sábado, 17 de outubro de 2009

Paixão pelo trabalho?

Quem não pensa e repensa sua vida profissional, se o que está fazendo efetivamente lhe dá prazer, satisfaz, se é feliz? Li um interessante artigo sobre paixão pelo trabalho no suplemento do New York Times, que sai na Folha de São Paulo. Publicado em 12/10/09, editei o ensaio de Alina Tugend, cujo título ilustra este post:

(...) Estaremos caindo na armadilha de acreditar que nosso trabalho e nossas vidas devem ser sempre fascinantes e predominantes? Enquanto mudar de emprego e de profissão torna-se cada vez mais comum e profissões inteiras desaparecem, somos frequentemente obrigados a nos perguntar o que queremos fazer pelo resto de nossas vidas. É aí que entra a paixão. 


Paixão "é um estado de envolvimento total", disse Mihaly Csikszentmihalyi, da Universidade de Claremont, na Califórnia. É quando estamos totalmente mergulhados em nossa atividade, sem olhar para o relógio, sem pensar no que os outros acham, simplesmente absorvidos pela experiência. Ele enumera vários fatores necessários para sentir-se bem sobre seu emprego ou sua vida. Dois dos principais são a sensação de controle pessoal de uma situação ou atividade e um equilíbrio entre sua capacidade e seu potencial, para que a empreitada não seja demasiado fácil nem difícil.


Peter Warr, do Instituto de Psicologia do Trabalho no Reino Unido, amplia esse conceito. Ele fala sobre as fontes externas de felicidade e infelicidade, não apenas no trabalho, mas na vida. Segundo ele, estas incluem ter certa sensação de poder, usar e expandir suas habilidades, desfrutar certa variedade, ter uma clara sensação de sua situação e fazer algo em que você acredita.


Talvez buscar uma paixão não seja tão ruim. Mas também vale lembrar que não há uma única maneira de encontrá-la, e a paixão de outra pessoa pode ser um tédio para você. (...) 



Claro que penso nisso frequentemente, olhando o que é minha vida profissional atual. E não tenho dúvida que hoje tenho paixão no trabalho, seja pelo lado cinéfilo, como mãe ou por minhas habilidades profissionais. Até escrever, que é algo que eu curto, eu faço! Mas eu tenho meus dissabores, dias difíceis, tarefas ingratas, obstáculos e desafios, que refletem tanto no lado pessoal quanto profissional. Sei que fazem parte do trabalho, que por vezes me desanimam ou me angustiam por um tempo.

Ironicamente, o texto foi publicado no Dia das Crianças e apesar de falar de um tema adulto, trata-se de nossa incessante busca pelo prazer, no sentido da alegria e felicidade "pura", que para mim, é fascinantemente aproveitado e sentido pelas crianças.

2 comentários:

  1. Como diz o Max: "Paixãããão!"... Rs!

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  2. Boa noite, Irene!

    É um prazer navegar pelo CINEMATERNA e ler sobre essa questão da felicidade completa na vida profissional.
    Interessante essa matéria que saiu no New York Times (suplemento da Folha de São Paulo).

    Na verdade, penso que todas as pessoas vivem esse dilema da vida profissional.

    No meu caso, há dias que amo e há dias que não consigo amar tanto.
    Meu marido costumo dizer que parece que tem dias que chego do "céu" e tem dias que chego do "inferno".

    Ainda tenho dificuldades para entender o porque de sentimentos tão opostos, mas que se completam na maior parte dos meus momentos.

    Hoje compreendo que parte das razões para esses sentimentos é a incapacidade que tenho, no momento, de estar por inteiro no trabalho, já que deixo meus dois bebês em casa.

    Muitas mães ou talvez a maioria, carregam esse sentimento de culpa. Culpa por estar no trabalho com o pensamento nos filhos ou culpa por estar com os filhos com o pensamento no trabalho.

    E por aí vai...
    Ainda não encontrei uma solução. Os livros de auto-ajuda também não dão conta de dar uma resposta concreta às mães como eu.

    Vamos caminhando e tentando vencer essas dicotomias que regem nosso lado emocional.

    Abraços e sucessos,

    Cláudia

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