terça-feira, 5 de junho de 2018

Quase uma transportadora

Temos muita experiência em transporte. Em 10 anos, temos uma "frota" e transportamos nossas coisas das mais diversas formas. A cada lançamento (e já foram bem mais de 100) são aproximadamente 30 quilos de equipamento.

Pode ser que a gente vá de carro, onde fazemos caber tudo direitinho, mesmo que pareça impossível encaixar.

Detalhe do carrinho fechado,
que vai junto para ajudar com os itens mais pesados 


Mal se consegue respirar no carro

Chegando no destino, precisamos descarregar e levar para o cinema. Amamos shoppings com supermercado, pois sempre há carrinhos à disposição.

A partir da esquerda: Edna, Mirian e Gláucia

Por avião, agora com a nova regra tarifária nos voos, em que pagamos por volume e com limite de peso, tudo é milimetricamente calculado. 

O equilíbrio é ter menos volumes,
sem ultrapassar o peso permitido
(ainda falta arrumar essa bagagem antes de despachar)

Temos nossa própria “frota” também. 

Esse é o mais sofisticado e profissional que temos

Nossa síntese de reunir diversão e trabalho

Diversão + trabalho na versão rosa

Quando estamos sem carrinho,
nos viramos com... mala de rodinha!
Útil para aliviar o peso e facilitar a locomoção.

Por último, apresento-lhes o “Bidu” (em homenagem ao cachorro, da Turma da Mônica). Não aguenta muito peso, por isso, só leva uns pacotes de fralda e um bebê. 

Esse é o Rafael, filho da Gláucia, com pouco mais de seis meses.
Hoje, ele está com seis anos e não anda mais no Bidu.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Hotelaria com estrelas variáveis

Nestes 10 anos viajando a trabalho pelo Brasil afora, já pegamos de tudo em hotéis.

Ganhamos um upgrade em suíte!...


… Só que não! :(


Constatamos que quarto triplo é quase sempre um quarto duplo com uma cama a mais, mesmo que não tenha espaço.


Não importa onde fica a cama, desde que seja possível dormir na horizontal, está valendo. É torcer para não ter incêndio.


Quarto sem cadeira (bem comum, aliás).


Já tivemos que trocar de quarto depois de estarmos de pijama.


Certa vez, tomei água de coco fres-qui-nha!



O pink não nos abandona nem na hora de dormir.


Agora, ter vista pro mar, mesmo que pela fresta entre os prédios, transforma o hotel-office em cinco estrelas!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

10 anos de comunicação visual

10 anos, dois logotipos, três comunicações visuais, quatro crachás. E muito, muito amor no peito.

A foto dos crachás foi enviada pela Juliana Freire, que começou como voluntária do CineMaterna em 2010, foi coordenadora de cinemas da zona leste paulistana, foi para a matriz para cuidar de logística e hoje cuida das finanças da entidade.


Juliana, à esquerda, com Tatiana Storni,
que se tornaram BFFs no CineMaterna,
mais conhecidas como a dupla Tica e Teca

sábado, 5 de maio de 2018

Sincronia decimal

Serendipity é uma palavra em inglês que significa uma feliz descoberta ao acaso, ou a sorte de encontrar algo precioso onde não estávamos procurando.

Para celebrar os 10 anos, contratamos um freelancer que já tinha trabalhado com nossa comunicação visual, para elaborar conteúdo para mídias sociais. A primeira proposta que veio para aprovação foi essa:


Na hora em que abri o arquivo, fiquei chocada com a sincronicidade. Esta mãe da foto é a Alexandra Swerts, uma das fundadoras do CineMaterna. A Alê saiu do CineMaterna no quarto ano, em triste circunstância. Como foi que justamente esta imagem a escolhida entre as mais de 300 que temos em nosso arquivo, no primeiro material desta comemoração de 10 anos?

