terça-feira, 3 de novembro de 2009

São Paulo ou Paris?

Algumas semanas atrás, Belo Horizonte. Vistoria do cinema, reunião com o shopping, entrevista com candidatas a coordenadoras de sessão. Tudo pronto, viagem para casa...

Chegamos no aeroporto em cima da hora. Só conseguimos três assentos no meio, as três separadas. Tínhamos apenas bagagem de mão e a moça no balcão de embarque nos informa que vamos pegar uma conexão internacional, nada de líquido ou pastoso acima de 100 ml, tem que estar em saquinho transparente vedado, blábláblá. As três, Alexandra, Taís e eu, acenamos que estava tudo certo.

Portão de embarque, o moço reforça, NADA NADA NADA de líquido ou pastoso? Para uma mãe, o tema líquido ou pastoso rende uma conversa escatológica. Mas ali, ele quis dizer hidratante, protetor solar, xampu, condicionador, gloss, enfim, os muitos cacarecos de uma mala feminina. E ele estava diante de três. Ali mesmo, no portão de embarque, três moças de fino trato abrem suas malas e começam a sacar seus apetrechos de viagem. Tudo certo, passamos no raio-X, Alexandra ri porque sobrou um líquido-ou-pastoso na sua bolsa e ninguém falou nada.

Estou olhando para a TV que mostra os destinos e portões e vejo "São Paulo". Viro o rosto e quando olho novamente: "Paris"! Oba, vamos esquecer que nosso destino é São Paulo e seguimos viagem a Paris! Isso rendeu ainda muitas piadas entre as três bem humoradas viajantes.

Estamos entrando no avião, Alexandra com seu barrigão de grávida, a comissária olha para ela e diz: "pode ficar aqui", apontando para os primeiros assentos, classe executiva. Alê, muito solidária, diz que está conosco e nós insistimos que ela fique. E a comissária olha para para as três e diz que também podemos ficar, porque tem lugar. Mal conseguimos conter a excitação. Foto para registrar o momento!

Nos instalamos nas poltronas largas e fundas de couro e noto que para a pessoa pequena como eu, os pés não alcançam o chão! Claro que virei motivo de piada, que rendeu mais fotos.

Quando vi, todas resolvem abrir seu computador e trabalhar. Não era só de pose, mas o voo era tão curto que mal deu tempo de fazer qualquer coisa. Eu que fiquei fotografando, então...


Resolvi meu problema dos pés balançando, colocando minha própria mala sob eles. Detalhe: eu mesma tirava as fotos dos meus pés, me contorcendo toda, porque estava longe da Alê e Taís e elas não conseguiam tirar para mim.

Não serviram champagne nem caviar, mas valeu a diversão. Rimos como crianças. E intrigamos o passageiro do meu lado, que não entendeu nada porque a japonesa (eu) tirava tantas fotos. Deve ter pensado que faz parte do DNA oriental.

4 comentários:

  1. hahahahahahahahahaha
    DNA oriental é ótiiiiimmmoooo!!!!!!!!

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  2. Que entusiasmo em... nada como momentos assim para ser agregado ao livro das nossas vida, pois viver é isso, são esses momentos que nos completam.....

    E viva a solidariedade!!!

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  3. Cinematerna em BH: era tudo que eu queria! Trabalho o dia todo... e agora com bebê em casa, tá quase impossível ir ao cinema! Estou na expectativa!

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