sábado, 30 de maio de 2009

Sob Nova Direção

Foi assim. Ela sentou do meu lado na reunião e pediu para ver um DVD no meu computador. A reunião rolava do outro lado da mesa e eu falei que ela podia pegar. Eu estava com um ouvido na reunião e vi que ela colocou um filme de ultrassom. Fiquei olhando, sem prestar muita atenção, não aparecia imagem, fui ajudar, de repente, ela mostra: "olha o meu bebê". Vi que era dela e fiquei pensando porque ela queria rever o ultrassom daquele menino de quase dois anos em seu colo. Olhei para ela, com cara de interrogação, e ela insistindo: "é o meu bebê". Eu, meio tonta, fiquei procurando a data do ultrassom: "28/05/09". 2009? Maio? Hã? Olhei para ela e perguntei o óbvio: "você está grávida?". Ela fez uma cara de sim-também-estou-surpresa. Aí, dei-lhe um beijo e gritei - aqueles gritos de adolescente bem escandalosa: "A Alê está grávida!!!". A Taís e a Gláucia, do outro lado da mesa, pararam a conversa, ficaram olhando, absorveram a minha frase, pularam da cadeira e vieram abraçar a nova mãe da equipe.

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Três dias antes, a Alexandra escreveu um e-mail dizendo que se emocionou com o seguinte texto meu (estou copiando exatamente o que ela apontou):
(...) buscar contatos, visitar empresas, negociar, enviar propostas. Trabalharia a partir de casa, com horário bem flexível (meio período), cobrimos despesas e pagamos comissão sobre negócios fechados.

Eu: Como assim? Se emocionou com este texto? Cê tá grávida? Hahahaha
Alê: Ué... Será?
Eu: Epa, esse "será" dá margem a dúvidas, hein?

É, ela ainda não sabia que estava grávida de 7 semanas. E eu mal sabia que minha brincadeira tinha não só o fundo, mas a frente e os lados de verdade!

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Felipe, você vai ganhar companhia!

Alê, apesar de estar em choque, não tem o que você temer. Você é uma super-mãe, de um lindo menino de cachinhos. A velha frase de que em coração de mãe sempre cabe mais um, você sabe muito bem que é verdade. Essa sementinha vai revolucionar a sua vida!

Um enorme beijo, ainda emocionado,
Irene

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Notícia-surpresa

AAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!! Tem mais uma grávida na equipe! Tô tão emocionada que não consigo nem escrever aqui. Não vou contar ainda quem é. Ela está de 7 semanas. Apostas? (Não sou eu, tá?)

Women in pink

Um dia eu vou escrever melhor sobre elas, essas mulheres vestidas de pink, que fazem a recepção do público nas sessões, cuidam para que tudo corra bem durante o filme e acolhem no café...

Vou copiar o texto de um post em blog carioca, da Tiffany, sobre a equipe no Rio:

(...) as mulheres da organização do CineMaterna são absolutamente gentis e atenciosas, desde o momento em que entramos no espaço do cinema, no auxílio a compra de ingressos, até ao transporte do carrinho, bebê e sacolas. Mostram hospitalidade por estarem nos recebendo e ficam a disposição para oferecer todo o apoio dentro e fora da sessão, tanto às mães que chegam acompanhadas de outro adulto como para as sozinhas, como o meu caso. Um primor mesmo, parabéns!

Sabemos que ter uma equipe da CineMaterna faz toda a diferença. Não são funcionários do cinema, que apenas lidam com o bilhete - nada contra, são muito gentis - mas o foco é outro.

Agora não vai dar tempo de falar sobre a Alexandra, Anas, Bia, Bianca, Cinthia, Denise, Gabi, Lara, Larissa, Lilian, Marô, Miria, Renatas, Thais e Victória, mas quis prestar uma homenagem rápida, pegando carona.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pré-estreia!!!

Tudo começou há uns 10 dias, quando vi que A Mulher Invisível estaria no Espaço Unibanco da Augusta em pré-estreia, em duas sessões. Resolvi pedir que passasse na CineMaterna também. Sabia que não necessariamente conseguiríamos, já havíamos tentado com outro filme e não deu. Então, toquei a vida normalmente, fizemos enquete, colocamos o filme que ganhou para a sessão no site. Ontem recebi uma ligação do cinema, contando que sim, teremos nossa pré-estreia! Levei um susto, tinha até esquecido! Ainda recebo a incumbência de encher a sala e sei o quanto é importante, para conseguirmos este privilégio mais vezes. Toca a mudar tudo: site, e-mail para o cadastro, cancelar enquete desta semana, divulgar a sessão. Mesmo na correria, comemoro o feito! A Alexandra normalmente já teria passado o release para a imprensa na quarta de manhã. Coincidentemente, ela teve problemas de conexão e não tinha passado ainda!