Passei dois dias olhando pra imagem sem saber o que fazer, o que pensar. Até que escrevi pra Alê e mandei a imagem. A resposta dela:

Cai para trás também 🤗. Mas fiquei feliz com a conexão! Bom, orgulho de ter feito parte dessa história e ter isso registrado. Gostaria que a foto fosse usada, honrando o que fizemos e as nossas crenças naquele momento, principalmente por ilustrar o vínculo, o sling... Gratidão, Irene, por conectar.  💜

Então, é isso, o universo está nos presenteando pelos 10 anos. Serendipity!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

10, dez, X - anos

Em 2018 o CineMaterna faz 10 anos! Pois é. D-E-Z. Impressionante, não? Não sou nada ligada em datas comemorativas, mas não seria perdoada se não festejasse de alguma forma.

Dando início à celebração, um selo comemorativo, apresentado aqui em primeira mão.


A gente comemora, mas não com rojões que acordam e assustam os bebês. Tem é muito amor no ar e um sorriso no rosto para proporcionar leveza às mães recém-nascidas. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Quem tem filho, quer colo

Lígia, decidida a sair de casa, coloca seu macacão jeans, veste Alice de vermelho e segue para o shopping. Assistir a um filme é seu anseio. Ainda mais o que levou o Oscar!

Apesar de insegura, ela segue firme e forte seu propósito e, segurando Alice nos braços, compra seu ingresso.

Ela respira fundo e se senta na poltrona escolhida. Após uma hora, no entanto, a inquietação da filha a faz levantar e abandonar seu lugar.

Lígia pensa que partir para casa é sua única opção. Mas, ao tomar o caminho de volta e passar pela porta do cinema, uma pessoa trabalhando silenciosamente no celular interrompe sua partida.

Uma pausa para entender o que se passa e... bingo! A inquietação do bebê é também a da mãe, que sente que apenas a sua filha solta pequenos ruídos durante a exibição do filme, causando desconforto aos outros.

Logo percebo que a mãe precisa de colo, ser acolhida. Ela, assim como eu e certamente como você, passa pelas inseguranças do pós-parto. É quando nos damos conta de que nossa vida nunca mais será a mesma... E não será mesmo! Garanto que se tornará melhor!

A maternidade nos torna mais fortes e, ao mesmo tempo, nos vemos impotentes, julgadas. Contudo, muitas vezes, podemos contar umas com as outras!

Foi assim que embalei Alice no colo e Ligia, nas palavras. Respirando fundo, ela voltou à sala de cinema. Ficamos juntas, em pé no corredor, e novamente a pequena resmungou; rapidamente a embalei e a devolvi para o colo de sua mãe. O filme acabou, Alice finalmente se entregou e dormiu – algo que parecia impossível meia hora atrás, mesmo no peito de sua mãe.

Fiquei feliz em ver mãe e bebê num momento de rendição, relaxando e, ao mesmo tempo, entrando em sintonia.

Assim que as luzes se acenderam, Ligia despejou mil palavras de carinho. Seus olhos marejaram como os meus. Não fiz aquilo só por ela, fiz por mim e por você. 

Eu já fui Ligia, e hoje aprendi a acolher: você também passará por isso.

Afinal, só as mães sabem das dores e das delícias de ser mãe.

Texto escrito pela Gláucia Colebrusco, na foto ao lado, com uma mãe (que não é a Ligia do texto). Gláucia supervisiona as voluntárias do CineMaterna, e sempre, sempre está preparada para acolher uma mãe, no cinema, ou fora dele. 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Todas as tribos

Definitivamente, não sou um ser lá muito sociável. Se você encontrar comigo, não me classificará como tímida, mas é só uma casca. Converso com estranhos, sem problemas, mas aprecio em demasia meus momentos solitários ou com a família.

Só que no puerpério do meu primogênito, fui outra pessoa. Talvez os hormônios tenham me transformado em uma pessoa social, não sei. Lembro que na gestação fui com meu marido em um grupo de apoio à maternidade ativa, em busca de informações sobre parto. Haveria uma roda de conversa dali a uma hora, mas meu propósito era apenas uma consulta com a doula. Ela nos convidou a ficar no bate-papo e enquanto eu pensava em uma forma de agradecer polidamente, meu marido disse "claro, ficaremos!". E foi naquele grupo de gestantes, em encontros semanais, que fui visualizando o que me esperava no parto, pós-parto e amamentação.

