sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal CineMaterna

(clique na figura para ampliar)

Lista de filmes

Não sou crítica de cinema, minha lista é de "filmes que vi e gostei". Opinião pessoal de cinéfila. Ah, e não estão em ordem de "gostância" - não consigo fazer isso...

Juno (além de um bom filme, tem o laço emocional de ter sido a estréia da CineMaterna)
Chega de Saudade (tão delicado!)
Estômago (fui surpreendida, achei que não ia gostar)
Um Beijo Roubado (e gostoso de ver)
O Escafandro e a Borboleta (tem gente que acha triste - eu achei para cima)
Linha de Passe (o impasse da vida)
Ensaio sobre a Cegueira (Saramago com Meirelles ficou muito bom)
Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen em grande forma)
As Aventuras de Azur e Asmar (como não vi antes? tem que ver no cinema!)
Hanami- Cerejeiras em Flor (presente que ganhamos na Mostra)

Filmes que adorei, fora da CineMaterna:
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (foi o primeiro filme que fui desde que o Max nasceu. Foi esta sessão que inspirou a CineMaterna)
Do Outro Lado (quem sabe na CineMaterna em 2009?)
Feliz Natal (pesaaaaado, mas booom)

Última, derradeira do ano

Ontem foi a última sessão do ano. Achei que me sentiria triste, mas não. Acho que é porque não ficou a sensação de última de verdade, já que ano que vem estaremos de volta e estou ansiando pelo descanso. Foram 64 sessões CineMaterna em 2008, só não fui em três porque estava viajando. Vimos 58 filmes - estes, vi todos. Fora os filmes que vi fora do circuito CineMaterna (foram 12 só na Mostra).

Pensando bem: a gente descansa durante as festas de final de ano? Socorro, quero ir ao cinema!!! Hahahaha.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Final feliz?

Ontem assistimos Rebobine Por Favor, do mesmo diretor de Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, que eu amei. Bom, não amei o filme de ontem, mas tem ótimas idéias, passagens engraçadíssimas, e não deixa de ser uma homenagem ao cinema, especialmente aos filmes que marcaram alguma época.

Eu, particularmente, adorei o final. Finais são muito difíceis: se é feliz demais, fica bobo, se é trágico, é pesado, se é emocionante, pode ser piegas.

Sem estragar para quem ainda não viu o filme - tem que tomar esse cuidado também, né? - o final de ontem me tocou. Praticamente na última sessão CineMaterna do ano, me senti exatamente como Jerry, o personagem de Jack Black, profundamente emocionado, no lusco-fusco da projeção de um filme.

Maria dormiu

Ontem, ao final da sessão, enquanto as luzes iam sendo acesas, a Karina - que coordena as vindas de metrô - vê sua filha deitada no chão... Maria dormiu! Ô Maricota, não gostou do filme? Hehehe.


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Entrou de surpresa

As luzes já estavam apagadas, mas ainda estavam passando os comerciais. Ouço uma mãe ao celular: "Adivinha onde nós (ela e o bebê) estamos? No cinema!!!". Ela estava passando na frente do cinema com seu bebê, já tinha ouvido falar da CineMaterna, mas não sabia que naquele dia, naquele horário e naquele local. Entrou e estava feliz da vida.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Impressão masculina

Esta semana veio um jornalista escrever uma matéria sobre a nossa sessão. Veio devidamente "paramentado" com seu bebê a tiracolo, conhecer a experiência de ir ao cinema com ele. A Alexandra, nossa assessora de imprensa, lhe perguntou por e-mail como foi, se ele gostou. Eis o que ele escreveu:
"Achei divertidíssimo. De verdade. Não parava de rir com a sinfonia de choro vez por outras. Mas, realmente, era muita informação pra um homem só... Hehehe."

Hehehe... :o)))

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Coincidências

A CineMaterna é repleta de histórias de coincidências. Eis algumas que me lembro (por acaso, uma com cada pessoa da equipe)

1) A Taís tinha nos contado como foi seu primeiro encontro com seu marido - esta, já uma história de coincidência. Ele ligou para ela no celular, insistindo para que eles saíssem, ela sem muita convicção. Ela pensou: "preciso de um sinal". Ele perguntou onde ela estava, ela descreveu a rua e disse que estava em frente ao prédio comercial XYZ... que ficava exatamente em frente ao prédio onde ele morava. Claro que eles se encontraram, namoraram, casaram e nasceu a Aninha! Pois nossa primeira reunião com um potencial patrocinador não foi exatamente no prédio XYZ, na semana em que a Taís nos contou esta história?

2) Semana passada estávamos fazendo um planejamento para o ano que vem. Comentamos como seria interessante anunciar no jornal M, que deu muito retorno quando nele saiu uma matéria sobre nós. Quando vimos a tabela de preços, constatamos que é bem salgada, não sabíamos se seria possível. No final de semana, Alexandra me liga dizendo que encontrou com a pessoa de quem comprou o carro, que ela mudou de emprego e agora trabalha no marketing... do jornal M! Que existe uma tabela especial para ONG's, mas que ela tem interesse em conversar para um eventual apoio do jornal!

