terça-feira, 4 de abril de 2017

Morfar* pra Rosa!

Essas fotos são da Simone Novato, fotógrafa parceira, praticamente "de casa". Foi após um lançamento em São Bernardo do Campo, SP, onde recebemos 500 pessoas. Exaustas? Sim. Mas ainda dispostas para uma brincadeira, com direito a poses, caras e bocas - e participação especial da Power Ranger cor-de-rosa, nossa mais nova amiga.

(*) "Morfar" é se transformar em Power Ranger.





sexta-feira, 3 de março de 2017

Saudade de imagens

Fazia mais de dois meses que não havia lançamento de um CineMaterna em um novo cinema por conta do recesso de final de ano. Quando recomeça a "temporada" de lançamentos, chego ao primeiro evento com muita vontade de fotografar. A nostalgia não é apenas do ato de registrar as imagens (fotógrafos entenderão o que é esta saudade). Sinto falta do momento em que vou tratar as fotos e me deparo com as cenas do que é o CineMaterna. Veja se não é para sentir saudade:

Mãe pedindo informação
Muitas pinks para recepcionar as famílias
Carinho da Bete Sozza (de camiseta preta),
fotógrafa do evento, com Gláucia Colebrusco
Comissão de boas vindas
Bochecha amassada (tem coisa melhor?)
Selfie com bebê no cinema
Mal andam e já se abraçam 
Sorriso banguela cativante 
Amigonas e amiguinhos
Mãe com bebezica
Sala lotada
Estacionamento de carrinhos
Ah, esses sorrisos!
Soneca no colo
Exploradora de sala de cinema - ou ginástica para mães
Os sorrisos e o colo aconchegante
A doçura do olhar para a câmera enquanto a mãe assiste ao filme
Pinks entretidas
Risada durante o filme...
... garantindo a alegria familiar na saída
Final feliz, não acha?

Veja o álbum completo AQUI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

E como foi para você?

Ir ao CineMaterna com um bebê com um ano não é para fracas. São bebês mais ativos, dormem menos, ficam mais atentos aos inúmeros estímulos que uma sala de cinema repleta de "amigos" proporciona. Por isso, o depoimento tão bem humorado da Thalita Rigonatto, de Campo Grande (MS), mãe do Enrico, de quase 5 anos e da Clara, quase 1, me chamou a atenção.

Meu primeiro CineMaterna 🎞

Estava me programando para ir ao CineMaterna e quase desisti. Mas pensei melhor e fui por três motivos:

1️⃣ Desde que o Enrico era bebê que eu tenho vontade de ir no CineMaterna e onde eu morava não tinha.

2️⃣ Aqui só acontece uma vez por mês. 

3️⃣ Era minha única chance de assistir La La Land antes do Oscar e não dar uma de Glória Pires. Então lá fui eu! 

Reprodução do Instagram de
Thalita Rigonatto,
com autorização
Clara chegou no shopping dormindo e eu fiquei felizona achando que ela só ia acordar lá do meio pro fim do filme. Haha! Ela acordou cinco minutos depois dessa foto, enquanto eu comprava pipoca. Esse, à propósito, foi o momento mais agitado da tarde. Deixei a pipoca no balcão enquanto fui acomodar minha bebida no suporte do carrinho (de bebê), a pipoca virou, caiu no balcão, no chão, atrasando a fila que já estava enrolada. O atendente, muito atencioso me serviu mais. Quando eu fui pegar novamente, dona Clareta começou escalar o carrinho (com intuito de alcançar meu colo), que já estava sustentando a bolsa na mesma extremidade, resultado: carrinho virou com Clara e tudo! Só me deu tempo de segurar a cabeça dela, posicionar meu joelho embaixo do carrinho (onde ganhei uma bela mancha roxa!) para amortecer o impacto (nem sei se foi intencional, mas funcionou) e gritar socorro enquanto esparramava mais pipoca por toda parte. Pela graça de Deus vivemos em tempos de sororidade, as outras mães vieram ao meu resgate, seguraram minha filha e limparam o meu carrinho. Quanta gente fofa! 

Durante o filme foi tranquilo! Uma troca de fralda, duas corridas atrás de uma engatinhante fugitiva, inúmeras tentativas de comer pipoca do chão, tranquilão...😆 

Clara não chorou nenhuma vez, apesar de ter resmungado um pouco quando o sono bateu. Mamou bastante. No início ficou no colo, de boa. Enquanto eu comia uma pipoca ela jogava duas no chão e se lambuzava de manteiga. Que beleza! 👌🏽 Depois que descobriu o chão, eu só precisava ficar de olho para onde ela ia (quis ir lá assanhar um bebê bem novinho que estava na boa no colo da mãe dele) e se tentava colocar algo na boca (tipo todas as 456 pipocas que ela mesma jogou no chão). Mas juro que deu pra assistir o filme numa boa. Sentamos na fila preferencial, onde tinha bastante espaço para engatinhar e a grade da rampa para ela se segurar e andar de ladinho. Ela curtiu! 

