sexta-feira, 14 de junho de 2013

Disfarçado de banner

História hi-lá-ria de Brasília, contada pela Fernanda Valentim, coordenadora da cidade:

Um casal levou seu bebê para a sessão. O pai havia ligado para o chefe no trabalho e dito que tinhas umas coisas para resolver com o bebê. Ao chegar na sala da sessão deu de cara um amigo próximo do chefe. Ficou em pânico, procurou nossa coordenadora e disse "me ajuda, aquele ali é amigão do chefe, ele vai me ver e vai contar que eu estou na sessão, matando trabalho". Nossa coordenadora riu e falou "só se eu te esconder dentro do saco do banner!".

Sim, cabe uma pessoa dentro do nosso
porta-banner pink!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quem procura, acha!

Tivemos que soltar um anúncio procurando voluntárias para a cidade de São Paulo. Sabíamos que receberíamos muitas respostas, mas como há várias equipes com vagas, era a forma mais indicada.

Eis que recebemos esta resposta "engraçadinha":
Mãe, promovida a colaboradora em Santo André (SP), promovida a coordenadora (na licença-maternidade de uma amiga querida), promovida a fotógrafa das sessões (e morrendo de saudade de colaborar novamente). :-)
Aceito viajar pra ajudar nas inaugurações das salas! Ficha limpa, procedência materna e 
boas referências.
Quem enviou foi a Simone Novato, que veio ao CineMaterna pela primeira vez quando seu Arthur tinha 25 dias. Algum tempo depois, entrou para a equipe e está até hoje conosco, depois de mais de dois anos.

Primeiro CineMaterna da Simone (esq), Arthur com menos de um mês,
e Cinthia, coordenadora 
Simone em maio de 2013, fotógrafa

Queridíssima, certamente você seria selecionada novamente! 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Lançamento na Cinesystem Londrina Norte Shopping (PR)

Começou com atraso no voo da ida e pouso em Maringá. Duas horas de ônibus e finalmente chegamos em Londrina. Uma viagem de pouco mais de uma hora levou sete. E ainda teve a volta com voo cancelado, hotel, nova ida ao aeroporto, atraso e finalmente, embarque. Ufa!

Taís sem cabeça, no ônibus que fez o trecho Maringá-Londrina
Chegando em Londrina, não tinha táxi!
Taís feliz da vida,
com os brindes da Unimed para o lançamento,
achando que estava deixando o último hotel em Londrina
Pois é, segunda cama de hotel em Londrina.
Cama de casal, mas quartos separados, tá?
A volta dos que não foram

Apesar dos contratempos da viagem, o lançamento em Londrina foi delicioso. A começar pela equipe alto astral. Duas grávidas, Tamiris e Andrea, mais Marilia, que conheci no lançamento em Maringá há mais de um ano, e a bem humorada Fernanda.

Marilia, Tamiris, Fernanda e Andrea

O lançamento? Ah, aquela coisa boa de sempre: junta cinema, mães, pais, avós, amigos e bebês, não tem erro! Sorrisos, olhos brilhando, gritinhos de alegria e sonecas no colo, que rendem imagens lindas.














Agora, é torcer para o aeroporto estar aberto quando a Gláucia Colebrusco for na primeira sessão regular. Em todo caso, já a alertamos para levar uma troca de roupa extra. 

Mais fotos aqui: bitly.com/LondrinaNor.

domingo, 2 de junho de 2013

Festa junina

Júlia, ruiva, com Bernardo,
recém-recém-nascido no colo, não-ruivo
Foto: arquivo pessoal
Nasceu! Aos 42 do segundo tempo, Bernardo veio ao mundo exterior ontem à noite com 4,100 kg e 52 cm. Segundo filho da Bianca Balassiano, sua gravidez foi muito festejada por todas no CineMaterna. Tentando engravidar desde antes de entrar para a equipe, há quase cinco anos, a notícia da gravidez da Bianca deixou todas as pinks em êxtase.

Júlia, primogênita da Bianca, é uma linda ruiva, o que fez com que todos especulassem sobre a cor do cabelo do Bernardo. Como ainda não inventaram o ultrassom 3D e colorido, a bolsa de apostas rolou solta.