Nossa primeira pré-estreia em sessão regular. Agradecimento especial ao Adhemar e à Warner.

'Bora gente, encher a sala de bebês! Devia ter convidado o Selton Mello e a Luana Piovani...

Data: 02 de junho de 2009, terça
Horário: 14 horas
Local: Espaço Unibanco Augusta
Endereço: Rua Augusta 1475, São Paulo/SP

Tietagem

Terça tive um momento tiete. A Alê e a Taís falaram que eu tinha que escrever sobre isso. Tá boooom, vai. Vou contar.

Foi uma sessão com famosos: veio o Milhem Cortaz, com a mulher, Ziza, e trouxeram Helena. Eles foram nossos convidados especiais em uma das sessões CineMaterna na Mostra, Helena tinha apenas um mês. Também estava na sessão a Marina Person, sem bebê (!). O que será que ela veio fazer na CineMaterna? Hehehe.

Mas o que vim contar é que estava na sessão a Denise Stoklos. Ela é mãe da Thais e avó da Tina. Thais é uma das coordenadoras das nossas sessões. Olha só, que honra! Quando ela me contou que na terça ela vinha com a mãe, que cuidaria da Tina enquanto ela trabalhava, eu lhe disse: "Me segura se eu for muito tiete com a sua mãe! A Taís e a Alê ficam tirando sarro de mim, dizendo que vou pedir autógrafo na camiseta da CineMaterna". Sim, eu sou grande admiradora do trabalho da Denise Stoklos desde a adolescência.

É, tive meu momento tiete, de pedir foto. Tá aí, vou mostrar!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Chegou...

... o mais novo membro da equipe de Campinas! Nasceu Lucas, filho da Marô e do Tarcísio, irmão do Gabriel.

Marô foi a primeira de Campinas a se apresentar para nós. Assim que pedimos gente para a equipe, ela prontamente se ofereceu. Eu expliquei que como ela estaria com um bebê novo, poderia primeiro frequentar as sessões, ser do público, e só então, com Lucar maiorzinho, ela viria para a equipe. Ouvi um categórico "não", que sua intenção era de se juntar a nós, de ajudar, de trabalhar. Sim, claro que aceitamos, ainda mais a Marô, tão calma e equilibrada...

Lucas, seja bem-vindo à equipe! Logo logo estará no cinema, recebendo as mães e amiguinhos...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Vida profissional questionada

Eu estava lendo a Folha de hoje, no caderno do The New York Times, quando me chamou atenção uma notícia intitulada: Batalha no local de trabalho: mulheres se intimidam mutuamente. A matéria fala sobre a liderança feminina no mundo corporativo e intimidação no trabalho. Imagine que 40% dos intimidadores são mulheres, sendo 70% do alvo, mulheres também! Vou reproduzir um pequeno trecho:

Especialistas em liderança se perguntam se as mulheres estão sendo "excessivamente agressivas" porque há oportunidades de menos para o seu avanço, ou se isso é um estereótipo, e existiria na verdade apenas uma percepção de que as mulheres estão sendo agressivas.
Uma pesquisa da entidade sem fins lucrativos Catalyst sobre estereótipos dos gêneros sugere que, não importa como as mulheres escolham liderar, em geral se considera que elas "nunca estão certas". Além disso, segundo o estudo, as mulheres precisam se empenhar o dobro dos homens para alcançar o mesmo nível de reconhecimento e provar sua capacidade de liderança. "Se as líderes empresariais mulheres agem consistentemente com os estereótipos de gêneros, são consideradas brandas demais", concluiu o grupo em um estudo de 2007. "Se elas vão contra os estereótipos dos gêneros, são consideradas duras demais."

Eu já trabalhei neste mundo e confesso que só de ler, fiquei cansada. Mundo corporativo não é fácil para ninguém, seja homem ou mulher.