3) Ontem minha cachorra, Nara, escapuliu. Moro no 16o, o zelador a encontrou no 6o andar. Enquanto estava esperando uma pessoa que foi pegá-la, tocou o telefone, era a Ana Lúcia dizendo: "A Nara disse que está tudo certo na reserva do nosso espaço no café hoje à tarde". Hã? Como assim, a Nara disse? Nara era o nome da pessoa com quem a Ana conversou no café. Detalhe: nós sempre conversamos com uma Aline, nunca teve Nara antes. Até eu entender do que ela estava falando...

Alexandra, Irene, Taís e Ana Lúcia, com os respectivos pequenos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Duquesa-mater


Hoje assistimos A Duquesa. Eu achei que seria um filme de época, sobre uma duquesa que se rebelou contra os padrões, uma mulher forte, de vanguarda. Não deixa de ser isso, mas acima de tudo, é um filme sobre uma mãe, sobre o amor materno, sobre como ser mãe nos modifica... Sem ser piegas, nem bobo.

Vinheta de Natal

Foi com muita emoção que ganhamos da Rain (obrigada, Danielle!), que faz a projeção digital nos cinemas, uma vinheta de Natal. O trabalho foi feito a partir da versão natalina do logotipo feito pela Nádia Lemos. Será projetada nas sessões de dezembro, no Espaço Unibanco e no Arteplex.

video

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A relatividade do tempo

Na sessão de ontem, quinta-feira, uma mãe que veio à CineMaterna pela primeira vez, chegou apreensiva: me confessou que estava nervosa, não sabia como o filho de três meses se comportaria durante o filme, o que ela faria se ele chorasse. Eu lhe disse para ficar tranqüila, que tudo correria bem.

Na saída, ela estava toda sorridente, encantada; o bebê ficou muito bem. E ainda exclamou: "E pensar que em casa, o tempo não passa!... Aqui, voou!". É isso mesmo. Nada como relaxar!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Leonera: mãe-leoa

Ontem assistimos Leonera. Eu, particularmente, tinha muita curiosidade de ver o filme. Tentei ver antes da sessão na CineMaterna mas não consegui. Perguntei para o Christian Petermann, que é nosso crítico-assessor, se ele achava que dava e coloquei em enquete. Para minha supresa, o filme empatou com Um Beijo Roubado em primeiro lugar, ou seja, havia interesse em ver o filme, mesmo a sinopse começando com a frase: "Julia acorda em seu apartamento rodeada pelo sangue de Ramiro e Nahuel". Prisão, crime, nada fácil de ver. Mas se o público pediu e eu sabia que não tinha violência em excesso, vamos lá. Depois de ver o sucesso de Ensaio sobre a Cegueira nas nossas sessões, percebi que as mães não querem só comédias românticas.

Conversando com as mães que vieram à sessão, algumas comentaram que a gente sai do filme querendo agarrar, abraçar, beijar nossos filhos. Eu tinha lido que "leonera" é uma área de trânsito onde as prisioneiras aguardam, antes de deixar a carceragem, para dar depoimentos ou cumprir outras determinações da Justiça. Mas o título também refere-se a figura de uma mãe-leoa. Pablo Trapero, o diretor, comenta que o filme trata "a maternidade como algo imaculado, etéreo, mas também confuso e conflituoso". É, é assim mesmo...

Em resumo, sim, é um filme forte e pesado, especialmente para nós, mães. Mas é belo e vigoroso. E ainda saí com a música do Palavra Cantada (Ora Bolas - em espanhol) grudada na mente.

Será que somos todas leoas?

1000 bebês

Desde o lançamento oficial da CineMaterna, estamos na casa dos mil bebês que vieram às sessões. Puxa, é míni-ingresso à beça, contando que são quatro meses.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Reflexões a partir de um filme

Tivemos duas sessões de Vicky Cristina Barcelona, do Woody Allen. Uma sessão foi escolhida por mim (de terça) e a outra, ganhou enquete (de sábado). Ambas as sessões foram sucesso de público. Pode ter sido o Woody, que mesmo quando está "fraco", é sempre um Woody Allen, ou a temática, sobre o amor nesta sociedade contemporânea.