Bianca, bem-vinda ao maravilhoso mundo das mães de dois. O olhar de admiração do caçula para a irmã mais velha, o carinho da maior com o menor, os irmãos interagindo e se descobrindo compensam o eventual cansaço das noites mal dormidas. :)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Escada abaixo

Estávamos, Taís Viana e eu, levando equipamentos em um cinema pela entrada de serviço, quando o funcionários que nos ajudava pediu que tomássemos cuidado. O aviso era por isso:


Para você que não identificou: milho de pipoca espalhado pelo chão. Pois é, estourou um saco de milho de pipoca de 25 quilos e espalhou na escada. Quando pedi que esperassem para eu tirar uma foto, o moço não me levou a sério. Ao me ver parada, tirando fotos com o celular, comentou, espantado: "e não é que ela vai tirar foto mesmo?". 


Pois é, tiro foto das coisas mais bizarras e inusitadas.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Que saudade!

Conversando com uma mãe no café, ela me contou que achava graça que passava o dia tentando fazer seu bebê dormir, e quando ele finalmente adormecia, sentia saudade. Mãe é um bicho muito estranho mesmo, de emoções paradoxais.

Fiquei um tempão com este pequeno parágrafo acima sem postar porque não tinha uma imagem para ilustrá-lo. Aí, cruzei com esta foto, de quase três anos atrás, dos meus filhos dormindo. Na época, estavam Max, irmão mais velho recente, e Eric, com dois dias de vida.


Quem é mãe de mais de um filho sabe que a hora de dormir, quando se está com um bebê novinho, é um dos maiores desafios da nova jornada. Ficamos aflitas só de pensar na tarefa, ansiando pelo momento de tranquilidade e um tempo para si e daí, quando eles dormem, ficamos paradas como bobas, olhando essas pequenas criatura dormirem, absolutamente extasiadas.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Very baby friendly

Uma das maiores dificuldades da saída com o bebê é a ausência de um fraldário, trocador ou alguém solidário às necessidades fisiológicas de um bebê. Eu, particularmente, sempre amamentei e alimentei onde (e como) fosse possível. Só que trocar fralda não é bem aceito em qualquer lugar. Até compreendo e apoio algumas restrições, principalmente em locais onde há alimentação. Mas se não quer que eu troque meu bebê na cadeira, que tal oferecer uma alternativa ao invés de apenas proibir?

Local novo na lista de cinemas amigáveis do CineMaterna, o Shopping CenterVale de São José dos Campos (SP) tem um dos fraldários mais bonitos e completos que já vi. Não precisa ser chique, basta ser funcional e aconchegante. Veja se concorda comigo:

Quadro na entrada do fraldário
Estacionamento de carrinhos não é exclusividade do CineMaterna!
Um lixo para fraldas e outro para "demais objetos"
Estampa do tecido do colchonete,
delicados e de bom gosto 
Saquinho de plástico para colocar fralda ou roupa suja
e outros itens que sabemos que nossos pequenos
são capazes de sujar. Rs.
Um calmo canto de amamentação e outro de papinha 
Tem mixer!
E até colheres descartáveis!
Essa banheira, sim, é CHIQUE! 

domingo, 12 de maio de 2013

Você você

Hoje é Dia das Mães.

Corta.

Duas semanas atrás. Noite de domingo. Casa dos sogros, todos dormindo. A TV ligada, nela o Chico Buarque revelando as histórias por trás das suas canções infantis. Tão tarde já, mas como desgrudar os meus olhos daqueles olhos tão azuis? A bailarina, o jumento, a galinha, o caderno, até "João e Maria", que não foi feita para as crianças, mas que as crianças adoram. Chico, e este seu dom de sentir e de fazer a gente sentir, fala sobre o nascimento de cada composição. Escolhe uma, conta um causo, depois canta. Inteirinha. Eu canto junto.

(sim, porque se você, como eu, tem filhos, sabe estas e muitas outras músicas infantis. Afinal, não basta ser mãe, é preciso saber cantar!)

De todo o repertório, apenas uma eu não conhecia.