Tenho cruzado com muitas histórias de mulheres que mudam o rumo de sua vida profissional ao vivenciar a maternidade. Umas saem do meio corporativo e abrem seus negócios, outras resolvem dar um tempo na carreira para se dedicar ao(s) filho(s), outras mudam completamente o foco. E da mesma forma que conheço as pessoas que mudaram suas vidas pós-filho, tenho amigas que apenas reafirmaram o quanto curtem a sua carreira e que voltaram muito felizes para o seu trabalho. Nem todas podem abrir mão de seus empregos, mas em comum, temos o fato de que a maternidade nos faz refletir sobre nossa vida profissional: algumas passam por mudanças radicais, outras simplesmente mudam o horário de entrada ou saída do trabalho, estabelecem limites. Independente do que buscamos com a mudança, a maternidade traz o questionamento para muitas de nós, algo que considero saudável. Eu acho que isso é parte do chamado "instinto maternal".

domingo, 24 de maio de 2009

Amizade em dupla

Já que estava comentando sobre amizades surgidas na CineMaterna, vou emendar com outra história, inspirada pelo aniversário que fui ontem da Maria, filha da Karina.

Karina e Gabi começaram a frequentar as sessões no meio do ano passado. Quando as conheci, achei que eram conhecidas de longa data: estavam sempre juntas, conversando como só grandes amigas sabem conversar. Foi uma surpresa quando descobri que se conheceram na CineMaterna e descobriram que moram perto, têm filhas quase da mesma idade e muita afinidade.

Quando vi, estavam incentivando grupos de mães com bebês a andar de metrô. Era uma forma de solidariedade: ajudar as mães com receio de sair sozinhas a usar o transporte público (ao invés de passar pelo desespero de ter um bebê berrando no banco de trás). Além disso, uma iniciativa ecologicamente correta... Achei tão legal a ideia que as chamei para o mesmo junto às mães que vinham à CineMaterna.

Ambas trabalhavam com design e agitadas como são, estenderam a afinidade para o trabalho: abriram uma empresa de slings, a Mãmã. Como aconteceu comigo e com outras tantas mulheres, tiveram sua vida profissional "invadida" pela maternidade.

Karina (com sua Maria) continua como nossa "embaixatriz no metrô" às terças, em São Paulo. Gabi, mãe de Júlia, parou de frequentar quando a filha entrou na escolinha. Cooptei-a para a equipe de coordenadoras de sessão. Não consigo deixar estas histórias legais se afastarem da CineMaterna...

sábado, 16 de maio de 2009

Chá com leite

Fernanda, Isadora, Katia, Ligia, Luciana, Nadia, Vanessa. Mulheres com filhos na faixa de 1 ano de idade, que formaram o grupo "Chá dos Babys". Encontravam-se uma tarde por semana, cada vez na casa de uma, e - como diz o nome do grupo - organizavam um chá da tarde entre elas, com seus bebês.

Fui hoje ao aniversário de 1 ano do filho de uma delas, que me lembrou que todas se conheceram na CineMaterna há alguns meses. É uma honra saber que fui responsável pelo encontro destas lindas mulheres.

Parei para pensar sobre a importância das amizades nesta fase da vida, de mãe recente. Não importa se de primeira viagem ou não; a troca de experiências, impressões, dicas, emoções, dúvidas, é sempre muito enriquecedora. Aprendemos, ensinamos, nos emocionamos. Acompanhamos o crescimento dos nossos pequenos, como na grande família de antigamente, que agora é tão reduzida, na maioria dos casos.

Desafio é manter as amizades nesta vida tão corrida de cidade grande. Taí, mulheres! Quero voltar a escrever sobre vocês daqui a cinco anos!

"Divã" tem mais de 1 milhão de espectadores



Saiu na Folha de hoje: o filme Divã superou 1 milhão de espectadores, um mês após o lançamento. Em tempos de crise no cinema, é uma marca a ser comemorada. Só faltou mencionar que Divã foi "assistido" por 258 bebês!

Um detalhe curioso é que o "nosso" porteiro das sessões CineMaterna aos sábados no Frei Caneca é quem dá o depoimento que abre a matéria.

E viva o cinema nacional! Se Eu Fosse Você 2 acumula mais de seis milhões de espectadores desde janeiro, quando estreou. Foi o filme da primeira sessão CineMaterna do ano: 85 bebês juntos numa sala de cinema em plena terça-feira à tarde.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Relato de uma grávida na CineMaterna

O blog Mamíferas sorteou entre suas leitoras dois ingressos da CineMaterna em homenagem ao Dia das Mães. Penelope, uma das mães que ganhou, escreveu o relato abaixo:

Há mais de seis anos, quando eu e meu marido queríamos porque queríamos nos divertir um pouquinho, depois de um mês trancafiados em casa com o pequeno Igor, resolvemos ir ao cinema.