Ainda assim, aquela "preparação para virar mãe" não me deixou totalmente "pronta". Ali, entendi: nenhum curso, nenhum conselho, nenhum grupo de apoio ensina a ser mãe e a enfrentar o peito que dói, os hormônios desequilibrados, nosso estranho corpo pós-parto, os sentimentos ambíguos entre o mais profundo amor e a exaustão das noites mal dormidas. E a solidão.

O que percebi é que no puerpério, o que mais me ajudou foram os encontros pós-parto. Fosse em grupos formais, encontros temáticos para recém-mães, fosse com ex-barrigudas dos grupos de parto. Ali nasceram amizades e um lazer "inventado" que virou um trabalho, um tal de CineMaterna.

Eu no meio, com meu primeiro filho com cinco meses,
entre Relze, à esquerda, e Ana Letícia, à direita,
em um dos muitos cafés pós-cinema, em 2008

Encontre sua tribo. De preferência, cara a cara, olho no olho, mão na mão. Porque na hora do aperto, um ombro amigo e um colo fazem toda a diferença nessa jornada materna.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Por que é CineMATERNA?

Excluímos os homens da jornada de criação de filhos quando nos chamamos de CineMATERNA? E a paternidade ativa, minha gente?

O fato de ter materna no nome não exclui os pais, mas reflete sobre um papel feminino de gestar, parir, amamentar e se conectar visceralmente com um bebê. Acreditamos, incentivamos, admiramos a divisão igualitária entre mãe e pai nos cuidados com o bebê, no vínculo, nas responsabilidades.

Tenho um marido ultramegaplus parceiro. Às vezes, tenho a impressão de ele ser mais presente do que eu na convivência dos filhos. Quando meu primeiro filho nasceu, ele tirou um mês de férias. Foi ma-ra-vi-lho-so. Ele deu todos os banhos e trocou todas as fraldas. Não me largou em casa para sair com os amigos, não foi viajar sozinho, não teve happy hour. Ficou conosco, lambendo a cria e curtindo a família. Adorei a companhia, as refeições que preparou, o cuidado que tinha ao me ver amamentar. Passeamos juntos, nos conhecemos como nova família. E mesmo com um marido tão presente, na madrugada, era eu quem acordava, pois o peito que amamentava era meu. O corpo do pós-parto, que ficou um tanto judiado por consequência de um longo e exaustivo parto, fui eu que encarei. O humor oscilante, a sensibilidade exacerbada, o corpo diferente, o dilema da volta ao trabalho, tudo era exclusivamente meu - como os cabelos que caíram aos tufos.

Cenas de puerpério no CineMaterna
Fotos de arquivo

Mulheres compartilham seu puerpério com os maridos na convivência e no relato. Mas quando encontram outras mulheres, também mães recém-nascidas, a empatia é imediata, mesmo que algumas crenças sejam diferentes. Dividir sensações, experiências, questionamentos e angústias maternas com outras mulheres traz uma certa leveza e sensação de normalidade. Independentemente das escolhas particulares da maternagem, temos muitos pontos em comum, inclusive, a solidão dos dias que passamos sozinhas com um bebê. E nesta fase, ficamos ainda mais distantes dos homens porque a licença-maternidade é de quatro a seis meses contra cinco - dias - dos pais.

Por tudo isso que acreditamos sim, que nosso Cine é MATERNA. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Amor em forma de elogio

Nosso cotidiano é repleto de correria, de pressa, de um milhão de pendências. Assim é o nosso dia-a-dia, o seu, o do mundo. Parece que avidez e agitação são sinônimos de viver, ainda mais em grandes cidades. É bom um tanto de animação, sim, mas manter-me conectada com as pessoas, de fato, é um um desafio. Lembrar que não são apenas atividades a cumprir, mas relações pessoais que devem ser nutridas. "Olho no olho", me esforço em lembrar.

