sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

The Winner is...

Saiu hoje no Guia do Estado de São Paulo, uma edição especial intitulada o "Oscar das salas de cinema", que está na quinta edição. Avalia cinemas, salas, poltronas, som, entre outros. Ficamos muito felizes ao ver que fomos um dos itens avaliados!

Para quem não conhece o Guia do Estadão, há um jornalista denominado Cri-Crítico, cujo slogan é: "ele não gosta de nada, mas vai ao cinema assim mesmo". Nós não sabíamos, mas ele foi a uma sessão CineMaterna e... aprovou! Claro, que faz seus comentários ácidos, afinal, para um cinéfilo, ir a uma sessão de cinema repleta de bebês é uma experiência no mínimo bizarra.

Adoramos o título da matéria: "CineMaterna - Encontro de mães: filme é um bom motivo para sair de casa com o bebê". Ou será que bebê é um bom motivo para ir ao cinema? ;o)

Outro fato que nos encheu de orgulho foi ver que CineMaterna virou um tag. Tag, ou palavra-chave, permite que o leitor de um site veja todas as matérias relacionadas com determinado assunto, dentro de todo o histórico do portal. Não sei se é pretensioso dizer isso, mas CineMaterna é sinônimo de categoria de sessão para mães com bebês. Estamos babando e emocionadas, como uma mãe que olha seu filho dar seus primeiros passos.


(clique na figura acima para ver a matéria)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

1 ano!

Vai fazer um ano que o embrião da CineMaterna começou. Em 21 de fevereiro, quase um ano atrás, eu consegui ir ao cinema sozinha pela primeira vez desde que meu filho tinha nascido. Fui à tarde, a uma quadra de casa, assisti ao filme 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias e voltei correndo. Feliz da vida. Escrevi uma mensagem comemorando o feito na lista de discussão da qual faço parte, a Materna (daí o nome da CineMaterna):

Eu tenho um vício. Cinema. Eu ia em média duas vezes por semana antes do meu filho nascer. Em média. Ou seja, em algumas semanas, eu via três, quatro filmes... Na Mostra de Cinema, eu evitava trabalho e via mais de 20 filmes em duas semanas. Esperava feliz que minha gestação passasse das 40 semanas porque eu poderia ir à Mostra e ainda furar fila por causa do barrigão!


Bom, meu filho nasceu de 37 semanas. O último filme que vi foi na véspera de entrar em trabalho de parto. Ou seja, faz quase cinco meses. Aliás, foi no dia 21/09. Hoje é 21/02. E HOJE EU FUI AO CINEMA! Sessão das 14h - foi até mais barato. Emocionante ver aquela tela grande na minha frente de novo. Para mim, equivale a ir ao cabeleireiro, fazer unhas das mãos e pés, massagem, tudo junto. Nada contra quem gosta disso, pelamordedeus. Acho legal, mas meu grito de libertação foi ir ao cinema. Imaginem que eu tinha pedido "ir ao cinema" de aniversário, que foi no final de janeiro. Não ganhei, não conseguimos nos estruturar para isso. Eu sabia que isso seria o que mais faria falta nestes primeiros meses. Não que eu não tenha visto filmes em DVD. Mas para mim, não é a mesma coisa.

Ao sair da sessão, ainda encontrei um amigo na rua, quando estava caminhando pela Paulista, e ele falou: "nada como uma mãe independente!". Pois é...

Recebi várias respostas a esta mensagem, inclusive a idéia maluca de ir ao cinema com os bebês. Não tive dúvida: juntei aquele bando de mulheres malucas com seus bebês e fomos ao cinema. Assistimos Juno, um filme delicioso. Claro que estávamos nervosas, não sabíamos se seríamos barradas, nem como os bebês se comportariam. Mas deu tudo tão certo que estamos aqui, um ano depois...