Ao chegar à bilheteria, perguntamos ao atendente se teria problema entrarmos com o bebê de um mês e pouco na sessão. Ele disse, sabiamente, que precisávamos apenas tomar cuidado com o frio do ar condicionado e com o som, que poderia ser muito alto. Para nos precavermos, embrulhamos o pequeno bem embrulhadinho e, durante toda a sessão, mantivemos as orelhinhas protegidas por nosso corpo e mãos.

Foi uma sessão muito preocupante! O ar era realmente muito frio. O som, muito alto! E no meio da sessão o Igor chorou. Saí com ele, dei de mamar, ele voltou a dormir e voltei à sala. Decidimos só pegar DVD dali por diante...

No último sábado fui com o Caio, ainda "canguruzado" em meu ventre no auge de suas 31 semanas, assistir a uma sessão CineMaterna, com um ingresso gentilmente cedido pelas moças (simpaticíssimas) que organizam essa brilhante idéia e pelas meninas do Mamíferas.

Cheguei bem atrasada, pois não esperava um trânsito daqueles em pleno sábado de manhã, mas era véspera do Dia das Mães, eu devia esperar por isso... Me confundi um pouco sobre onde entrar, como trocar o bilhete, mas, enfim, entrei na sala. A sessão já havia começado e a Irene me avisou que "lá em cima é mais tranquilo". Fiquei no meio da sala, para avaliar, né? :-) Não ia perder essa oportunidade.

As luzes, apesar de ficarem acesas, ficam tão dimerizadas que a sala fica escura e não prejudica nem um pouco as imagens. Acho que esse era meu maior receio. O som, apesar de mais baixo que nas demais sessões, ainda é alto o suficiente para curtirmos todos os ruídos que aparecem no filme, além de um chorinho aqui e outro acolá não prejudicar nossa audição. A temperatura é ótima! Sempre achei as salas de cinema muito frias! Um exagero.

O clima? Confesso que foi o que mais gostei. Reinava uma paz diferente... uma paz paciente, em que todos ali estão acostumados a esperar, a embalar, a curtir. Digo isso pois os presentes foram postos à prova! No meio do filme deu um tilti (acho que o projecionista cochilou com tanto barulhinho bom de bebê) e a projeção travou.

Não ouvi sequer um suspiro impaciente. Nada. Nadica de nada. Todos lá, esperando... As meninas da CineMaterna mais que depressa nos pediram desculpas e resolveram o problema (estão de parabéns pela energia boa que transmitem e pela educação!), mas era só um intervalinho entre as mamadas. Ninguém se importou.

Ah, detalhe importantíssimo: os trocadores ficam dentro da sala. Nada de perder um pedaço do filme por que o pequerrucho precisa ficar limpinho. A mamãe vai lá, uma das organizadoras leva uma lanterninha e pronto! Bebê limpinho e mamãe feliz! Fiquei tão animada! Agora, sim, terei um lugar para ir com meu caçulinha logo nos primeiros dias! Não vejo a hora de estrear a CineMaterna com um bebê a tiracolo!

Estaremos esperando, você e o Caio, Penelope!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Recomendação

Esta é a história contada por uma mãe que foi assídua frequentadora da CineMaterna durante sua licença-maternidade. Dia desses, no café, ela me contou que tinha se separado do marido quando a filha nasceu. Voltou a fazer terapia para elaborar melhor o processo, que não é fácil, ainda mais com um bebê pequeno. Rindo, me disse que recebeu uma recomendação do terapeuta: para espairecer, que ela fosse a uma tal de CineMaterna, pois a esposa dele frequentava e elogiava. Achei o máximo!

domingo, 10 de maio de 2009

Mãe-emoção

Hoje é Dia das Mães. É meramente uma data comercial: as lojas vendem presentes, os restaurantes ficam lotados, mas resolvi aproveitar a data para parar e pensar no que significa ser mãe...