Ontem o Shopping Metrô Tucuruvi, em São Paulo, convidou as mães para um espaço recém-inaugurado, onde poderia recebê-las com um lanche, em um local privativo e confortável às famílias. Seria depois do filme, para elas relaxarem, papearem, se conhecerem. Fomos em grande equipe para dar um apoio, conhecer o espaço e ver a dinâmica das mães.

A sessão estava quase lotada, o que nos deixou um pouco tensas quanto à capacidade do espaço VIP, que não é grande. Aliás, nossa vida é assim: ficamos apreensivas quando tem baixo público e também quando tem muita gente. Quem trabalha com eventos sabe do que estou falando.

Deu certo, na medida. Não falo apenas de lotação, mas principalmente, em termos de carinho, para as mães e para nós, do CineMaterna.

Normalmente estou na correria, nos aspectos práticos para fazer a sessão acontecer de forma que as mães se sintam acolhidas. Quando chegou a hora do bate-papo, relaxei ao constatar as mães felizes. Foi o momento de nós, do CineMaterna, ouvirmos as mães, olharmos com carinho para elas. E o que recebemos, foi lindo. Depoimentos sobre a alegria de descobrir o CineMaterna em um momento tão difícil quanto lindo, o puerpério. Em conversas com três mães, me emocionei com seu carinho, quando agradeceram pelo CineMaterna com olhos marejados. Me comovi com suas histórias, suas angústias maternas e os olhares apaixonados de seus bebês para elas. Vínculo nem sempre fácil, mas certamente, essencial para a formação psíquicas destes bebês.

2018, pode vir que já recebi minha dose de incentivo para continuar este trabalho.

O sinal mais claro de que deu certo!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Uma vida de caos materno

Virada de ano, hora de arrumar armários. Estava rearranjando alguns livros e me deparei com o álbum do partos dos meus filhos. Algo muito íntimo, que não fica na mesa de centro da sala nem em uma estante acessível. São imagens, relatos e reflexões de momentos que marcaram uma mudança radical em minha vida.

Os dois álbuns dos partos de meus filhos, inspiração para este texto

Os nascimentos deles trouxeram uma revolução sem volta. O clichê mais verdadeiro: nós, mulheres que viramos mães da noite pro dia (ou do dia pra noite), nunca mais seremos as mesmas. A maternidade nos desloca por dentro e por fora. Vamos para longe de onde estávamos, para melhor e para pior. Pessoas obsessivas com limpeza e organização, deixam de ser tão... exageradas - ou passam a sofrer mais. Alguns medos diminuem porque precisamos mostrar coragem e dar segurança aos pequenos - mas passamos a ter outros temores.

A maternidade me trouxe o CineMaterna e toda uma nova vida profissional. Mas não falo apenas de profissão. Usei aptidões que estavam dormentes, enfrentei a ansiedade em empreender, usei minha experiência e criatividade para desenvolver um negócio que não existia, junto com pessoas que conheci ao longo do caminho. O CineMaterna me proporcionou (e continua proporcionando) imensas alegrias, mas também muitas, muitas preocupações.

Acima de tudo, a maternidade me brindou com uma diferente perspectiva da vida. Novas amizades surgiram em função do puerpério, da escola das crianças e do CineMaterna. A rotina se altera a cada ano escolar, que traz a necessidade de repensar as prioridades e atividades. Mudei de casa, revirei conceitos de vida. E não, não é como num vídeo game onde cada fase é mais difícil. As fases são diferentes: algumas interações ficam mais fáceis, mas surgem outras que nem imaginávamos existir, nem quão desafiadoras seriam. E grande parte das idealizações, por exemplo, a de que meus filhos adorariam salada (😂), simplesmente se evaporaram.

