". Levamos um susto: "jáááá?". Alexandra saiu correndo para a bilheteria e eu fiquei, para terminar de arrumar.

Mal tive tempo de ir para a bilheteria e ver como estava a situação. Quando voltei para a sala, a fila se formava para entrar. Precisamos liberar a entrada na sala mais cedo! Alexandra continuou na bilheteria, Marcelo, o porteiro do cinema, destacou ingressos, eu distribuí os óculos 3D, Gláucia manobrou os carrinhos para a sala ao lado. Quando diminuiu o movimento, eram 11h, mandei soltar o filme e entrei na sala para ficar atenta ao som no início da projeção. Quando olhei para o público, precisei de um momento e fiquei chorando baixinho de emoção. Foi nosso recorde de público: 220 adultos e crianças, 97 bebês.

Perto da hora da saída, manobramos todos os carrinhos para fora, para facilitar. Mais uma cena digna de registro.

Uma mãe nos contou que a filha de quatro anos ficou tentando pegar a projeção que "saltava" da tela. Muitas fotos foram tiradas junto ao cartaz do filme e com o banner da CineMaterna. Várias pessoas vieram pela primeira vez, famílias inteiras com seu bebê, todos em busca de momentos de diversão.

E a equipe que trabalhou ainda tinha uma festinha de aniversário naquela tarde: Anna Karuna, filha da Taís, estava completando dois anos. São os bebês CineMaterna crescendo...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Acordei com as galinhas

Ontem à noite eu recebi um e-mail anunciando a estreia do filme Cocoricó: As Aventuras na Cidade, com conteúdo inédito para cinema. Fui dormir e despertei às 5h50 pensando: "hoje às 6h sai o e-mail com as enquetes da última semana de férias escolares. Cocoricó é digital, dá para pedir em algumas salas!!!". Pulei da cama e vim para o computador, correndo contra o tempo para mudar a enquete: procurei voando na internet cartaz, sinopse, trailer e site do filme, mudei tudo correndo.

Dá para passar nas salas que tem projeção digital. Esta semana, está nas enquetes do Espaço Unibanco Augusta (SP) e Unibanco Arteplex Botafogo (Rio). Mais para frente, coloco para um sábado em São Paulo.

A coincidência é que ontem na sessão, alguém comentou sobre passar Cocoricó no cinema, mas não se referia ao filme, estava falando da série mesmo. Nem sabia que ia ser lançado.

Comecei bem o dia, o sol está nascendo...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

100 enquetes

Esta semana, chegamos ao número de 100 enquetes de escolha de filme realizadas em nosso site! ;o)

Foi assim...

Cena 1: um ano atrás. Irene no banho, tem um estalo e pensa: "porque não lançar a CineMaterna em São Paulo, abrir para a cidade a iniciativa que hoje é um delicioso passeio para um pequeno grupo de mães amigas?".

Cena 2: naquela mesma manhã, Irene escreve freneticamente um projeto para adaptar uma sessão de cinema para receber bebês. Até então, o grupo de mães ia a uma sessão de cinema regular, não existia a comodidade do trocador dentro da sala, do som mais baixo... Ligou para a rede de cinemas e pediu uma reunião, agendada para aquela tarde. Quando avisou algumas amigas, Taís perguntou: "posso ir junto?". Claro!

Cena 3: reunião em um café. Quatro mulheres pensam em como fazer um lançamento "oficial" da CineMaterna. Os conhecimentos da Alexandra como assessora de imprensa são fundamentais para o planejamento. Teriam 15 dias, era pouco tempo.

Cena 4: duas semanas depois, início de agosto. Lançamento oficial da CineMaterna. Muita, muita gente. Rostos queridos e conhecidos, mas também, muitos bebês novos! As três organizadoras ficam aliviadas: objetivo cumprido!

Cena 5: um ano passa voando. Outros lançamentos em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas. Muito trabalho, conquistas, emoções, histórias.

Faz um ano que o embrião da CineMaterna começou. Alexandra, Taís e eu, que nos conhecemos grávidas na aula de yoga para gestantes, jamais imaginamos que nosso passatempo viraria trabalho. E que agregaria tanta gente bacana em volta. Voltarei em breve para comentar sobre a linda equipe que trabalha conosco. Prometo. É a contagem regressiva para a comemoração de um ano operando "oficialmente".

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mel doce

Mel Lisboa é frequentadora das sessões em São Paulo e ontem me contou que escreveu sobre nós no seu blog.