Chico conta: a valsa nasceu em uma noite em que ele cuidava do neto Franscico, para que sua filha Helena pudesse assistir a um show no Canecão. Quando ela chega para buscar o menino, Chico se emociona ao ver ela tirar de dentro do berço uma blusa, deixada ali para que, durante sua ausência, o pequeno pudesse sentir seu cheiro. Ele emenda outra historinha. É de quando o menino fez um ano e foi enfim para a creche. Chico perguntou para aquele tico de gente "o que você faz lá?" e o tico respondeu "espero a mamãe".

E enfim canta Chico.

Você você. Uma canção edipiana. Aqui na voz de Manuela Doris, cantora italiana apaixonada por nossas criações. 


Corta. Dia das Mães. Todo dia, todo dia.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lance de engenheira


Veja a utilidade de um diploma de engenharia no CineMaterna: Taís Viana, engenheira (química), em momento "utilidade doméstica" no corredor de um cinema. Tá, eu até conseguiria consertar o trocador, mas aí, não poderia tirar a foto!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Um estouro!

Você tem ideia do que seja o "amontoado" que está bem no meio da foto? Dica: tirei a foto pelo lado de fora de uma bombonière de cinema.


Estava passando na frente, cinema ainda fechado, porta da cozinha aberta. Até voltei e perguntei para checar se era isso mesmo.


São sacos de 25 quilos de milho de pipoca. Segundo a gerente do cinema, em dia de muito movimento, a pilha dura apenas algumas horas. Haja amantes de pipoca!

terça-feira, 23 de abril de 2013

O Sonho de Wadjda

Adivinha qual O Sonho de Wadjda?

WADJDA é uma menina de 12 anos que mora no subúrbio de Riad, capital da Arábia Saudita. Embora ela viva em uma cultura conservadora, Wadjda é uma garota cheia de vida, que usa calça jeans, tênis, escuta rock’n roll e deseja apenas uma coisa: comprar uma bicicleta e disputar uma corrida com seu melhor amigo Abdallah. Mas em uma sociedade que diz que as bicicletas são apenas para os meninos porque podem ser perigosas para a virtude das meninas, ela enfrentará muitas dificuldades para realizar seu sonho.

Adolescência é uma fase difícil, certo? Imagine como é para uma menina na Arábia Saudita, com restrições no modo de se vestir, de se portar e também, de pensar. Lá, uma bicicleta significa muito mais do que estar sobre duas rodas.

Além de ser um belíssimo, sensível e tocante filme, tem a peculiaridade de ser o primeiro longa-metragem produzido e rodado na Arábia Saudita, dirigido por uma mulher. 

[Trechos do release de divulgação do filme] Criada em uma família mais liberal, a diretora Haifaa Al Mansour conta como foi crescer em um país onde não há salas de cinema oficiais: "A Arábia Saudita é um país sem cinema e que proíbe o cinema. Mas meu pai facilitou meu acesso aos filmes e passávamos muitas noites em família assistindo a filmes juntos. Esses momentos eram muito especiais para mim, mais nunca imaginei que me tornaria uma diretora de cinema e ainda por cima, a primeira na Arábia Saudita!". A equipe enfrentou alguns problemas durante as filmagens, protestos e reclamações foram feitas para a produção do filme, por terem uma diretora mulher e pelo fato de mulheres e homens trabalharem juntos no mesmo projeto, mas felizmente nada de grava aconteceu e as filmagens puderam ser concluídas. 

Um filme é uma janela para um mundo diferente do que vivemos, permite-nos conhecer outras culturas, valores e paisagens, sem que tenhamos que sair de uma confortável poltrona de cinema. Ter contato com a dura vida das mulheres no cenário árabe é bastante incômodo e o filme comove não apenas pela história da protagonista, mas pelo êxito da diretora em não cair na tentação de julgar (homens, mulheres ou a sociedade), sofrer ou fazer-se de vítima. 

Saí do filme curiosa sobre o futuro de Wadjda, da mesma forma que vejo a personalidade de meus filhos e fico tentando imaginar que adultos serão e como suas características os tornarão únicos e diferentes.