Os momentos de caos familiar são frequentes e certamente, meu pensamento não é tão linear e reflexivo como escrevi nos parágrafos anteriores. Nestas horas em que estou perdendo a paciência com o filho que se recusa, aos berros, a tomar banho (para depois, não querer sair do chuveiro), ou quando o outro diz que não vai usar calça de jeito nenhum, mesmo estando 15º lá fora (afinal, em casa está "super quente"), o maior desafio é controlar os impulsos de não largar tudo ou falar alguma besteira que eu possa me arrepender depois.

Aí que a gente fica exausta e quer férias. Fica radiante quando consegue armar um esquema com a tia deles. E assim que eles saem de casa, dá uma saudade...

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Quando a diversão é séria

Ainda hoje me perguntam se faço algo "além de CineMaterna". Respondo - nem sempre em alto e bom som, depende do contexto - que não é tão simples organizar mais de 100 sessões de cinema por mês em quase 50 cidades diferentes, gerenciando quase 400 voluntárias.

Além de mim, mais oito mulheres pensam, agem e respiram CineMaterna todos os dias da semana. Formamos o que chamamos de "matriz" da organização. Parênteses: "matriz" vem do latim matrix, que significa mãe, útero. O sufixo "ix" implica em um sujeito de gênero feminino. Um dos significados de matriz no dicionário é "lugar onde alguma coisa se gera ou cria". Nem lembro quando  começamos a chamar a matriz desta forma e foi sem nenhum estudo de etimologia da palavra. As coisas boas de usar a "inspiração instintiva". Fecha parênteses.

Este ano, trocamos a nossa confraternização por um dia de muito trabalho e reflexão conjunta. Fizemos um planejamento para o próximo ano, trocando, criando e opinando. No fim, o resultado foram post-its e folhas de flipchart recheadas de palavras e ideias que queremos implementar ao longo dos anos. Sim, anoS, no plural, porque foram tantas as ideias que faltam pessoas e recursos para implementar tudo.

Então, para quem pergunta, eis a reposta: além de CineMaterna, cuidamos de mães, voluntárias, patrocinadores, apoiadores. Sem contar os filhos, o marido, e, claro, ir ao cinema.

Criação individual antes de compartilhar no grupo 
Bolinhas para votação
(teve gente querendo roubar bolinhas para votar mais vezes)
Por mais que rodemos, sempre voltamos nelas, as MÃES,
nossa razão de existência, sem demagogia
À noite, saímos para relaxar um pouco.
Estendemos o vale-day para um vale-night! ;)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Entre o passado e o futuro

Faz 10 anos que sou mãe. Não sei se é o número, uma década, ou o tamanho do menino, mas impressiona. Olhar para trás e lembrar que ele foi gestado em meu ventre, recordar as ansiedades pré-nascimento e o puerpério de primogênito - sobreviver a um dia, entender o amor que é acompanhado da angústia de achar que a vida não voltará mais aos eixos.

Um filho com 10 anos, mãos e pés do tamanho dos meus, com vontades próprias, mas ainda aproveitando o aconchego dos meus braços (e eu, o carinho dele).

Max aos 3 meses e agora, aos 10 anos

A cada aniversário eu paro, dobro a idade de meu filho e penso no futuro. Dos 10 anos, pulo para os 20. Um homem feito! Quem será ele? Estará fazendo faculdade? De quê? Quem serão seus amigos? Como será a nossa relação? Quais serão seus gostos, seus afetos, suas posições?

Não cessa de me espantar a velocidade do crescimento, as mudanças de fase, de gosto, de brincadeiras. Fui olhar fotos para ilustrar aqui e me deparei não apenas com filho pequeno, mas mãe e pai dele diferentes também. Quem eu era naquela época e o que mudou? Como serei e onde estarei daqui a 10 anos?

Se você está com um bebê nos braços, naquelas horas mais difíceis, tente lembrar que passa rápido. Se perder a paciência, está tudo bem, da próxima vez você começa de outro jeito e tenta fazer diferente. E não é porque estou dizendo isso que será mais fácil.