Como eu já havia lido, o CineMaterna é super organizado! Os carrinhos ficam estacionados no corredor de entrada na sala, próximos a um trocador duplo. Nele havia lencinho, fraldas de vários tamanhos, pomada e, é claro, uma lanterna! 😆 Super útil! Usei para conferir o bumbum da Clara. 

Ganhamos uma lembrancinha Natura Mamãe e Bebê, que apóia o evento desde 2009. E tinha uma fotógrafa oficial, tem em todas as sessões, rende fotos fofas demais (olhem na página do CineMaterna no Facebook)!! O ar condicionado fica mais fraco (adorei essa parte, sempre passo frio no cinema), as luzes não ficam totalmente apagadas e o som é um pouco mais baixo. Tudo muito confortável, tranquilo e gostoso. Em nenhum momento me senti numa sessão 'menos divertida' ou sem o clima de cinema. Nem os eventuais choros atrapalharam. 

E La La Land foi simplesmente delicioso de assistir! ❤️ Com certeza estarei presente nas próximas sessões. Porém, tenho alguns lembretes para mim mesma, nas próximas vezes. São eles:

- Ir de barriga cheia e deixar a pipoca para sessões normais;
- Se a vontade de comer pipoca for grande, que seja sem manteiga;
- Clara deve ser presa no cinto do carrinho e só pode ser solta dentro da sala, com carrinho estacionado!! Já ajuda!

Thalita, obrigada por nos autorizar a compartilhar seu depoimento e pelas palavras de carinho aqui dedicadas.

E você, tem uma história emocionante, ou hilária, ou surpreendente ou tudo-isso-junto? Compartilhe conosco escrevendo para depoimento@cinematerna.org.br e anexe uma foto. Queremos conhecer sua experiência também. ;)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A contradição em pessoa

"Foram três dias em que meu filho chorou quando o deixei na creche. Grudou em meu pescoço e berrou. Foi duro, mas as cuidadoras disseram que ele ficava bem depois. Hoje, ele simplesmente se despediu e entrou feliz. E eu fiquei arrasada".

Ouvi esta história enquanto estava na sala de espera de um consultório. E tenho certeza que você já ouviu algo similar ou mesmo, passou por isso. Para mim, essa é uma alegoria da maternidade.

Sabe quando o bebê está naquela fase grude, em que não pode perder a mãe de vista que abre o berreiro? Ou filho um pouco maior que fala "mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe", o dia inteiro? São momentos cansativos, que deixam as mães exauridas, ansiando (desesperadamente) por algumas horas de tranquilidade.

Ouvir filho chorar parte o coração de qualquer mãe. Não importa a situação, não importa a idade da criança, estraçalha a gente por dentro. Mas quando os filhos começam a ficar emocionalmente independentes, viram as costas e seguem felizes com outra pessoa, sem choro, ficamos... desapontadas? magoadas? tristes? um misto destas sensações? 

É lugar comum falar que a maternidade envolve sentimentos contraditórios: o cansaço e o amor intenso, a impaciência e o arrependimento, a ânsia por um beijo e o fastio do grude. E a saudade que bate quando finalmente temos umas horas para nós? 

Conclusão: sou bem ordinária em meus sentimentos como mãe. Encontrei foto minha de seis anos atrás, fotografando no CineMaterna com o Eric, meu caçula, a tiracolo no wrap. Foram seis meses de labuta conjunta e ao final, estava bem cansada. Mas decidir que a dupla estava encerrada e que ele não trabalharia nem viajaria mais comigo foi uma definição tão, tão difícil!

Foto: Karin Michels

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Não vencemos todas as enquetes

Já escrevi sobre isso, mas vira e mexe, a questão volta. É inquietante porque poderíamos optar por um caminho cômodo, o de escolhermos um filme entre os que estão em cartaz, sem tantas personalizações cinema a cinema, cidade a cidade. Selecionar os títulos que julgarmos que agradaria à maioria e pronto. Ou deixaríamos os cinemas designarem o que fica mais fácil para eles.

Só que acreditamos no processo de escolha pelas mães e entendemos que a diversidade de gostos pode ser respeitada, mesmo que dê trabalho.