Quinta-feira estava eu, indo para o aeroporto pegar a Ponte Aérea para o Rio, cuidar da sessão de lá, quando resolvi levar os fones de ouvido para usar meu iPod. Não me lembro há quanto tempo não faço isso, de ouvir música e somente isso. Ultimamente meus dias andam tão envolvidos em trabalho que não tenho feito coisas simples como esta. Enfim, no táxi da ida, comecei a ouvir Angélica, do Chico. A música foi composta em homenagem a Zuzu Angel, cujo filho foi preso e morto na Ditadura. Fui tomada pela emoção de mãe e comecei a chorar baixinho, ali mesmo, no táxi. Quando eu assisti o filme, Zuzu Angel, não me emocionei tanto quanto naquele momento - eu ainda não era mãe.

Já tinha ouvido algumas mulheres dizerem que só quando somos mães é que conseguimos entender os chamados sentimentos maternais, que são intransferíveis, indescritíveis e irreproduzíveis. Eu confirmo: só depois que fui mãe consegui entender o que é a alegria incontida de ver um filho dar seu primeiro sorriso, sua primeira gargalhada, seu primeiro passo, falar sua primeira palavra. Ou sentir um aperto no coração quando vejo meu filho sofrer, mesmo algo bem pequeno como uma batida de cabeça. Ou como fico boba e peço que repita aquele olhar maroto cheio de charme, que derrete meu coração de mãe.

Só me incomoda a imagem de mãe como um ser quase "sagrado". Virei mãe, mas continuo humana, perco a paciência com as birras de uma criança ou com o marido que insiste em fazer tudo diferente do que eu faria (hehehe), quero dar conta de tudo, fico perdida quando percebo minha rotina de cabeça para baixo com um filho que tomou conta da minha vida...

Ser mãe significou ter uma vida permeada de emoções inesperadas, como chorar no táxi ouvindo uma música... Justo eu, tão racional e contida...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lançamento em Campinas!

Mais uma cidade e muita emoção... Campinas nos recebeu de braços abertos, através de uma equipe maravilhosa e um público cativante. Da equipe de ontem, fizeram parte: em pé, a partir da esquerda, Marô, gravidíssima do Lucas, Thais com Tina, Ana Paula, Ana Ariel com Catarina, Larissa com João. Agachadas: Taís, Alexandra, Lara, Irene e Victoria.


Na plateia, 105 adultos e 92 bebês na sessão mais animada do pedaço! Teve brindes, lembrança de Dia das Mães e sorteio.


Era muita gente... Quer prova disso? Olha o estacionamento de carrinhos, do lado de fora da sala. Eram 44, a gente contou! Já pensou se pedíssemos gorjeta por manobrá-los? Hehehe.


A novidade foi ter um coquetel de lançamento, também oferecido pela MAM. Estamos ficando chiques! Tiramos uma foto aerea, mas não coube todo mundo na imagem! Você acha que atraímos alguma atenção no Shopping Iguatemi de Campinas?

Como aconteceu no lançamento do Rio, chegamos em São Paulo satisfeitas com o lançamento e bem cansadas. Deixei a Taís na casa dela às 10 da noite. Nosso diálogo de despedida foi: "amanhã, reunião às 9h?". É, a vida continua... Temos muito trabalho pela frente!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Chegada e partida

Na última terça veio à sessão o bebê mais novo que já apareceu: com 6 dias de vida! A mãe, linda e bela, com seu pequenino, dormiiiiindo... Tive que tirar uma foto dos seus dedinhos ainda descascando, unhas "originais de fábrica", saindo pelo sling. Admiro estas mães desbravadoras! Quem já foi mãe sabe que estes primeiros dias podem ser difíceis, uma montanha russa de emoções e sentimentos, muitas dúvidas, alegrias, medos, descobertas. Ela estava ótima, teve um parto tranquilo, a amamentação caminha bem. Sua única queixa era o ônibus para ir ao cinema, que chacoalhou demais.

Por outro lado, tivemos uma partida. A Juliette é uma francesa, mãe da Alix, que veio ao cinema com 12 dias e que agora está com mais de três. A dupla veio todas as semanas, fez amizades, aproveitou os cafés para colocar o papo em dia. Juliette parte para a França esta semana, terça-feira foi sua despedida. Como eu acho que ela vai voltar, não vou dizer adieu, mas à bientôt (até logo).

É sempre uma alegria receber novas mães, mas é triste quando lembro que algum dia, elas vão embora!... Voltam a trabalhar, seus filhos "vencem". Algumas, se despedem, fazem contagem regressiva de sessões restantes na licença. Outras, somem, não conseguem mais vir. E tem aquelas que voltam depois de um longo intervalo. Enfim, cada sessão, uma emoção - rima pobre, mas do fundo do coração!