Fui lá conferir, claro! Além de ter ficado lisonjeada, achei curioso o comentário da pessoa que disse que cinema é lugar de concentração e que não é do gosto dela ir a uma sessão com "ruídos" e "interferências", digamos assim. Adorei a resposta dela de que não é questão de gosto e sim, de ter a oportunidade. É isso mesmo, antes de sermos mães, tem muita coisa que simplesmente não compreendemos, que não tem empatia no mundo que nos faça entender certas coisas, como a necessidade (e alegria) de ir ao cinema com bebês. O exemplo mais clássico é quando nós, antes de termos filho, olhavámos torto para o escândalo do bebê ao lado. E aquela criança que dá o famoso e universal "xilique": se joga no chão, se contorce, chora, grita? Só sendo mãe para perceber que, sim, você vai passar por isso. Com muita sorte, só uma vez; sendo realista, algumas várias vezes...

Mel, obrigada pelo carinho e pela presença constante!

Ela sumiu por uns tempos da sessão, mas neste período, antes do filme nas nossas sessões, passava a propaganda de uma peça de teatro infantil que ela protagonizava (Cyrano). Eu brinco que era a forma de ela estar presente, hehehe.

Diversão em Campinas

Presença recorde em Campinas ontem: 109 adultos e crianças e 62 bebês assistiram A Era do Gelo 3! O que não faz um esquilo, hein?

Sábado tem projeção 3D do filme em Sampa! Vou levar minha câmera para fotografar o público de óculos super-mega-plus! Pena que não tem para bebê... já pensou?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

1 ano é especial...

Raquel é uma CineMaterna de carteirinha no Rio. Enviou um e-mail em meados de abril querendo saber se poderia comemorar o primeiro aniversário de seu Samuca na CineMaterna. O aniversário seria dali a dois meses e ela queria comemorar no cinema, pois foi em um que tudo começou: conheceu o marido, engatou namoro, casou e teve Samuca... Deu para sentir que era para ser especial, né? Pois não viram nada. Espiem o convite:


Marcado na CineMaterna e tudo! Lindo, não? Foi só o começo. De convidados, amiguinhos do Samuca, amigonas da Raquel e familiares. Teve filme, claro. Depois teve mesa enfeitada com o tema de cinema e pipoca, chapéu de festa, bolo, lembrança, e muita, muita alegria e carinho ao pequeno-grande aniversariante. E sabem o que mais? Um presente muito original das amigas: a fotógrafa Dani Prates, que tirou as fotos que ilustram este post. Achei o máximo o presente! Claro que tinha que retratá-las aqui (Quel e Samuca, ao centro). Queria inserir um monte de fotos, mas me contive.

Eu não pude estar no dia da festinha, mas me contaram que o Samuca dormiu a sessão toda. Acho que foi presente para a mãe, que assistiu o filme todo. E ele estava recarregando as energias para a festança que vinha.

Tem uma foto que achei muito especial, para mim, da CineMaterna. Uma bela fusão entre Quel, Samuca e CineMaterna...
*****
Hoje teremos outro aniversário especial na CineMaterna: a Helena, filha da Gláucia, que trabalha conosco no comercial, faz um ano. As duas estavam perdidas perto do nosso café no ano passado, quando cruzaram conosco e nunca mais nos largaram, para nossa sorte. Detalhe: Gláucia tem o dom de cozinhar e vai fazer uns bolinhos... Hummm.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Trabalho e diversão

Já dei algumas entrevistas a rádios, mas sempre por telefone. Algumas vezes ao vivo, eu fico num ambiente e a Taís e Alexandra em outro, ouvindo pela internet. Como tem um delay (atraso) na transmissão, ao terminar a entrevista, corro para onde elas estão e ainda consigo me ouvir falando as últimas frases. Divertidíssimo. Também tem as entrevistas que são pré-gravadas. Confesso que apenas uma vez consegui ouvir quando passou. E nunca consegui gravar - é para ser fácil quando a rádio transmite na internet, mas é minha limitação tecnólogica, não sei fazer isso...

Há duas semanas foi a primeira vez que dei uma entrevista ao vivo, indo na rádio. E no Rio! Aproveitamos que eu ia acompanhar a sessão na cidade e fui à Rádio Roquette Pinto (FM 94,1), para participar de um programa chamado Cinema em Sintonia, de Andréa Cals. Eu estava super-curiosa para ver uma rádio funcionando...

Tensão básica de manhã: acordei e o tempo muito nublado, chuvinha fina, imaginei o aeroporto fechado. Intuição correta, meu voo foi cancelado, tive que pegar o seguinte. Eu, que chegaria com folga para a entrevista, estava com o tempo contado. Fui avisando a Alexandra, que ia avisando a jornalista. Enfim, cheguei!