Às vezes, parece que alguém "manipulou" o resultado, eu sei. Mas tenha certeza, não mexemos no desejo das mães. Há fatores que entram em jogo fazem com que o vencedor de uma enquete, mesmo ganhando de lavada, não entre em cartaz no CineMaterna. Pode ter saído de cartaz, como foi o caso de Rogue One - Uma História Star Wars. O filme estreou próximo ao Natal e quando pedimos o filme, duas semanas depois, já estava saindo de cartaz. Foi uma decepção para nós também. Ouvimos alguns protestos veementes, que poderíamos ter evitado se estivéssemos optado pelo caminho seguro de nem colocar este título em enquete. Ficaríamos na eterna dúvida se deveríamos ter ao menos tentado.

O mesmo filme também pode se repetir em mais de um cinema na mesma cidade. Queríamos ter filmes inéditos sempre, mas a oferta de estreias não é suficiente. Por exemplo, atualmente, Minha Mãe é uma Peça 2 domina as sessões, a maioria, re-ple-ta de famílias com bebês. Agora que estreia La La Land, dá para trocar o filme? Colocamos em enquete, ganhou algumas, mas tivemos negativa por parte de um cinema, decepção que me inspirou a escrever aqui. Recusaram porque a sessão de La La Land é às 16h e não às 14h, horário do CineMaterna. Insisto com a rede de cinemas, quase de joelhos, sabendo a trabalheira que é operacionalizar a sessão de um filme em um horário diferente dos demais dias da semana. A negativa é reiterada, pois em janeiro, alta temporada, os cinemas ficam lotados e os pedidos especiais não podem ser atendidos. Compreensível.

Quando negociamos com os cinemas também ficamos na torcida para conseguir colocar em cartaz o maior número de títulos favoritos do público nos cinemas. O objetivo do CineMaterna é reintegrar as mães recém-nascidas à vida social através de um programa cultural que, para ser bacana, requer um filme interessante para elas. Não é o nosso gosto para filme que conta, não é achômetro. É a escolha da maioria, que precisamos encaixar na programação e logística dos cinemas. Em 90% dos casos somos bem sucedidas. Nos 10% restantes, lamentamos, mas não desanimamos e seguimos com nossa nobre missão!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Que venham as Festas!

2016 foi um ano difícil, de crise econômica, política e de valores. Enfrentamos dificuldades também, mas as mães com bebês nos mantiveram em alto astral.

Conseguimos que 18 novos cinemas que passassem a ter CineMaterna, mantendo nossa média de crescimento anual. Acrescentamos sete cidades: Bauru (SP), Campos dos Goytacazes (RJ), Contagem (MG), Cuiabá (MT), Macapá (AP), Nova Iguaçu (RJ) e Taubaté (SP).

Agora vamos descansar, para em 2017 seguirmos firmes e fortes em levar alento, conforto e carinho para as mães recém-nascidas.

Para você que nos acompanha, como público, parceiro ou patrocinador, nosso mais sincero agradecimento!

(clique na figura para ampliar)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Veterana de CineMaterna

Fernanda Almeida, com sua filha, Estela
Fernanda Almeida é carioca e mãe de duas meninas. Ela nos escreveu agora, no encerramento do ano, coroando nosso trabalho. Ficamos muito comovidas, pedimos sua autorização para postar aqui e dividir nossa alegria.

Gostaria de compartilhar minhas impressões sobre o CineMaterna. Hoje foi nossa décima sessão. Nem preciso dizer que adoro! É, sem dúvida, o dia mais esperado da semana! Minha bebê hoje tem quatro meses e já está totalmente acostumada. Já fui com minha filha mais velha, com meu marido e sozinha com a bebê. Vi mais filmes esse ano depois do nascimento do bebê do que antes!

Queria agradecer toda a equipe envolvida no projeto, desde quem nos auxilia nas salas, até quem faz a negociação com os cinemas.

Realmente o trabalho de vocês é fundamental para o nosso bem estar no período pós-parto!

Um muito obrigada a todos, meu e da Estela!

Fernanda, muito, muito obrigada pelo carinho. Acreditamos no que fazemos, mas seu depoimento é especial porque você é mãe assídua, de "duas gerações", e isso endossa que nosso "nível de cuidado e aconchego" está consistente. Foi nosso presente de Natal!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Poses, caras e bocas

Acreditamos no riso, investimos na diversão. Ir ao cinema é entretenimento. Claro que por vezes enfrentamos dificuldades no trabalho, mas sempre buscamos encontrar o lado lúdico. Com você, imagens de um trabalho divertido.












segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O que o CineMaterna faz?