Ah, o aniversário da CineMaterna é 27 de fevereiro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eu acredito no CineMaterna

Semana passada, na sessão da terça-feira, tivemos algumas estreias de bebês. É assim que eu chamo o momento em que os bebês que vêm pela primeira vez. Todas as sessões recebemos vários - ainda bem - mas este dia particularmente me chamou atenção porque tínhamos dois bebês muito novinhos, ambos com pouco mais de 10 dias. As mães eram muito diferentes. Uma, orgulhosa de estar no cinema com sua pequerrucha, tão formosa e bela num sling. A outra estava tensa, mas precisando demais daquela saída com sua bebê, confusa ao sentir emoções tão ambíguas como nova mãe: da felicidade com a filha à saudade da sua vida pré-bebê. Ambas poderiam ser a mesma mãe, mesclando momentos como uma e como outra. Falo por experiência própria: os primeiros dias como mãe de primeira viagem são muito... puxa, nem sei como dizer. Peculiares? Inesquecíveis? Instáveis? Emocionantes? Não sei se são os hormônios do parto, a emoção de estar com um bebê querido nos braços, o susto com a responsabilidade, a nova dinâmica de uma família, as preocupações com cada suspiro daquele pequeno ser. É tudo junto, com certeza.

Outro dia eu estava pensando: acho que fui uma mãe de primeira viagem com primeiros dias bem tranquilos... Fuçando na memória, lembrei que o primeiro mês foi sim, calmo. Mas aí, comecei a lembrar do terceiro e quarto meses, quando pirei porque não sabia o que fazer com a confusão de sentimentos: eu estava tão conectada ao meu filho que eu não conseguia mais saber onde estava o meu espaço! Cada mãe tem suas próprias angústias em fases distintas, mas eu acho que a maioria passa por alguma fase mais complicada, emocionalmente falando. E é por isso que eu acredito tanto no CineMaterna como uma iniciativa de apoio às mães. É absolutamente normal passar por uma revolução de sentimentos e é tão bom saber disso! Quem melhor para nos dizer isso que outra mãe?

Meu filho, com 4 dias - nossa, era pequenino assim?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Titanic, 10 anos depois

Adoro a coluna do Contardo Calligaris, que escreve às quintas na Ilustrada, caderno da Folha de São Paulo. E adoro quando ele, cinéfilo, comenta sobre filmes. Hoje ele escreveu sobre Foi Apenas Um Sonho. Eu li a coluna e fiquei louca para ver o filme. Passou hoje na sessão CineMaterna da Cinemark, mas tínhamos uma reunião de trabalho e não consegui assistir - vi apenas alguns pedaços, que só me deixaram mais curiosa. Ainda bem que vai passar novamente na próxima terça na CineMaterna no Espaço Unibanco e lá eu dou um jeito de assistir. Ou seja, não tenho como comentar sobre o filme, mas vou colocar aqui alguns trechos da coluna do Contardo de hoje, sobre o filme. Aliás, o título deste post é inspirado numa frase dele...

"Frank e April, o casal do filme, vivem sorrindo ou fazendo de conta, embora convencidos de que a vida deveria trazer outras aventuras. (...) De onde vem a infelicidade de Frank e April? Tudo bem, April esperava ser atriz e não é (talvez por falta de talento). Quanto a Frank, ele não tem nenhuma aspiração concreta. Por que razão, então, viver numa casa agradável, trabalhando e criando os filhos, levaria a um "vazio sem esperança"? Sem esperança de quê?
(...) E se o problema não fosse o sossego da Revolutionary Road, mas o próprio desejo insano de viver outra vida? A insatisfação abstrata que assombra April e Frank é o cemitério do amor. A escolha de DiCaprio e Winslet (excelentes) parece querer nos contar o que teria acontecido se DiCaprio tivesse sobrevivido ao naufrágio do Titanic: a vida do casal se tornaria uma misteriosa prisão, em que o cotidiano imporia renúncias covardes a sonhos e desejos "livres".
(...) É April que exige de Frank uma coragem sem a qual talvez ela deixe de amá-lo e de reconhecê-lo como (seu) homem. A "trivialidade" das conquistas profissionais não basta; Frank deve inventar outros desejos (que, na verdade, ele mal tem). April se torna assim uma representante feroz daquelas expectativas monstruosas com as quais qualquer homem lida como pode - as expectativas maternas: "Seja extraordinário, meu filho".
Tudo bem, serei extraordinário, mas como? Pois é, caro Frank, ser homem não é mole."
(Trecho extraído da coluna de Contardo Calligaris, "A rua da revolução", Folha de São Paulo, 05/02/09.)

Expectativas maternas? Aiaiai, pobre filho meu. Vou pensar sobre isso...