Adorei ver como funciona uma rádio nos bastidores! Dá uma espiada no estúdio:


A gente vê isso em filmes, na TV, mas ao vivo, é muito legal! Tô parecendo criança que volta do passeio da escola, né? Foi meio assim que me senti, curiosidade à flor da pele. É, eu trabalho, mas me divirto... Valeu a tensão pré-chegada. E a entrevista foi ótima, clima gostoso, bem tranquilo. Adoro falar sobre a CineMaterna, é muito fácil!

Esta foto abaixo tem uma história engraçada. A locutora (que não é a entrevistadora e não está nestas fotos) perguntou se eu queria que ela tirasse uma foto de mim, sendo entrevistada. Sim, sim! Preparei a máquina, entreguei a ela e falei: "puxa, mas até chegar o momento de eu falar, acho que a câmera vai desligar". Aí ela me olha e diz: "mas vocês podem fingir que estão conversando e eu fotografo agora!". Eu, com cara de tacho: "ah é, claaaaaro...".

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vazei!

"Esta noite meu bebê não me acordou, mas meu peito sim! Despertei ensopada!" - dizia uma mãe no café ontem.

Quantas pessoas compreendem as frases acima? Ser mãe traz a compreensão de algo tão bizarro quanto "acordar vazando".

terça-feira, 7 de julho de 2009

Bóra trabaiá!

A volta ao trabalho depois de ter um bebê é, para a maioria das mães, um momento delicado, emocional e logisticamente. Como vai ficar o bebê sem a mãe (e ela sem o bebê)? Com quem vai ficar o bebê? Se mama no peito, qual a logística com o leite materno? O bebê vai ficar em casa ou vai para uma creche? Afinal: a mãe vai sobreviver? Hehehe.

São muitas perguntas, muitas decisões, numa época muito rica em descobertas na relação mãe-bebê. Algumas conseguem esticar por mais tempo a licença-maternidade, mas nem por isso, a volta é menos dolorida. A ligação ainda é muito visceral.

E para nós, da CineMaterna, a despedida de uma mãe das sessões também é um momento marcante. Já aconteceu inúmeras vezes, mas eu não consigo deixar de sentir tristeza pela companhia que se vai. São histórias de vida que cruzaram nosso caminho e que alegram as sessões.

Semana passada, no Rio, uma mãe que veio em quase todas as sessões desde o lançamento, estava se despedindo. Volta ao trabalho esta semana, aos cinco meses de sua filha. A primeira vez que a bebê veio, era uma pequenina de 40 dias. A mãe estava tranquila com o retorno ao trabalho, mas com o coração apertado. Falou que vai virar funcionária-padrão, que vai cumprir rigorosamente o horário de saída. Por que a gente precisa de filhos para fazer isso, hein?

Curiosidade: tem uma russa que frequenta as sessões em São Paulo. Tempo de licença-maternidade na terra dela: três anos! E aí, vamos para lá?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Brotou do chão

Estou hoje no Rio, acompanhando a sessão. É fim do dia, ainda tem algumas mães no café, mas elas estão tão entrosadas que as deixei conversando. Esta história de escrever um blog parece que me deixou mais atenta aos tantos tópicos paralelos que rolam ao longo de uma sessão, pois são fonte de inspiração para os posts. Hoje colhi tantos assuntos que tive que anotar e vou soltando aos poucos.

Uma engraçada: eu estava sentada no chão da sala de cinema, logo atrás da primeira fileira, que é única e fica no primeiro nível, sem escada. De repente, surge uma bebê por baixo do assento. Isso mesmo, ela veio da frente e resolveu espiar o que estava atrás. Um bebê que brotou da terra! O mais impressionante é que há três meses, quando a conheci, ela, que ainda não tem um ano, não andava. Hoje a vi caminhando aquele andar de pato de quem está começando a se familiarizar a ficar sobre duas pernas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Canto na CineMaterna

Ontem nós tivemos uma sessão inédita: um coral de mães - com seus bebês - cantou antes da sessão iniciar. A Isadora Canto organiza um grupo de canto diferente assim: os bebês é que dão o tom! Sim, inseparáveis até na cantoria - e sem desafinar! Lindo, emocionante, hipnotizou o público. Tinha inclusive uma grávida cantante.


Algumas mães CineMaternas "veteranas-aposentadas" vieram prestigiar o coral com seus filhotes. Foi um reencontro emocionante, ver tantos bebês cinéfilos crescidos, caminhando, cabeludos (!), compridos, com muitos dentes na boca... Difícil foi segurá-los no café!