domingo, 10 de maio de 2009

Mãe-emoção

Hoje é Dia das Mães. É meramente uma data comercial: as lojas vendem presentes, os restaurantes ficam lotados, mas resolvi aproveitar a data para parar e pensar no que significa ser mãe...

Quinta-feira estava eu, indo para o aeroporto pegar a Ponte Aérea para o Rio, cuidar da sessão de lá, quando resolvi levar os fones de ouvido para usar meu iPod. Não me lembro há quanto tempo não faço isso, de ouvir música e somente isso. Ultimamente meus dias andam tão envolvidos em trabalho que não tenho feito coisas simples como esta. Enfim, no táxi da ida, comecei a ouvir Angélica, do Chico. A música foi composta em homenagem a Zuzu Angel, cujo filho foi preso e morto na Ditadura. Fui tomada pela emoção de mãe e comecei a chorar baixinho, ali mesmo, no táxi. Quando eu assisti o filme, Zuzu Angel, não me emocionei tanto quanto naquele momento - eu ainda não era mãe.

Já tinha ouvido algumas mulheres dizerem que só quando somos mães é que conseguimos entender os chamados sentimentos maternais, que são intransferíveis, indescritíveis e irreproduzíveis. Eu confirmo: só depois que fui mãe consegui entender o que é a alegria incontida de ver um filho dar seu primeiro sorriso, sua primeira gargalhada, seu primeiro passo, falar sua primeira palavra. Ou sentir um aperto no coração quando vejo meu filho sofrer, mesmo algo bem pequeno como uma batida de cabeça. Ou como fico boba e peço que repita aquele olhar maroto cheio de charme, que derrete meu coração de mãe.

Só me incomoda a imagem de mãe como um ser quase "sagrado". Virei mãe, mas continuo humana, perco a paciência com as birras de uma criança ou com o marido que insiste em fazer tudo diferente do que eu faria (hehehe), quero dar conta de tudo, fico perdida quando percebo minha rotina de cabeça para baixo com um filho que tomou conta da minha vida...

Ser mãe significou ter uma vida permeada de emoções inesperadas, como chorar no táxi ouvindo uma música... Justo eu, tão racional e contida...

7 comentários:

  1. Sábado passado eu chorei assistindo ao seriado Menino Maluquinho na tv, quando uma mãe contava a seu filho sobre a morte do avô, pai dela.
    Antes era muito difícil me fazer chorar por histórias reais, menos ainda ficção.
    Agora tudo mudou. Não sou mais apenas eu, sou também a mãe que ama demais, e a filha, que sente com outros olhos o amor de minha mãe, meus pais.

    Beijos e feliz dia das mães!

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  2. Irene, Maria fez 1 ano e 3 meses de cinematerna... e faltamos apenas 4 vezes desde então....

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  3. Karina e Maria Bubbles, a dupla mais moderna do cinema! Até de roupa combinando você vêm!
    Um enorme beijo!
    Irene

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  4. Isso é um fato: "quando somos mães é que conseguimos entender os chamados sentimentos maternais, que são intransferíveis, indescritíveis e irreproduzíveis" - e para mim se expande a qq coisa que aconteça com qq criança...os meus filhos, os seus filhos, os nossos filhos, é um novo olhar para a Vida - e ainda somos humanas.

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  5. " A maternidade me deu olhos de ver.
    Deu-me uma nova oportunidade para (re)descobrir a vida, de pôr de cabeça para baixo uma série de certezas, questionar uma porção de verdades.
    A maternidade me deu uma nova chance para olhar minhas velhas fotografias e (re)visitar minha infância, sonhar de novo meus sonhos de adolescente, regular minhas vontades.
    Deu-me coragem para realizar muitos dos meus mais secretos desejos.
    A maternidade me deu olhos de ver porque me abriu o peito e me acumulou de amores que eu nem sabia existirem.
    A maternidade operou uma metamorfose em minha vida.
    Transformou-me, me fez virar várias mulheres sendo eu mesma, cada vez mais verdadeira e intensa; tornou-me um ser humano melhor.
    A maternidade me deu olhos de ver, transmutou meu destino, e eu... eu nem tive medo. "

    www.sunglassesss.blogspot.com

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  6. Irene, entao pensamos da mesma forma, eu tbm me incomodo muito com essa imagem de sabedoria Divina que passam sobre maternidade. Ai parece que so pq viramos maes deixamos de gostar ou ser o q somos, e nao eh verdade, eu particularmente continuo adorando animes, rock e bobeiras e sou uma otima mae.
    Nao acho certo criarem essa imagem pq exigem da gente perfeiçao exatamente por conta dela, e perfeiçao nao existe. Fazemos o melhor que podemos dadas as circunstancias e eh isso.

    Vamos ver se na proxima sessao eu consigo ir!
    Agora pergunta basica, homem entra? pode? O_O
    Eh q se Star Trek ganhar meu marido vai ficar doido...

    Beijocas

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  7. Oi Dannah5 (hihihi), sim, homem entra! É um CinePaterno, uai!

    Bjs
    Irene

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