Afinal, o que faz o CineMaterna? Depois de oito anos, eu diria que o CineMaterna:

_ desafia as mães a tomar coragem e sair de casa, ela e o bebê
_ é um momento familiar onde todos podem curtir o bebê e se divertir
_ deixa as mães felizes porque elas têm um programa para elas
_ é um espaço de maternagem livre
_ ajuda as mães a se sentirem parte de um grupo e identificadas
_ promove encontros
_ é uma oportunidade de troca de experiências sobre a maternidade e o puerpério
_ devolve a vida social às mães recém-nascidas
_ apoia a amamentação

Imagens de algum CineMaterna Brasil afora

_ é um programa entre amigas que viraram mães
_ é um programa entre mães que viraram amigas
_ é um programa para quem virou mãe e está sem companhia
_ proporciona um respiro na rotina da família
_ reforça o vínculo entre mães, pais e bebês
_ proporciona relaxamento em um ambiente acolhedor
_ é um espaço para aprender, ensinar e apoiar
_ é uma experiência inusitada

Ah, CineMaterna também é cinema. Mas isso é por acaso.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Nosso logotipo é pink

Uma pitada cor-de-rosa no dia de hoje, dado pela Carol Troque, nossa designer, que encontrou este texto na internet. Editei e "nos acrescentei".

Significado do rosa / pink em logotipo:

Psicologicamente, rosa está associada com a compaixão, carinho, amor e romance.

Os pilares do CineMaterna segundo o público, as voluntárias, e a equipe da matriz são, respectivamente, cuidado, amizade e carinho (pesquisa interna realizada em 2014).

Relaciona-se com o amor incondicional e compreensão, e a dar e receber carinho.

Maternidade é amor, compreensão e carinho. Mesmo que percamos a paciência e as estribeiras de vez em quando.

A cor rosa coloca as pessoas em contato com o lado do carinho de si mesmos, quer através da necessidade de receber ou a necessidade de dar.

Através do voluntariado praticamos o acolhimento, seja por palavras, gestos ou simplesmente, um olhar.

Quanto mais profunda a cor de rosa, mais paixão e energia.

Somos apaixonadas pelo que fazemos. Amamos os agradecimentos e olhares amigos, sofremos com as agressões das palavras mal colocadas, enfim, somos humanas. Seguimos em frente porque acreditamos que fazemos diferença neste período tão crucial e delicado da vida de uma família.

Na psicologia das cores, rosa é um sinal de esperança. É uma cor sentimentos quentes e reconfortantes inspiradoras positivas, uma sensação de que tudo vai ficar bem.

É isso que tentamos transmitir às mães recém-nascidas: a sensação e o conforto de que tudo vai ficar bem.

Em resumo, eis o propósito do CineMaterna:

Somos especialistas em mães recém-nascidas porque já passamos por isso.

Não importa quantos anos ela tem, se é o primeiro ou o quarto filho. Cada pós-parto é um pós-parto, cada licença é uma licença, cada bebê é um bebê.

Esse é um momento especial, porém de muita vulnerabilidade: a mulher corta o vínculo com o mundo real para servir e estabelecer vínculo com o seu bebê. Nós podemos ajudá-la a equilibrar a mãe e a mulher dentro dela e reintegrá-la na sociedade através da cultura, de atividades, de conteúdo e de produtos.

O CineMaterna é feito essencialmente de mães, gente que sabe o que é ir dormir mulher e acordar mãe de um bebê que não vem com manual de instrução.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Agito aos 18 meses

Recebemos esta mensagem hoje de manhã da Renata, mãe de São Paulo, para aquecer o coração:

Minha mensagem é apenas para, mais uma vez, elogiar a iniciativa de vocês e também para me despedir. (...) Meu filho está com 1,5 ano e o título do filme foi premonitório de como seria a sessão: "Inferno". 
:-) O menininho não parou quieto... Cinema, para ele, agora, acho que ainda vai demorar um pouquinho. Uma pena, porque adoro o clima das sessões. Bom, mais uma vez, parabéns pela iniciativa e muita força! Obrigada, obrigada e obrigada!

De nada, de nada, de nada, Renata. Em sua homenagem, reuni algumas fotos de diversas cidades, de bebês em fase semelhante ao do seu menino, a do "agito".








Obs: Inferno é um filme com Tom Hanks, baseado no livro de Dan Brown. O longa de suspense tem como pano de fundo o universo de Dante Alighieri, autor de "A Divina Comédia", uma das mais famosas obras literárias do mundo.