Eu adorei o filme. Penélope Cruz está estupendamente atacada. Mas uma das coisas que me deixou feliz foi ler as reflexões de uma mãe que veio no filme, com o marido e o filho de quatro meses:

Hoje fomos na CineMaterna assistir ao instigantíssimo filme do Woody Allen... Além de poder estar por dentro de um dos filmes mais comentados no momento (dá-lhe CineMaterna!!!), o programa foi perfeito pra gente. Saímos de lá e fomos almoçar conversando sobre o filme. Conversamos tanto como fazia tempo não rolava. Fizemos mil divagações, viajamos a partir do quadro triste que o filme pinta sobre as relações entre casais. (...) Enfim, acho que o Woody Allen provoca a gente colocando tão poucas opções de relações amorosas, todas necessariamente fracassadas. Acho que o problema todo está em o que desejamos, pois se não sabemos o que queremos, ou se queremos além do que podemos alcançar nessa vida curta, temos realmente chance de ficarmos como a Cristina, cronicamente insatisfeitas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Relato de parto da CineMaterna

Aproveitando a "inauguração" do blog, resolvi postar o relato de parto, que foi escrito em 6 de agosto de 2008, um dia depois do lançamento da iniciativa para a cidade de SP.

Até hoje me lembro exatamente o momento da fecundação... Foi organizado em menos de uma semana e virou um evento em que vieram 12 mães e bebês. Logo de cara ganhou um nome perfeito: CineMaterna! Os sorrisos e agradecimentos das mães me diziam que aquela gestação era para valer...

A gestação foi acompanhada por poucos enjôos, que me faziam ficar cada vez mais agarrada àquele bebê na barriga: fomos barradas na entrada do cinema uma vez, o que me fez entrar em contato com o cinema para sermos reconhecidas; tive uma crise profissional e lamentei por que teria que largar a CineMaterna aos cuidados de outra pessoa. Uma voz poderosa me intimou a assumir aquele bebê, e outras vozes ecoaram e ressoaram no meu coração. Resolvi assumir que era mesmo a mãe, que aquele projeto precisava de mim. E quando eu assumo uma responsabilidade, sai da frente!


Era lindo exibir a barrigona de grávida: saímos em jornal, site, TV.
Há exatos 15 dias, acordei sentindo as Braxton-Hicks. Sabia que estava muito perto de parir. Marquei uma reunião urgente na rede de cinemas, passei o dia escrevendo um plano de parto e recebi o sinal mais forte: CineMaterna ganhou seu logotipo naquele dia. Era como ouvir seu batimento cardíaco: firme, forte, lindo! Ainda no mesmo dia, comecei a ser acompanhada pela primeira doula: Taís. A segunda doula chegou no dia seguinte: Alexandra. E não nos separamos mais.

Saí correndo para os últimos preparativos do parto: o site. E a equipe para o parto crescendo... As doulas trabalhando a todo vapor. Todo mundo na torcida, o chá de bebê com direito a muita fotografia uma semana antes. Um ritmo alucinante, já não dava mais para dormir direito, não tinha posição...


E aí chegou o dia P. As contrações estavam fortes e ritmadas desde a manhã de ontem. Muita ocitocina no ar. Claro que eu tive aquele medo básico de toda a grávida de não conseguir o sonhado parto. Fui retomando a confiança ao ver as pessoas chegando para o parto. O parto foi intensamente filmado, fotografado, registrado, não só pela imprensa, mas pela Materna Chica e o Paterno Guga (pai da Nina).
As doulas fizeram o parto junto comigo. E a CineMaterna nasceu calma, depois de 24 semanas de gestação, Apgar 10/10, na água (chovia forte lá fora). E eu chorei de emoção, na frente de 40 bebês e 60 adultos...


Alexandra, com Felipe, eu com Max e Taís, sem Aninha

Post 1 - o início de um blog

Este blog foi criado antes do início "oficial" da CineMaterna, quando ainda não era uma iniciativa aberta ao público de São Paulo. Quando começamos a ir ao cinema, no início de 2008, trocávamos e-mail para escolher o filme da semana. Éramos umas 10 mulheres, todas mães com bebês com menos de seis meses.

Quando aparecemos na mídia, a cada sessão vinha gente nova. E eu, anotando e-mails em pedaços de papel, nosso grupo virtual aumentando cada vez mais.

Mais e mais gente perguntava: "como fico sabendo qual o filme da semana", "como ajudo a divulgar"? Putz, e agora? A solução mais rápida foi abrir um blog. Dava até para fazer enquete para escolher filme!

Rapidamente percebemos que não dava para ficar somente num blog, pois precisaríamos ter um cadastro para divulgar a programação. O melhor era mesmo criar um site. Em um final de semana de muito trabalho, Vir Brandi criou o www.cinematerna.com.br. Ficou lindo! Tínhamos uma cara oficial, pois a Nádia Lemos, que hoje cuida do site, tinha dado de presente o logotipo da CineMaterna naquela semana.

Enfim, eis que chegamos a este momento, quando decidimos fazer deste blog, um blog de verdade.

E já que estou na "sessão nostalgia", lembrando da trajetória desde o início, eis uma foto da primeira CineMaterna, cuja semente surgiu de uma proposta da Luana Arnhold, batizado pela Elly Guevara e organizado por mim.